Notas iniciais
Visão de Nightmarionne
Local: Laboratório de Nightmarionne
Horário: 06:00
Eu estava ainda de olhos fechados, por que fui colocar minha cápsula de sono na frente da janela? Não posso acordar com luz direto no meu olho, posso ficar cego, bom, de qualquer modo, ainda de olhos fechados, com dificuldade, fechei a cortina da janela e abri meus olhos no quarto que estava pouco escuro, olho para minha face no espelho ao lado de minha cápsula... Assustador como sempre. Continuando minha manhã, vou ver se o experimento que fiz deu certo.
Eu estralo meu pescoço, puxa, esse deve ter acordado alguém, continuo andando e acendendo aos poucos todas as luzes do laboratório, caramba, por dentro é maior do que parece ser por fora... Bom, isso é física, voltando as minhas atividades matinais, aperto o código de extração, ligo a alavanca de inserimento genético, ativo um monte de máquinas até a principal funcionar e assim meu experimento depois de alguns minutos estava concluído.
— Bom... Hora de sair experimento matinal. — Falo apertando o botão que abriu a cápsula onde estava meu experimento, muita fumaça sai dali, o que é um bom sinal, até que ouço um grito e algo sai voando ali de dentro e acerta todas as poções nucleares... — Droga...
Uma pequena explosão aconteceu, deixando parte dessa sala, meio queimada.
— Ai meu deus, onde estou, que lugar é esse? — Pergunta meu experimento que tinha uma voz diferente da qual eu pensava que teria. — Você é meu pai?
— Peraí , o quê? — Quando vejo uma silhueta baixinha que sai de dentro da grande nuvem de fumaça, era um robô bem baixnho, tinha olhos azuis, sem cabelo, completamente cinza, sua cabeça era arredondada, parecia um humano só que mais... não sei como dizer, ele tinha o tamanho de um X-FO, seus braços e pernas eram no formato de um cilindro, suas mãos eram tipo um círculo cortado na metade pois uma parte era lisa para poder fixar suas mãos em uma mesa por exemplo. Seus dedos eram iguais aos de uma criança de 5 anos, só que cinzas e robóticos, seus pés eram iguais as mãos, só que sem dedos. Seu tronco era também em formato de um cilindro. — Essa não... Uma falha.
— Ei... — Fala a "coisinha".
— O quê é?
— O que é falha?
— Não interessa...
— Você é meu pai? — Pergunta ele dando um sorriso esperançoso.
— ...Não... — Falo revirando os olhos e voltando a olhar em sua direção. — Seguinte, eu dei um pouquinho dos meus poderes para você concluir uma missão.
Quando eu ia voltar a explicar, eu viro de costas e ele me chama.
— Ei pai, olha pra mim!! — Fala o robozinho que estava voando e dando cambalhotas. — Já aprendi um poder.
— Ai meu deus... — Falo puxando seu pé e o colocando no chão. — Eu não sou seu pai.
— Então você é a mamãe?
— Não.
— Titio?
— Não.
— Avô?
—Não.
— Irmão?
— Talvez... Mas não.
— Primo de quinto grau?
— Não.
— Hum... Sogro?
— AFF!!! Escuta... Garoto... Você foi criado para ser malvado!!! — Falo me abaixando, ficando assim da sua altura e colocando uma das minhas mãos em seu ombro. — Entendeu?
— ...Não.
— Grrrrrrrrrrrrr!! — Eu rangi os dentes. — Seguinte... Eu não sei o que fazer...
— Então não faça.
— Como se fosse simples...
— Eu te mostro. — Fala ele pegando uma cadeira que balança, me fazendo sentar nela, eme pega um cobertor e me enrola nele, depois pega um café quente e bota do lado da cadeira, ele me dá uma agulha e lã, depois ele coloca um rádio com música antiga. — Agora fica aí, tu tá muito velho pra se estressar papai...
— Pois é... MAS O QUE?! — Eu percebo o que ele fez e explodo tudo que ele colocou ali, eu vou ter que leva-lo para o Mestre Metal Nightmare? — Garoto, quer conhecer alguém?
— OBA, EU QUERO, ADORO CONHECER GENTE, PRINCIPALMENTE QUANDO SÃO DE CHOCOLATE E...
