Arena das Almas

2 II - Capital a espera


Notas iniciais
Estamos de volta com o segundo capítulo! O/ Eles estão sendo bem curtos e rápidos agora no começo, mas vamos tentar aumentar conforme o decorrer da história (e principalmente na Arena, claro). Obrigada a quem comentou e favoritou, e sejam bem-vindos todos que estão acompanhando! Boa leitura, esperamos que gostem *-*

Sam irrompeu pela porta da sala do Edifício da Justiça como se quisesse quebrá-la. Dean esperava pacientemente a chegada do irmão para a despedida, assim como Jo na sala ao lado.

– O que achou que estava fazendo? – Sam berrou para ele.

– Meu trabalho, salvar a sua pele.

– Salvar a minha pele? – ele repetiu, incrédulo. – Como vai fazer isso se eu vou ficar sozinho aqui?

– Melhor sozinho aqui do que sozinho na Arena – Dean rebateu. Será que Sam não entendia que estava fazendo aquilo só por ele? Era só agradecer um pouco e então ele iria para o trem da Capital.

– E a sua pele, não significa nada?

– Claro que significa, por isso vou fazer alguma coisa com ela: matar monstros, o que eu faço de melhor.

Sam suspirou. Queria tanto socar o rosto do irmão quanto abraçá-lo. Dean pôde ver que seus olhos estavam marejados.

– Dean, mesmo para um caçador, os Jogos são pesados. Nós assistimos as outras edições. O último vencedor quase não conseguiu sair da Arena de tão estraçalhado.

– Eu não sou outra pessoa – ele respondeu, convicto. – Olha, cara, você estava pensando em como seria se um de nós fosse sorteado e o pai não estivesse aqui. É o que está acontecendo, então me deixe resolver as coisas dessa vez.

Sam balançou a cabeça. Dean achou que ele ia inventar mais alguma coisa para brigar, mas ele simplesmente o abraçou. O tempo para despedidas estava acabando.

– Eu vou voltar, Sammy – Dean assegurou. – Eu sempre fico bem, lembra?

– Vou arrumar um jeito de te patrocinar lá dentro. Vamos fazer você ganhar.

– Você sabe que não temos dinheiro para isso. Não faça algo de que vai se arrepender.

– Não quer que eu siga seus passos? – Sam revidou, com um pouco de humor.

– Exato. – Dean sorriu. – Faça o que eu digo, não faça o que eu faço.

O Pacificador abriu a porta para levar Sam dali, dizendo que o tempo estava acabado.

– Boa sorte – ele disse enquanto era puxado.

– Ei, Sam! – Dean não sabia como dizer aquilo em poucos segundos. – Se algo acontecer comigo, prometa que vai continuar lutando.

Mas ele nunca ouviu a resposta, porque a porta se fechou e foi trancada, escondendo o rosto meio desesperado do Winchester mais novo. Dean achou que já podia sair para ir embora, mas outra pessoa adentrou a sala, uma que ele sinceramente não esperava ver.

Ellen estava quase chorando, provavelmente mais uma vez após a conversa com Jo, quando jogou os braços ao redor dele em um abraço apertado.

– Queria vê-lo mais uma vez antes de ir – confessou, afastando-se.

– Está tudo bem, Ellen.

Ele sabia o quanto ela queria ver Jo fora daquele ramo. Era o mesmo que ele pensava em relação a Sam.

– Se eu fosse mais jovem como você, teria me oferecido no lugar dela – Ellen sussurrou.

– Eu sei. Farei o que puder.

Ela entendeu a mensagem. O Pacificador voltou para levá-la. Como não havia mais ninguém para se despedir dele, Dean foi guiado para fora do Edifício até o carro que levaria para o trem. Jo sentou-se ao seu lado, e os dois ficaram ouvindo Yara, a acompanhante, tagarelar sobre o cronograma de eventos.

No trem, encontraram Bobby Singer e Jody Mills já os esperando. Bobby lhe lançou um olhar raivoso, mas não disse nada na frente das duas. O vagão em que estavam tinha uma mesa e balcão cheios de comida, e por um momento Dean se distraiu totalmente por aquilo. Começou a imaginar se teriam torta.

– Tudo bem, vamos começar – disse Jody. Ela havia ganhado os Jogos há muitos anos, e era a mulher mais velha do Distrito 7 a ser vencedora, mas tinha apenas quarenta anos. A deusa Héstia a havia apunhalado com uma estaca abaixo do ombro direito, quase no peito, e até hoje ela carregava as sequelas. – Primeiro, a pergunta: querem ser treinados juntos ou separados?

– Separados – Jo respondeu pelos dois. Não falara nada desde que fora sorteada e mal olhara para Dean, sempre com um olhar determinado e sério. Ele preferiria que fossem treinados juntos após a conversa com Ellen, mas não contestou.

– Certo – Jody assentiu. – Vamos começar depois de amanhã, porque amanhã serão preparados para o desfile de entrada. Hoje à noite veremos as colheitas dos outros distritos. Então, terão as duas semanas no Centro de Treinamento, a apresentação para os Idealizadores e a entrevista.

– Prestem atenção a tudo que nós e os treinadores disserem – completou Bobby, tomando um gole de seu cantil. – Não sei se viram os últimos Jogos Vorazes, mas os Idealizadores estão bem criativos. As duas últimas edições foram um cemitério e uma fábrica abandonada. Eles colocaram criaturas que não eram vistas há anos para lutar.

– Não sabemos o que a Arena será dessa vez, mas os objetos na Cornucópia serão os de sempre: ferro, sal, facas, espadas, adagas, bestas, prata, água benta, crucifixos e pentagramas ou amuletos. E, é claro, um único livro com lendas, feitiços e rituais. Além de poucas mochilas com suprimentos.

Dean e Jo ouviram com atenção o próximo tópico: os Carreiristas.

Chegaram a Capital no começo da noite, junto aos distritos 2, 3 e 6. Uma multidão estava reunida para assistir a chegada dos tributos, aplaudindo e gritando vivas. Dean se assustou com a quantidade de pessoas com plásticas, tatuagens, perucas e roupas gritantes.

Eles foram levados até o prédio onde os tributos dormiriam, no sétimo andar. Antes de deixá-lo, porém, e quando Jo e Jody estavam a uma certa distância, Bobby segurou o braço de Dean.

– Espero que saiba no que está se metendo, garoto. Isso não é só mais uma caçada qualquer.

– Eu sei, Bobby, relaxa. Vou ser provavelmente o único caçador lá dentro além de Jo. Me darei bem.

– Não tenha tanta certeza – Bobby avisou, sem nenhum indício de sorriso. – Quero ver como você vai se virar tendo que fazer a própria comida, sem ser tão simples como mostrar uma identidade falsa com dinheiro falso. Diga-me, quão bom você é em lutar contra humanos e criaturas ao mesmo tempo? Não é um evento para você mostrar suas habilidades de caçador, é para ver quanto tempo demora até que fique louco.

Com mais um gole do cantil e o comentário feliz, Bobby virou as costas e saiu, deixando Dean sozinho para refletir.

Notas finais
Então, como foi? Estão ansiosos pelos próximos capítulos? Quais são suas expectativas para com os personagens? Qualquer crítica ou sugestão podem nos dizer, mas por favor não deixem de comentar. Reviews são muito incentivadores e ajudam a melhorar *-* É isso, o próximo capítulo sai na sexta! Espero que estejam curtindo ^^