Are You Gay, Honey - Wolfstar
3 3 - Sr. Certinho não tão certinho
— Como ele pôde não acreditar em nós? — Marls mexe os braços furiosa, uma das manias dela quando nervosa — ele é o diretor, deveria pelo menos investigar!
— Ele acredita, talvez até sabia que iria acontecer — penteio meu cabelo compulsivamente — deu pra notar por aquele sorriso estúpido dele, ele só não se importa mesmo.
— Caramba, eles me deram medo — Wormtail mantém a cabeça e o tom de voz baixos, ele deve estar aterrorizado, tadinho — e acho que o Six tá certo, o diretor Dumbledore parecia estar se divertindo com o que a gente contou.
— Ei, o que acha de nos vingarmos, em Jay? — me viro para o mesmo e ele está focado em algo, sigo seu olhar e encontro a ruiva de antes — oh, boa idéia, se mexermos com ela, ele vai ficar furioso, deu pra ver na cara dele o quanto ele gosta dela e...
— Padfoot, cala a boca — ele fala sério e autoritário, ele nunca usou esse tom comigo, um calafrio sobe pela minha espinha — deixa isso pra lá.
Ele continua olhando a garota, que dá alguns sermões em alguns encrenqueiros e está acompanhada dos amigos, eles conversam e riem alto mas por conta do barulho do corredor mal dá pra ouvi-los.
Viro meu pulso, meu relógio marca 14h, ótimo, falta apenas 1h de aula até sermos liberados, mas não é como se fossemos ir.
— Eu sei muito bem no que você tá pensando, Sirius — Marlene me olha zangada — essas últimas aulas são da professora Minerva, ouvi dizer que é ela é capaz de achar qualquer um, então, melhor irmos.
Bufo, esse é um dia extremamente estressante, primeiro fomos pegos e levamos detenção, depois o grémiozinho se vingou, o velho que comanda esse lugar cagou pra nós e agora teremos de ir às aulas.
— Dia agitado, em? — jogo minha mochila nas costas, dou uma rápida olhada nos papéis que tinham nos dado mais cedo e me dirijo até a sala 101 — vamos acabar com isso logo.
— É... Six — Peter franze a testa enquanto tenta me acompanhar — você sabe o caminho?
Paro imediatamente, olho pros meus outros amigos e eles negam, sorte pra cacete, deveríamos ter ficado nas outras escolas, era mais fácil de lidar.
— Vou perguntar pra aquela garota — Marls aponta pra Dorcas e eu a encaro incrédulo, ela dá de ombros e caminha até a mesma.
— Me recuso a acreditar que vocês estão simpatizando com o inimigo — franzo a testa ao ver as duas conversando, a morena aponta uma direção mas mesmo assim elas continuam a dialogar — vocês são malucos... ou masoquistas.
— Six, cara, eu te amo e te considero meu irmão — Prongs suspira — porém vai se fuder, você arranjou briga, tudo bem que eles claramente não batem bem da cabeça, todavia, foi sua culpa ter atacado eles.
— É aquele ditado, Pad — Peter gesticula desnecessariamente — não se cutuca onça com vara curta.
Reviro os olhos, meu deus, eu faço um comentário, eles nos vendam e nos ameaçam e eu sou o errado? Na hora que eu fizer aquele maldito Lupin pagar dúvido que eles não vão me agradecer, consigo até visualizar a cena, "obrigada, Six, nunca deveríamos ter dúvidado de você, deveríamos tê-lo apoiado!".
— Ok — Lene e Dorcas se aproximam, a garota de tranças continua desconfiada mas está mais relaxada — ela se ofereceu para nos acompanhar, já que também tem essa aula.
— Oh, muito obrigada, salvou nossas vidas — ironizo e as duas se irritam, percebo pelos punhos cerrados — o que seria de nós sem você?
