Arkenstone
6 Capítulo 6 – Moria
Do topo da Montanha Solitária, podem-se ver muitas paisagens da Terra-Média. Uma delas é o Rio Comprido, onde, há pouco tempo, foi avistado um bando de orcs que corriam ao longo deste, porém, ao contrário do que muitos pensaram, eles não se aproximavam de Erebor, mas se afastavam em direção a Mordor.
A notícia da viagem dos orcs sem aparente motivo alarmou o reino e esse virou o assunto de muitas conversas a partir deste dia. Outro fato peculiar foi a atitude tomada pelo rei. Ele não comentava nem sequer falava, não fez nenhuma aparição ao povo, nem anunciou coisa alguma, ficava apenas em sua sala no final do corredor com sua espada. Não se ouviu fala em Thráin por exatamente uma semana. A primeira e única mensagem dele foi enviada por meio de pequenas e singelas cartas que foram enviadas a apenas três anões.
" Meu bom amigo,
Sei que pode parecer-lhe repentino esta carta que o escrevo, mas essa simples mensagem poderá mudar o destino de Erebor. Como sabes, Moria foi abandonada por nossos ancestrais, ou melhor, foi tomada pelos orcs que expulsaram nosso povo. Orcs que agora deixaram nossas antigas terras. E
por isso lhe digo que chegou a hora de reconquistar Moria, a terra dos anões.
Sei que pode parecer loucura e uma mensagem assim tão simples seria de se duvidar, mas digo-lhe que se prepare para a viagem, pois a estrada nos espera assim que o sol começar a raiar tomando o lugar da última lua cheia quando os portões de Erebor se abrirem para os destemidos que reencontrarão a antiga terra de seu povo.
Rei Thráin de Erebor."
Essa tão peculiar carta fez com que Damli ficasse um tanto quanto intrigado, afinal já havia se passado uma semana desde a discussão e ainda não havia tido notícia alguma sobre Thráin ou a espada. Foi pego muitas vezes, durante o seu trabalho, matutando com o pedaço de papel nas mãos ou sussurrando consigo mesmo.
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Na última noite de lua cheia daquele mês, Damli estava em casa e andava de um lado ao outro. A chama na lareira crepitando e o uivo do vento parecia acompanhar os passos nervosos do anão. Vez ou outra parava, sentava na poltrona ao lado da lareira e mexia em sua comprida barba e logo depois voltava a andar impaciente pela casa. Estava em uma situação difícil, logo seria hora de partir, mas ainda não sabia se este era o correto a ser feito. Reconquistar Moria seria o certo a se fazer, voltar à sua terra natal e cavar o Mithril. Às vezes sonhava com isso, com os velhos tempos. Porém via o que acontecia com Thráin. A mente de seu amigo estava perdida, louca pela glória. Mas, ainda assim, era seu amigo e não podia abandoná-lo. Nunca o abandonou e nunca o abandonaria.
Logo tomou sua decisão. Arranjou uma mochila velha e começou a pegar todas as coisas que julgava importantes, prendeu sua espada no cinto e partiu naquela noite de céu limpo, afinal aquela seria uma longa viagem.
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