Aquela Noite
4 Eu só tenho três palavras a te dizer nesse momento
Sara estava em seu quarto se preparando para dormir pensando em Grissom.
“Ah se ele percebesse que eu gosto dele. Eu seria a pessoa mais feliz do mundo. Ele só presta atenção naquela mulher estranha, Lady Heather. E ainda por cima tem a Sophia dando em cima dele descaradamente. Eu juro que eu tentei, mas parece que o problema é comigo e não com ele. Aceita a Heather e a Sophia, mas a mim não! Decididamente, eu não entendo.”
Sara deitou-se na sua cama e logo adormeceu perdida em sonhos em que Grissom aparecia ora com Heather, ora com Sophia.
Foi em um desses pesadelos que ela acordou com batidas na porta.
GG: Sara!... Sara! – chamava Grissom do lado de fora da porta.
SS: Já vou, já vou! – respondeu Sara com a voz um pouco embargada por causa do sono.
Sara se levantou e foi até a porta. Abriu uma fresta somente e olhou para Grissom com um quê de questão na expressão.
GG: Greg ronca. – disse Grissom com frustração na fala.
SS: Entra! – disse Sara abrindo o resto da porta e dando espaço para ele entrar.
Entrar foi uma coisa que Grissom não fez. Ficou parado de estupor, olhado para Sara que estava somente com uma lingerie vermelha. Ficou parado com a boca aberta enquanto Sara corava de leve.
SS: Grissom! Entre logo. – disse Sara se escondendo disfarçadamente atrás da porta visivelmente constrangida.
GG: Ah, claro. – disse Grissom entrando no quarto, mas ainda em tirar os olhos de Sara.
Sara estava visivelmente constrangida com o olhar de Grissom.
SS: Ãh... Desculpa, não deu tempo de trocar de roupa.
GG: N-nã-não é na-n-nada. – gaguejou.
Sara fechou a porta contente — “Ele está me olhando, será que gostou? Que bom que eu ainda consigo deixá-lo de queixo caído” — por ele estar olhando-a. Após trancar a porta ela foi para a cama e se deitou no lado esquerdo.
GG: Mas cadê a outra cama? No quarto do Nick têm duas camas e no do Greg também!
SS: Bom, aqui só tem uma cama. Bom, eu não mordo, sabe? – disse com malicia.
GG: Tu-tu-tudo b-be-bem! – gaguejou.
Ele deitou-se ao lado dela, o direito da cama. Deitou-se sem fazer barulho.
SS: Gil! Você esta quase caindo da cama! Pode chegar mais perto. Eu já disse que eu não mordo.
GG: Ok! – disse chegando mais perto.
Sara percebeu, após duas horas, que Grissom aparentemente havia pegado no sono.
SS: Sabe Grissom, Eu te amo! – Sara estava de frente para ele admirando-o – Desde o dia da convenção lá em São Francisco. Daí, então, eu só gostei de você... Do seu jeito que fica quando esta pensando, admirando o infinito com os óculos nas mãos... O jeito que fica quando está bravo, tentando segurar toda a raiva dentro de si... O jeito que fica quando está nervoso, pensando. O jeito que você foge das indiretas da Catherine... São esses seus olhos de uma imensidão azulada... Ah! São simplesmente lindos. Eu poderia me perder neles sabia. Poderia admirá-los o dia todo sem me cansar. E... Ah, essa tua barba – suspirou – ela me deixa louca sabia.
De repente ficou em silêncio, mas logo emendou.
SS: Eu sei que você está dormindo... Mas como eu gostaria que não estivesse... Que estivesse ouvindo tudo. Que concordasse comigo... Que sentisse o mesmo com relação a mim.
Mas o que Sara não sabia era que Grissom também não conseguira dormir, extasiado pelo fato de estar ali, ao lado da mulher que ama. E agora, com essa declaração, como poderia não amá-la mais ainda?
Uma lágrima rolou pela face de Sara. Uma lágrima de tristeza por Grissom não correspondê-la.
SS: Por que Grissom? Por quê? – soluçou.
Um movimento na cama chamou a atenção de Sara. Grissom estava ali, na sua frente, acordado.
SS: Grissom? Eu... Desde quando está acordado?... Eu te acordei? – disse preocupada.
Grissom não falou nada. Apenas enxugou as lagrimas dela com o polegar. Sara ficou imóvel.
SS: Grissom? Desde que horas você está acordado? – apavorou-se Sara com a possibilidade de ele ter ouvido sua declaração.
Grissom nada falou. Puxou Sara para si pela cintura, colando os dois corpos. Sara estranhou, mas gostou muito disso.
Grissom olhou-a nos olhos, aquele olhar penetrante e azul que levava Sara as nuvens, e tocou seus lábios com o dele de leve. A princípio o beijo foi quase casto, mas depois começou a incendiar os dois corpos.
SS: Grissom? – disse entre beijos – Você não vai me responder?
“Se é que isso ainda precise de respostas verbais.” — pensou Grissom.
GG: Eu só tenho três palavras a te dizer neste momento. – disse interrompendo o beijo e olhando-a nos olhos. – Greg não ronca.
E nada mais foi dito. Nada PRECISAVA ser dito. Não naquela noite.
FIM
Notas finais
Obrigada a todos que leram. ;D
Fico feliz pela companhia de vocês.
Até a próxima!
Fale com o autor