Aquele mordomo, Sedutor
1 Único
Notas iniciais
Me perdoem se tiver algum erro ortográfico.
Divirtam-se e boa leitura :3
Estava no escritório, tomando café e pensando seriamente no que tinha acontecido na noite passada. Sebastian organizava alguns livros na prateleira, e em seguida me passou o jornal da manhã, interrompendo meus pensamentos.
— Aqui está bocchan. — Colocando-o sobre a mesa.
-A-ah sim.
Ele voltou sua atenção aos livros, mas eu não conseguia me concentrar em ler nada. Depois de um tempo, decidi falar: -Você não hesitou mesmo não é? — Ele me encarou com um sorriso no rosto e mostrando não entender do que se tratava. -Você ia comer minha alma, sem se importar com as condições em que eu estava.
-Bocchan, não compreendo o que quer dizer com....
-NÃO SE FACA DE DESENTENDIDO. ME RESPONDA DEMÔNIO.
O sorriso sumiu. Com a cabeça abaixada, ele caminhou até mim e me encarou, com aquele sorriso. Os dentes caninos á mostra e com malícia.
-Então deseja realmente saber a verdade?
-Sim...- Sabia que mesmo depois dessa suposta traição, Sebastian nunca mentiria.
-Sim, se isso responde a sua pergunta. — Antes que eu pudesse dizer alguma coisa, ele levantou a mão me repreendendo.
-O trato era comer sua alma. Você, um ser humano como um outro qualquer, mas com um pouco de elegância, determinação mesmo que por motivos tolos... Eu acho e o achava até aquele momento, extremamente... saboroso... uma tentação... — Ainda sorrindo, passou a língua nos lábios e com um olhar intimidador, se aproximou ainda mais, fazendo com que pressionasse cada vez mais minhas costas na poltrona.
-É uma resposta bastante aceitável. — Desviei meu olhar do dele, me sentindo envergonhado. Raramente ele se aproximava daquele jeito, e isso me deixava com outra dúvida.
-O poderoso Conde. Tão orgulhoso que ao menos nem pode dizer que está impressionado com a sinceridade de um monstro. — Não estava com o mesmo sorriso de antes, agora me olhava do mesmo jeito de sempre.
-*cof* *cof* Bom, se já me respondeu, poderia me dar licença e se afastar.
Fez um "Oh" com ar de espanto porém não se moveu.
-Sebastian?
-Sim bocchan?
-Ouviu o que acabei de falar?
-Claro jovem mestre.
-E-então pode sair de cima...
-Hmmm- Ele deu uma risadinha, e fiquei com medo. Paralisado não sabia o que fazer.
-O Bocchan gosta que fique perto dele então? Sim dá para perceber. Está vermelho. O que aconteceria se eu fizesse... isso?- E me entrelaçou em seus bracos, colocou sua boca em meu pescoço e tive que morder os lábios para não fazer nenhum som.
-Hm... quem diria que o Conde se atrai por aquilo que é horroroso, sujo mas ao mesmo tempo tentador como um ser como seu mordomo?
-N-não diga besteiras seu cachorro! Exijo respeito!
Desta vez lambeu meu pescoço e foi até minha orelha dando beijos pelo meu rosto. E baixinho, sussurrou:
-Há quanto tempo queria testar uma coisa nova... O jovem mestre sabe de minhas pequenas aventuras com algumas mulheres mas, sempre me intrigava em como seria com o senhor...
-Ah... — Percebi tarde demais que havia deixado escapar um gemido, foi o tempo suficiente pra ele ganhar mais confiança no que estava conseguindo.
Com o sorriso de volta, continuou se aproveitando da minha fraqueza.
-P-pare, p-por favor... — Continuei mordendo os lábios, impedindo que qualquer som saísse da minha boca.
Ele continuou com uma pequena risadinha:
-Hmm... Não se preocupe bocchan, estou terminando. Na verdade....
Se afastou, tirou os bracos de mim e me encarou. Não sabia o que ele iria fazer.
-Vou fechar com chave de ouro. — Abriu o sorriso e com velocidade e delicadeza, encostou seus lábios nos meus. Sua língua querendo a todo custo entrar em minha boca.
Não sabia o que fazer. Iria me render a tal tentação? Nossas línguas se encontraram, a dele com mais experiência e satisfação. Eu não sabia o que fazer direito, e acabei tentando imitar seus movimentos.
Após alguns poucos instantes, seus lábios deixaram os meus. Minha cara estava vermelho. Eu estava perdido em prazer e vergonha.
-Ora ora ora. Quem diria que o senhor é bom nisso? — Sebastian saiu da cadeira, arrumou seu fraque e em seguida meu cabelo. Com um sorriso e alegria, continuava me ajeitando.
-A-acho que já chega disso. — Empurrei sua mão -Pode voltar aos seus serviços.
-Claro, jovem mestre.
Ele se ajoelhou e devagar foi se aproximando da porta. Quando me lembrei de um grande detalhe:
— Ei...
-Sim, mestre?
-.... Nunca, JAMAIS... Ouse falar sobre o que aconteceu aqui, nessa sala com alguém. -Mesmo sério, meu rosto ainda ardia de vergonha.
-Sim
-Não minta para mim
-Com toda certeza, eu não mentiria para o senhor, nunca.
-Ótimo, pode se retirar.
-Yes, my lord.
Abriu a porta, e em seguida a fechou devagar. Me levantei da cadeira e caminhei até a janela. Não conseguia entender como... Como alguém, ainda mais alguém como ele me fez me sentir assim.
Passei meus dedos sobre meus lábios e sussurrei para mim mesmo:
-Como Sebastian... Depois de tanto tempo, ainda me faz estremecer dessa maneira.
Com um pequeno sorriso nos lábios, me sentei novamente e finalmente tive tranquilidade para me concentrar no jornal.
Notas finais
Tinha essa cena do escritório e deles se pegando na cadeira q- em mente já faz um tempo. Demorei umas 2 semanas para terminar por conta do trabalho e da escola D:
Espero que tenham gostado xD
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