Aquela com Quem Eu Sonhava

6 A historia de uma amor quase perdido


Notas iniciais
NA: Todo mundo já ta careca de saber que Saint Seiya não me pertence e sim ao tio Kurumada e sua turma... Ah a Nikolle é uma criação minha!
Capitulo 6 – A história de um amor quase perdido.

Quando terminaram a conversa com Tetis, as sacerdotisas e Saori saíram do quarto e encontraram um bando de cavaleiros amontoados cochilando. Riram bastante da cena na hora em que começaram a acorda-los e avisar que já estava amanhecendo...

Nikolle que estava hospedada na casa do avô (Libra), quando começou a descer as escadarias para ir descansar avistou Shiryu em uma parte isolada pátio externo do ultimo templo admirando o nascer do Sol. Ficou interessada naquela cena e foi falar com o cavaleiro que não dava sinais de cansaço.

-Oi! Não está cansado? – disse se sentando ao lado dele.

-Estou cansado, mas sem sono! – disse distraído, ainda fitava o Sol nascer – E você conseguiu falar com Tetis?

-Fiz um trato com ela! Ela vai trazer os manuscritos pra mim hoje ao por do Sol! – disse chamando a atenção do cavaleiro para si. Nikolle, embora uma noite sem dormir estava adorável. Não estava com uma roupa especial, mas apenas uma roupa preta que as amazonas usavam por de baixo da armadura e seus cabelos, ainda cacheados da noite anterior, estavam soltos e lhe davam um charme especial que o dragão não resistiu em reparar. – porque está me olhando tanto?

Porque você é linda! – disse a queima roupa puxando a moça para um beijo urgente. Nikc não resistiu, pois no fundo queria aquilo tanto quanto ele...

Aquele beijo era a realização de um desejo a muito reprimido... Por isso seu gosto era diferente, era bom, intenso, verdadeiro... Ficaram ali se beijando sob o Sol que nascia e iluminava de forma tímida o santuário, pois o céu estava meio nublado e logo choveria...

-Shiryu... – disse ela colocando a mão na face do jovem e interrompendo o beijo com lagrimas nos olhos – Eu... nós... não podemos...

-Porque? Você é aquela com quem eu sonhava... – disse justificando o seu ato – Nikc, eu amo você, sempre amei... Acho que amo você desde o dia em que em acordei na fonte de Athena...

-Eu sinto muito, mas... – disse começando a chorar de tristeza — Nós não devemos... Mesmo te amando muito, eu não tenho o direito...

-Mas Nick? – falou começando a ficar confuso – se nós nos amamos, o que nos impede de ficar juntos?

-É uma história complicada... Talvez um dia me compreenda... – falando isso levantou de onde estava sentada, abriu suas asas e voou em direção ao mar para que ele não pudesse segui-la.

-Nikolle não faça isso! – ele ainda pediu gritando, mas ela já estava longe e decidida a não ceder.

De longe observando a cena estavam Izani e Dohko que sentiram uma imensa tristeza em ver seus pupilos nesse dilema e resolveram interferir...

-Meu filho não fique assim! – disse o mestre ancião assintindo o sofrimento do dragão.

-Mestre só me diz porque ela é assim! Me diz porque ela é tão teimosa! – disse quase aos berros bastante alterado.

-Ela só esta querendo proteger você! – disse Izani colocando a mão no ombro de Shiryu pra poder acalma-lo.

-Me proteger? Mas do que? Ela foge e você diz que ela quer me proteger? – disse se sentado em um banco próximo guiado por Dohko.

-É uma longa historia! – disse enigmática sentando-se ao lado dele sendo seguida pelo mestre ancião – E só contarei se você prometer se acalmar...

-Tudo bem! Estou ouvindo! – disse relaxando e ficando mais calmo ao lado da mulher de seu mestre.

-Tudo começou a mais de duzentos e quarenta anos atrás... – disse em tom de nostalgia com se pudesse ver claramente o que contava – Quando as antigas reencarnações de Athena e Nike ainda eram vivas...

-Eu e Izani tínhamos apenas 17 anos e estávamos a serviço do santuário quando a reencarnação de Nike se apaixonou pelo meu mestre, o antigo cavaleiro de dragão! – disse respirando fundo e relembrando o que iria dizer, afinal aquela historia era tão antiga quanto ele.

-O antigo cavaleiro de dragão era seu mestre? – perguntou achando incrível aquela situação, pois o seu ancestral cavaleiro havia treinado seu mestre.

-Era sim Shiryu! – disse Izani colocando a mão no ombro do rapaz – O homem que usou a armadura de dragão antes de você foi o mestre de seu mestre e também um homem muito apaixonado por Nike!

