Arabesque

5 Capítulo 4


Notas iniciais
DESCULPEM A GRANDE E ENORME DEMORA, culpem minha falta de criatividade e meu trabalho árduo de escrever mais de 5 capítulos. Mas podem tacar pedras, eu deixo.

Saí de lá na esperança de que sexta chegasse logo para me reencontrar com o garoto loiro no dia seguinte. Óbvio que agora, em pleno shopping, numa sexta-feira, acompanhado de Vincent e Castiel, esta ideia não é mais tão atraente assim. Literalmente prefiro um pote de sorvete, ouvir Beatles e assistir filmes como A Origem dos Guardiões e O Estranho Mundo de Jack.

– Ah vamos lá Sherls! Não vai ser tão ruim, até sinto um "Obrigada" vindo de você depois que te arrumar. Todos irão saber quem é o cara mais bonito daquela maldita faculdade. — Vincent falava e Castiel ria concordando. Mereço mesmo estes tampinhas.

– Eu não vou fazer isso pra depois ter que dançar Enrique Iglesias pra você, Van Gogh. Pode ir tirando seu cavalinho da chuva! Eu não gosto do John, okay?! — respondi indignado, dando aquele ataque básico de toda pessoa vítima da confusão de borboletas.

– Ninguém aqui disse sobre gostar, amigo. — o ruivo comentou com um tom de "meu gaydar me avisou"

– Ah, vai se fuder vocês dois. — falei estressado, sem paciência para qualquer discussão. Andávamos pelo shopping carregando algumas sacolas em mãos, como aquelas mulheres que compram um modelo de sapato de cada cor do prisma. Já tinhamos ido em umas 7 lojas e agora o objetivo era achar algo decente para vestirmos para a festa do Watson. O maldito garoto que insiste invadir meus pensamentos nas horas menos apropriadas.

– Pode deixar, estou esperando apenas Cassy ficar preparado. — Vincent comentou, como se sexo fosse algo volátil.

– AI! VAI PROCURAR UM QUARTO, VINCENT! SEU SUJO! — gritei no meio do shopping, atraindo alguns olhares. Cadê dignidade mesmo?

– Sherlock, não ligue. Ele é um idiota mesmo. — Castiel disse tentando amenizar a situação constrangedora e assim, encerrando com um beijo estalado na bochecha de Van Gogh, o qual sorriu de um modo tão lindo que não consegui reprimir um "Own!" de fofura. Sim, eles estão namorando desde quarta, não sei como aconteceu isso mas parece ser pra valer.

– Cala a boca, Lontra. — Vincent reclamou e eu ri.

– Do que estão rindo meninos? — alguém atrás de mim perguntou muito próximo do meu ouvido, fazendo me assustar e meu coração disparar.

– Rindo de como o seu cacheado é um otário. — argumentou Van Gogh, abraçando Cas pelos ombros.

– Meu cacheado? — perguntou John Watson rindo com aquele sorriso que eu pagaria para ver sempre estampado em seu rosto... droga, to gostando dele, só porque me chamou pra uma maldita festa e parou de me atacar na faculdade com os amiguinhos dele. Parabéns, Holmes! Queria ver o que seu irmão ia dizer sobre esta aberração da natureza que você é. Rolei os olhos de braços cruzados ao ver que ainda me olhavam, ÓTIMO, EU HAVIA CORADO!

– Cala a boca! Isso não vem ao caso. Enfim, o que faz aqui no shopping, John? — perguntei tentando mudar de assunto e me encaminhando para uma loja de roupas ali perto.

– Só dando uma passeada mesmo, amanhã vai ser corrido. Mas e ai? E você? Pelo jeito aprendeu a me chamar pelo primeiro nome, Sr. Holmes.

– Comprando roupas. Mais específico: Para a sua festa, Watson. — finalizei com um sorriso sarcastico.

– Sério?

– Pois é, então isso significa, corre e vai embora ou vou te morder. — resumi parando na sua frente. Eu estava vestido completamente como se tivesse acabado de sair da praia porque, tipo, shorts de patinhos laranjas, camisa social branca e chinelos não são as coisas mais sexys do mundo.

– Okay, já to indo! Até mais, Sherlie. — ele disse me dando um beijo na bochecha e acenando para o casal "problema", enquanto eu continuava estático no mesmo lugar. Este garoto ainda me mata.

–-------Arabesque--------

Sábado

Vincent realmente tá pedindo pra eu pegar um frasco de perfume da minha mãe e tacar nele, na moral. Parece uma lombriga este menino. Porém, retornando a situação, estou arrumando meu cabelo para a festa do Watson, decidi aparar ele hoje de manhã em um salão e sinceramente, gostei do fato dos meus cachos estarem menos rapunzel e curtos, acabei passando pomada modeladora pra fazer algo quase Elvis mas com uma aparência caótica.

