Ariana Grayson and The Lost Spear of Ares
2 Capítulo 1
Em Dallas era relativamente raro nevar, mas ainda assim fazia muito frio no inverno. Minhas aulas haviam parado para as festas, mas ainda faltavam três dias para o Natal. Eu queria estar no Acampamento Meio — Sangue, treinando combate com meus irmãos, mas achei que seria egoísmo de minha parte não passar o feriado com minha mãe.
A dois anos atrás, havia descoberto que era uma semideusa — ou meio-sangue -, e havia sido levada para o Acampamento em Long Island. Minha mãe fora sincera comigo, mas não tinha me dito quem era meu pai. Fui reclamada pouco tempo depois como uma filha de Ares.
A principio me assustei; qual é, eu tinha apenas onze anos, e sem dúvida nenhuma era a filha de Ares que mais se destoava do estereótipo dos filhos de Ares. Eu não era alta, pelo contrário, sempre fui baixinha. Não conseguia me equilibrar com lanças e os elmos me incomodavam. Eu também não era uma pessoa forte, então decidi tentar usar estratégias ao invés da força bruta. E isso incomodou meus irmãos, devo admitir, já que estratégia era algo que os filhos de Atena usavam.
Não que eu conseguisse me controlar perfeitamente; um dos traços dos filhos de Ares é a raiva e o temperamento explosivo. Minha mãe era uma mulher calma e de temperamento agradável, então eu conseguia ter certo auto controle. Mas mesmo assim, a sensação de que meu sague estava sempre fervendo não me abandonava e isso ás vezes me colocava em situações desagradáveis.
Saí de meus pensamentos quando cheguei em uma lanchonete; eram dez horas da manhã, mas eu havia saído para dar uma caminhada. Uma sorte nenhum monstro ter me atacado durante esse tempo. Me sentei em uma das mesas e esperei até a garçonete vir até mim.
— Um sanduiche e refrigerante, por favor. — falei para a moça loira e ela anotou ido para trás do balcão.
E então, um barulho de um motor roncando cortou o ar. Olhei pela janela da lanchonete e vi uma moto enorme parada ali. Eu não conseguia me lembrar qual era o nome... Ah, sim, uma Harley. Um homem entrou na lanchonete e ele me fazia pensar em confusão. Seu cabelo era preto, cortado rente, ao perfeito estilo militar. Usava óculos escuros, que tampavam a lateral de seus olhos e um casaco de couro preto por cima de uma camisa vermelha. Seu rosto era anguloso e bonito, mas brutal.
Ele caminhou pesadamente, com suas botas de motociclista, e se sentou na cadeira a minha frente.
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