-Era tão apaixonado, que foi viver em Zara só para ficar perto dela! – disse o cavaleiro de Libra dando um suspiro de tristeza – Naquela época a reencarnação de Nike não era rainha de Zara, como você sabe Nikolle se tornou rainha porque obteve uma das frandes espadas e só a manipula essas espadas quem tem um espírito muito forte! E o espírito forte de Nikolle provou aos zaarianos que ela era digna de reinar;

-Como não era a rainha, a reencarnação de Nike era considerada apenas a líder religiosa da ilha; — continuou Izani com os olhos cerrados como se estivesse revendo as imagens da historia que contava com o marido.

-A deusa e o cavaleiro, viveram anos de alegria na ilha perdida...Só que um deus chegou e estragou tudo; — disse Dohko com tristeza na voz.

-Como assim estragou tudo? – perguntou um curioso Shiryu que estava intrigado com a história.

-Bem, na mitologia conta-se que Nike era a noiva prometida de Apollo! – disse Izani de uma forma tão simples que fez Shiryu somar dois mais dois – Mas como sempre foi uma deusa muito rebelde, Nike não se casou com ele, o que provocou a ira do deus que a persegue a cada reencarnação dela!

-Isso quer dizer que Nike e o cavaleiro de Dragão vêem tentando ficar juntos a milênios? – perguntou Shiryu incrédulo.

-É! Mas Nikolle não vai deixar o triste fato que ocorreu a mais de duzentos anos atrás acontecer de novo! – falou Dohko com orgulho pela fibra e a coragem da neta ao renegar o próprio destino que estava fadada.

-Como assim? O que aconteceu? Pelo o que eu entendi Apollo apenas separou a antiga reencarnação de Nike e o antigo mestre do Sr; — disse Shiryu tentando entender a trama.

-No passado pra obter Nike de volta, Apollo iniciou uma batalha sangrenta contra Athena e os seus cavaleiros, pois ele achava que a suposta rebeldia de Nike era influencia da deusa virgem e de seus guerreiros; — simplificou o mestre ancião – mas quando o deus do sol descobriu que o motivo da recusa ao matrimonio da deusa da vitória era o amor de um santo guerreiro de Athena sua ira foi implacável...

-Nessa guerra, Athena e Nike juntamente com os santos de bronze desafiaram Apollo; — disse Izani pausadamente e com um pesar na voz continuou – No conflito morreram muitos guerreiros como Pegasus, Andrômeda, Cisne, Fênix e Dragão, o que explica a forte amizade e o grande vinculo que vocês criaram muito rapidamente com ela!

-Mas Nikolle nos disse que o objetivo de Apollo aqui nessa era é localizar e dominar a ilha de Zara, assim prejudicando o ciclo natural da Terra para destruí-la! – disse Shiryu bastante indignado – Ela não mencionou a hipótese dele ter voltado pra busca-la e se vingar!

-Ela não mentiu! Apollo deseja a ilha de Zara a milênios! Ela só não quer que a história se repita! – Izani falou em som de suplica – Procure entender Shiryu, ela não quer uma desgraça assolando os santos guerreiros, já que vocês farão qualquer coisa para protege-la! Ela se sacrificará se preciso para mantê-los vivos e para impedir os planos de Apollo e Alcion!

-Mas eu não permitirei tal situação! – disse convicto se levantando.

-Shiryu, meu filho! Você a substima; – disse Dohko em tom de conselho, já estava começando a ficar preocupado com o pupilo – eu sei que a ama, mas não se trata de permitir ou não! Nikolle enfrentará seu próprio destino! Isso faz parte dela e cabe a você compreender que quando ela estiver pronta vai dar um jeito em tudo! Por enquanto não force a situação, deixe Nikc refletir e decidir a melhor maneira de enfrentar a Apollo!

-Tomara que esteja certo mestre! – disse olhando perdidamente para o horizonte – não me perdoaria se algo acontecer a ela!

-Você precisa ter mais fé nela! –disse Izani ficando do lado do dragão também admirando o nada – Ela é a senhora das amazonas! Ela vai resolver a situação, eu conheço minha neta...

Sentindo os primeiros pingos de chuva molharem seu rosto Shiryu, se retirou para o templo de Libra em silencio deixando Izani e Dohko muito preocupados, pois se Nikolle e Shiryu resolverem desafiar as circunstâncias para ficar juntos, talvez coisas terríveis aconteceriam...

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Nikolle voou muito, perdendo a noção de tempo e espaço e quando se deu por si estava em Delfos no oráculo do deus do Sol. Chorando muito pensando na tormenta que vivia graças ao deus ao qual o templo era dedicado começou ater um ataque de fúria. Gritando e esmurrando algumas pilastras (que ficaram bem danificadas) deixou-se cair no chão entregue ao choro e a tristeza.

