Aqueles Seus Olhos Azuis

19 Planinhos e Maracutaias


Notas iniciais
HEY MEUS GIRASSÓIS, CÁ ESTOU ♥ E com mais um capítulo saído do forno :³³ Peço atenção quem fica chocado com cenas mais, uuuhn, fortes. Prossigam com cuidado, meus nenéns ;w; MAS BEM, cá está outro cap cheio de gayzice, tretas, desenvolvimento do personagem e tudo o mais a que vocês têm direito. Só ficou meio curto, e por isso peço desculpas...mas foi necessário. ALSO, eu escrevi ele todo pelo celular, então, se tiver algum erro, POR FAVOR me avisem...eu corrigi, mas revisão extra nunca é demais. E OH!!!! Lembrem de dar uma nota à capa, sim? A última não recebeu comentários tão positivos, mas espero que com essa seja diferente ;w; Agradecimentos a todo mundo que votou da última vez e vamos lá! /o/

Aqueles Seus Olhos Azuis

Capítulo XVIII — Planinhos e maracutaias

As pernas de Dave estavam tremendo, e seu corpo inteiro parecia pegar fogo. Seu peito subia e descia e seu rosto estava vermelho quando ele olhou sobre o ombro para John.
Não era exatamente certo onde estavam. Mas tinha uma cama.

Dave estava com o corpo pressionado contra ela, as pernas pendendo de sua beirada e os joelhos quase no chão. A posição dava a John muito mais vantagens — principalmente pela bunda empinada do louro estar diretamente contra seu ventre.

–J-John -ele engasgou, se mexendo e causando um roçar irresistível contra a ereção aparente do moreno- Vai logo...

Ele estava sem camisa, e suas costas expunham uma coleção de arranhões e marcas vermelhas. Tudo tornava a situação muito mais erótica para John, que deslizava as mãos pelo corpo do louro livremente — aquele corpo quente, modelado, gostoso, todo seu. Ele brincava com a barra da calça do rapaz e ameaçava tirar-lhe o cinto, mas não fazia nada — arrancando de Dave mais gemidos sôfregos e carentes. John também sofria, mas demorava-se porque queria mais tempo admirando aquela pele clara e deixando suas marcas; beijando de leve o pescoço e ouvindo as reações tão positivas.

Mas Dave não tinha tanta paciência. Roçava-se nele, puxava-o para si, o beijava de forma lasciva e murmurava o quanto o queria. E não era diferente agora que já estava por baixo.
John se curvou e ronronou para que esperasse mais um pouco, lambendo seu pescoço. Dave arrepiou-se e pediu novamente pra que ele terminasse aquela tortura. Voltou ao rebolado nada casto contra John, que gemeu alto em seu ouvido e perdeu as estribeiras.

O moreno arrancou o cinto de Dave e abriu sua calça. Ainda passou a mão entre suas pernas antes de abaixar tudo, fazendo o namorado suspirar de alívio. E então, abriu a própria calça.

–Dave... -ele ofegou- Eu não consigo esperar mais.

–Então vem. -Dave mordeu o lábio e o olhou com desejo- Vem, gostoso, acaba comigo.
Ele se aproximou de Dave, roçou a ponta entre suas pernas...

E foi aí que John acordou ofegando.

O moreno despertou assustado, arfando, e entre golfadas de ar, afastou um pouco os lençóis amassados para checar se não tinha se melado todo ou algo assim. Não tinha.

Ahh, ainda bem..., aliviado, ele deixou-se deitar novamente, quase esquecendo do sonho do qual acabara de aterrissar...quase. Os gemidos de Dave — que, feliz ou infelizmente, ele já conhecia — voltaram rapidamente à sua mente e ele sentiu o rosto queimar de leve. Virou-se na cama, levando os cobertores para lhe cobrir as orelhas, desconfortável. Ficou encarando fixamente a parede. Vinha tendo muitos daqueles sonhos ultimamente...imaginou que fosse por não poder mais falar com Dave. Não por desejá-lo, claro, quer dizer--era fato que ele estava apaixonado por Dave (isso ainda soava tão estranho!), mas com certeza ainda era sexualmente atraído só por garotas...certo?