Utilizava um terno preto justo e que valorizava a minha altura, uma camisa vermelha sangue e uma gravata combinando com os sapatos de cor preta. Vincent e Castiel me elogiavam a cada andada que eu dava pela casa, sem contar que (o motivo de eu querer o Vincent com cheiro feminino), Van Gogh sempre vai e bate na minha parte traseira ou coisa assim, dizendo que meu bumbum é redondo e bonito demais para um homem. Depois que morre, não sabe porque.

Alguma coisa me dizia que eu deveria ir, dar oi e ficar no máximo até uns 10 minutos naquela festa e ir embora. Meu senso de que coisa ruim vem por ai estava no limite e gritando para fazer isso.

– E ai, princesas da Disney? Vamos ou não? — perguntei enquanto pegava meu chá e bebericava um pouco, estava quente e tinha acabado de ser feito, eu não sou louco de queimar minha língua.

– Oi Sherlock. — falou Castiel entrando na cozinha, tímido, puxando uma das cadeiras e se sentando.

– Vincent?

– Se arrumando com o perfume da Beyoncé.

– E ele ainda reclama de ser chamado de "levemente afeminado". — comentei dando uma risadinha e Cas me acompanhou.

– O que as damas estão discutindo como se fossem velhas conhecidas? — o ruivo perguntou, roubando minha xícara de chá e bebendo metade do que eu tinha deixado no copo.

– Okay, vamos antes que eu mude de ideia.

Fomos no meu carro e chegamos no endereço indicado, encontrando uma casa enorme e estilosa, com vários jovens entrando e saindo. Descemos do carro e eu coloquei um óculos escuro, mesmo que estivesse noite, não tava afim de ver pessoas me encarando abertamente em meus olhos. Entramos recebendo alguns acenos de poucas pessoas (quando digo poucas é poucas mesmo), logo Gregson e dois amigos seus do time de futebol apareceram e nos cumprimentaram como amigos de longa data, óbvio que nesta altura do campeonato, já queria apenas achar o John, dar oi e ir embora. Meu bom senso me falava que nada bom ia acontecer.

– E ai Holmes? Ta gostando da festa? — perguntou Greg com segundas intenções estampadas em seu rosto.

– É. Tá legal, vocês sabem realmente darem uma boa festa. Sabe aonde está o John? — questionei e ele riu.

– Você acha que ele vai dar atenção pra um gayzinho que nem você, Holmes? Se liga. — ele retrucou me prensando contra a parede com seu corpo. Rolei os olhos pela multidão em busca de Vincent ou Cass mas nem sinal deles... nem dos amigos de Greg.

– E você? Por que presta tanta atenção em mim? — perguntei ironico e com um sorriso de escárnio, Lestrade então segurou minha cintura com força com uma das mãos e a outra o meu queixo.

– Por que? Ora, mesmo que eu seja hétero... você é totalmente pegável, Sherlock. — Greg respondeu e logo senti sua boca invadir a minha, um ódio crescente subia por minha cabeça. Eu sabia que não deveria usar aqueles malditos golpes de defesa que Mycroft me ensinou por ter descoberto que havia levado um soco na cara. Na verdade, mamãe o forçou a me ajudar. Porém, quando vi, já tinha acertado meu joelho em suas partes baixas e corrido enquanto ele sofria de dor, procurando me alcançar.

Saí da casa sem me importar, porém esbarrando com um corpo menor que o meu... "Era só o que me faltava.", John Watson sorria pra mim, mas o meu desespero me obrigou a dizer palavras sem sentido e defender o maldito soco que ia em direção ao meu rosto.

– VOCÊ VAI APANHAR ATÉ PEDIR PRA MORRER, HOLMES! — foi a última coisa que ouvi antes de uma galera vir me bater... os amigos do Gregson. Levei chutes no rosto, na barriga, em meu corpo inteiro e quando pensei que tinham dado uma pausa, acabei sendo nocauteado, me restando voltar-me para a escuridão e ao frio que a grama de causava.

–-------Arabesque--------

– MYCROFT VEM BUSCÁ-LO, SEU IDIOTA! — gritava uma voz conhecida por mim, abri meus olhos com dificuldade e sem querer engasgando com o sangue que havia em meu nariz, ao respirar. Vincent se encontrava com alguns arroxeados mas reclamava com meu irmão por telefone, Castiel apenas segurava o telefone e me olhava com um sorriso de encorajamento. Tentei me mover mas Van Gogh praticamente me deu outro tapa no lugar mais dolorido, meu ombro. — Quietinho, Sr. Encrenca! Não levei socos pra você quebrar alguma coisa ao se levantar.

– Mas... — eu ia reclamando porém a ardência em minha garganta me impossibilitava de pronunciar qualquer coisa.