Esse garoto vai ver o que é maldade quando conhecer o mestre. Levo ele até a sala onde o mestre meditava. Eu abro a porta e ponho o garoto na sua frente.
— O que é isso? — Ele abre os olhos calmamente e olha para o garoto. — Quem é ele?
— Uma falha.
— Hum... Oi.
— Oi, você é o meu vô? — Pergunta o garoto inocentemente.
— Por que eu seria? — Pergunta o mestre parando de meditar.
— Porque tu parece ser mais velho que o espantalho. — Fala o garoto apontando para mim.
— Mande ele embora...
— Mas ele é um robô, podemos aproveitar suas peças e tal. — Falo sendo interrompido.
— Ele vai continuar com essa genética infantil, se você desmonta-lo e construir algo com esse ferro, vai fazer com que essa criação seja igual a... Isso. — Fala o mestre apontando para o garoto que encostou numa borboleta a mesma pousou no seu rosto e o garoto começou a correr em círculos.
—Hum, tá legal. — Eu pego o garoto pelos dois braços e levo ele até a saída.
— Ei, onde vai me levar? Pro final do arco-íris? — Fala o garoto enquanto o carregava até a saída. Quando largo ele fora do laboratório na frente da porta, ele olha pra mim com um sorriso.
— Por que tá me olhando assim? — Pergunto.
— Porque você é legal.
— Não sei como pôde sair algo tão inocente do sangue de um ser maléfico como eu.
— O que é maléfico?
— É ser malvado, agora tchau. — Falo fechando a porta em sua cara.
— Só uma coisa...
— O que é?
— Qual o meu nome?
— Hum... — Pensa num nome, um nome que ele ache legal e faça ele ir embora. — Smildy Boy. Pronto, tchau.
— Tchau... Smildy Boy... Parece legal. — Fala ele saindo em direção a floresta...
Visão de ???-2
Local: Floresta Desconhecida
Horário: 06:21
Eu estava a um tempo andando, já não sabia mais onde estava, tive que sair daquele lugar louco as pressas, um monde de Freddy's vermelhos me atacaram, mas não sei mais onde estou, vejo um campo á frente seguido de uma construção de ferro bem grande, pouco á frente dessa construção vejo alguém, um robozinho pequeno que parecia pensativo, me escondo atrás de uma árvore lhe observando.
— Hum, então o papai quer que eu seja mal? — Pergunta ele a si mesmo. — É ISSO!!! Eu tenho que fazer maldades para fazer o vovô e o papai orgulhosos de mim... E então eles me dão uma maçã.
— Mas o quê... — Eu fico confuso.
— Mas o quê eu poderia fazer? — Ele olha para uma pedra. — AHÁ!! VOCÊ SUA PEDRA!! VOCÊ ALIMENTOU.... AQUELA FOLHA, VOCÊ É BOAZINHA DEMAIS ENTÃO TEREI QUE SER MAL COM VOCÊ!
Eu não compreendia, ele começou a dar socos de leve na pedra.
— Bem... Agora sou mal? — Pergunta o robô inocentemente esprando uma resposta de algum lugar. — Quem está aí?
Ele olha em minha direção, quando eu dei o primeiro passo para correr, acabo tropeçando em uma pedra e caio com um de meus pés presos em uma raiz.
— Ai meu... — Falo quando vejo o robozinho subindo em cima de mim, ele era leve.
— Oi. — Fala ele sentando em minhas costas, já que eu havia caído no chão.
— Oi... Quem é você? — Pergunto meio assustado.
— Smildy Boy... Mas pode me chamar de Smill. — Fala ele dando um sorriso pequeno. — Quer ajuda?
— Pode ser.
O Smill desce de mim e começa a puxar a raiz da qual meu pé havia se trancado, ele acaba puxando com tanta força a raiz que a arranca e acaba a jogando contra o prédio de ferro, quebrando uma janela.
— AI, MEU OUVIDO! — Grita alguém de dentro da construção.
— É... Vamos embora. — Fala Smill me empurrando para longe da construção, começo a andar, vejo que ele andava com dificuldade, como ele era pequeno, eu o seguro com uma mão, ele conseguia ficar em pé nela.
— Então... Quantos anos você tem? — Pergunto olhando para ele.
— Eu nasci a 20 minutos...
— Tá bem...
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