Arabella

5 She takes a dip in my daydreams


Notas iniciais
Heeey! Gente, muito obrigada pelos reviews anteriores, sério! Amei, mesmo sendo apenas quatro reviews, foi muito bom mesmo. Espero que continuem mandando, já que a fic tem 16 leitores e tal. Bom, espero que gostem desse capitulo porque eu sou apaixonada por ele.

"Amigos são assim, fazem-se rapidamente e muitas vezes duram para sempre. Foi a maior lição de vida que ela havia recebido. Amigos são, sem duvidas, uma das melhores coisas que existem."

Katie entrou no saguão iluminado pelos belos lustres da sua nova escola quinze minutos atrasada. Um homem de meia idade rechonchudo com uma prancheta presa sobre os bíceps torneados estava dando ordens, em uma mão tinha um bastão enorme, que fez Katie se encolher a medida que chegava mais perto.

Havia mais três pessoas junto a ele, o que significava que ela havia ficado para trás.

– A primeira aula já começou faz dez minutos, então vocês entrem no segundo horário – O guia falou. Havia um crachá enorme com os dizeres "Treinador Hedge." tudo indicava que ele dava aulas de educação física, o que era irônico se levar o fato de que ele andava de forma engraçada, como se suas pernas fossem tortas e ele era terrivelmente baixinho. Katie ponderou em sorrir ao olhar para ele, mas sabia que ficaria encrencada – Alguma pergunta?

– Você, hum, disse alguma coisa antes disso – Katie disse baixinho timidamente, sentindo o olhar dos três outras novos alunos em cima dela. Ficou vermelha. – Sabe antes do lance do segundo horário...

– Olha só quem resolveu aparecer! – O professor disso tediosamente apos revirar os olhos. – Você está bem atrasada, mocinha, vejo que na minha aula terá de me pegar muitas flexões por isso.

– Tudo bem.

– Eu só estava apenas declarando que existem regras nesse colégio que devem ser seguidas, entendeu? Ótimo. Agora vamos continuar.

Ele começou a andar e os quatro alunos foram atrás. Enquanto andavam pela escola Katie parou para observar os outros três alunos, dois garotos e uma garota. A garota era a mesma do posto de gasolina, Eliza, com uma roupa bem parecida com os modelos de Miranda e as unhas pintadas de rosa pink, ela mesclava um chiclete calmamente encarando Katie como se observasse um rato morto por uma ratoeira.

– Sou Lizz – Ela disse arrastado, abriu um sorriso que desapareceu rapidamente, antes que Katie dissesse o seu próprio nome. O interesse repentino a fez se sentir magoada, mas ela ignorou. Sabia que iria encontrar muitas outras garotas assim em Vancouver

Na sua frente estava um garoto de cabelo loiro cor de areia, olhos azuis e uma cicatriz em seu rosto que o deixava interessante. Ela pensou em cutuca-lo e falar alguma coisa, mas a maneira como ele parecia irritado e ficava estralando os dedos a fez se afastar, talvez ele estivesse ainda mais nervoso que ela.

O garoto á direita, por outro lado, parecia perfeitamente tranquilo, tranquilo até demais. Ele era alto e magro, tinha uma palheta de bateria na mão, cabelo belo preto liso e macio, que às vezes caiam sobre seus grandes e profundos olhos verdes, olhos idênticos aos de Katie. Seus lábios eram cheios e bem desenhados, além de ter uma cor rosada natural que Katie e qualquer outra garota se mataria para ter. Estava com fones de ouvidos e ela conseguia ouvir Oasis tocando. Katie era fanática por Oasis, mais do que era por Pink Floyd. Ela se segurou algumas vezes para não cantar uma parte da musica, mas não conseguiu, por mais baixo que ela tenha murmurando alguns versos o garoto ouviu e olhou para ela.

Diferente dos outros dois colegas ele não desviou o olhar ou mostrou um interesse repentino, ele a encarou, encarou de verdade. Ficou olhando-a com um misto de curiosidade, medo e reconhecimento. As sobrancelhas arqueadas, os lábios em uma linha séria. Ele estava com a pose de que a conhecesse de algum lugar mais não se lembrasse de onde. Katie por um momento fez o mesmo, até perceber que ele lhe era familiar. Desviou o olhar quando Sr. Hedge começou a falar novamente:

– Tá, chegamos ao fim do tour ou seja lá como se chama isso, estou cansado, cupcakes, nos vemos na educação física nas terças e quintas, e hoje terá uma aula extra minha. O sinal está para bater.

