Notas iniciais
este é o último capitulo...deve ta beem grande....mas enfim, espero q gostem....ah, ainda tem o epilogo............boa leitura

POV Narradora

Daniel tinha desistido de esperar. “Ela não veio. Não acredito.” Pensou. Ele já estava se virando e já abria o portão para entrar. Mas de repente parou para pensar: “Ela poder ter se perdido e ainda não encontrou o endereço daqui.”. Decidiu ir atrás dela.

Começou a andar. Alguns metros depois, ele viu uma garota sentada na calçada com a cabeça abaixada sobre os joelhos. Ele logo reconheceu pelos cabelos. Era ela. Correu até onde ela estava e se agachou perto dela.

– Julie!

Julie levantou um pouco o rosto e limpou rapidamente as lágrimas do rosto. Mesmo Julie tentando esconder, Daniel perceber que ela chorava e se preocupou.

– O que foi Julie? O que você tem?

– Nada. – disse com a voz fraca de tanto chorar.

– O que aconteceu? Eu estava na porta da minha casa te esperando a um tempão... E você não apareceu. O que foi? Por que está chorando?

– Por nada... Já disse.

– Me fala. Por favor. Você está me preocupando. Você não ia à minha casa?

– Ia... Mas, eu cheguei lá e... – Julie hesitou em falar. – Você estava ocupado com a sua namorada. E eu não queria te interromper e eu... – Julie parou de falar um pouco envergonhada.

Daniel começou a entender o que acontecia ali e percebeu o grande mal entendido que ocorreu entre eles.

– Você estava chorando por causa disso? – Daniel foi direto.

– O-o q-que-e? Cl-Claro qu-que não-o. – gaguejou muito, de nervosismo. – De onde você tirou isso?

Daniel sorriu convencido, mas logo desfez o sorriso para consertar o erro.

– Mas... Aquela menina não é minha namorada.

– Mas eu vi vocês se beijando. – Julie retrucou de imediato.

– Foi ela que me beijou. Mas eu logo a afastei. Ela pensa que é minha namorada, mas não é.

– Tem certeza?

– Tenho. Pode confiar. Juro que ela não é minha namorada. Eu amo você e você sabe disso. – pausou e acarinhou o rosto de Julie. – Eu te amo.

Julie sorriu. Era o primeiro “Eu te amo” dito por ele.

– Eu... Eu te amo também, Daniel. Muito. – Julie disse confiante, mas ainda um pouco insegura.

Daniel puxou Julie pela mão, agarrou a cintura dela e tomou os lábios para si. A beijou mais apaixonado do que nunca. O beijo era voraz, com vontade, com desejo. Como se ambos tivessem medo de que aquilo fosse um sonho e que o outro desaparecesse. Daniel apertava Julie em seus braços, forte, só para ter certeza de que ela não sairia ou que ninguém a tomaria dele. Era como ele pensava: “Ela é minha.”. E disso ele tinha certeza. Julie também considerava que ela era dele e que ele era dela.

Julie agarrou a nuca de Daniel, arranhando de leve. Daniel arrepiou inteiro. As línguas continuavam afoitas. Até o ar, inútil até aquele momento, fazer falta e eles se separarem para poder respirar.

– Ainda não acredito que você está aqui. – Daniel disse arfando.

– Acredite. – Julie disse com um sorriso.

– Vamos lá a minha casa. – Daniel convidou.

Julie assentiu. Daniel entrelaçou os dedos nos de Julie, como ele gostava, sorriu bobo e a levou em casa.

Entraram e Daniel puxou Julie para dentro.

– Senta aí. Fica a vontade. – convidou. – PAI... MÃE... VOCÊS PRECISAM VER QUEM ESTÁ AQUI. – gritou para os pais.

– Daniel. – Julie sussurrou e fez uma cara de “O que você está fazendo?” ou de “Que isso, menino?”. Mas Daniel não soube traduzir exatamente o que ela queria dizer com aquele semblante.

Daniel deu de ombros e continuou com o sorriso bobo na cara.

