Durante dois dias eu não soube nada de Alicia, ela não aparecia na escola, não mandava mensagens, não tocava meu interfone. E eu sei que, nesse tempo, eu deveria ao menos ter ligado para ela, mas tudo o que conseguia pensar era em câncer e morte.

Alicia iria morrer, sua doença estava em estágio avançado e ela nunca havia sido tratada. Lembrei vagamente de momentos onde ela parecia fraca, dizia que estava sentindo dores, e nós nunca acreditamos que poderia ser algo real. Alicia era imune, ou ao menos deveria ser.

Nossos amigos me cutucavam, perguntando onde ela estava e o que tinha acontecido, ela não respondia as mensagens. Eu lhes disse que ela não estava se sentindo muito bem, e que seu celular estava com defeito, não porque pensei que ela deveria escolher quando e como contar, mas porque eu era muito egoísta para aceitar pensar que ela me deixaria.

Mas Alicia já se foi.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.