Aquele que te Ama de Verdade ll

1 Capítulo l - Presente todos os dias?


Notas iniciais
Como pedido pelo povo, estou continuando AQTAD, não se contentaram com a one-shot, então aproveitem com isso. Não tenho previsão de quanto capítulos terá, mas pretendo fazer uma fic de no máximo 20 capítulos. Boa leitura!

Eu havia acabado de acordar, Ikuto estava ao meu lado, dormindo serenamente. Olho para o relógio na parede em minha frente, tinha mais quinze minutos. Fiquei observando ele dormir, quando eu decido me levantar, ele acorda e resmunga algo sem tradução.

– Bom dia. – digo sorrindo.
– Bom dia. – ele responde e ri um pouco – Seu cabelo está um desastre, sabia?
– Você realmente acha que meu cabelo é liso daquele jeito o tempo todo? – pergunto me levantando e ele demora um pouco a fazer o mesmo e quando levanta fica me olhando.
– Para de me olhar, caramba! Já não olhou o suficiente ontem? – pergunto sentindo que estava corada.
– Não fique tão nervosa. – ele ri e se levanta – Vai ter que colocar esse lençol para lavar. – ele diz pegando as roupas de ontem e entrando dentro do meu banheiro.

Pego minhas roupas, ainda teria que trabalhar, aproveito e olho para o lençol sem entender o que Ikuto queria dizer com colocar para lavar, até ver sangue nela.

– Tenha seu desejo realizado e em troca tenha que comprar um novo colchão e lavar um lençol, muito obrigada por fazer seu pedido, volte sempre. – digo para mim mesma como se eu tivesse ligado para uma central de pedidos – Ikuto, quem mandou você entrar no meu banheiro?!
– Amu, seja mais legal com a pessoa que você ama. – ele diz calmo – Essa banheira é ótima, sabia?
– Seu usufruidor, desgraçado! A banheira é minha, vá usufruir do chuveiro! – grito brava.
– Essa banheira é grande o suficiente para duas pessoas, vem logo. – ele diz e ouço a porta ser destrancada e suspiro.
– Se fizer alguma coisa comigo, você vai ver. Tenho que ir trabalhar ainda.
– Mas é domingo. – ele diz entrando novamente na banheira.
– Domingo é dia de passeios em família, crianças gostam de doces. Fim de papo.

No fim, lá estavamos nós, de frente um para o outro relaxados naquela banheira, até ouvir batidas na porta.

– Vão ficar aí até quando? – Ran pergunta animada – Você ainda tem que trabalhar, Amu!
– As roupas de vocês já estão prontas, andem logo! – Miki diz.
– O café da manhã já está pronto ~desu. – aquela voz gentil com um “desu” no final só podia pertencer a minha Chara cozinheira.
– E aquele lençol já está de molho. – Dia conclui.
– Obrigada, meninas. Eu já vou, só um momento. – respondo.

Termino meu banho o mais rápido possível e me enrolo na toalha indo para meu quarto e encontro minhas Charas me olhando com um sorriso nada agradável.

– Abram a boca para falar algo desnecessário e podem fazer o favor de ficar dentro do ovo o dia inteiro. – digo ríspida, mas meu rosto estava queimando com as lembranças da noite anterior.
– Calma, Amu. Só queremos detalhes. – Dia diz sorrindo como sempre.
– V-Vão ficar querendo! – digo e começo a me secar e logo me troco.

Eu estava na metade de meus biscoitos assados, quando Ikuto apareceu na cozinha se sentando na mesa e começando a comer.

