Aquilo que os Sonhos dizem.
17 Quando a Luz enfim venceu a Escuridão em que fui aprisionada.
Notas iniciais
Quanto tempo estou aqui? Ou melhor! Que lugar é este? Eu morri?
No momento estou numa espécie de túnel. Tão escuro e infinito quanto o céu noturno.
Tentei caminhar. Ao fazer este pequeno esforço vi que eu não tinha corpo. Sou uma bola luminosa. Um espírito? Talvez. Ao invés de andar, flutuei.
Aquele túnel parecia não ter fim, o que me desesperou. Flutuei... Flutuei... Até que mais a frente enxerguei uma bola luminosa. Aquilo me atraiu. Cheguei mais perto e quando me dei conta do que era se tivesse corpo teria caído no chão. Aquela luz era como uma TV e o filme que estava passando era a minha vida.
Eu queria era sair correndo, mas o que fiz foi justamente o contrário.
Quando vi, o que se passava na esfera luminosa era meu aniversário de 7 anos. Aquele que passei em Paris.
Paris! Madame Blue! Que estranho... Por um momento achei que tivesse esquecido de Madame Blue...
Quando me dei conta, ao invés de apenas 1 bola de luz, havia várias ao meu redor. Imediatamente me desesperei e sai flutuando só que dessa vez sem ter o controle.
Flutuei mais e mais até que dei de cara com a esfera que projetava a cena que tanto temia. O assassinato de Peter Strongland. Assisti aquilo até que senti uma sensação esquisita. Eu, em minha forma de luz, estava crescendo.
Um clique. Um puxão. E eu retomei o meu controle. Sai flutuando o mais rápido que podia. No caminho vi cenas com meus pais, cenas na escola... E cenas com Jack.
E então deparei com uma luz que emanava o mesmo tipo de energia que a minha. Não era a energia das esferas com cenas de minha vida. E então eu entendi.
Mamãe.
Flutuei o mais rápido que pude.
E ao conseguir tocar...
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