Arisen

8 Tumer e seu lado escuro


Notas iniciais
Ok, os capítulos escritos no papel acabaram no capítulo 7, então, a partir de agora, os capítulos saíram todo domingo. Ok? ;w;

Arya foi a primeira a acordar, a carruagem ainda estava em movimento, as cortinas que davam para o banco do condutor estava fechadas, assim como a que dava para fora do veículo pela parte de trás, cortesia de Rook para que eles tivessem um "bom dia" de sono. A garota demorou um pouco para acordar de verdade, e quando finalmente acordou, percebeu que estava próxima de mais a Lyon. Corou um pouco e se afastou. Foi até a cortina que dava para o banco do condutor. Tomou um susto quando abriu-a para falar com Rook, já estava de noite.

— Rook! — A garota cutucou o ancião algumas vezes.

— Oh! Diga, Arya.

— O que foi que houve? Hã... Quero dizer... O que foi que aconteceu depois que Lyon colocou a runa pra tentar me ajudar...?

— ... — Respirou fundo antes de falar. — Nada. — Riu feito um idiota. — Ele ficou cansado e parou um pouco, vocês dormiram e eu tive que levar vocês dois pra carruagem. Por favor, comam menos. Minhas costas agradecem.

Arya riu, queria gargalhar, mas não podia por causa de Lyon, que ainda dormia lá trás.

Deviam ser onze horas da noite agora quando Lyon finalmente acordou, a carruagem não estava mais se mexendo, conseguia dizer apenas pelo balanço ausente que sentia. Conseguia ouvir pequenos sussurros vindo do lado de fora.

Saiu da carruagem e teve uma surpresa ao ver várias pessoas na rua, apesar dos baixos sussurros. A luz que iluminava a cidade era fraca, mas mesmo assim, iluminava bem a cidade em pequenos pontos. A luz vinha de pequenas esferas incandescentes que passeavam pela cidade, iluminando tudo. Magia. Lyon adorava vê-la em qualquer forma. Seja em forma utilitária ou de combate.

Percebeu que a carruagem estava parada em frente a uma taverna, como não viu nem Rook nem Arya, eles talvez estivessem lá dentro, encontrou-os numa mesa ao fundo. Arya o viu primeiro.

— Lyon! — Ela gritou para ele, de boca cheia. Lyon riu, foi até eles e sentou-se.

— Lyon... — Rook o cumprimentou apenas com essa palavra.

— Velho...

— ...? — Arya arqueou uma sobrancelha.

— Ah, nada. — Rook sorriu. — Lyon, sirva-se, deve estar com fome.

Franziu as sobrancelhas e pegou um pouco de carne que ainda sobrava na bandeja. Por que aquele velho estava tão sorridente? Lyon não entendia. Talvez Arya tivesse perguntado pela noite passada e ele, de costume, mentiu.

— Por que estamos aqui mesmo? — Arya perguntou.

— Ué, você não quer aprender magia? — Lyon encarou ela, e a garota assentiu.

Foi uma sorte grande aquela taverna ter quartos para se passar a noite. Resolveram dormir os três no mesmo quarto, já haviam levado pouco dinheiro e precisariam economizar. Lyon aceitou dormir no chão, os quartos só tinham duas camas.

A cidade fazia jus ao nome, Turme, "Torre". Suas estruturas eram enormes, seu menor prédio devia ter 10 andares no mínimo. O que prosperava na cidade era o comércio de armas e magia. Lojas de estadas, arcos, armaduras, encantamentos, itens mágicos, livros de feitiços eram o que pontilhavam as ruas da cidade.

— Lembre-se que a prioridade agora é achar um professor de esgrima para vocês. — Rook disse. — É por isso que vamos atrás de Amber.

— Você já falou dela, mas quem é? — Arya perguntou, curiosa;

— Líder das ordem dos paladinos, que fica nessa cidade. Eles ficam em um castelo no centro de Turme, ele é gigante também. — Rook, falou, com um sorriso no rosto.

Guiados pelo velho, Lyon e Arya foram em direção ao castelo.

Mas...