— Bem, provavelmente levariam mais uma semana de detenção, a professora Minerva odeia atrasos — e Dorcas começa a andar e nós a seguimos.
Eu realmente não faço ideia de como não tem sinalização nesse lugar, caso alguém se perca é possível nunca mais encontrar a saída, cruzes. Os corredores são idênticos, longos, brancos e cheios de armários, de noite deve ser o próprio cenário de filme de terror.
Após algumas voltas, alguns alunos estão acumulados em grupinhos do lado de fora, Meadowes apenas ignora todos e adentra a sala, dando um aceno pra Marlene, que retribui o gesto.
— Jay, para de flertar, entra logo — Marls o agarra pela parte de trás da camisa e sai o puxando — Pet e Six, vocês também, andem.
Desde quando ela dá ordens? E acima disso, desde quando obedecemos?
Entramos na sala, Lene joga James em uma cadeira e senta na mesa do lado, eu sento atrás e Peter ao meu lado, as mesas são distribuídas em duplas.
Olho ao redor, os sádicos estão do outro lado do cômodo, na primeira fileira, nerds.
Lupin conversa animadamente com as amigas como se nada tivesse acontecido. Uma sensação quente se espalha pelo meu corpo e cerro os punhos, não posso deixar a raiva aflorar agora, não posso simplesmente levantar e dar um soco no meio da boca dele.
— Bom dia, turma — uma mulher entra, é magra e alta, usa um óculos na ponta do nariz e um jaleco longo, alguns fios brancos se destacam em seu cabelo castanho — vejo que temos algumas celebridades entre nós.
Ela encara friamente nosso quarteto, mais especificamente eu e o de cabelos desarrumados.
— Bem, como eu já ouvi muito sobre os senhores, temo que terei de reorganizar os lugares — os alunos vaiam a decisão mas se calam quando ela lança um olhar fulminante sobre a classe — ok, então utilizaremos a caixa decisiva.
Várias pessoas reclamam, ela puxa uma caixa preta de uma das gavetas de sua mesa, enfia a mão e puxa um cartão.
— Sr. Pettigrew — ela já tinha colocado nossos nomes? Uau. Ela novamente tira outro cartão — e a Sra. Abbott, primeira carteira, por favor.
Dois alunos se levantam e Peter e a garota se sentam, eles estão vermelhos como tomates, tentando a todo custo evitar contato um com o outro.
— Sr. Potter — ele se ajeita — e Sra. Evans, terceira mesa.
É, ela está determinada a nos separar e infelizmente não há nada que podemos fazer. Marls é chamada e acaba sendo dupla da MacDonald, elas se encaram e desviam o olhar.
— Sr. Black — sorrio com desdém, o que a faz cerrar os olhos — e Sr. Lupin, quarta carteira.
Deixo minha cabeça pender pra frente e bater na madeira, com certeza eu fui amaldiçoado por alguma força divina.
Permaneço no meu lugar e ele vem até mim, mais carrancudo a cada passo.
— Golpe de sorte, em? — ele pega o livro e me ignora, quanto tempo eu consigo de detenção se partir pra cima dele agora? — sabe, eu me pergunto o que aconteceria se...
— Black, eu só vou falar uma vez, então é melhor prestar muita atenção — Lily se vira pra mim, ela está tão furiosa que é impossível não levá-la a sério, Jay apenas observa de canto a situação — ou você deixa o Remus em paz ou eu vou fazer a professora Minerva te colocar de detenção com Lucius Malfoy.
Arregalo os olhos e encaro James, ele fica com cara de pena mas levanta as mãos em sinal que não pode fazer nada.
O maldito Lupin continua com o rosto enfiado no caderno e fazendo anotações, a professora começa a falar algo sobre biológia... ugh, pelo menos não temos que dissecar sapos.
Batuco a ponta do lápis na mesa, o barulho é constante e me perco ali, é mais interessante e confortável do que qualquer coisa a minha volta.