– OK, VAI SE FUDER ENTÃO! DEIXE SEU IRMÃO MORRER! — ouvi outro grito ecoar da boca de Vincent e de repente ele desligou com raiva o telefone. — Seu irmão é um inútil, Sherlock. — revirei os olhos, afirmando que ele estava certo. — Enfim, resumindo... que porra que você fez? Só sei que ouvi cometários pela festa dizendo que tinha alguém sendo surrado no quintal e ai venho ver, era você! Tentei te defender, junto com o John, que enfiava a porrada no Gregson, ai depois deles discutirem feio e o time de futebol ir embora, liguei pro seu irmão. Dê graças à Deus que não ficou apagado por mais de 40 minutos.

– O QUE?! — exclamei me sentando mas isto doeu tanto que voltei com a mesma velocidade pro chão. Castiel me olhava preocupado, Van Gogh compartilhava do mesmo sentimento.

– Cara, torça pra que não tenham torcido seu pé. Como você vai dançar com estes machucados?! Falta uns 2 meses e cara... nossa. Ignorando isso, como se sente?

– Dor... — gemi me encolhendo com dificuldade.

– Toma, acho que isso vai dar uma resolvida. — o loiro disse entregando um copo de água e um comprimido a Vincent. Castiel tentou me ajudar a sentar porém uma dor crescente em minhas costas não deixava e voltei a deitar no chão.

– Droga, Sherlock. Aonde mais te incomoda? Tenta imaginar o lugar que mais doí. — Van Gogh perguntou preocupado demais, como se faltasse pouco para entrar em desespero.

– Acho que minhas costas e... — quando fui responder, espirrei, resultando em respigos de sangue por minha roupa. — Definitivamente minha garganta. Alguém me enforcou ou comecei a gritar? — perguntei ao mesmo tempo que John me pegava no colo, ignorando as dores que eu sentia e começando a se encaminhar para dentro da casa, a festa já havia acabado, estava uma baderna pra tudo quanto é lado. — E-Eu estraguei sua festa?

– Não, Sherl, só me fez um favor. Nunca tinha concordado em ter esta bagunça mas como queriam porque queriam dar uma festa, ofereci minha casa. — ele respondeu sereno, subindo os degrais da escada. — Como se sente?

– Mal. Quero dormir e não acordar mais. Tudo dói. — falei arrastado e com a voz mais rouca, grave que já ouvi sair dos meus lábios. John riu enquanto Van Gogh abria a porta de uma quarto que Watson havia indicado e assim, me depositou na cama de casal do quarto de paredes bege. Gemi alto ao sentir o tecido da cama contra minhas costas, os três olharam assustados como se tivessem feito um crime, eu olhei pra eles e fechei meus olhos, a ardência, a dor e o cansaço me consumiam de modo que ficar acordado era impossível. — Ai...

– Sherlock, não dorme, vai que aconteceu algo com a sua cabeça? — perguntou desesperado Castiel, abri os olhos e Vincent colocou um comprimido em minha boca, me fazendo engolir com dificuldade, mesmo me dando água.

– Sua mãe vai me comer vivo... ou seu irmão, não sei. — ele comentou e eu ri levemente.

– Não se preocupe, apenas cite que tentou me defender e mostre seus arroxeados, no máximo ela vai gritar com Mycroft por não ter vindo me buscar. — pronunciei. Ele riu junto com Castiel, olhei para John e era como se meu coração se quebrasse em cacos. A cara de culpa que ele tinha no rosto, me deixava mal.

– Acho que vou deixar os meninos conversarem. — meu melhor amigo disse com um sorriso nada inocente e juro que arranjei forças do além pra dar um tapa no braço dele. — EI! Não é porque você levou porrada que pode me bater assim!

– Cala a sua boca.

– MAS OLHA! Tá ousado hoje, Holmeles!

– Não ouse me chamar de Holmeles.

– Okay, to indo. Qualquer coisa ligue, como por exemplo "PRECISO IR EMBORA, JOHN VIROU UM ZUMBI E QUER MEU CÉREBRO!", tudo bem? — Vincent perguntou e eu acenei levemente com a cabeça. Ele me deu um beijo na testa e rapidamente puxou Castiel para fora do quarto, fechando a porta no processo.

E com isso apenas eu e John ficamos no mesmo quarto. Sozinhos.

Notas finais
Fiquei com a maior preguiça de corrigir este capítulo depois da baboseira que meu computador infeliz, fez ontem. Basicamente deletou metade dos capítulos prontos que eu tinha desta fanfic e de outras... se fiquei irritada? IMAGINA! Mas é isso ai, galerinha! Qualquer erro avisem e desculpem por estar péssima a correção e sentido do texto, mas é que não dava mais pra enrolar. Beijos e até a próxima! (no caso, semana que vem)