Começou a lembrar de quando era criança e a mãe a leva para o festival do Sol que era realizado todo ano pelos fieis da ilha de Zara ao símbolo Sol (símbolo que significava renovação e salvação para o povo zaariano). E com essa lembrança, da mãe carinhosa que tinha sentiu um aperto muito forte no peito e se lembrou do dia em que ela tentou mata-la.

Flash Back

"Nikolle tinha por volta de 5 anos de idade e estava sendo preparada pela avó para ser a futura sacerdotisa da lua, quando Izani subitamente morreu numa tarde chuvosa de outono. Foi a primeira vez que havia sentido algo tão intenso, a perda de alguém que amava muito. Chorou durante horas escondida no templo dedicado a Athena na ilha de Zara. Gostava de ir pra lá pensar na vida, tinha em Athena um grande apoio e não sabia porque, mas sabia que a grande deusa da guerra também podia contar com ela...”.

Alcion a procurou por toda parte, deveria matá-la como havia feito horas antes com a mãe e depois dela iria atras de Kana e Anastácia e de suas respectivas linhagens, pois o oráculo foi claro ‘ a menina reinará pela sua força e pela coragem e será muito bem protegida pelas três grandes santas, por um dragão e um homem que sabe manipular o frio... Enquanto esses filhos da ilha de Zara estiverem vivos, você jamais reinará Alcion...’!

A sacerdotisa do Sol adentrou no templo de Athena e avistou a filha adormecida aos pés da estatua da deusa. Observou o rosto da garota, tinha chorado muito a perda da avó, mas logo isso acabaria... Tirou da cintura uma adaga que levava o símbolo do sol (o símbolo de Apollo) que estava envenenada e a cravou na garganta da pobre menina que ainda dormia... Com a dor e susto Nikolle acordou em meio lagrimas e dor e encarou os olhos frios do seu atacante, ou melhor, da sua atacante... Quando reconheceu aqueles olhos violetas da mãe, teve certeza que o mundo não era um lugar que não valia apenas de se vier e nesse pensamento tudo ficou escuro e ela só ouviu:

-Isso foi por ter nascido e atrapalhado meus planos e sem você aqui Athena não será um empecilho tão grande futuramente...

Depois que Alcion pensou ter matado a filha se levantou e se preparou para deixar a ilha, pois quando os habitantes descobrissem, ela seria morta pelas leis de Zara. Virando-se para pegar os manuscritos e fugir com ele deu de cara com Kana e Anastácia que iniciaram contra ela uma batalha mortal... Como estava em desvantagem Alcion usou de trapaça e desapareceu dali usando um truque que o seu grande deus do sol havia lhe ensinado. Foi embora da ilha, voltaria depois para matar os outros e usurpar o trono...

Kana e Anastácia começaram um complicado ritual para tentar salvar a reencarnação de Nike e pediram, com grande pesar no coração, que enquanto isso para que Tristan, o pai de Nikolle, levasse os pequenos Shiryu e Hyoga para o Japão e os confiasse aos cuidados de um milionário chamado Mitsumasa Kido, pois sabia que a vingança de Alcion tentaria atingi-los também...

Nikolle ficou inconsciente durante vários meses e a partir daquele dia carregou no pescoço uma cicatriz que lhe deu coragem e garra para treinar o seu treinamento como sacerdotisa e amazona e para estudar arqueologia para decifrar os mistérios de Zara, já que Kana e Anastácia não puderam lhe ensinar, pois nos anos que se passaram sofreram mortes repentinas e inexplicáveis (Anastácia que tinha levado Hyoga para um passeio pela Sibéria de barco sofreu um misterioso naufrágio que as autoridades posteriormente disseram a Hyoga que havia sido criminoso e Kana que morreu numa misteriosa ação de saqueadores durante uma viagem que fazia a China para visitar o filho que já treinava com Dohko).

Foram anos de tristeza e solidão para Nikolle que mais tarde conquistou o afeto do povo de Zara por ser uma grande amazona e encontrar a espada Anjo da sombras (a mais poderosas das três espadas) se tornando rainha dos zaarianos como dizia a profecia que o oráculo havia feito a sua mãe... Ela jurou para si mesma que aquilo não ia ficar assim... Iria devolver o tempo e a felicidade que sua mãe roubou de todos aqueles que amava e respeitava... Não importava o preço que iria pagar mas faria Alcion sentir na pele o que seu egoísmo e sua ganância pelo poder havia causado a vida de todos...”

-Porque teve que ser assim? – disse em choro apontando o dedo para a estatua de Apollo, mas pensando na mãe, na esperança que ele lhe desse uma resposta – porque me envolveu nas suas intrigas? Porque me faz sofrer tanto?

Mas a imagem de pedra não se moveu ou deu qualquer sinal de que Apollo estava ouvindo... Com isso a amazona se levantou e resolveu que era gora de voltar ao santuário, pois já chovia e não adiantava falar com pedras e pilastras!