— Dá pra parar? — o de cabelo castanho claro franze a testa — isso tá me desconcentrando.
— Oh, sério? — sorrio travesso, a expressão em seu rosto piora — o que ganho em troca? Porque, sinceramente, pouco me importa se você está gostando ou não.
— O que acha de eu não piorar a sua imagem aos olhos dos professores? — sério? Ele realmente acha que isso conta como ameaça? Levanto uma sobrancelha o que o faz suspira, voltando a prestar atenção a aula.
— Bem, caso você cons...
Paro no momento que um barulho alto atrai a atenção de todos, Prongs está caido ao lado de sua cadeira, enquanto a ruiva tenta equilibrar a própria.
— Sra. Evans, quer fazer o favor de explicar o que está acontecendo? — Minerva está um pouco vermelha, a raiva explícita em seus olhos.
— Apenas me desequilibrei, senhora professora — Potter se levanta com uma mão na nuca. Ele não fez uma piada sobre a situação? Que estranho.
A professora cerra os olhos mas dá de ombros, Lily parece mais furiosa do que antes e escreve rapidamente enquanto murmura alguma coisa.
— Ei, o que aconteceu? — Prongs gira os indicadores, em sinal de "depois".
Observo o ambiente, do lado de fora dá pra notar que tem um lago e uma grande árvore, nada demais.
— Eu vou enlouquecer — penso em pegar meu pente, porém a única que tem um espelho é a Lene e ela tá do outro lado da sala — se você tiver qualquer coisa que vá me entreter até o final disso, eu te deixo quieto.
— Eu espero que isso seja verdade, serve algum livro? — franzo a testa mas concordo, não é algo "uau, que divertido" mas é melhor do que nada.
Ele puxa a bolsa para o colo e retira um, olha o título e coloca de volta... o que? É algo errado? Me inclino em sua direção e tento ver qual era, ele se afasta um pouco e derruba o livro, "Vermelho, Branco e Sangue Azul".
— Então gosta de livros "inapropriados", hm? — meu sorriso malicioso cresce quando ele cora e agarra o livro rapidamente — quem diria que o senhor certinho leria algo do tipo.
— Você... lê? Digo, esse... gênero? — ele levanta levemente uma das sobrancelhas, ele me encara profundamente e um choque percorre meu corpo, mas que diabos?
— Não, não busco palavras pra imaginar sexo — pisco pra ele e ele revira os olhos, bufando e me entrega um livro da Agatha Christie.
Eu não sei se a escrita dela não é minha praia ou se é a leitura em si, porém depois de dez minutos lendo eu não aguento mais, se eu ler mais uma palavra sequer é capaz que eu desmaie.
— Não quero mais — abro a mochila dele para colocar o livro e vejo algo que me chama a atenção... nem fudendo — acho que me enganei em relação a você mesmo.
Lupin me olha apreensivo, suspira e se vira, notando do que eu estava falando, um pacote de camisinha. Imediatamente, seu rosto fica totalmente vermelho e ele trava, alternando seu olhar entre mim e o preservativo.
Meu sorriso aumenta ao perceber seu desespero, ele não sabe como agir, não parece nem um pouco o cara de algumas horas atrás que mandou me algemarem e me ameaçou... ah, sim, ele fez isso. Com isso, meu sorriso desaparece e o encaro sério. Bem, me aproveitar da situação não faria mal a ninguém. Forço a mesma feição de sempre, travessa e marota.
— Não me diga que pretende usar isso na escola — digo aumentando meu tom de voz à medida que falo — que coisa errada, presidente!
A professora praticamente arremessa o giz e caminha em nossa direção a passos duros.
— O que está acontecendo aqui? — ela arranca a mochila das minhas mãos e congela — de quem é esse item, senhores?
Aponto para o garoto de uniforme em estado impecável, ela encara incrédula mas vendo a cara que ele fez ela acredita.