– Que houve Daniel? – Se ouviu a voz de Carlos, que descia a escada. – Por que está gritando, rapaz? – Perguntou uma última vez antes de aparecer na sala e ver quem estava sentada em um dos seus sofás.

– O que... – Lúcia chegou logo atrás do marido, no entanto não terminou de formular a pergunta, por logo ver que sua pergunta já estava respondida.

– Vocês virão só quem veio me visitar?

– Nossa... Julie... Que surpresa. Nós não esperávamos ver você por aqui. Eu mesmo achava que quem visitaria você primeiro seria o Daniel. Do jeito que ele é impulsivo... – disse Carlos.

– Pai! – Daniel o repreendeu fazendo uma careta.

– Mas é verdade. Eu tenho que concordar com o Carlos. É realmente uma surpresa. O Daniel já até estava planejando a próxima viagem, quando ele fosse visitar você. – Lúcia disse.

– É... Eu tive uma certa... Oportunidade... – Julie hesitou. – De vir até aqui. E então... Eu não podia perdê-la. Tinha que vir aqui.

– Que bom que veio então. Fique a vontade. – Lúcia disse e o marido concordou.

Os pais de Daniel saíram da sala, deixando Daniel e Julie a sós. Daniel sentou ao lado de Julie e ficou beijando o pescoço da mesma, lhe arrancando arrepios. Daniel gargalhou divertido com essa reação dela.

– É tão bom te ter aqui comigo. É como se você nunca tivesse me deixado.

– Mas eu não te deixei, nem você me deixou. Nós só tivemos que nos separar por moramos em lugares diferentes.

– Eu sei... É só modo de dizer. – pausou. – Eu ainda não acredito que você está aqui. Não quero que você vá embora. – disse a última frase a abraçando de lado e escondendo o rosto por entre os cabelos dela, inalando o cheiro deles.

Julie sorriu. – E quem disse que eu vou embora? – disse, despretensiosamente.

Daniel levantou a cabeça de imediato.

– O que disse? – Daniel fez uma expressão indecifrável.

– O que você ouviu. – pausou. – O meu pai recebeu uma promoção e... Bom... Agora meus pais, meu irmão e eu vamos morar aqui.

Daniel sorriu de uma orelha a outra.

– O que? Eu não acredito. Essa é a melhor notícia que já me derem na vida.

Daniel agarrou Julie em seus braços com força e a girou no ar. Seus olhos se encheram de lágrimas. Ele ficava repetindo “Não acredito, não acredito.” enquanto ainda a girava. Ele a colocou no chão e beijou todo o rosto da amada. Julie ria sem parar com a felicidade de Daniel.

– Ah... Não é possível. Você não pode estar falando serio.

– É claro que estou. Eu nunca mentiria para você. – Julie disse ofendida.

– A minha sorte parece estar mudando. Parece que todos os meus desejos e sonhos se realizaram só hoje.

– Eu sei. E você não acha que eu não senti o mesmo quando meu pai me contou que nós nos mudaríamos.

– Isso tudo é perfeito demais. – pausou. – Ah... Onde você vai estudar? As aulas começam daqui uns dias.

– Eu sei... Vou para a sua escola.

– Serio? – sorriu.

– É... Pedi pro meu pai me matricular na mesma escola que a sua.

Daniel já não se cabia em si de tanta felicidade. Julie passou o resto do dia na casa de Daniel e mais tarde ele pediu ao pai que a levasse em casa.

[...]

Alguns dias se passaram. Estava começando o primeiro dia de aula. Julie e Daniel estavam empolgados. Julie estava mais. Estava se arrumando e queria ficar bem bonita para Daniel, que prometeu mostrar a escola e apresentar os amigos dele para ela, para ela se sentir como que em casa.

– Estou pronta pai. – Julie chegou à sala.

– Eu também estou pronto. – Pedrinho chegou logo atrás.

– Ótimo... Então vamos logo. Vou deixá-los na escola e vou trabalhar. Já estamos em cima da hora.

Seu Raul dirigiu até a nova escola deles. Julie e Pedrinho saíram do carro e o pai foi embora. Julie ergueu os olhos a procura de Daniel e logo o achou.

