Notas iniciais
Boa leitura :)

Noite chuvosa de julho, provavelmente uma das noites mais frias na qual eu já me deparei em toda minha vida, mas nada me impediria de ir ao bar mais próximo afogar minhas mágoas em Uísques da mais alta qualidade.

Logo após de pegar meu casaco mais quente e um guarda-chuva, me retiro de meu apartamento e prossigo ao elevador, ao entrar digito para ir ao térreo, e aguardo. Minha sorte foi de não ter ninguém dentro junto a mim, ultimamente te enjoado de conviver com seres humanos, coisa de um jovem adulto revoltado...

Assim que saio do elevador, e sigo em meu caminho para a Taverna Hard Kiss, uma das melhores da região, feliz eu por morar perto de tal estabelecimento. Apenas cruzo uma rua e adentro o mesmo, hoje era noite de Psychedelic rock: Pink Floyd, The Doors,The Velvet Underground, Jimi Hendrix, etc, fariam parte da playlist esta noite.

Já vou de encontro ao bar e logo peço um Logan ao barman, como o bar estava inabitado, não tive de esperar muito para receber meu primeiro (de muitos) copo. Eu apenas bebia e admirava as músicas, não como as outras pessoas, dançando ou coisa parecida, mas analisando suas letras, suas melodias...

Pedi mais outro copo, e desta vez pedi cigarros também, acendia um enquanto o barman me preparava a próxima dose. Perdido em pensamentos, em seguida começa a tocar People are Strange, cantava a música em silêncio, até escutar uma doce voz feminina a me acompanhar:

When you're strange, faces come out of the rain

When you're strange, no one remembers your name

When you're strange, when you're strange, when you're strange

Virei-me para analisar seu rosto, uma face tão feminina e perfeita, morena perfeita de pele pálida e cabelos volumosos, o contraste de seus olhos azuis com seu batom vermelho era algo realmente encantador.

Percebi que a reparava por tempo demais, embaraçoso, voltei a encarar meu copo e a fumar.

Ela riu, olhou em volta, e olhou para mim de novo, iria falar, mas deu outro riso tímido, e novamente olhou para mim.

Bebida um tanto amarga para alguém tão doce- disse enquanto pegava meu maço e me roubava um cigarro

Para combinar com a vida... lhe dei meu isqueiro — Aliás, você não sabe nada de minha pessoa para ir dizendo que sou doce ou algo do tipo dei um gole rápido e a encarei.

Ela riu novamente (particularmente, acho que era a única coisa que ela sabia fazer), acendeu o cigarro e o tragou apenas uma vez antes de apagá-lo no cinzeiro.

Me chamo Arabella, tenho uma mente anos 70, mas sou uma amante moderna- deu me uma piscadela — Venha, dance comigo!!- proferiu enquanto puxava meu braço.

Não estou com tanta vontade, aparento ser doce demais para fazer isso Lhe respondi em tom sarcástico.

Está bem, aliás, não preciso de você para fazer isso! rabugenta, jogou seu casaco com estampa de leopardo em cima de mim, subiu na mesa mais perto que havia por ali, e começou a dançar, e pelo jeito que dançava, parecia já estar bem embriagada.

Tentei ignorar, mas ela chamava demasiada atenção, me deparei com minha pessoa a olhando, encantado...

Depois de meia hora dançando, como qualquer ser humano, ela se cansou de desceu da mesa, pegou meu copo, e bebeu o restante de Uísque que sobrava dentro dele, se aproximou de mim e proferiu:

Se fosse para escolher uma pessoa neste mundo, eu escolheria você.

E assim ela saiu, rapidamente paguei ao barman e corri atrás dela, mas não a encontrei frustrado, voltei para casa, sinceramente não consegui dormir, assisti ao sol nascer.

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8:00 h , despertador tocando, tenho de seguir minha mesma rotina de sempre, banheiro, quarto, elevador, e me encontro na rua, sorte minha de ser uma dia nublado, sigo andando para o prédio onde eu trabalho mas antes de atravessar a rua me deparo com uma pessoa já conhecida do outro lado, sim, a tal amante moderna, Arabella, ela sorri e acena e começa a atravessar a rua, mas o sinal estava verde para veículos, corri para de encontro com ela, para impedi-la, mas de repente, me sinto voando, mas não um voo suave, e sim como se fosse arremessado, o Porsche que estava quase em cima de mim, parou, assim como os demais veículos.

Pessoas em volta de mim, algumas gritando para ligarem para a ambulância, outras dizendo coisas como ai meu Deus, ou algo parecido, estava com a cabeça doendo, sentia sangue sair de minha boca, dizia algo como Arabella, pelo menos era para soar assim.

Uma moça se aproximou de mim e segurou minha cabeça. E eu ainda proferia o nome da tal amante.

quem? a moça perguntou

Arabella proferi novamente- Eu a salvei? Onde esta ela? perguntei com minhas últimas forças.

O senhor não salvou ninguém, apenas se jogou na rua enquanto o sinal estava verde, apenas isso...

Notas finais
É isso, espero que a história não tenha ficado tão ruim assim D:Mas se você chegou até aqui, significa que leu, e agradeço desde já
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!