— Sr. Lupin, dois dias de detenção e irei ter uma conversa com sua mãe — ela fala baixo e o sinal toca.
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Entro na sala, as aulas já acabaram porém tive de ficar por conta do... meu deus, meu rosto queima só de lembrar.
Sinto o olhar dele em mim, o que só piora minha situação, aquele foi um momento totalmente vergonhoso, nunca mais quero repetir nada do tipo na minha vida.
Merda, como eu esqueci de esconder aquilo? Ugh, como eu posso ser tão irresponsável? Também não é como se eu esperasse que alguém bisbilhotasse minha mochila mas, puta merda, eu poderia ter evitado tudo tão facilmente.
Sento na primeira fileira, perto das janelas, o professor cochila em cima de sua mala. Mantenho minha cabeça baixa, como eu queria ter uma capa da invisibilidade agora...
— E aí... — ele se senta ao meu lado e nem ouso encará-lo, seus amigos arrastam duas cadeiras para ficar a nossa frente.
Ficamos em um silêncio constrangedor, o loiro franze a testa enquanto observa a sala, Black sorrindo de lado divertido com a situação e o de óculos me encarando fixamente, me deixando muito incomodado.
Ele mantém o olhar, me fazendo me ajeitar e limpar a garganta, após alguns segundos ele sorri, de maneira amigável e sincera, e estende a mão.
— Sou James Potter, mas pode me chamar de James, Jay, Potter ou Prongs — aceito o aperto de mãos — bem, meu querido irmão me contou sobre o que houve e, caramba, você quebrou todas as nossas expectativas.
Sinto não só meu rosto queimar, mas sim meu corpo inteiro e abaixo ainda mais a cabeça.
— Não precisa ter vergonha — Pettigrew fala calmo — olha o lado bom, pelo menos isso quer dizer que você não fica só na... você sabe... punheta...
Será que dá pra alguém morrer de vergonha? Porque se for possível eu estou por um triz da morte.
Os outros dois gargalham, o loiro se encolhe e me pede desculpas e eu concordo, ele não parece ter feito por mal, só tentou ajudar, da própria maneira... apesar de ter sido uma bela merda.
— Então, quer dizer que o Sr. Certinho não é tão correto assim? — Black levanta uma sobrancelha, o sorriso no rosto, eu poderia meter um soco nele — isso sim que é uma surpresa.
— Bem — Potter me olha sério — se Sirius estiver certo, gostaria de entrar pro nosso grupo?
Levanto a cabeça bruscamente e franzo a testa, só pode ser uma brincadeira.
Quem convoca uma pessoa ao qual você causou muitos problemas e descobriu coisas duvidosas sobre ela para seu grupo íntimo de amigos? Um maluco, no mínimo.
— Olha, com toda certeza, eu não sou como vocês acham que sou — Potter cerra os olhos — nem o "Sr. Exemplo número um" e muito menos um pegador ou um encrenqueiro ou qualquer coisa do tipo.
— De qualquer forma, se você aceitar isso já mostra um pouco de quem você é — ele dá de ombros — ou de quem quer ser, então, o que me diz?
— Vocês não batem muito bem da cabeça, não é?
— Claro, porque fomos nós que fizemos você-sabe-o-que mais cedo, né? — o de cabelos escuros cruza os braços, eu me limito a cerrar os olhos.
— Sirius, já conversamos sobre isso — o de óculos suspira — você é amigo da ruiva?
— Da Lily? — os olhos dele brilham, o que ele tem em mente? — sim, por quê?
— Olha, ela está saindo com alguém? — ele se ajeita animadamente e nitidamente ficando agitado — pode me apresentar a ela? Dizer coisas boas sobre mim?
Não pode ser verdade, James Potter, o tão conhecido encrenqueiro que encanta corações por onde passa está interessado em Lilian Evans? Carma realmente existe, coitado.
