Arashi X Ame ou Arashi S2 Ame ?
1 Capítulo 1 - O Começo
Notas iniciais
Divirtam-se!
As audições estavam para começar, grupos e mais grupos de garotas se reuniam para participar. Como dissera o anúncio, cinco delas seriam escolhidas para participar de uma turnê pelo Japão com a boyband mais conhecida: Arashi. Claro que, assim como o grupo, as meninas deveriam cantar e ser amigas a um bom tempo, de forma a possuir uma “química” tão boa quanto os garotos da Arashi, sendo assim, não haveria necessidade de se acostumar com a companhia uma da outra, acabando por não existir brigas.
Entretanto, nunca passou pela cabeça dos garotos, que seria tão difícil encontrar esse perfil. Quando achavam que haviam conseguido, elas brigavam ou haviam formado na hora o conjunto, não tendo boa “química”. Mais de trinta grupos já passaram pela avaliação e nenhum era bom o suficiente. Enfim, chegou o último.
— Espero que seja esse! – Dizia Sho Sakurai, o rapper da banda para os demais.
— Tomara! Não vejo a hora de tocar piano. Estou com uma ideia para uma nova música... – Concordava Ninomiya Kazunari, o mais novo.
No momento em que entraram, os outros três integrantes, Ohno Satoshi, Jun Matsumoto e Masaki Aiba, não tiveram tanta certeza quanto a isso. Estava claro que elas eram amigas a tempos, dava pra ver pela maneira com que tinham formulado passos de dança, mas também estava óbvio que estavam lá apenas para ver seus grandes ídolos, já que não cantavam nada.
— Ok, obrigada garotas! Ligaremos... – Sempre concluía Ohno, o líder, com uma pontada de culpa, afinal, a fala significava que não iriam ligar.
Era sábado de manhã, tinham chegado do aeroporto e ido direto às audições. Não haviam encontrado hotel algum para se hospedarem e, portanto, estavam com todas as malas na vã que estavam utilizando.
Exaustos com a manhã cansativa e sem sucesso, Sho, Ohno, Nino, Aiba e Jun, saíram do teatro para um almoço em um restaurante, onde conversariam sobre o quê fazer, decidiram por ir a pé. A pergunta que não queria calar foi dita por Nino:
— E então... O que faremos agora? Não temos nosso grupo feminino, o que arruinará nossa ideia.
— Temos duas opções: fazemos uma nova audição ou esquecemos isso e inventamos outro tema para nossa próxima turnê. – Respondeu, enfaticamente, Ohno.
Aparentemente, nenhum dos integrantes estava a fim de fazer uma nova audição por ser exaustivo e sem resultados rápidos. Foi então, que escutaram uma garçonete falando com o gerente do restaurante, praticamente implorando:
— Por favor, senhor, eu lhe suplico! Deixe que eu e minhas outras quatro amigas cantemos durante as noites! Acredite, não cobraremos nada, será como um teste: se você aceitar e gostar de nossa música nos contrata, se não nós vamos embora, eu peço demissão e nunca mais nos verá...
— Já disse que não! – agitava para o alto as mãos como se quisesse falar com gestos — Você é só uma garçonete e nunca será nada além disso, duvido muito que tenha voz, vê se esquece esse sonho de ser alguma coisa na vida. – deu as costas e enfatizou — Você nunca passará de um ser insignificante.
Os meninos de Arashi, não poderiam deixar que alguém dissesse algo tão cruel. Estavam se levantando para ter uma palavrinha com o gerente, mas antes que pudessem dar um passo a frente, surgiu outra garota, essa vestida toda de preto, passando ar de rebelde, que estava na mesa ao lado com outras duas, cujo olhar não estava para muitos amigos.
— COMO OUSA FALAR ASSIM COM ELA? – Esbravejou tão forte que seria possível ouvir do outro lado da rua – VOCÊ NEM A CONHECE DIREITO! NÃO PODE SABER SE CANTA BEM OU NÃO E TEM OUTRA, SE NÃO ESTÁ DISPOSTA A NOS ACEITAR PARA A APRESENTAÇÃO NÃO SABE O QUE ESTÁ PERDENDO...
— Por favor Irmã, não diga nada.
— Mas ela tem razão, Mitsuki-chan – Vestida de modo extravagante, outra garota havia se levantado da mesma mesa, ao que parecia as três eram integrantes da banda a qual a garçonete se referia – Não podemos perdoar quem fala mal da nossa banda e muito menos da nossa líder.
— Exatamente – falou a outra garota, essa vestida com muitas cores, elas eram totalmente opostas – Como consegue ouvir alguém te insultando e não fazer nada? Você é muito passiva. Não está brava?
— Eu estou brava, mas não é por isso que vou formar um barraco no restaurante. – alfinetou — Além disso, confio na nossa capacidade de nos tornarmos cantoras, por isso, não ligo para o que as pessoas falam. – Fez uma pausa para retomar o fôlego – Vocês deveriam se portar da mesma forma, Irmã, Yuka-chan e Sak-chan!
O silêncio se fez, a líder Mitsuki, parecia ter total domínio sobre as outras. Utilizava-se da inteligência para se fazer entender. Os garotos apenas ouviam a briga, Ohno, já sentia uma pontada diferente no coração, afinal, Mitsuki era líder e comandava bem seu grupo, assim como ele.