Voltou para o santuário mas não foi pra casa de Libra, foi ao cemitério do santuário onde localizou a sepultura do seu pai...

-Sinto sua falta papai! – disse chorando e colocando em cima do tumulo de Tristan flores que tinha trago de Delfos – queria poder recuperar o tempo que foi roubado de nós!

Com isso sentiu que o cosmo do pai a envolvia e pedia ao seu subconsciente pra voltar para casa, pois chovia e isso era ruim pra sua saúde... Deixando uma lagrima cair, ela deixou que suas pernas a levassem a Libra onde um certo cavaleiro de Dragão a esperava aflito:

-Nikc? Onde esteve? – disse perguntando assustado vendo o estado lastimável da moça. Toda molhada, os olhos inchados e a roupa suja de terra.

-Agora não Shiryu, por favor! – disse indo em direção ao quarto que estava hospedada.

-E que... – disse começando a hesitar – Me perdoa, eu não queria te fazer chorar... Eu te amo e jamais te faria sofrer!

-Shiryu... – disse recomeçando a chorar e abraçando o cavaleiro – Você não é o motivo do meu sofrimento... Sofro pela mãe que eu nunca tive! Sempre tive família! Pai, mãe, avós e tios... Tudo como tem que ser... Mas eu sempre estive só... Sou tão órfã quanto você e nossos amigos... Nunca conheci uma família de verdade... A verdade é que não sei o que fazer! Estou perdida...

-Sei que não posso tomar decisões por você, mas eu posso te ajudar e te proteger enquanto você decide o que vai fazer! – disse docemente tocando a face da amazona – Estou aqui para estar ao seu lado... Mesmo que não seja da forma que desejo!

-Obrigada por compreender... – disse apertando mais o abraço que dava no cavaleiro e se aconchegado aos seus braços;

Ele a levou para dentro depois que ela adormeceu e pediu para que Izani a vestisse com roupas limpas... A colocou na cama e ficou ali admirando seu anjo dormir, não sabia o que aconteceria amanhã ou do que seria feito seu destino, mas sabia que iria ama-la pra sempre...

A admirou por algum tempo até perder a noção e começar a querer dormir também, afinal estava sem dormir a quase dois dias. Deitou-se em um sofá que havia no quarto e dessa vez não sonhou, pois aquela com quem sonhava estava ao seu lado e seu cosmo lhe passava uma paz que nunca imaginou sentir na vida...

Não sabia quantas horas haviam passado quando Hyoga entrou ofegante no quarto chamando por Nikolle, que acordou assustada com o estado do cavaleiro;

-Hyoga? O que houve? – perguntou Nikolle levantando da cama e estranhando o fato de Shiryu estar acomodado no sofá!

-Shiryu o que fazia no quarto da Nikc? – perguntou o cisne arqueando a sobrancelha meio que desconfiado dos dois.

-Nikc não estava se sentindo bem; — disse tentando se explicar e olhando pra Nikolle – então fiquei aqui pra tomar conta dela!

-Bom não importa! Nikc, Julian trouxe o que pediu! – disse com um grande pesar na voz, parecia que algo a mais tinha acontecido.

-Bom, então porque da pressa? – perguntou Nikc pedindo para que Hyoga desabafasse rápido, pois já estava deixando-a perocupada.

-Ele trouxe sua espada e os manuscritos com as pesquisas de Alcion, mas Tetis está morrendo! – disse finalmente encarando Nikc – Alcion tentou mata-la e não pegou leve na tentativa!

Ouvindo isso Nikolle saiu em disparada para o ultimo templo seguida por Shiryu e Hyoga. Sabia que Tetis estava no ultimo templo, pois já podia sentir o cosmo de sua avó e as outras sacerdotisas tentando fazer alguma coisa para ajudar a sereia.

Chegando ao templo notou que ainda usava uma camisola longa e ficou totalmente constrangida ao reparar que os cavaleiros também tinham se dado conta dos trajes da deusa da vitória.

-Eh, Saori? Posso pegar uma roupa melhor no seu quarto? – perguntou a amazona indicando a camisola.

-Ah claro! Pegue o que ficar melhor em você! – falou Athena imaginado a vergonha que amiga estava passando.

Izani e Kana estavam cuidando de Tetis, enquanto Anastácia tentava decifrar os manuscritos e as anotações de Alcion sem muito sucesso.

-Droga, eu consigo decifrar os símbolos, mas está em forma de charada! – disse num gesto de desagrado, aproximando mais os olhos do papel – Isso aqui está mais pra Nikc, do que pra mim... Talvez ela conheça melhor a letra da mãe dela que é um garrancho!

