Aquele que conheci na morte.
4 Hotel
Notas iniciais
A estrada era longa, e cada espaço dela era coberto por minha alegria.
Os cabelos de Stefan iam para trás conforme o vento, e os meus bagunçados, dançavam conforme o movimento do carro. Estávamos a caminha de Mystic Falls, um lugar qualquer no meio de uma solidão eterna que eu sentia, mesmo estando com Stefan, mesmo estando feliz.
A rodovia era rodeada de árvores, que pareciam chocalhos naturais, balançavam de vez em quando, e faziam barulho de vez em quando. Encontrei no porta-luvas do carro um maço de cigarro.
Por que não ? O que eu tinha a perder? Já que Jer nunca iria saber, ele está na casa de um amigo, e certamente faz isso muito. Provei. A fumaça entrava em meus pulmões e consumia tudo que tinha lá, estragava tudo que tinha lá, limpava cada pedaço de um pulmão virgem.
Stefan me olhou. Riu.
"Sua primeira vez?"- Perguntou, sabendo da resposta.
"Sim senhor, nisto sim!"- Disse, com um sorriso sarcástico, meio entre aberto, meio lua.
E ele gargalhou. Stefan era muito bonito, e me acolhei-a, me entendia. Pensei em Mystic Falls como uma saída da perda de meus pais, de um novo começo, romance, meu coração estava pronto para ser usado, e com certeza, pisado. Contos de fadas não existem.
Já eram seis horas, e a monótona estrada não acabava, e o vento não prava de dançar, estava tudo muito igual. Mas, do lado esquerdo da rodovia, como um oásis, e mais tarde, um éden, vimos um hotel, resolvemos para nele mesmo, era meio caído mas estava bom.
Saí do carro, com minha mochila e levantei os óculos. Meus olhos estavam cansado, e meu estomago faminto. Entramos, e deixei Stefan resolver tudo, ele tinha muita experiência para um jovem, não sabia fazer muitas coisas com 16 anos, ele pediu para o mordomo de plantão pegar minhas malas.
"Nosso quarto é o 1"- Disse, seriamente.
Não era tão longe do Hall. O hotel era pequeno, com um grande tapete e uma fonte, tinha vários sofás e uma pilha de revistas de fofocas, um café e duas águas em garrafas.
Nosso quarto era pequeno, uma cama de casal, um banheiro médio, com duas toalhas e um par de condicionador e shampoo. Acomodei minha mala perto da cama, dela tirei uma camiseta grande e uma calcinha, guarde o cigarro. Escondi o cigarro.
Antes de entrar no banho, tentei ligar para o Jeremy, mas ninguém atendeu, pensei que ele estava jogando videogame ou beijando alguém, não queria atrapalhar e não insisti mais, tendo também a certeza de que amanhã ele iria me retornar. Chamei o Stefan, e ele de súbito apareceu.
"Vou tomar banho."-Disse.
"Certo, estarei lá fora."- E ele se foi.
Sozinha de novo. Agora um sentimento de solidão me consumia, assim como um vazio que preenchia todo o espaço. Não sabia o que pensar, minha vida estava tão boa quanto antes, tinha um namorado bonito...Mas, alguma coisa me faltava, alguém, alguém que eu conhecia. Minha cabeça não achava um proposito para a viagem.
Entrei na água quente, que reaqueceu todos os meus sentidos, fechei meus olhos e pude senti-la por todo meu corpo, por toda a minha alma. Comecei a passar os últimos dias em minha cabeça, tendo caçar nos cantos das paredes de minha memória algo que me faltava, revive os beijos de Stefan, os abraços dos meu pais, a risada de minha mãe, o olhar sério de meu pai, o cabelo lambido do Jer.
“Pai, o que tem atrás desta porta?”-Perguntei, imaginando que a tal porta iria me mandar para um submundo.
“Não sei filha, mas você não pode entrar, está bem?”- Ele disse, com um ar de preocupação. E eu nunca entrei, mesmo depois da perda, depois de grande, mesmo com a dor de não te-lo mais do meu lado, eu não entrei.
Despertei do devaneio ouvindo o Stefan entrando no quarto. Não consegui identificar o que me faltava, mas meu corpo tinha desejo pelo dele. Meu banho não acabava, precisava ficar ali, naquele refugio.
Sem bater na porta, Stefan entrou no banheiro. O box era transparente, e ele pode me ver nua. Meu corpo era fino, continha mais peito do que bunda, meus cabelos lisos cobriam os seios, a pele morena me ressaltava no banheiro todo branco.
Stefan olhou para mim, apreciou meu físico, com os olhos me consumia aos poucos, arrancava pedaços de minha alma. Não pediu minha autorização, não falou nada, apenas se despiu e entrou no banho comigo.
Suas mãos me apertavam, e sua boca dança com a minha, a língua me excitava, seus lábios por muitas vezes mordiam os meus. Meu corpo queimava, em chamas, pude sentir seu pênis entrando em mim, me perfurando, me penetrando cada vez mais. Seu corpo era colossal, como uma escultura, como David.
As mãos agora cobriam meus seios, e me apertavam. Montei nele, minhas coxas o envolviam em um movimento harmonioso, meus braços pesavam em seu ombro, e minhas unhas cravavam suas costas. O beijo ficou cada vez mais fervente, ele queria me capturar, arrancar minha alma.
Precisávamos de mais espaço, de mais loucura. Lucida, fechei o chuveiro, e molhados fomos para a cama, eu em cima e ele embaixo. Na sua cintura, eu me movimentava para frente e para trás, e pude sentir o encaixe dele, era perfeito.
Beijei seu pescoço, seu peitoral, sua barriga, e cheguei na felicidade. Suguei-o, consumi ele, o coloquei dentro de mim, e através de minha boca, pude sentir toda sua alma, tudo aquilo que era impenetrável.
Eu e Stefan não transamos, nos amamos.
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