Por muito tempo não entendi a graça em canções de amor.

Sempre gostei de músicas e sempre admirei letras complexas sobre sentimentos e paixões.

O problema (fui tola de achar que isso que era o problema) era que nunca me sentia representada em meio a tantas rimas de idealização. E diga-se de passagem, as "músicas de corno" também não tinham muito a ver comigo...

Até conhecer Fabi nunca tivera um momento de, embalada em melodias, conseguir recordar claramente o brilho dos olhos de alguém ou o som de uma risada.

E depois que a conheci? Aí sempre lembrei dela em músicas sobre corações partidos, porque mesmo que ela estivesse tão perto de mim, ao alcance de meus dedos, nunca estaria perto da forma que eu desejava. Tão perto, mas tão longe.

É, amor rima com dor.