Notas iniciais
AÊ, combo de capítulos!! /o/ Dois num dia...estou bem, huh? Hahah, enfim, nesse capítulo temos a ilustre participação da...Terezi Pyrope, aplausos, aplausos! Bem, espero que gostem, mesmo com esse fanservice hétero básico...tentei ser rápida. Boa leitura!

Aqueles Seus Olhos Azuis

Capítulo IV — Terezi

Mal Dave sentara-se à mesa de seu computador, já fora às pressas abrindo o Pesterchum.Quando o programa abriu, no entanto, ele respirou fundo e se lembrou que caras legais não ficavam nervosos ou desesperados. Então, tratou de acalmar os ânimos.

Ele — devagar, dessa vez – selecionou a conversa com gallowsCallibrator, também conhecida como Terezi Pyrope. Terezi era uma morena da escola de Dave, e embora fosse dois anos mais velha, eles ainda gostavam de se falar por mensagens e passar o intervalo juntos, trocando desenhos e rindo. Terezi tinha os olhos bem azuis (mas não do tom que ele gostava; eram mais como azul-esverdeado-cor-de-mar do que o azul-celeste-cor-de-céu-de-primavera que ele preferia) e era cega. Não que isso a abalasse; era um bom motivo para usar aqueles óculos vermelhos pontudos e super maneiros, e por conta da falta da visão, a garota desenvolvera seus outro quatro sentidos tão perfeitamente que às vezes Dave achava que ela tinha criado um a mais. Ou só fosse meio maluca.

De qualquer modo, ele planejava usá-la como a gata de seu plano (ela era bonita, apesar de meio tã-tã) e tinha certeza que ela, gostando tanto de roleplay, aceitaria o cargo.

–-turntechGodhead [TG] began pestering gallowsCallibrator [GC] at 10:04—

TG: hey tz

TG: o que conta de novo

GC: OH, H3Y, D4V3! >8D

GC: N4D4 R3L3V4NT3, 3U 4CHO. 3 QU4NTO 4 VOC3?

TG: oh na verdade eu tenho uma novidade pra você

TG: uma novidade tão nova que vai dar um defeito na parte do seu cérebro responsável por assimilar novidades e fazer sua cabeça explodir

GC: N4O 3XPLOD4 M1NH4 C4B3Ç4, D4V3

GC: N4O 3 S4UD4V3L >:/

TG: ok nada de explodir cabeças

TG: mas direto ao ponto

GC: SOU TOD4 OUV1DOS. 3 N4R1Z.

TG: tz, eu preciso que você seja a minha namorada hoje

GC: O QU3

TG: não estou brincando

TG: eu vou marcar um encontro com uma certa pessoa hoje e quero fazer ciúmes

TG: por isso preciso que você pareça estar, tipo, amarradona em mim

GC: D4V3. 3U N4O POSSO.

GC: VOC3 3 UM C4R4 L3G4L 3 TUDO, M4S 3U N4O GOSTO D3 VOC3 D3SSE J31TO

GC: POD3MOS 41ND4 S3R 4M1GOS

TG: como é

TG: ew, tz, não

TG: eu quis dizer que é pra você fingir ser minha namorada

GC: OH

TG: é só pra causar ciúmes em alguém que vem sendo escroto comigo

TG: e só por um dia também

GC: C3RTO, 3NT3ND1

TG: então você topa?

GC: CL4RO! V4I S3R D1V3RT1DO >:]

TG: beleza, valeu mesmo

TG: eu te pego às três

GC: M4S 3SP3R4!

TG: ?

GC: 4NT3S

GC: 3U QU3RO S4B3R 3M QU3M NÓS V4MOS F4Z3R C1ÚM3S

GC: O P3QU3NO D4V3 T3M UM4 QU3D4? 3U QU3RO S4B3R POR QU3M >:]

TG: ah meu deus

TG: você não vai aceitar descobrir na hora, né?

GC: NOP3. H3H3H3H3H3H3 >:]

TG: certo

TG: é o john

GC: ...

GC: JOHN?

GC: JOHN 3GB3RT?

TG: o próprio

GC: PFFFF

TG: lá vamos nós...

GC: BW4H4H4H4H4H4H4H4H4H4

GC: J3GUS, D4V3

GC: COM T4NTOS C4R4S POR 41

GC: VOC3 V3M 3 M3 3SCOLH3 O JOHN?

GC: D3V3 S3R BR1NC4D31R4 4H4H4H4H4H4H4

TG: não é

TG: e chega de risadas, a tela do meu computador está ficando impregnada com esses números em verde-água

TG: e eles fedem

GC: SU4S L3TR4S V3RM3LH4S 3 QU3 F3D3M! >:[

TG: achei que você gostava delas

GC: URK

GC: M4S TUDO B3M 3NT4O, D4V3...

GC: 3U VOU T3 4JUD4R COM O

GC: C4SO 3GB3RT

TG: ótimo

TG: eu te pego às três pra irmos na sorveteria

TG: e não se atreva a rir da minha cara lá

GC: POD3 D31X4R...4MORZ1NHO >;]

TG: oh jegus

–-turntechGodhead [TG] ceased pestering gallowsCallibrator [GC] at 10:15—

Humanstuck!Terezi headcanon da autora

*~*

Eram três e vinte e Dave chegava na sorveteria de bicicleta, levando Terezi em sua garupa.