Quando ele deu as costas, cada um foi para uma direção. Menos Katie, que continuou parada feito uma amena no corredor grande e vazio. Ela encarava as portas e corredores com certo receio, sem saber o que fazer. Então, uma garota surgiu no fim do corredor, ela corria, ofegante, em sua direção. Mas a garota não a via, já que estava sorrindo e olhava para trás, quando olhou para frente, deu de encontro com Katie e parou bruscamente.

– Qual é! – A garota disse irritada. Tinha o cabelo loiro e as pontas estavam pintadas de rosa. Seus olhos eram azuis eletrizantes. Vestia uma calça rasgada e uma jaqueta por cima da blusa branca, ela estava soada e respirava com dificuldade, deixando seu rosto vermelho se destacando em sua pele pálida – Sai da frente.

Katie arqueou uma sobrancelha. Onde estava a educação? Moveu-se calmamente para o lado, a garota a analisou cética, com a boca escancarada. Elas se encararam em silencio. Então, ouviu uma gritaria vindo de outro corredor e a garota arregalou os olhos.

– Saiam todos da sala! – Elas ouviram um grito estridente. A garota gargalhou e puxou a mão de Katie.

– É melhor você correr comigo, antes que sobre para você.

Katie nada disse, apenas foi arrastada por uma maluca no labirinto de corredores. Sua mão estava suada e o anel no dedão da garota estava começando a machucar a palma de sua mão. Elas pararam de correr quando chegaram ao ginásio, a garota olhou por cima da arquibancada e respirou fundo antes de se virar para Katie e se apresentar.

– Sou Angelina Grace, mas pode me chamar de Angel.

– Katherine Gardner, mas prefiro que me chame de Katie, por favor.

– Tá. Você é nova? Nunca te vi aqui antes. – Angel perguntou sentando-se de pernas cruzadas na arquibancada, a todo momento olhava para o lado e checava se não vinha ninguém, seu coração estava a mil.

– Sim, hoje é meu primeiro dia de aula. O que foi que você aprontou?

– Não foi bem eu... Eu apenas ajudei um amigo meu em uma pegadinha um tanto quanto sem graça, mas que de certa forma hilária. Ele tem um irmão gêmeo, sabe, e aí eles dois fazem as melhores pegadinhas aqui, então eu pedi que participasse de uma, mas eles disseram que três pessoas tornava as coisas fáceis demais, então Connor, o irmão mais legal, só que não muito meu amigo já que eu sou mais chegada do Travis disse que eu poderia fazer uma pegadinha apenas com o Travis, então combinamos de colocar enxofre na tela de proteção do ar condicionado, quando eles ligaram eu e Travis inventamos que tínhamos de ir para a diretoria e tal, então saímos da sala, mas ficamos perto da porta observando pela fresta. Uns dez minutos depois os alunos começaram a reclamar sobre o cheiro, e o melhor de tudo foi que as patricinhas da sala começaram a fazer cara de enjoo e vomitar, depois começaram a cheirar o próprio cabelo. Tá, nós sabemos que enxofre faz mal, mas e dai! Só que, o idiota do Travis esqueceu o vidrinho de enxofre dentro do ar condicionado! Tipo, ele deixou lá perto da tela de proteção e depois fechou a tampa, aí o começou a esquentar lá dentro e o vidrinho derreteu, então o enxofre se espalhou por todas as três salas próximas! Cara, eu tinha colocado só um pouco aí aquele idiota faz uma mancada dessas, e outra, o raio da central queimou! Eu só não estou terrivelmente fudida porque eles não tem provas que foi eu, já o meu querido amigo... Tsc.

Katie fez uma careta entranha logo após que Angel terminou de falar. Ela estava horrorizada, Johanna deveria ficar sabendo sobre essa fama dos Stoll. Ela tentou achar graça, mas não conseguia. Cheiro de enxofre é horrível.

– Qual é Gardner! Ria! Você é pior que minha namorada.

– Namorada?

