Aquilo que os Sonhos dizem.
76 O término da busca.
Notas iniciais
–Sumiu? — Desanimada, repeti o que a mulher disse.
–É, sumiu. Fugiu de casa e nunca mais voltou. — Confirmou.
–Há quanto tempo isso aconteceu? — Perguntei.
–A onze anos atrás.
Onze anos atrás, ano do acidente.
–E sinceramente, foi a melhor coisa que aquele garotinho inútil fez por mim na vida. — Finalizou.
É óbvio que ela nem mesmo procurou por ele...
–O que você é dele? — Questionei.
–Você faz muitas perguntas, sabia? — Ela falou. — Infelizmente, a mãe dele. E você?
–Uma amiga de infância.
A mulher soltou outra gargalhada.
–Não sabia que ele tinha uma amiga.
–Eu era da mesma escola.
–Hum... — E suspirou.
Escutamos um homem berrar, dentro da casa, o nome dela.
–Adeus. — Falou rapidamente e fechou a porta com força.
Eu e Lucy ficamos paradas em frente a porta durante alguns segundos. Eu teria ficado mais tempo se Lucy não tivesse cutucado meu braço e assim me tirando do transe.
Entramos no carro e partimos de volta para o hotel, onde vamos pegar nossas coisas e voltar pra casa.
É isso. Acabou. O resquício de esperança que eu ainda tinha se dissipou ao ouvir aquela mulher bêbada dizer que Jack foi embora a onze anos atrás. Blaker não fugiu só de mim. Ele fugiu de todos. E eu estou condenada a viver com esses sonhos para sempre.
•••
22 de Julho de 2016
Fazem quatro meses desde que desisti de procurar por Jack.
Fiz de tudo para encontrá-lo. Procurei pelas redes sociais. Cheguei a ir até aquela escola onde tudo começou. Consegui um endereço que estava errado, mas tive sorte por aquele senhor e a neta dele me darem o endereço correto. Fui até a casa de uma mulher bêbada, que aparentemente é a mãe dele. E isso tudo pra nada.
Agora só me resta a conformação.
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