— Você tá brincando, né? — o olho esperançoso e com um toque de pena — porque se não estiver, bem, meu conselho é: desista, ela nunca na vida daria qualquer abertura a você.
— Você gosta dela? — ele cerra os olhos e me encara da cabeça aos pés, ah, ele só pode tá me zuando.
— Não, pelo menos não do jeito que você está achando agora — ele relaxa um pouco mas permanece em alerta — ela é mais como uma irmã.
— Oh, entendo — o brilho retorna a seus olhos — isso quer dizer que está com aquele ciúmes de irmãos, né? Proteger ela de possíveis namorados e coisas do tipo, compreendo totalmente, com aquela beleza é necessário mesmo.
Sinto vontade de rir, porém seguro, isso é hilário, ele é um completo tapado... ou ingênuo demais.
Apesar de considerar Lily uma irmã, eu nunca tentaria algo assim, ela ficaria furiosa se descobrisse, pois ela sabe muito bem se cuidar e eu confio de olhos fechados nela.
— Mas sério, pode me ajudar? Fui falar com ela mais cedo e ela me empurrou da cadeira.
— Ah, isso explica aquilo — Pettigrew encara Potter — achei esquisito você ter falado "Senhora professora".
— Só isso? — Black coloca um dos braços nas costas da cadeira enquanto o outro em cima da mesa e se inclina pra frente — deveria ter suspeitado no momento em que ele não fez nenhuma piada!
E eles continuaram assim, com brincadeiras, conversando e rindo, e pela primeira depois de um dia inteiro em pé de guerra, eles me parecem apenas três adolescentes que adoram brincar, que não causam mal algum... que não me ofenderam.
— Hm — o professor levanta a cabeça, boceja e limpa a baba, confere a lista e risca os nomes de todos — liberados.
— Até, Remus — Potter sorri — aliás, agora que você é um de nós, precisamos pensar em um apelido.
Ah não, nem pensar, nem em milhões de anos.
Levanto uma sobrancelha, eles se entreolham e riem, sinto que nada de bom pode vir disso.
— Prongs, muito bem lembrado — Black me encara, cerrando os olhos e me examinando, imediatamente me agito, odeio ser o centro das atenções... ou ser o centro de uma atenção que não desejo — que tal algo relacionado ao evento da tarde?
— Se ousar dizer qualquer sugestão, nunca mais dirigirei a palavra a vocês — ele dá de ombros então me viro pro de cabelos bagunçados — e pode esquecer qualquer ajuda com a Lily.
— SIX, FECHE A BOCA! — o garoto dá um tapa na boca do outro, Peter arregala os olhos com a ação do amigo — não posso perder o Remus, ele é de grande importância em meus planos de conquistar a Evans!
— Tá, tá — Black devolve o tapa, porém na nuca do outro, bufa e sai andando, os outros dois acenam pra mim e se vão.
Caminho lentamente pelos corredores, o sol da tarde invade o aposento dando uma sensação relaxante, mais um final de dia.
— Rem! — antes que eu possa me virar sinto o peso de seu corpo em minhas costas, tento a muito custo me equilibrar — vamos, me conte, como foi seu dia?
— Ai, Runa — observo de canto a garota, seu cabelo castanho escuro continua cacheado, apesar dela ser extremamente agitada, seus olhos castanhos escuros estão focados em mim e brilham em o que sei ser curiosidade — foi... divertido e cansativo, e o seu?
— Não tão interessante quanto o seu, irmãozinho — ela sorri, ela sabe, tenho certeza que ela já sabe de tudo — além do mais, ninguém escreveu nos troféus que eu precisava transar.
— Cala a boca e acelera ou iremos perder o ônibus — ela gargalha enquanto tenta acompanhar meus passos, o que pra ela, que é muito menor que eu, é complicado.
— Qual é, pelo menos me fala que deu uma rapidinha com o cara — mostro o dedo do meio e a deixo pra trás, ouvindo suas queixas.
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