– É, sou lésbica, problema? – Angel arqueou uma sobrancelha e Katie ficou confusa. Ela não era igual as lésbicas que ela já havia conhecido em Chicago, na verdade, Angel tinha aparência e atitude de uma pessoa totalmente hétero. Katie negou e Angel sorriu – Melhor assim.

Katie se esticou e cruzou os braços. Aos poucos o ginásio foi sendo preenchido. Já havia tocado o segundo horário, então os alunos estavam trocando de classe. Pelo que ela sabia iria ficar na sala B, mas essa havia sido fechada por causa do cheiro de enxofre, então a aula seria no ginásio. As maiorias dos seus horários batiam com os de Angel, ela estava com a pequena esperança de ter feito uma nova amiga.

Em determinado momento, enquanto o zeladores limpavam o ginásio e espalhavam algumas cadeiras o garoto que ela havia visto na entrada andava com um grupo de garotos. Ela sem nem ao menos perceber, sorriu, e Angel notou isso, pois logo lhe mandou um olhar de "mantenha distancia" a medida que ele se aproximava, com as mãos nos bolsos encarando Angel.

– Belo cabelo, Grace – Ele disse parado em frente as duas. Angel tinha uma sobrancelha arqueada em forma de desconfiança sabia que vinha uma ofensa depois daquela frase -–Para um palhaço de circo. Você está parecendo um espantalho com esse cabelo loiro estranho e esse rosa nas pontas. Está afim de imitar quem dessa vez? Taylor Swift?

A coloração do rosto de Agel ficou vermelha e ela engoliu um palavrão, se sentiu bastante ofendida. Encarou-o brevemente antes de desviar o olhar e pigarrear.

– Pelo menos eu estou imitando uma pessoa com a ficha limpa, não sou igual você que está na condicional.

– Boatos.

– Sério? Colocar fogo em uma sala com quatro professores dentro é um boato? As câmeras gravaram tudo, James, não tente fugir.

– Você me chamando pelo nome me deixa tão anestesiado, é excitante. Continue me chamando assim, soa melhor vindo da sua boca.

– Não fuja do assunto, Stiles.

– Voltamos para esse joguinho de sobrenomes, Grace? E eu não estou fugindo, já falei que é boatos, foi um acidente.

– Até mesmo a sua mãe não acredita que foi um acidente.

– Não meta minha mãe nisso.

– Já meti. A Sra. Stiles é uma pessoa tão boa mas tem um filho tão... Desprezível.

– E o Sr. Grace é um homem tão legal, sabe? Bacana, o único ruim dele é que dos três filhos uma é totalmente desconcertante, além de ser uma mentirosa. Você não é quem se diz ser, Angelina, eu sei que não. Além do mais, é melhor você acalmar os boatos que você mesma põe em cima de você, se não, as coisas irão para fora do controle e irão descobrir seu segredinho.

– Como você ousa...

– Você quem começou, querida.

– Não me chama de querida! Não sou igual essas piranhas que você anda para cima e para baixo, então não lhe dou o direito de me chamar assim.

– Desculpe, querida.

Katie os encarava como se estivesse em um campeonato de tênis, as alfinetadas eram tão intensas. Eles pareciam se conhecer a um bom tempo, mas estava claro que não se suportavam. Ficou ali, encarando James enquanto ele ainda debatia com Angel, ele nem ao menos havia notado a sua presença. Mas, quando notou, ignorou Angelina e encarou Katie com um “quê” de surpresa, como se não esperasse ver ela tão cedo. Ele a encarava de forma estranha, como se ela fosse um fantasma.

– Oi. – Katie disse timidamente e ele se aproximou, dando um beijo em seu rosto. Ela abaixou a cabeça.

– E pensar que eu não queria me matricular aqui novamente... – Ele murmurou para si mesmo, porem ela ouviu e sorriu minimamente – Sou James Stiles, mas pode ser só Stiles mesmo, e você?

– Katherine, mas é um nome tão... Sei lá, então me chame de Katie. E eu prefiro James.

– Ok – James disse com um sorriso. Ele não estava dando em cima dela, longe disso, tinha algo a mais nisso, algo que ela estava tentando ver mas não conseguia. Alguma coisa lhe dizia que tinha algo tremendamente errado e certo ao mesmo tempo com aquele garoto. – Cuidado com quem você anda, nossa querida Angelina não é uma companhia muito apropriada.