Toda cidade tem o seu subúrbio. Um lugar aparentemente sombrio e perigoso. Sem iluminação e esquecidos pelo governo da cidade. Cinco homens armados com os mais variados tipos de armas cercavam uma figura encapuzada, que permanecia calma, apesar da ira que os homens emanavam.

— Tipos estranhos! — Gritou o maior e aparentemente o líder do grupo. Empunhava uma maça gigante e a apontava para a figura negra. — O que devemos fazer com ele?

— Matar!

— Matar!

— Jogar ovos nele!

— O quê? — O líder gritou. A figura pareceu rir.

— Matar!

Todos os homens avançaram de uma vez, numa estocada única com várias armas diferentes, algumas armas nem feitas para estocar foram. O ser encapuzado abaixou-se, esquivando de todas de uma vez. Uma forte rajada de vento jogou os homens a alguns metros de distância da figura. O vento também retirou o capuz da figura. Cabelos brancos, olhos vermelhos, sardas, olhar assassino, pele pálida, Vance. O garoto avançou contra um dos homens que se levantou, socando-o forte na barriga. Não foi uma ação muito impressionante, mas foi extremamente poderoso, pois uma massa gigantesca de ar acompanhou o soco, fazendo o homem voar em direção a um prédio, quebrando sua parede e adentrando nele. Vance não sabia se ele tinha saído pelo outro lado.

O braço com que o garoto fez o soco estava totalmente enfaixado, nem as pontas dos dedos estavam expostas. Viu com o canto do olho mais espadas vindo em sua direção. Rolou para frente e se pôs de pé rapidamente. Levou a mão até a bainha que estava presa em sua perna esquerda e puxou uma adaga que não devia ser maior que o seu ante-braço.

— Há! Olha esse cotoco de espada! — O líder do grupo voltou a provocar.

Então Vance investiu contra o líder, este bloqueou o ataque com a sua maça gigante e contra atacou, mas sendo facilmente esquivado pela agilidade do albino. Rajadas de vento estavam presentes em toda a luta. Vendo que não teria sucesso contra o líder, mudou o alvo. Agitou seu braço enfaixado e foi jogado em direção a outro homem, que assistia a luta daquele garoto contra o seu chefe, este foi surpreendido por uma adaga em seu pescoço.

Numa ação rápida, Vance pegou o corpo sem cabeça do homem que acabara de matar e o usou como escudo humano para se defender de uma estocada surpresa. Jogou o corpo morto contra outro homem, que o fez cair no chão. Mais uma poça de sangue jorrou no chão. Só restavam dois, o chefe e outro qualquer. Vance esticou o braço enfaixado para este e convocou uma rajada de vento para trazê-lo para perto do assassino. O vento foi tão forte que Vance não teve tempo de usar o ataque ao seu favor, simplesmente saiu da frente o mais rápido possível, o homem morreu do mesmo jeito, bateu violentamente contra a parede de um prédio.

O líder do grupo tremeu.

— Meu assunto agora é com você... — O garoto falou, apontando sua adaga para ele, seus olhos estavam mais vermelhos.

— Moleque desgraçado.

O garoto fez o mesmo movimento que fez com o último para trazer o líder para perto, chutou-o na barriga, que o fez cair no chão. Pousou sua adaga levemente sobre o pescoço dele.

— Oi. — O garoto sorriu. — Meu nome é Vance. As pessoas me disseram que você sabe quase tudo que acontece no continente, certo? — O olhar assassino do garoto havia sumido, agora era uma cara de criança pedindo doce.

— Eu não vou falar nada!

Vance apertou a adaga contra o pescoço do homem, o que fez um fino filete de sangue escorrer.

— O que quer saber? — Falou, sério.

— Quem é o novo Arisen?

— ...

— Fale!

— É uma criança.

— Você sabe quem é?

Ele assentiu.

— Qual o nome dele?

— Dela.

— Oh, é uma garota? Qual o nome? — O líder negou com a cabeça.

— Não sei.

Vance apertou mais um pouco a adaga.

— Me dê informações, droga, quer acabar sem a cabeça? — Ele gritou, autoritário.

— Ela está nessa cidade, chegou ontem a noite.

— Ah, certo, obrigado e tenha um bom dia. — Sorriu e arrancou a cabeça dele.

Notas finais
jshlgjahsgkjs Vance