Eles haviam demorado um pouco mais do que o esperado para sair de casa, pois a namorada falsa de Dave ainda estava escolhendo o que vestir. Por fim, ele a convencera a simplesmente colocar um shorts e a blusa de sempre e eles saíam para a sorveteria mais frequentada do bairro. John e Dave não moravam por ali, mas gostavam de ir lá para tomar shakes e jogar conversa fora, de vez em quando; por isso, não fora difícil o convidar para ir até lá.

Chegando na porta do estabelecimento, o louro ajudou Terezi a descer da bicicleta e lhe sussurrou:

–Lembre-se de tudo o que a gente combinou, ok?

–Pode deixar, Dave –a garota deu um sorriso quase cruel, seus caninos eram pontudos- Eu vou fazer tudo direitinho.

Eles deram as mãos e seguiram para dentro da sorveteria.

Lá no fundo, sentado ao balcão, John Egbert vestia sua roupa de sempre e encarava o relógio, o queixo descansando nas mãos, parecendo impaciente ou caindo de sono. Quando ouviu o sininho da porta, no entanto, se virou rapidamente e sorriu ao perceber quem entrava.

–Oh, Dave! Aqui, aqui...! –ele acenou, animado, mas seu sorriso sumiu ao perceber que mais alguém vinha atrás de seu melhor amigo.

–Olá, John! –Terezi o cumprimentou com um sorriso de orelha à orelha, quando eles se aproximavam.

–O-oi –John parecia perdido- Dave, eu não sabia que seríamos três.

–Ah, eu não disse? –ele tentou soar despreocupado, embora seu coração palpitasse dentro do peito- Eu quis trazer a Terezi pra tomar sorvete com a gente, afinal, estamos ficando.

John arregalou os olhos e arquejou, surpreso. Parecia que alguém tinha lhe dito que o Nicolas Cage vinha dar autógrafos no shopping da cidade. Sua cara perplexa logo se tornou um sorriso, no entanto, e ele pareceu animado novamente.

–Uau, Dave! Jura?! Isso é totalmente demais! Espero que estejam felizes juntos.

–A-ah, estamos, claro! –Dave segurou a mão de Terezi com as duas suas, aproximando sua cabeça da dela- Estamos mais felizes que o casal mais feliz do mundo. Estamos genuinamente felizes. De verdade.

MERDA, aquela reação não era esperada! Ele queria que John parecesse triste, ofendido, revoltado, que perguntasse que palhaçada era aquela, desde quando eles haviam ultrapassado a barreira do amigos – namorados, e blá blá blá. Ele queria que John empurrasse Terezi e brigasse com ele, e por fim, admitisse que o amava.

Mas não que ele apoiasse seu namorico falso, raios!

De qualquer jeito, agora não tinha como soltar Terezi, dizer “brincadeirinha!” e voltar ao que era antes. Teria de sustentar a mentira pelo menos até o fim daquele encontro.

Eles decidiram se sentar à uma mesa, pois no balcão sempre tinha muita gente. Ficaram nessa ordem: John, Terezi e Dave. Assim, o “casal feliz” ficava na frente de John e ele podia admirar toda a “felicidade” e “harmonia” daquele “casal”.

Terezi era uma boa atriz. Ela se desfizera de seu cardápio para ler junto a Dave, quase colando seus rostos. Ela colocava a mão sobre a do garoto e enlaçava seus dedos, sorrindo para ele. Ele sorria de volta.

Em um ponto, John perguntou como eles haviam ficado juntos, e na mesma hora, a garota cega inventou toda uma história, cheia de romance e suspense, que deixou até Dave de boca aberta.

–Uau! –arquejou John, ao final da narrativa- E isso tudo aconteceu hoje de manhã? Realmente incrível!

–É, né? –de repente, a gola de Dave parecia desnecessariamente apertada- Eu sou incrível. Q-quer dizer, NÓS somos. –ele disse, frisando o “nós”, enquanto apertava a mão da namorada falsa e olhava para ela de canto. Terezi lhe sorriu orgulhosa, como se dissesse “boa saída”.

Por fim, Dave pediu um milkshake de chocolate, Terezi quis uma banana split e John preferiu um smoothie de banana. Dave o julgou internamente por ser heterossexual e ainda admitir publicamente que adorava banana.

Quando os sorvetes chegaram, Terezi foi a primeira a terminar o seu. Ela comia em uma velocidade assombrosa, e mal Dave chegara à metade de seu milkshake, não havia mais nem um resto de calda no pote da garota. Ela farejou o ar, virou a cabeça na direção do milshake de Dave e, sem aviso prévio, catou o segundo canudo que o garçom tinha servido e enfiou ali.

Dave até pensou em protestar, mas então sacou qual era o jogo: dividir o milshake com os rosto bem próximos...romântico.

Eles se entreolhavam enquanto terminavam a bebida, e em um momento, Dave deu uma espiada na direção de John. Ele os olhava com uma sobrancelha erguida, e parecia se perguntar o que diabos estava acontecendo. Aw yiss.

Agora era só mais uma demonstração de afeto pública e—

–TEREZI PYROPE –uma voz estridente gritou da porta da sorveteria- QUE PORRA VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI...E COM ESSE CARA?

Era Karkat Vantas.

Notas finais
Eu nem tive tempo de corrigir, so sorry Ç_Ç Mas espero que tenham gostado...favoritem, acompanhem, comentem, recomendem, espalhem, enfim...deixa eu dormir. Até a próxima! o/