– Eu vou conversar com o maestro hoje, para sair da orquestra.
– Você tem certeza disso? – pergunto sabendo a razão dele estar na orquestra a tanto tempo.
– Tenho, logo procurarei um emprego.
– Bem, acho que qualquer outro emprego é melhor que uma confeitaria, sem contar que não quero nenhuma cliente ou funcionária minha te secando.
– Ora, ora. Amu Hinamori é ciumenta e possessiva. – e foi com esse comentário que me toquei que havia dito aquilo em voz alta e engasguei com o café.
– Ah, droga. – resmungo após minha crise de tosse e termino de tomar o café indo lavar minha louça.
– Você não mudou muito desde a última vez que te vi. – ele diz me abraçando por trás e um arrepio percorre minha coluna.
– Eu deveria ficar feliz por isso?
– Com certeza, foi por esse seu jeito que eu me apaixonei e se for para você mudar, que eu esteja acompanhando essas mudanças, para poder amar cada mudança sua. – ele olha meu rosto – Mas espero que eu consiga te deixar corada até o fim da vida.
– E eu espero o contrário! – grito nervosa e saio do seu abraço, notei certa decepção em seu rosto, algo quase imperceptível – Err... Desculpa... – digo guardando a louça – Eu não estou acostumada a isso. – comento em voz baixa e calço uma sapatilha, coloco um casaco e abro a porta – Não vai vir? Eu não tenho cópia de chave para deixar com você. – ele concorda e logo uma jaqueta aparece em seu corpo.
– De nada. – Miki diz com um sorriso satisfeito com o look que havia criado.
– Esperem por mim ~nya!! – Yoru diz gritando indo em direção ao dono – Por que não me acordaram ~nya?!
– Que pena, não deu certo. – Miki diz com um sorriso maléfico formado em seus lábios.
– Miki! – repreendi-a – Não acredito que queria deixar o Yoru acordar sozinho, sem ninguém em casa.
– Eu disse que a Amu ia brigar ~desu...
– Vamos logo, garotas. – todos sairam e assim, pude fechar a porta.

Quando ia falar algo, senti algo se chocar com meus lábios, demorei um tempo para me tocar do que era, ou seja, demorei alguns segundos até corresponder ao beijo dele.

– Te vejo de noite, certo? – ele pergunta se preparando para pegar a direção oposta da minha.
– Certo. – concordo – Até de noite.

O dia foi como qualquer outro, em uma palavra, monótono. Era a hora de fechar quando a funcionária que sempre é a última a ir embora nos domingos me chamou na cozinha que eu fazia limpeza.

– Qual o problema? – pergunto sem entender.
– Tem um homem lá na frente dizendo que quer entrar para te esperar terminar o serviço.
– Você sabe o nome? – pergunto estranhando, a pessoa mais óbvia seria Ikuto, mas eu não avisei onde era a confeitaria.
– Ikuto Tsukiyomi. – ela pronuncia o nome com certa dificuldade.
– Ah, sim. – sorrio – Pode deixar ele entrar e pode ir embora.
– Tenha uma boa noite, Amu.
– Uma boa noite para você também. – digo e ela sai, não demora muito a um ser de cabelos azulados se escorar na porta da cozinha.
– Como descobriu o endereço? – pergunto guardando o rodo que havia terminado de usar.
– Por sorte, acabei de encontrar Tadase. Ele disse que estava atrasado para algo.
– Ah, talvez Lulu tenha planos para essa noite. – comento enquanto pedia passagem com as mãos para ele sair da porta, o que ele faz e tiro as botas, deixando as no canto da cozinha molhada.
– Lulu? Ele arranjou uma namorada? – ele pergunta surpreso.
– Sim, ele a pediu em casamento esses dias.
– Ora, ora. Que surpresa agradável. Isso mostra que eu não tenho concorrência nenhuma. – ele diz com um sorriso.
– Parece que sim. – minhas roupas mudam e minhas Charas se aproximam de mim – Obrigada por tudo hoje, garotas.
– Ajudamos no possível, Amu. – Dia diz gentilmente – Mas Suu é a que mais ajuda ainda assim.
– Não se preocupem a toa, vamos embora? – pergunto pegando a chave do estabelecimento em meu bolso.
– Sim. – minhas Charas concordam e Ikuto apenas fica calado enquanto analisava a loja um pouco.

Eu agradecia por ter comprado um local para trabalhar próximo de minha residência, desse modo, não demoro muito a chegar em casa, e quando eu entre, já liguei a SmartTV e entrei em um aplicativo para conversar conversar com várias pessoas ao mesmo tempo.