– Ei! Eu vi ela primeiro! – Angel disse de supetão agarrando o braço de Katie, como se determinasse posse, fazendo assim a menina arregalar os olhos. James apenas assentiu e saiu andando em direção as cadeiras. Angelina bufou – Não leve a serio as coisas que ele diz, ele é um idiota.

– Mas ele parece ser tão legal – Katie começou a dizer, mas perdeu a fala assim que notou quem estava entrando no ginásio. Travis e um garoto loiro, eles conversavam animadamente. Katie nunca tinha visto Travis animado antes. Ela semicerrou os olhos e focou-se em não olhar para qualquer outra coisa que não fosse ele, Travis tinja aquele mistério que a fazia rolar na cama a noite e dar uma espiadinha nele, para então tentar desvendar seus enigmas. Mas ele era tão fechado, tão inalcançável. – Ai Deus...

– Ih, você está de olho no Travis? Sério isso? Cara, você tem o gosto estranho – Angel disse a medida que elas desciam a arquibancada. Katie já iria protestar dizendo que sabia quem Travis era e que não estava de olho nele, mas então se tocou que talvez ele não quisesse que toda a escola ficasse sabendo que ela era meia irmã dele, seria vergonhoso demais. Ele era popular, ela uma caloura. Status é algo que deve ser preservado. – Não adianta se interessar por ele, ele não da bola pra ninguém, ninguém mesmo, é só no mundinho dele estranho dos desenhos e tal, mas é um grande amigo. Só que... Não, não se envolva com ele. Melhor não.

A professora entrou no ginásio e elas se sentaram nas cadeiras que haviam sobrado, fazendo Katie ficar sozinha em um canto ao lado de uma garota ruiva que parecia muito concentrada em olhar para o nada e Angel sentou justo atrás de James, talvez fosse carma, ou eles fossem destinados a sempre estarem próximos para causar bagunça.

***

– Então, o que pode-se dizer resumidamente é que um anjo caído é simbolicamente um....

– Um Stiles – Angel murmurou tentando prender o riso. O garoto a sua frente revirou os olhos, a professora assentiu, talvez estivesse ouvido errado.

– Isso mesmo senhorita Grace, um demônio. – A Sra. Palmer era professora de religião avançada. Tem uma voz arrastada, rosto coberto de rugas e roupas que cobrem cada centímetro de pele. Os boatos que rolavam era que ela já havia sido uma freira, mas que quebrou o voto de castidade e foi expulsa do convento, mas que continua com os mesmos costumes de freira. – A aula termina por aqui, nos vemos na próxima semana. Não esqueçam de trazer a pesquisa sobre os costumes budistas. Tenham um bom dia.

Katie suspirou e se levantou, seu traseiro já estava começando a doer, havia se esquecido de como era ficar tanto tempo sentada. Ajeitou os materiais e saiu do ginásio, era a hora do almoço, deveria ir para o refeitório, voltar para a sala e ter mais duas aulas à tarde, a programação das aulas em sua escola era muito extensa e cansativa.

Entrou no refeitório e ficou na fila, ao lado de Angel. Havia mesas por todos os lugares, com os alunos separados devidamente por seus grupinhos, como sempre foi. O cardápio não era muito convidativo, quase todos os dias havia carne nos pratos e ela era vegetariana. Um garoto passou ao seu lado com o prato repleto de frango e rosbife, ela sentiu o estomago embrulhar.

– Existe algum prato com menos carne? – Ela perguntou baixinho para Angel.

– Por quê?

– Sou vegetariana.

– Não come nenhum tipo de carne? – Ela perguntou e Katie negou. –- Nem mesmo exceções? — Ela disse provocativa olhando para uma mesa afastada, onde estava Travis e alguns garotos sentados, Katie revirou os olhos – Não gostaria de dar nenhuma mordidinha nele?

– Você tá maluca? Ele pode ouvir! E outra: Eca. Eu e o Travis? Eca, é nojento pensar em algo assim. Nojento e estranho.

– Como assim? O Travis é bonitinho, não que eu ache bonitinho, mas as garotas aqui da escola acham.