– Vamos. O Daniel está logo ali. – ela disse a Pedrinho, que assentiu.

– Julie.

– Oi. – beijou o rosto de Daniel.

– Vem cá. – arrastou Julie com ele. – Estes aqui são Félix, Martim, Nicolas e Bia. – apresentou os amigos para Julie. – Essa é Julie. E esse é o irmão dela, Pedrinho.

– Muito prazer. – Julie disse a todos.

– Prazer. – disseram em uníssono.

– Nossa... Quando você disse que ela era gata, você não mentiu. Hein, Daniel? – Martim disse a olhando de cima a baixo.

– É... Mas pode ir tirando o olho. – Daniel disse arrancando risos de todos. Menos de Julie, que ficou muito envergonhada.

Daniel mostrou a escola para Julie e eles logo descobriram que eram da mesma sala. Assim, eles assistiram aos primeiros horários um ao lado do outro. Na hora do intervalo, Daniel saiu para comprar lanche e Julie ficou sozinha, sentada em um banco olhando o movimento e as caras novas.

– Oi linda. – um rapaz loiro de olhos azuis falou para Julie.

– Oi. – Julie respondeu com desinteresse.

– Seu nome é Juliana, né? Ou Julie? – ela assentiu. – O meu nome é Caíque. – Julie assentiu de novo ainda sem interesse. – Sabe de uma coisa? Ninguém nunca me dispensa ou me ignora. Eu vou te dar um beijo e é agora. – disse e agarrou o braço de Julie.

– Me solta. – Julie dizia virando o rosto enquanto o rapaz aproximava ainda mais o dele, a fim de beijá-la.

– Solta ela. Não ouviu? – Daniel apareceu com cara de poucos amigos.

– Hm... – Caíque virou para Daniel. – Já estou entendendo.

– É melhor você sair de perto dela antes que eu te quebre toda a sua cara. – exigiu se aproximando mais. – E nem pense em chegar perto dela de novo senão você vai se ver comigo.

Caíque ergueu as mãos em rendimento e saiu de perto.

– Tudo bem? – Daniel perguntou e Julie assentiu. – Não se preocupa. Eu te protejo dele. O Caíque é meu inimigo desde que eu me entendo por gente. Ele tem medo de mim. Não vai ser nem louco de se aproximar de você. – disse convencido. Julie riu. – O seu pai vai vir te buscar?

– Vai... Por quê?

– Fala pra ele... Ou melhor... Fala pro Pedrinho para ele levar só ele pra casa. Eu quero te levar. – disse e Julie assentiu.

[...]

– Por que você queria me levar pra casa? – Julie perguntou a Daniel. Eles estavam quase chegando a casa dela.

– Eu precisava fazer uma coisa. – disse. Daniel estava com um pensamento na cabeça desde o incidente com Caíque. “Preciso que ela seja minha... Antes que alguém a tome de mim.”. Pensava.

– Fala. – Julie pediu doce.

Daniel parou e a parou. – Julie... Você quer namorar comigo? – pediu.

Os olhos de Julie brilharam e ela sorriu. – É claro que sim. Eu seria louca se não aceitasse. – disse e logo o beijou com vontade.

– Vamos aproveitar que estávamos quase na sua casa e pedir oficialmente pro seu pai. – Daniel disse e sorriu.

[...]

– Vocês estão namorando então? – Raul perguntou com uma cara um pouco brava.

– Sim... Estamos. E é serio. Tenho ótimas intenções com a sua filha.

– É bom mesmo. – Raul disse exigente. Logo colocou um sorriso no rosto. – Faça a minha filha feliz. E seja feliz também. – Abriu os braços e Daniel se lançou a eles. Abraçaram-se. Raul saiu os deixando na sala.

– Finalmente estamos namorando. – Julie disse feliz.

– Vou te fazer feliz. Vou te amar pra sempre meu amor. Pra sempre. – pausou. – Eu te amo demais.

– Eu te amo também.

Notas finais
se gostaram e se não gostaram....deixem reviews.............como eu disse, esse é o último capitulo, mas ainda tem um epilogo....então até o epilogo.....