– Você é viciada em tecnologia ~nyah? – pergunta Yoru surpreso com minha agilidade na televisão.
– Não, mas todos os domingos eu entro para conversar com as garotas. – digo e digito minha senha de forma rápida quando entro, vejo todas as que eu quero online e as chamo no nosso grupo através de uma chamada de webcam.
– Com quem pretende falar? – Ikuto pergunta da cozinha, pelo visto estava com fome, estava a preparar uma janta sozinho...
– Já irá ver. – respondo e logo a chamada se inicia.

~~N//A~~
França (07pm): Amu&Ikuto e Lulu&Tadase
Inglaterra: (06pm): Utau&Kukai e Yaya&Kairi
Japão (02am): Ami e Rima&Nagihiko
~~N//A~~

– Bom dia, irmã. – Ami diz meio grogue de sono.
– Bom dia, Ami. – digo sorrindo – Como vão indo as férias?
– Chatas, eu ando segurando muita vela. – as outras que estavam em silêncio começaram a rir.
– Ami, eu te entendo, mas não se preocupe, logo encontrará alguém a sua altura. – Yaya diz consolando-a.
– Yaya, pare de falar como se fosse a expert em relacionamentos. – escutei o noivo de Yaya, Kairi, dizer, pelo visto, estava ao seu lado.
– Cheguei, minha gente! – Lulu diz aparecendo com sua webcam.
– Mas diga aí, Amu. Já arranjou alguém? – escuto Utau perguntar.
– É todo domingo essa pergunta, Utau... – comento segurando o riso.
– Não fuja do assunto, eu também quero saber. – Ami diz animada.
– Eu fiquei sabendo que alguém esbarrou no Tadase hoje a procura da confeitaria que você trabalha, Amu. – Lulu comenta com um sorriso malicioso.
– Lulu! – a repreendo – Com a pressa que ele comentou que Tadase tinha, imaginei que você tinha outros planos para a noite. – comento e ela compreende o que foi dito, em outras palavras, ela estava vermelha.
– Tadase foi buscar um teste de gravidez, só isso. – ela disse tentando controlar a vergonha.
– Como assim, “só isso”!? – Rima grita impressionada – Deu positivo ou negativo?! – ela se calou e apenas vi um sorriso se formar em seus olhos.
– Eu não acredito!! – grito animada – Eu preciso ser a madrinha dessa criança e... – fui interrompida por uma mão na minha boca.
– Para de gritar, eu não quero ficar surdo. – Ikuto diz se sentando no sofá ao meu lado e o silêncio reinou no local.
– Ah, sim. – digo quebrando o silêcio – Eu estou com o pervertido aqui, respondendo a pergunta que eu não respondi.
– Como você não conta algo tão importante?! – Utau grita nervosa –Ikuto, desde quando vocês estão juntos!? E a orquestra?!
– Calma lá, Utau. Você vai se casar com o moreno aí e nem por isso eu fiz escândalo. Eu encontrei ela ontem de noite e eu saí da orquestra hoje.
– Isso não é demasiado rápido...? – Rima pergunta e escuto uma risada que reconheci ser a de Nagihiko.
– Que surpresa, ein, Amu. Se duvidar vocês já transaram. – escuto o arroxeado que a algum tempo descobri fingir ser Nadeshiko, dizer.

O silêncio disse muita coisa a todos e começou uma confusão que demorou muito a se acalmar e me possibilitar de falar.

– Para quê tanto alvoroço, parece que eu cometi um sacrilégio... – comento após dar uma mordida em um pão com ovo frito e queijo que Ikuto trouxe, pois não queria cozinhar.
– Que maravilha, dona Hinamori. Quando irá mudar seu sobrenome? – diz o futuro marido de Utau aparecendo ao lado da noiva.
– Quando ela quiser. – Ikuto responde de repente e fico pensando.
– Um casamento é realmente necessário? – pergunto a mim mesma, mas parece que ultimamente eu não controlo mais o que é para ser só pensamento.
– Que raios de pergunta é essa, irmã?! – Ami grita e logo censura a si mesma, por ser madrugada.
– Se nos amamos, não é necessário nenhum matrimônio para provar isso. – digo pensativa.
– Bom, por mim tanto faz, mas seria interessante ver no papel seu nome escrito “Amu Tsukiyomi”. – Ikuto diz baixo o suficiente para só eu ouvir e fico envergonhada, mas não ao ponto de corar.