– Ele é filho da minha madrasta, Angel, então somos meio que irmãos, ou algo do gênero, de qualquer maneira, vivemos sobre o mesmo teto e não faça essa cara de surpresa, ninguém precisa ficar sabendo dessa historia.

– Como é que eles não me contam uma coisa dessas? Ah, espera, ele falou sobre uma garota que iria chegar, o Connor ate chamou ela de natureba... Natureba! Claro, você é a menina que é defensora dos animais e florestas e tal, a ambientalista! Eles me falaram de você, mas a forma como o Connor te descreveu não passou pela minha cabeça que você é tão... Bonita.

Katie assentiu com um sorriso, agradecida e pegou sua bandeja com apenas frutas em cima. Sentou-se em uma mesa com algumas garotas, ao lado de Angel. Elas pareciam perdida em seu próprio mundo, uma era loira e estava marcando algumas paginas do livro de historia, a outra era a ruiva (Katie soletrou se nome três vezes antes de aprender a pronunciar corretamente) que havia sentado ao lado naquela manha, pintando alguns desenhos enquanto seu cabelo insistia em cair sobre o seu rosto. Ela parecia a Merida, de Valente. Uma garota punk que era idêntica a Angel, era sua irmã gêmea, o que diferenciava as duas era apenas a cor do cabelo e o estilo. E por ultimo havia a garota baixinha, com os óculos de armação grossa descendo obre seu nariz arrebitado. Ela tinha olhos cor de mel grandes e redondos, além de usar aparelho. Seu rosto era limpo, mas havia pequenas sardas nas bochechas, o cabelo curtinho preto bem sedoso. Era a única que vestia o uniforme da escola naquela mesa.

Quando Angel se sentou passou o braço pelo seu ombro e beijou sua bochecha, Katie logo entendeu que ela era algo mais intimo de Angel. Sentiu-se estranha, ela nunca tivera preconceito com nada, mas ainda sim era novo para ela presenciar aquele tipo de cena.

– Sou a Lily. – A garota disse timidamente apertando sua mão. Angel tirou os braços que estavam em seus ombros e sentou normalmente. – E essas são Annabeth, Rachel e Thalia, respectivamente.

– Oi – As três falaram em uníssimo, Katie deu um fraco olá em resposta.

Olhou para as pessoas ao redor enquanto dava uma mordida em sua maçã, conseguiu ver na porta do refeitório James entrando, com um sorriso galanteador piscando para algumas garotas. Aquela sensação de conhecê-lo fez sua cabeça latejar, e ela sentia que ele também tinha o mesmo pensamento que ela. Mas era loucura. Desviou os olhos para outras pessoas, observando cada uma delas e por ultimo parou em Travis.

Liz estava supostamente sentada em seu colo, ele bebia suco e comia um pouco de batata. Parecia que Connor estava contando uma piada, então ele fazia alguns comentários adicionais e todos gargalhavam, até mesmo ele dava um sorriso envergonhado, Katie percebeu que ele havia mil maneiras de sorrir e ela tinha receio de não ver nem ao menos metade delas.

Ele olhou em sua direção e então se encararam. Por um momento se lembrou do Travis de sexta feira, ele estava tão intrigante naquele dia, além de ficar horas e horas reclamando por não ter dormido com Jannie Martin, Katie se sentiu realmente frustrada. Ela arqueou as sobrancelhas e ele minimamente deu de ombros. Ela suspirou, derrotada, e terminou de comer.

Levantou-se da roda e avisou que iria para a biblioteca, Annabeth a acompanhou e quando chegaram cada uma foi para um canto. Katie se sentou em uma mesa vazia e abriu a sua pasta lentamente. Tirou de lá a primeira resma de papel grampeada. Abriu calmamente, encarando a foto de uma mulher gorda demais para a idade, com cabelos pretos e os lábios fartos. Ela quase deu um gritinho, porque será que Miranda colocou ela na pasta? Será que havia sido engano? Ou talvez a mulher da foto fosse mais bonita a muito tempo atrás. Por um momento ela quis jogar a ficha fora e pegar outra, mas isso seria falta de educação. Então suspirou e começou a ler sobre a mulher.

Georgia Berker. 34 anos. Empresaria.

Ela começou a ler sobre a mulher da foto enquanto mastigava um pedaço de bolacha, quando foi pegar outro do saco percebeu que ele não estava mais ali. Ouviu um sorriso abafado e levantou a cabeça.