John cobriu a cabeça com o lençol e grunhiu. Era tudo ainda tão confuso! E sequer podia ter uma conversa bro para bro com o sardento, ou pedir conselhos para Rose, a melhor psicanalista de seu grupo de amigos, nem mesmo falar com Karkat sobre o que estava sentindo. Karkat era seu segundo melhor amigo e, tipo, o melhor quando se tratava de relacionamentos confusos e emoções conflitantes. O que era engraçado, porque sua vida amorosa mesmo fedia como merda de cavalo.

Ele desceu um pouco os cobertores, ficando com eles na altura da boca. Mordiscou a pontinha. Ele queria discutir aquilo com alguém, mas não podia. Seu pai o proibira de falar com Dave depois do papelão de Bro Strider no jantar da última semana, e confiscara seu celular e computador para ter a certeza de que eles não marcariam algum encontro clandestino — John e Dave, não John e Bro.

Mas é claro que apenas isso não seria o bastante para impedir os dois garotos de se verem. Dave tinha uma artimanha preparada e John tinha as habilidades para efetua-la e...!

John se sentou na cama quando ouviu um barulho. A porta foi aberta minimamente e um bolo foi deixado na soleira do lado de dentro. Pai, pensou, revirando os olhos. Se levantou e foi dar uma olhada.

No glacê, estava escrito com cobertura cor-de-rosa:

Castigo, dia #08

Aproveite o seu encarceramento, filho!

Com amor, Pai.

John suspirou. Seu pai era meio que um cínico, às vezes.

Mas como ele ia dizendo — pensando, na verdade–, ele e Dave tinham um plano. Ele estava apenas esperando pacientemente o sinal ser dado.

Comeu um pedaço do bolo após se levantar e trocar de roupa, e então olhou para os dois lados do corredor antes de sair do quarto. Seu pai estava na cozinha, provavelmente. E ele tecnicamente não deveria estar saindo, mas precisava de um copo d'água.

Ao entrar na cozinha, encontrou o pai alegremente fazendo para si uma caneca de café, e pensou que tinha passado despercebido até o homem dizer, sem sequer o olhar:

–Fora da cama tão cedo?

John congelou por alguns segundos, e então tentou explicar, gaguejante, que viera apenas beber uma água. O pai permitiu e se dirigiu à mesa — que voltara para a cozinha. Era sempre uma maratona quando alguém ia jantar na casa dos Egbert.

John virou o copo, o líquido gelado escorrendo pela garganta. Isso devia ser o bastante para se "esfriar". Ainda estava afetado pelo sonho...por assim dizer.

–Não quer se sentar e beber um pouco de café para despertar? -ofereceu o pai, antes que ele saísse. O homem de barba bem feita logo cedinho parecia de bom humor, e não era John que estragaria isso.

Sentou-se à frente do pai e serviu-se em sua xícara dos Caçadores de Fantasmas. Era seu filme favorito quando era pequeno, e tinha aquela xícara desde, tipo, sempre. Só se lembrava dela ser maior.

–Comeu o bolo? -seu pai puxou conversa. John soprou a bebida quente após colocar leite e açúcar. O café naquela casa era sempre forte e amargo como a personalidade de Equius Zahhak.

–Ah...comi um pedaço. -soprou de novo a superfície.

–Estava bom? -o pai sorriu.

–Estava. -ele respondeu, fazendo pouco-caso. Não gostava tanto assim de bolo, mas não deixaria o pai descobrir- Você colocou nozes dessa vez?

–Sim. Achei que fosse gostar.

Eles bebericaram o café ao mesmo tempo. Quem não via que eram pai e filho diria que eram irmãos.

O silêncio confortável foi quebrado pelo celular de John tocando a versão de How Do I Live em Con Air — seu filme favorito de todos os tempos — em cima da geladeira. Pai o colocara ali enquanto cozinhava.