Assim se seguiu uma longa e divertida conversa, os homens as vezes se entrometiam e no fim, quando encerramos a chamada, eram onze da noite.

– Como mulheres falam ~nyah. – escuto Yoru comentar sonolento e começo a rir.
– Desculpe por isso. – digo me levantando – Vocês podem ir dormir, ainda tenho algo a fazer. – eles concordam e vou colocar algumas roupas para lavar, coisa que era para eu ter feito no dia anterior...

~~*-*~~
Cinco anos depois
~~*-*~~

Em cinco anos, muita coisa ocorre, por exemplo, casamentos de seus amigos, sua amigas engravidam, tem filhos e filhas, sua irmã começa a namorar... Se esses fator se encaixam a mim? Bem, eu não me casei ainda, eu ainda não mudei minha opinião, mas quando minha filha (que pelo visto veio da minha primeira noite com Ikuto) descobriu que eu e aquele hentai não somos casados está exigindo isso, em outras palavras, esse vai ser seu presente de cinco anos.

– Rápido, mamãe! Eu não quero me atrasar para ir no parque de diversões! – minha filha diz já na porta.
– Calma lá, o parque não vai fugir de você e nem seus amigos. – Ikuto diz pegando-a no colo.
– Ela não tem muita energia para alguém de quatro anos ~nyah? – Yoru pergunta.
– O correto seria dizer que ela já tem cinco, pois é daqui a alguns dias seu aniversário. – Ran diz pensativa.
– Ela não completou cinco, então ela tem quatro ainda. – Miki responde desenhando pai e filha juntos.
– Desculpa a demora. – digo aparecendo no corredor que dá para a porta – Mas eu estava indecisa de que blusa usar.
– Amu, de novo com isso? – Ikuto pergunta suspirando.
– Eu estou pronta, não é o que importa? Ótimo, vamos. – digo calçando a sandália que estava na porta e abrindo a porta – O verão do Japão é realmente quente. – comento enquanto abria porta do carro e colocava minha filha na cadeirinha.
– Mas esse calor e essa escrita nas ruas faz falta quando estamos na França. – Ikuto comenta ligando o carro.
– Sim, sim. – as charas se sentaram ao lado da cadeirinha da pequena e começaram a conversar coisas banais.

Quando chegamos ao parque de diversões, já avistamos um grupo de casais e várias crianças da qual algumas eu era madrinha.

– Nos atrasamos? – pergunto receosa.
– Não, apenas eu e Kairi chegamos cedo, o resto chegou um pouquinho antes de vocês. – Yaya comentou.
– Receio sobre esse “um pouquinho”. – comento em tom inaudível.
– Eu disse que iamos nos atrasar! Mamãe é sempre a culpada! – minha filha joga a verdade como sempre e suspiro.
– Eu sei disso, me desculpa, ok?
– Um algodão doce. – ela responde e suspiro novamente.
– Você é muito abusadora, tenho dó de quem namorar você. – digo entregando o dinheiro a ela que guardou no bolso.
– Quem quiser me namorar tem que ter um Shugoi Chara! – ela diz animada.
– Ele vai ter que é passar por cima do mim, primeiro. – escuto o murmúrio do Ikuto e começo a rir, fazendo todos ficarem sem entender.
– Depois vem falar de mim, olha só o pai coruja. – comento e olho para o rosto dele que tinha um leve tom rosado.
– Mentira! Amu, você consegue fazer meu irmão ficar corado?! – Utau grita animada – Você merece um oscar de melhor pessoa do mundo, eu já perdi as contas de quantas vezes tentei fazer ele ficar corado e não consegui.
– Opa, parece que eu venci o desafio semanal e sem precisar de uma câmera. – digo feliz e sorrio maliciosa – Você venceu três vezes seguidas, não reclama. – digo e vou me afastando do grupo entregando o dinheiro para na bilheteria do parque.