Stiles estava lá, sentado comendo as suas bolachas. Seu rosto ficou vermelho, ela nem ao menos o conhecia! James pegou o papel de sua mão e analisou a foto de Georgia, depois prendeu o riso.

– Por que você tem uma foto da Sra. Berker?

– Você a conhece?

– Ela é gerente do Starbucks que eu trabalho. Fica umas três quadras da minha casa.

– Poderia me levar até lá? – Katie começou a perguntar, não conseguiu se controlar, a ansiedade estava grande – A quanto tempo a conhece? Sabe me dizer se ela tem uma filha perdida? Onde ela mora?

– Calma Katie. Posso, sim, quando terminar a aula começa meu turno. Conheço a dois anos Filha perdida? Nunca ouvi nada parecido. E eu não sei onde ela mora, ela é muito reservada, na dela.

– Podemos ir lá agora?

– Quer cabular aula? Logo no seu primeiro dia?

– Qual é! A próxima aula é de Educação Física, e eu realmente não quero correr igual uma louca no ginásio.

– Tudo bem. Vamos lá.

Katie sorriu e se levantou, recolhei todos os papeis e guardou na pasta, com James ao seu lado a ajudando. Quando passaram pelo corredor, toparam com Angel. Ela analisava os dois de longe com a mão na cintura. Aproximou-se e arqueou a sobrancelha.

– Para onde vocês vão?

– Não te interessa, Grace.

– Não to falando contigo, resto de aborto. To falando com a Katie.

–Nós vamos... Humm... Sair... meio que tipo...

– Você vai matar aula? Os Stoll's não vão ficar felizes em saber disso, sabe como é, eles devem querer que a irmãzinha fique e assista aula então...

– Você é irmã do Connor e Travis? – James perguntou surpreso.

– Mais ou menos. E sim, Angelina, vamos matar aula.

– Então eu vou com vocês.

– Ninguém te chamou. – Stiles disse friamente, a encarando. Ela deu um sorrisinho de deboche.

– Se situa meu caro, eu sou a rainha dessa escola, saio quando quero e entro quando quero. Você não manda em mim. Se eu digo que vou com vocês é porque eu vou, ninguém precisa me convidar.

Eles se encararam friamente e Katie se encolheu. Ela sabia que se ela não estivesse entre eles, eles dois poderiam começar a se estapear. Limpou a garganta e os dois se remexeram, constrangidos. Saíram do colégio e pegaram um taxi.

No caminho Angel e James começaram a discutir novamente e ela se perguntou por que eles não se suportavam. Talvez fosse alguma coisa que aconteceu no passado, ou os dois estavam com brincadeira, mas ela sabia que não, que havia alguma coisa por trás de todas as alfinetadas. Imaginou, por um breve momento, se eles fossem um casal. Seria terrível.

Quando finalmente pararam de brigar foi no momento em que chegaram. James entrou na frente e chamou a gerente, então eles entraram na sala e Katie se sentou de frente para Georgia. Ela estava nervosa.

–Boa Tarde.

– Boa Tarde.

– Meu nome é Katie e eu estou fazendo uma pesquisa sobre algo importante, mais especificamente sobre algo relacionado ao meu pai. Você conhece algum John Gardner?

A mulher ficou estática, depois de um tempo analisou Katie com uma sobrancelha arqueada.

– Uns dias atrás uma garota veio perguntando a mesma coisa, disse que estava fazendo um favor a uma amiga. Acho que seu nome era Miranda. E ela perguntou a mesma coisa e sim, eu conheci ele. Foi meu quarto namorado.

– Dona Berker a senhora já teve quantos namorados? — James perguntou surpreso, a mulher soltou um risinho.

– Vários, Stiles, vários.

– Hum... Vocês namoraram por quanto tempo?

– Por que você quer saber?

– Sou filha dele, senhora, e estou procurando pela minha mãe.

– Oh, sinto muito, mas não sou sua mãe. Nós dois namoramos apenas durante duas semanas e tínhamos apenas 15 anos. Além de que sou estéreo. Sinto muito.

Katie deu um suspiro cansado. Sem querer uma lagrima teimosa caiu sobre o seu rosto. Ela assentiu e agradeceu, então se levantou. James e Angel a encarava com pena e ela se odiou por isso. Odiava quando sentiam pena dela.

