Notas iniciais
Para um dos casais mais shippaveis eveeeeeeeeeeeer. Dedico essa fic a Janis Joplin (demorou mais chegou miga) e a mim mesma. Espero que gostem, beijos.

Adrien estava nervoso, aquilo era um fato. Aquela seria a primeira vez que o modelo iria dormir na casa de Marinette com o consentimento dos pais da mesma, e, como o imaginado, ele estava simplesmente pirando. E como se aquilo já não bastasse, Plagg havia azucrinado bobagens em sua orelha desde que sairá de sua própria casa até chegar a residência da namorada.

Falando nela...

— Ainda não entendi o porquê de você estar tão travado. – o loiro que ate então estava de cabeça baixa sentado em uma poltrona, levantou o olhar para a namorada. – Não é como se você nunca tivesse aparecido aqui no meio da noite vestido de ChatNoir mesmo... – deu de ombros.

A azulada estava acabando de costurar uma espécie de pijama, e simplesmente não conseguia entender como o seu namorado estava tão tímido naquela situação, sendo que eles já haviam passado por diversas cenas parecidas.

— Mari! – o loiro a repreendeu olhando nervosamente para o alçapão do quarto que estava meio aberto. – Fale baixo! Já pensou se sua mãe, ou pior, seu pai, descobre que eu já estive aqui antes, com você, sozinhos?

Observando aquela cena, a garota não pode fazer nada alem de rir sentindo uma pequena nostalgia no coração. Os olhares preocupados de Adrian em direção a “porta”, suas bochechas levemente coradas e o tique de morder os lábios nervosamente a fizeram entrar em uma máquina do tempo, onde, há exatos cinco anos atrás, a autora daqueles movimentos era ela.

Suspirou. Ainda era difícil acreditar, mesmo depois de anos, que estava namorando o garoto por quem ela sempre fora apaixonada. Garoto não – se repreendeu mentalmente. Adrien não era mais um garoto há tempos... E sua postura impecável juntamente com sua barba meio rala e suas feições só confirmavam isso...

Lentamente, depois de dar os últimos retoques na peça de roupa, a azulada levantou e, calmamente, — quase fazendo seu namorado ter um AVC – se acomodou em seu colo.

— Adrian, — a mesma segurou seu rosto com as duas mãos, atraindo seu olhar. – Primeiro: – começou a listar. – Pare de ser paranoico. Está pior que o Plagg. – alertou, enquanto erguia as sobrancelhas, sem lhe dar alguma chance de se pronunciar. – Segundo: você está com medo do meu pai? Aquele cara que não consegue fazer mal nem a uma mosca e que a propósito te ama, pra não falar o mínimo? – um sorriso zombadeiro se formou em seu rosto. – E terceiro, mas não menos importante. Querido, embora você não concorde, essas suas bochechas coradas só lhe conferem um charme a mais. – e gargalhou, ouvindo a bufada nada discreta do namorado.

Adrian, porem, não conseguiu se conter por muito tempo e logo estava acompanhando nas gargalhadas... e beijos.

— E como sempre MyLady – ele pegou sua mão, dando um beijo na palma dela. -, você está certa. Mesmo isso não sendo surpresa, afinal, só alguém tão purrfeita como você estaria a minha altura.

A chinesa revirou os olhos, suspirando teatralmente. – E eu achando que você não conseguiria ser mais humilde... Ai ai. Mas – bateu três alminhas, saindo de seu colo e o fazendo soltar um ronronar em protesto. – Não vamos discutir sobre isso. Até por que... – a azulada pegou um embrulho azul dentro de uma gaveta, seus olhos subitamente ficando tenros de carinho e amor – é o nosso aniversário de cinco anos de namoro e... bem... – ela olhou pra ele, se sentindo a mesma garota desajeitada de antes. – e-eu fiz is-so pra você-ê. – gaguejou.

Adrian suspirou com aquela visão. Tinha algo mais belo que admirar Marinette toda corada e desajeitada, para lhe dar um simples presente? De repente, o herói se sentiu o cara mais sortudo do mundo.

— Ah Mari, você sabe que não precisava... – mas sua fala sumiu, ao finalmente desembrulhar o presente e abrir aquela roupa. Ou melhor, pijama. – Eu... Eu não acredito Mari! Isso é simplesmente...

— Você gostou? – ela o interrompeu.