-Pra que perder tempo decifrando o que já foi decifrado? – disse Nikolle entrando na sala e assuntando a todos, vestida com um vestido de Saori que não era nem um pouquinho apropriado para ela (o estilo de Nikolle e Saori é totalmente antagônico. Enquanto Saori faz o estilo “grande dama da sociedade”, Nikolle é mais “dark” prefere o preto e faz o estilo “mulher fatal”)!

-O que quer dizer com já decifrado? – perguntou a mãe de Hyoga com um expressão de total confusão.

-Simples! – disse apontando pra Julian – Ele esteve com Alcion por meses e com certeza tem alguma coisa a nos dizer! Não é mesmo Julian?

-Eu e Tetis já fizemos a nossa parte no acordo! Não devemos mais nada a ninguém! – disse aos berros, oque fez com que Shura e Shaka, que o estavam vigiando, ficarem bastante aborrecidos.

-Calma! – disse Nikolle pousando a mão no ombro dos cavaleiros e olhando de forma ameaçadora pra Julian – Deixa que eu assuma daqui! Bom, o trato que eu fiz foi com Tetis e até onde me consta eu não falhei com a palavra dada!

-Mas Tetis vai ficar boa? – disse com uma preocupação na voz que fez Nikc notar que ele não seria capaz de mentir para ela naquele momento.

-Ela vai sobreviver! – disse arqueando a sobrancelha de forma irônica – Bom Imperador dos mares, o que eu proponho é o seguinte: Você e Tetis se meteram em uma grande encrenca e se quiser minha praoteção e das minhas amazonas é melhor começar a cooperar!

-Claro que eu vou cooperar! E maior provar disso é que trouxe sua espada também! – disse apontando para a arma que se encontrava em cima de uma mesa próxima.

-Maravilha! – disse Nikolle retirando a espada da bainha para ver se não era uma farsa – Essa é minha querida espada, mas ainda não é o suficiente! Preciso saber em que templos se encontram as outras duas!

-Tudo que eu sei é que uma fica na China e a outra Alcion e Apolo vão busca-la amanhã! – disse Julian um pouco nervoso, pois sentia no cosmo de Nikc que se tentasse trai-la pagaria um preço muito alto. Pois seu cosmo emanava um poder sobre natural desconhecido pelo deus.

-E onde fica essa outra? – perguntou Nikolle, que estava começando a se cansar desse jogo de gato e rato.

-Bom pelos manuscritos, Anjo das Sombras a espada da Lua, a espada que você encontrou ficava na América Central em um templo maia! – falou começando a contar o que tinha ouvido de Alcion – A espada do Sol, esteve durante séculos guardada em um templo siberiano e essa foi a razão pela qual Anastácia morava na Sibéria. Ela guardava uma relíquia que não estava lá!

-Bom ele tem razão Nikc! – disse a sacerdotisa quebrando a conversa da deusa da vitória com o imperador do s mares – Eu procurei durante anos por lá e nada encontrei!

-Isso por que Alexandre o grande esteve lá primeiro e retirou a espada do seu templo original! – disse Julian em tom de ironia.

-Não seja ridículo Poseidon! –protestou Nikolle – Eu estudei arqueologia e não existem registros que Alexandre tenha estado na Sibéria ou que sabia das espadas que protegiam Zara.

-Isso foi uma terrível coincidência! Ele não sabia com que estava mexendo, com isso retirou a espada da Sibéria e a trouxe para Grécia! – disse com se estivesse falando a coisa mais obvia do mundo.

-A Grécia? – perguntaram todos os presentes juntos.

-Mas aonde na Grécia? – perguntou Hyoga que não sabia porque, mas lá no fundo sentia que esse assunto era da sua conta.

-Acreditasse que trouxe para o Templo Luna, na costa oeste de Santorini! – disse Poseidon tentando lembrar dos detalhes – Fizeram eu investir milhões em pesquisas arqueológicas no local e encontraram ruínas de um templo submerso na base de um vulcão submarino!

-Bom você sabe exatamente onde fica? – perguntou Nikc que estava visivelmente irritada, pois Julian estava dando voltas de mais no assunto.

-Porque eu te falaria? – perguntou o homem em tom de desafio.

Com isso Nikolle perdeu o auto-controle e o pegou pelo colarinho da camisa de seda italiana que ele usava e disse:

-Olha aqui seu engomadinho! Você não esta em posição de negociar! – disse o largando com brutalidade no chão – Você vai me ajudar a achar esse templo para o seu bem e para o bem de Tetis! Porque se eu deixar vocês dois soltos por ai na primeira oportunidade Alcion vai mata-los e você sabe disso!

-Me dê computadores e mapas que eu mostro o caminho! – disse passando a mão no pescoço e olhando feio para Nikolle.

-Vou providenciar isso! E é bom não tentar mais nenhuma gracinha! – disse dando as costas sendo seguida pelo cavaleiro de Dragão.