– Se serve de consolo, eu não conheço meu pai – James começou a falar quando se sentaram em uma mesa, Angel bebia um cappuccino e Katie estava com cara de enterro – Minha mãe diz que ele foi um covarde que fugiu. Tipo, eles namoravam as escondidas, pois os pais dele não aceitavam por ela ser pobre, e aí ela engravidou. Quando eu nasci ele estava viajando e desde então nunca mais se viram. Ela não sabe nem o paradeiro dele. Não tenho nenhuma foto. Não tenho o sobrenome dele. Não sei nada dele. Ela simplesmente nunca me deu nenhuma informação. É tão ruim não saber a minha origem, ter apenas um sobrenome. Sinto-me incompleto.

– É que tipo, sempre foi tão ruim não ter uma presença feminina em casa. Ter apresentações da escola para os dias das mães e eu nunca ter ninguém lá, apenas meu pai. Ele servia como os dois. Uma vez nós viemos para Vancouver e ela me contou pela primeira vez dela, disse que ela morava aqui e que a conheceu aqui. Ele me contou a historia dos dois. Eles se amavam, muito, e então ela engravidou. Ele disse que ficou tão feliz, só que os pais dele ao descobrir mandou ele para um colégio interno. Quando ele voltou, dois anos depois, a procurando mas não a encontrou. Ele se instalou na cidade por um tempo e duas semanas depois eu apareci na porta da sua casa. Ele ficou assustado por ter uma criança ali, eu estava chorando, parecia perdida. Com uma mochila, ele me deixou entrar e fez perguntas, mas eu não sabia falar, apenas chorava. Ele pegou a bolsa e viu que tinha uma carta. Era uma carta da minha mãe, dizendo que era para ele cuidar de mim, pois eu sou sua filha e que não era para ele procura-la pois nunca a acharia. Ele ainda tentou, mas não tinha como. O namoro era escondido, ninguém sabia que eles eram um casal, não tinham amigos em comum. Ele apenas sabia onde era a casa dela quando foi lá ela havia se mudado. Então a irmã dele, mãe da Miranda, se ofereceu para ajudar e eles foram para Chicago, eu e Miranda tínhamos a mesma idade. Minha tia era mãe solteira e meu pai também. Eles se ajudaram, nós crescemos juntas, ela era como uma mãe para mim e meu pau como um pai para Miranda. Mas aí ela se casou quando eu tinha uns oito anos e então meu pai comprou a própria casa. Dois anos atrás se casou com a Abigail, mãe dos meninos, foi na época que eu comecei a procurar pela minha mãe, a única coisa que eu sabia era que ela morava aqui, e como Miranda virou uma modelo e viaja muito ela fez o favor de sair a procura da minha mãe. E achou varias pessoas que poderiam ser a minha mãe. Cinco mulheres. Já se foi uma. Agora restam quatro. E eu não consigo parar de pensar que se essas quatro não forem minha mãe eu vou estar realmente magoada.

– A esperança é a ultima que morre – Angel disse do nada. Pegando a pasta da mão de Katie – Vamos encontrar a sua mãe. Nós prometemos. Eu e o Stiles. Não é?

– Claro – Pela primeira vez ele dirigiu um sorriso verdadeiro para Angelina, sem sarcasmos, sem ironia e ela devolveu. – Somos seus amigos.

– Obrigada.

Katie se sentia tão feliz. Nunca teve amigos verdadeiros. Não imaginava que iria conseguir logo dois no seu primeiro dia de aula. Amigos são assim, fazem-se rapidamente e muitas vezes duram para sempre. Foi a maior lição de vida que ela havia recebido. Amigos são, sem duvidas, uma das melhores coisas que existem.

Notas finais
Eu realmente shippo Stiles e Angel. Podem falar o tanto de mimi que forem mas eles são um casal um tanto quanto uau, amo forte. TÁ EU SEI QUE ESSE CAPITULO TÁ MEIO QUE WHO, mas assim, sei que tmb tá parecido com algumas coisas de Fallen, mas sei lá, eu comecei a escrever e deu nisso. Mas eu gosto dele, então vai ficar assim. Bom, é isso, amo vcs. Tchau.