— Se eu gostei? – ele a agarrou em um selinho demorado, a girando pelo quarto. – Isso é simplesmente maravilhoso amor! Eu amei! Obrigado! – ele finalmente a depositou no chão novamente. – É... Perfeito.

Logo, um sorriso se expandiu pelos lábio da moça. – Sério? Ufa. Quer dizer, eu não sabia o que te dar então eu pensei em costurar algo mais não sabia o que... – começou a falar sem parar. Marinette, respira! Falou para si mesma. – O que eu estou querendo dizer é que... – torceu as mas nervosamente. – É que eu estava com medo de que você não gostasse de receber só um pijama... – terminou com um suspiro.

Adrien a puxou pela mão, fazendo-a gentilmente sentar-se sobre o divã.

— Mari, eu vou repetir isso, e espero que seja a ultima vez ok? Você é maravilhosa! – declarou sem mais delongas, a fazendo se sentir um verdadeiro tomate. – E tudo que você faz e toca, consequentemente, fica maravilhoso. E isso — ele levantou a peça de roupa em suas mãos. – Não é só um pijama. – falou em um tom tão serio, que fez a heroína curvar as sobrancelhas.

— Hm... Não?

— Por Deus mulher! –o homem exclamou, não contendo o entusiasmo, a abraçando novamente. – Esse é um pijama da Ladybug! E o melhor... – revirou sua mala rapidamente, encontrando a blusa que procurava. – Eu tenho a camisa perfeita pra combinar. – e se virou, mostrando uma camiseta com os dizeres “Je ❤ Ladybug”.

Ainda vendo o olhar incrédulo de Marinette em direção a sua blusa, o gato de rua se virou e entrou no banheiro, pronto para experimentar aquele magnífico presente.

***

Algum tempo depois...

Adrien parecia uma criança, enquanto admirava o pijama pelo espelho. Sua namorada era simplesmente... Uau.

O pijama praticamente cobria seu corpo todo, deixando apenas suas mãos e pés de fora. Era todo feito em um tecido vermelho com bolinhas pretas, só ficando de fora o capuz, que era completamente negro. E o zíper, localizado no meio de sua barriga, era idêntico aos brincos de sua lady. Aproveitando o frio que estava começando a se instalar de pouco a pouco em Paris por conta do inverno, Adrian resolveu tirar seus tênis, ficando apenas com suas meias brancas, saindo do banheiro.

E escancarando a boca com a vista que teve.

— Mari... nette? – perguntou debilmente.

A mulher trajava um pijama exatamente como o seu, mudando apenas a cor do tecido para o preto, acrescentando orelhas no capuz e trocando o zíper de brinco por um guizo semelhante ao de sua roupa de ChatNoir. E o pior, se aquela roupa já não a fazia ficar terrivelmente sexy, sua pose – em pé, virada de costas, mas com o tronco e cabeça meio viradas para ele — atingia esse objetivo.

Aparentemente, os pijamas eram um conjunto.

Ela o olhou de cima abaixo, mordendo os lábios no processo, seus olhos praticamente em chamas.

— Gostou? – a voz saiu meio rouca, despertando ainda mais os sentidos de Adrian, o fazendo caminhar em sua direção.

Ele já estava prevendo toda a pegação, seus dedos encostando-se àquele maldito guizo e o deslizando para baixo, seu olhar conferindo todo o corpo de Marinette buscando saber se ela vestia algo mais abaixo daquilo, ele a deitando ali mesmo, no chão, e a amando... Quando seus sonhos foram brutamente interrompidos.

— Adrian, Adrian, olha o que a Marinette fez pra gente! – Plagg exclamou, parando em frente de seus olhos. Ele se controlou para não mata-lo ali mesmo, enquanto via o ataque de risos que Marinette parecia querer segurar. – Não é legal?

Quando ele finalmente conseguiu se desprender de seus pensamentos homicidas, passou a observar Plagg – e Tikki, que se juntou a ele segundos depois.

A joaninha e o gatinho estavam usando mini capas, cada uma, com a característica dos pijamas de seus respectivos donos.

Vendo aquilo, Adrian só pode abraçar sua garota e sussurrar em seu ouvido:

— Você é maravilhosa sabia?

Ela se sentiu mais uma vez acanhada.

— Ah, nem foi tão difícil... Eu só comprei os tecidos, zipers e...

Ele há afastou um pouco, ainda segurando sua cintura.

— Não foi isso que eu quis dizer Mari.

E ela sabia disso.

Notas finais
E então? Gostaram? Devo escrever mais ones nesse estilo?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!