-Nikc, você seria capaz de entrega-los a Alcion? – pergunto u preocupadamente Shiryu.

-Claro que não, mas eu precisava arrancar a verdade dele! – disse dando um suspiro de cansaço – Reúna alguns cavaleiros que queiram me acompanhar, pois amanhã vamos a Santorini buscar essa bendita espada e liga para Alfred por favor e fale pra ele vir com o Jonh e seus computadores para dar o suporte técnico que o playboy ali quer! Eu vou até os Centro de Pesquisas Arqueológicas de Atenas colhe informações sobre o Templo Luna e encontro você amanhã de manhã em Santorini!

-Claro! Então se cuida! – disse Shiryu olhando profundamente para amazona que se perdeu naquele olhar azul.

-Eu vou me cuidar! Afinal estamos juntas de novo! – disse levantando a espada e com um assovio chamou Zana para acompanha-la – Ah e mande Julian rezar por nós, pois amanhã é bom que os oceanos de Poseidon estejam bem pacíficos...

-Pode deixar! – disse acenado para amazona que já descia as escadarias.

Na manhã seguinte, como Julian havia informado os satélites da fundação Kido encontraram ruínas de um templo perdido naquela parte do solo oceânico. Com as coordenadas em mãos Jonh, passou os dados para o Pager de Nikolle que já se encontrava no porto de Santorini.

A moça (com uma mochila de equipamentos) alugou um jet-ski e foi de encontro aos amigos que já estavam em alto mar, no Iate que Julian “alegremente” emprestou para os cavaleiros. Estavam a bordo Kamus, Shiryu, Hyoga, Ikki , Shun e alguns marinheiros (Seiya aceitou ficar no santuário com o pretexto de impedir que Saori fosse a essa expedição e corresse perigo).

Os rapazes notaram um jet-ski se aproximando em alta velocidade, chegaram a pensar que iria colidir com o Iate, mas no ultimo momento fez uma curva fechada e espirou água em todos que estavam a observando do convés do barco.

-Ola rapazes! Estão molhados? – Nikc vestida com um micro short, um top e botas amaradas no tornozelo que lhe davam um ar de aventureira, perguntou em tom de deboche enquanto subia a bordo.

Todos olharam com um olhar assassino para a moça que começou a rir. Muito insatisfeito com a travessura da sobrinha, Kamus perguntou:

-O que pensa que está fazendo? E porque demorou tanto?

-Ah relaxa! Você sabe que eu não resisto a uma “farrinha” e a noite foi longa analisando os benditos mapas alexandrinos! – disse abrindo a mochila.

-O que descobriu Nikc? – perguntou Ikki relevando a “pequena” travessuara da amiga, afinal já estava bastante calor aquela hora da manhã.

-Bom, o que está lá em baixo com certeza o templo Luna! – disse tirando uma dúzia de mapas arqueológicos de plásticos proterores – Ele foi construido por Alexandre, o grande por volta de 325 a.C e era lá que ela guardava suas posses mais estimadas!

-Faz sentido! Afinal a espada é muito poderosa e Alexandre, como era filho de Zeus, deve ter sentido seu poder! – concluiu Shun com se já fosse um explorador a séculos.

-Acho que ele construiu esse templo exclusivamente para a espada, pois relatos contam que ele mandou construí-lo depois de voltar do extremo oriente onde visitou paisagens geladas! – explicou Nikolle o que tinha lido na noite passada.

-Então ele esteve realmente na Sibéria! – disse Hyoga admirando o homem que foi Alexandre.

-Isso! Se só metade do templo estiver intacta, vai ser a maior descoberta arqueológica desde as pirâmides! – disse a arqueologa imaginando a gloria da descoberta –Então vão torcer para que a espada esteja nessa parte intacta!

Falando isso pediu para que todos colocassem roupas de mergulho e se preparassem, pois se enfrentassem algo lá em baixo teria que ser sem armaduras, pois a estrutura do templo talvez não agüentaria o fluxo de energia do cosmo dos guerreiros. Então Nikolle providenciou matéria como cordas, lanternas, espátulas, ferramentas portáteis, e claro armas para caso algo acontecesse.

Mergulharam na coordenada dada por Jonh e com o mar claro da Grécia logo puderam ver as ruínas do templo em questão. Nadaram em volta até que Nikc encontrou uma formação de corais que escondia a estrada do templo (ou pelo menos o que havia sobrado dela). Logo que removeram os obstáculos entraram no templo e ficaram surpresos ao constatar que havia se formado um bolsão de ar dentro do templo, o que dispensava os cilindros de oxigênio.