John teve um sobressalto quando o homem olhou desconfiado para o celular, e o moreno rapidamente se levantou.

–É pra mim! É pra mim! -afastou a cadeira- Deve ser a Rose, ela prometeu me ligar e passar o endereço daquela, uh, oficina de aspiradores de pó. Já que o nosso está quebrado. -bebeu um grande gole de café- Eu vou atender lá na sala, ok? Já volto!

Se esticou para pegar o celular e saiu.

–Alô, Rose?

O pai o observou sair e soltou um suspiro, segurando a caneca com as duas mãos.
–Espero que não seja o garoto Strider...espero mesmo. -e bebeu em silêncio.

Enquanto isso, John foi para o centro da sala, onde podia falar mais livremente.

–Alô, Dave. –ele sussurrou ao telefone, ajudando ao fazer uma “concha” com a mão livre- Achei que fosse me ligar mais tarde!

–Teve que ser agora, cara, meu irmão acabou de ir dormir. –respondeu a voz de Dave, rouca, do outro lado. John se arrepiou e tentou espantar a lembrança do sonho de mais cedo- Tudo limpo por aí?

–Mais ou menos. –John passou a mão pelos cabelos bagunçados- Meu pai acordou de bom humor, mas não sei se vai durar. Ele me deu um bolo comemorativo de oito dias de castigo.

Dave conteve uma risada e o moreno revirou os olhos.

–Não é engraçado, idiota. –ele sorriu e falou ainda mais baixo- Eu senti saudades da sua voz.

–Também te amo, Egbundão. Mas hey, voltando ao assunto principal aqui, você está fugindo do ponto mais que eu.

–Desculpe, desculpe!

–Onde está?

–Na sala. –respondeu John- Meu pai não vai me deixar ir pro quarto com o celular. Ele o colocou em cima da geladeira, acredita?

–Pelo menos ele não colocou a geladeira em cima do celular. –John engasgou e Dave prosseguiu- Bem, espero que sua janela não tenha grade, porque meu plano não conta com uma motosserra.

–Pensou em pedir a da Kanaya emprestado?

Isso era uma piada interna entre seus amigos. Eles brincavam que a garota odiava tanto Eridan e Gamzee que, se pudesse, serraria os dois ao meio. Eridan era um nojentinho vice-presidente do grêmio e Gamzee fazia parte do clube dos chapados.

Mas Dave parecia mais sério que o normal, pois ignorou a brincadeira e continuou:

–Vá se deitar às onze e meia da noite de hoje, e deixe a janela aberta. Onde fica o quarto do seu pai?

–Por que você—!

Foi interrompido pelo rosto do pai aparecendo no cantinho da porta da cozinha, o espionando. Ele teve um sobressalto e virou de costas.

–Rose, eu já te disse, eu não sei onde fica a floricultura...não tem como dar um ponto de referência melhor? Olha, fica do lado do estúdio de tatuagem?

O Pai pareceu convencer-se, e John tinha os ouvidos atentos enquanto ele voltava para dentro da cozinha e se sentava novamente à mesa. Ele suspirou aliviado.

–John, responde –Dave chamou- Onde fica o quarto do seu pai?

–Hn...nos fundos da casa, último andar. Por quê?

–Tem janela?

–Ah...uma, virada para o quintal. Por que esse interrogatório, Dave?!

–Você vai ver. –ele respondeu, enigmático- Fique atento ao gralhar do corvo, e atenda ao chamado daquele de penas mais negras. Não durma.

Então, desligou. Deixando John parado no meio da sala, ouvindo o tu-tu-tu de uma ligação encerrada.

Notas finais
E foi isso! *foge dos tijolos* Hnnn, não me matem pls ;w; O que acharam? Mereço comentários por esse meio-limão? Nem que seja pra me xingar, por favor, estamos quase inteirando 150 reviews ;^; Enfim, espero que tenham gostado pelo menos um pouquinho. Kissus, meus lemdos, e até a próxima~