Você agora deve estar se perguntando, que raios é esse tal de desafio semanal. Bem, o nome já diz tudo, um mês depois da minha garota abusadora nascer, Ikuto veio com essa ideia, meu objetivo é fazer ele ficar corado e eu tirar foto, se eu conseguir fazer isso em uma semana, eu ganho e posso fazer o que eu quiser com ele, aí vocês entendem o objetivo dele, porque se eu perder, ele fará o que quiser comigo.

Quanto a tarde no parque? Os homens ficaram responsáveis em ir nos brinquedos com as crianças, enquanto nós mulheres só sabemos conversar, mas eu conversava e tirava cada foto... Parece que meu desafio da semana que vem está garantido.

Penúltimo brinquedo: Carrossel. Mãe cuidam dos filhos e os pais corujas babam e tiram fotos. As pessoas que nos viram naquele brinquedo devem ter nos achado loucos, mas a resposta certa é “pais de primeira viagem”.

Último brinquedo: Roda gigante. E o melhor, com um pôr-do-sol para apreciar, dessa vez sem fotos, apenas um silêncio relaxante.

– Mamãe, papai. – nossa atenção é puxada do pôr-do-sol para um garota que ainda tem o que viver – Obrigada pelo dia de hoje, foi muito divertido! – ela diz sorrindo.
– De nada. – digo com um sorriso – Por causa dos nossos trabalhos, a gente não se diverte muito, desculpa por isso. – digo bagunçando seu cabelo e ela nega com a cabeça.
– Eu sei o quanto a senhora se esforça, as Shugoi Charas falam sobre isso as vezes. – ela diz apontando para minhas Charas e o Yoru também.
– Que garota compreensiva, sabia que garotas que entendem o que os pais passam e sorriem por isso ganham muitos presentes? – Ikuto pergunta sentando ela em seu colo e ficamos nós três em uma só parte da cabine.
– Mas eu ganho um presente todos os dias. – ela diz pensativa.
– Ganha ~nyah? – Yoru pergunta sem entender.
– Os abraços e beijos confortantes do papai e da mamãe não são um presente? – ela pergunta inocentemente e de repente a abraço.
– Sempre serão, assim como os seus abraços e beijos. – digo abraçando-a e Ikuto resolve fazer o mesmo.

E é lógico que sempre tem algo para estragar momentos assim. Algo chamado amigos, mas esses são os melhores amigos que alguém pode ter, para sempre. Ah, sim. O que eles fizeram? Tiraram foto e o flash nos assustou. Só consegui ver um Kukai com um sorriso satisfeito, assim como seu filho e mulher antes do brinquedo começar a se mover.

– Eles não tem jeito... – comento suspirando.
– Acho que precisamos de mais dias em família assim. Você devia pegar algum dia de folga, Amu.
– Daqui alguns dias, teremos dias de família, he... – não termino a frase lembrando que havia um a criança que não precisava saber do apelido do pai tão cedo.
– “He” o quê, mamãe?
– Hebi. – digo calmamente.
– Por que chamar o papai de cobra? – ela pergunta sem entender, é lógico.
– Não sei, eu tenho a mania de chamar ele de cobra, mas isso não te deixa fazer o mesmo, ouviu? – termino a frase com autoridade.
– Não tenho por quê xingar o papai. – ela diz abraçando o pescoço do pai com força.
– Você devia aprender com nossa filha. – Ikuto diz me provocando.
– Quem sabe um dia eu consiga. – respondo tranquilamente e de repente abrem a porta de nossa cabine.

Não demorou aos outros descerem, Utau veio me mostrar a foto que em minha opinião ficou fofa e engraçada ao mesmo tempo, mas eu iria guardar ela em um retrato, com certeza.

Notas finais
Espero que tenha agradado a todos, aceito sugestões, ok?Obrigada pela atenção. Até o próximo capítulo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.