Depois de retirar o material desnecessário, Nikolle e os cavaleiros ficaram maravilhados com a magnitude do templo e começaram a procura da dita espada. Foram acendendo sinalizadores e os jogando nos pratos de bronze que continham uma substancia inflamável que fazia o papel de tochas no templo. Nikc com sua câmera portátil foi registrando imagens do lugar que poderiam ser útil depois e se perdeu em seus pensamentos maravilhada com a construção, foi quando um grito de Hyoga a tirou de seus devaneios:

-Achei! – logos todos os cavaleiros foram assistir Hyoga escalar uma estatua gigante dedicada a Nike, o objetivo do cavaleiro era atingir o segundo andar do templo onde havia localizado a espada.

Hyoga quando acabou de subir correu para o artefato e o ergueu triunfante.

-É linda! – disse admirando a lamina.

-Se chama Luxor! E é sua! – gritou Nikolle sorrindo lá de baixo.

-Minha? Quer dizer que tenho que protege-la? – perguntou incrédulo.

-É realmente um desperdiço deixar uma peça tão poderosa nas mãos de alguém tão imbecil! – disse a voz fria de Alcion acompanhada de cinco capangas com armas atrás dos cavaleiros – Estive esperando a vinda de vocês! Vou matar você primeiro filho de Anastácia e tomar a espada Luxor pra mim!

-Não se eu puder impedir! – disse Nikolle sacando duas pistolas sendo copiada por todos.

-Deu para sujar suas mãos com armas de fogo agora filhota? – perguntou cinicamente a cúmplice de Apollo.

-Vejo que anda fazendo o mesmo! – disse a filha observando as armas na mão da mãe – Não precisa ser assim! Se jurar fidelidade a Athena eu perdôo você e te levo pra casa!

-Hahahahahaha! Tão simplória e misericordiosa! Você é mais fraca do que eu pensei Nikolle! – disse um tom cheio de ódio – Não quero perdão e nem compaixão! Eu quero sangue e poder!

E dizendo isso abriu fogo contra a filha que escapo dos tiros caindo em uma piscina. Já os cavaleiros começaram um tiroteio contra os capangas de Alcion.

Nikolle de dentro da piscina sacou uma arma especial que atirava de dentro d’água e abriu fogo conta Alcion para que pudesse sair da piscina.

Na fúria do confronto dois capangas foram baleados e Kamus fora atingido de raspão no braço. Os cartuchos já estavam sem balas, com isso resolveram decidir o impasse no corpo a corpo pois se usassem sua cosmo energia e templo desabaria matando todos.

Alcion ao invés de partir pra cima de Nikolle, foi atrás de Hyoga pois seu objetivo ali era recuperar as espadas. Na luta corpo a corpo com o cavaleiro ela aproveitou um momento de distração e o derrubou do lugar onde estavam, fazendo com que Hyoga batesse com a cabeça e ficasse desacordado. O chegar perto do corpo inerte do cavaleiro Alcion pegou a espada que ele protegia e a retirou da bainha para poder matar o filho de Anastácia, um dos sucessores do trono Zaariano. Quando ela resolveu desfeir o golpe, Nikc surgiu do nada empunhando a espada Anjo das sombras e começou uma luta de esgrima com a mãe de tirar o chapéu.

-Muito arriscado filhota! Trazer essa espada pra cá! Vai acabar ficando sem ela! – disse irônica. Lutava de tal forma que se Nikolle errasse acabaria morta. Estavam lutando no tudo ou nada.

-Os zaarianos já as esconderam em templos e em fortalezas... Mas a partir de agora ela fica comigo o tempo todo! – disse respondendo os ataques da mãe a mesma altura – Está mais segura comigo do que em qualquer outro lugar!

-Finalmente entendeu o que nenhuma rainha antes de você quis enxergar! – disse começando a ficar ofegante, pois a luta estava realmente acirrada – Entendeu que essas espadas estão muito mais protegidas presas a cintura de uma guerreira do que em templo guardados por demônios!

Ouvindo isso da mãe clareou sua mente! Ela acharia as espadas e as daria a diferentes guerreiros para que a guardassem... Só os merecedores teriam a chance de ver Zara, aqueles que possuíssem a espada. E nesse pensamento percebeu que Alcion estava com a guarda baixa e desferiu um golpe que desarmou a mãe e a cortou a face da mãe na altura da bocheça.

-Esse foi o ultimo aviso! Pare ou enfrente as conseqüências! – disse Nikolle praticamente gritando.

-Você vai me pagar sua bastarda! – disse num berro e começou a concentrar seu cosmo de forma assustadora chamando a atenção de todos e de repente gritou – Farpas de Gelo!