— Certo, ela tem razão – rendeu-se Hana, irmã de Mitsuki, virou-se para o gerente e proferiu – Sentimos muito pelo incomodo, isso não voltará a acontecer.
— Tudo bem, agora saiam, e você – Virou-se para Mitsuki – está demitida.
Conformadas com a demissão, exceto Hana que quis espancar o homem a sua frente sendo impedida pelas outras, o quarteto feminino, saiu do restaurante. Durante essa briga, o grupo Arashi, havia terminado o almoço e pagado a conta. Saíram em disparada atrás das quatro. Se haviam entendido direito, elas formavam um grupo musical e, pelo que tudo indicava, eram muito amigas, a ponto de protegerem uma a outra.
— Se as encontrarmos, Jun e Aiba irão conversar com elas – planejava Ohno.
— Ei, porque eu não posso falar? – Indignou-se Sho.
— Pode se quiser, mas não seja rude, não podemos perder essa oportunidade, poderemos salvar a ideia.
Estavam a quase um quarteirão do restaurante, quando avistaram as meninas saindo de uma loja de CDs. Gritaram para elas pararem e Sho logo disparou:
— Ei vocês! Cantam em quinteto? São Amigas? Podemos ouvi-las?
— QUEM SÃO E O QUE QUEREM? – Hana ainda não havia se recuperado da irritação.
Devido aos óculos escuros que os cinco utilizavam, era difícil serem reconhecidos, mesmo para quem era realmente fã.
— Sho-kun, eu não disse para não ser rude? Agora estão assustadas...
— Ah, era isso que queria dizer, Oh-kun, desculpe...
— Era pra eu ter falado! Eu teria sido mais delicado, mas essa anta do Sho de tanto cantar rap transformou-se em um tirano!
— Também não é assim, né Jun-kun... Acontece,...
— ESPERA UM MINUTO – a ex-garçonete interrompeu a briga — ...!! VOCÊS SÃO O ARASHI? EM CARNE E OSSO? NA MINHA FRENTE?...
— Ah... Sim, somos sim, por quê? – Ohno falou como se encontrar um ídolo fosse a coisa mais natural do mundo.
— AI-MEU-DEUS! VOCÊS SÃO MAIS BONITOS AO VIVO! – Silenciou, como quem percebe que está em local público e com ar mais natural possível disse – Somos Mitsuki Okazaki, Hana Hidori (apontando para a vestida de preto), minha irmã Yuka Kuroichi (vestida extravagantemente) e Sakuya Miyanoshita (vestida coloridamente). Voltando a primeira pergunta, sim, nós somos um quinteto musical.
Os garotos suspiraram aliviados.
— Finalmenteee, já não agüentava mais procurar! – Nino, muito espontâneo dizia – Podemos ouvir vocês cantarem?... Depois poderei escrever a música que não me deixa em paz...
— Sobre o que está dizendo? – confusa, Hana perguntou.
— Como pude me esquecer! – desnorteou-se Mitsuki – Hoje Arashi iria vir pra cidade a procura de uma banda feminina! Perdi o prazo pra nos inscrever!
— E agora vêm dizer isso? Tinha de ser minha irmã... Há essa hora já devem ter encontrado...
— Não encontramos não, nenhuma delas se encaixava em todos os pré-requisitos – tranqüilizou Aiba — Ei, espera, não está faltando uma no grupo de vocês?
— Ahh, sim, acontece que Hikari-chan estava criando uma música e não gosta de ser incomodada, por isso saímos e aproveitamos pra ver Mitsuki-chan no restaurante... O que nos levou ao... pequeno incidente – respondeu Yuka com um belo sorriso no rosto.
— É... Nós vimos o que aconteceu – disse Jun, que logo recebeu uma pergunta afobada de Hana:
— O QUE? VOCÊS ESTAVAM LÁ? – Jun afirmou com a cabeça – e lá se vai o pouco de filme que me restava...
— Hahahahaha – as outras garotas riram.
— Você fala como se não fosse fazer isso sabendo da presença deles no restaurante. No fim, seria exatamente igual, irmã.
— Voltando ao assunto... Como poderemos ouvir vocês cantando?
Uma conversa sem nexo começou a se formar entre as irmãs, iniciado por Mitsuki:
— Hmm... Seria imprudente...?
— Nãoo... Confio plenamente neles...
— Certeza, Hana-chan?
— Absoluta.
— Então tá!... Vocês podem ir lá a nossa casa, daí nos ouvem cantar.
— Temos quartos extras, se quiserem permanecer por lá enquanto não se decidem sobre a gente, podem ficar – completou Hana.
— Então está certo! Não vai atrapalhar vocês? – Sho ponderou, tentando concertar o erro de tê-las assustado.
— Imagina, seria uma honra tê-los em casa... Ainda mais se tratando de Arashi – ao falar isso, os olhos de Mitsuki brilharam diferente, mas não foi percebido pelos meninos.
Seguiram a pé, afinal a casa ficava a menos de uma quadra dali. Ao chegarem na porta de entrada, os garotos não puderam acreditar que elas vivessem não em uma casa e sim em uma mansão. Sendo assim, porque uma delas trabalhava em um posto tão baixo quanto garçonete? Essas perguntas ainda seriam respondidas. Mal sabiam eles que demoraria a isso acontecer...
Notas finais
Até o próximo capítulo...
Bjus
CamiTiemi
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