Nikolle teve pouco tempo para se esquivar, se refugiando atrás de uma pilastra. Mas a amazona já sabia que era tarde, pois a explosão do cosmo de Alcion abalou as estruturas do templo que logo cederia. Correu até a espada que a Alcion deixou cair e ajudou Hyoga se levantar pois as pilastras do templo já começavam a ceder. Alcion do mesmo jeito que apareceu desapareceu pois decidiu que pegaria as espadas em uma outra oportunidade.

-É hora de dar tchau pessoal! – gritou a amazona de pantera negra, que indicou a direção da saída aos amigos – depressa os cilindros de oxigênio estão...

-Furados! – disse Shiryu que ajudava Kamus a fugir.

-Droga! Como vamos sair daqui? – perguntou Shun em uma fúria anormal a sua personalidade.

-A única coisa que eu sei é que se ficarmos aqui, vamos morrer! – disse Ikki correndo até a entrada do templo.

-Não existe outra forma! Teremos que nadar até superfície! – disse Kamus dando realidade a situação.

-Pode nadar com esse ombro? – perguntou a sobrinha preocupada.

-Não se trata de poder, se trata de TER que nadar! – disse correndo e pulando na água para sair do templo que já começava a desabar.

-Que Hera e Athena nos dê forças! – disse a amazona pulando junto com os outros cavaleiros.

Nadaram como nunca haviam nadado... Buscando sair o mais rápido possível do templo. Shiryu era o que nadava melhor de todos, por isso começou a ajudar Kamus que estava ferido a se locomover... Deviam estar a uns 20 metros de profundidade... Nikolle vinha ao lado carregando as espadas e ajudando Hyoga a nadar também pois o cisne ainda estava atordoado pela pancada na cabeça...

Shiryu notou que Nick não conseguira chegar a superfície, pois além de nadar devagar, estava ferida no braço...Com a idéia em mente de que não consiguiriam Shiryu teve uma idéia, e com um gesto chamou todos pra perto de si. Os cavaleiros ficaram sem entender a atitude do Dragão que começava a elevar seu cosmo... De repente o cosmo de Shiryu virou um dragão que com um jato de água logo empurrou todos pra cima em uma velocidade vertiginosa...

Estavam a deriva e em alto mar... Ao olharem pra longe notaram que Alcion tinha destruído o Iate e matado toda a tripulação.

-Dá pra ficar pior? – perguntou ironicamente fênix.

-Dá! Perdi meu localizador GPS lá no templo durante a luta com Alcion! – disse Nikc com a cara mais inocente do mundo.

-O que? Quer dizer que ninguém sabe onde estamos? – perguntou Ikki em tom de histeria.

-Saber... Sabem, mas ninguém sabe que a missão deu errado! – disse Kamus tentando “aliviar o ambiente”.

-Como resolver essa questão? – perguntou pensativo Shun – O povo Hindu tenta sair do um problema para vê-lo de fora e assim achar a solução!

-Bom irmãozinho querido, ao menos que o cosmo de Shiryu vire um dragão alado nós não temos como sair do problema! – disse Ikki perdendo a calma totalmente.

-Alado? – Nikc e Shiryu disseram ao mesmo tempo pensando na mesma solução.

-Hyoga? Kamus? Vocês podem fazer uma placa de gelo para podermos flutuar? – perguntou Shiryu.

-Claro! Mas no que isso vai adiantar? – perguntou Hyoga intrigado com a expressão do amigo.

-Faça o bloco e verão! – disse Nikc confiante.

Assim que Hyoga e Kamus terminaram um bloco razoavelmente grande para caber todos, Nikolle começou a elevar seu cosmo, o que deixou todos (menos Shiryu que sabia direitinho o que ela iria fazer) muito intrigados.

-Nikc, o que pretende? – disse Shun extranhando o fato da armadura de Andrômeda surgir na sua frente.

-Vista a armadura Shun! E depois prenda todos nela, mas me deixe por ultmio! – disse tentando simplificar a intenção que tinha.

-O que vai fazer Nikc? Ainda não entendi! – disse Hyoga bem intrigado, enquanto Shun passava as correntes em volta da cintura detodos como Nikolle havia pedido.

-Vou leva-los voando até o continente! – disse com se isso fosse a coisa mais obvia do mundo.

-Como? Nem assas tem... E mesmo que tivesse não suportaria o peso de todos! – disse Ikki incrédulo.

Ao ouvir isso Nikolle pediu magicamente que suas asas se abrissem e para que as grandes deusas do Olimpo lhe dessem forças e num impulso levantou vôo, arrancado um grito de satisfação de cada cavaleiro.

-Precisa ter mais fé na minha força Ikki! – disse a deusa batendo suas asas e voando em direção ao continente. Quem visse a cena não acreditaria na visão. Um ser alado carregando cinco rapazes em direção ao continente... Realmente depois disso Shiryu se prometeu que confiaria no julgamento de Nikolle pois depois daquilo ela era na sua visão capaz de qualquer milagre.

Continua...