Após O Terror Da Serpente
10 Uma família inglesa hospitaleira e \"inofensiva\"
Notas iniciais
Tudo que eu me lembrava era da escuridão, agora eu estava em uma casa com interior amarelo e abajures estampados, cortinas azuis e tudo bem colorido, eu me sentia enjoado e com dor de cabeça, tudo que eu queria era voltar para minha casa e levar uma bronca da minha mãe por ter dormido tarde e ter que alimentar Freak pelo fim de semana.
-Bom dia- cantarolou uma voz- era uma velha, de uma boa aparência cabelos ondulados e cinzentos, olhos castanhos e um sorriso meigo- eu sou Herriet Bones, auxiliar do Nomo Inglês, e proprietária da casa seus amigos o trouxeram para cá ontem depois da sua aventura no big bang, que adorável história, veja trouxe sopa para você... Vou pegar os biscoitinhos, la , la, la.
Ela saiu, me deixando com uma tigela de sopa de frango, sopa não era o meu prato favorito mas eu não botava nada no estômago desde ontem a noite, então...
-EI NÃO TOME A SOPA- uma garota entrou no quarto era bem bonita, não mais que Julie mas era bonita com cabelos loiros e curtos, olhos azuis e um óculos.- está envenenada.
Ela pegou a tigela da minha mão e jogou pela janela.
-Aquela mulher e seu marido são dois demônios que tomaram minha avó e meu avô, saia dai antes que ela volte, eu sei onde seus amigos estão.
-Desculpe- disse me levantando- mas qual é seu nome mesmo?
-Willow, Willow Bones. E você seria?
-Michel Kane. Então onde estão meus amigos?
-No porão, agora chega de conversa- ela me puxou pelo braço e me levou até um corredor, a casa era parecida com a dos meus avós, no fim do corredor havia uma estante cheia de enfeites, ela puxou uma alavanca e lá apareceram armas, kosheps, bastões, espadas, arco e flechas, punhais...
-Pegue isso- ela deu uma koshep para ele e pegou um arco para ela- são dos meus avós, os demônios não sabem disso, eles esconderam suas armas... Nós seguimos para o fim do corredor havia uma porta a nossa frente, e um guarda estava na frente dela, um homem alto, um pouco corpulento e de cabelos grisalhos.
-Ora, ora- ele falou, parecia mais sibilar do que falar- uma visitinha querida? Por que não nos avisou que tinha um namorado.
Me aproximei dele em uma fração de segundos e usei a koshep para atingi-lo no pescoço e ele se transformou em uma cobra gigante e escura na mesma rapidez, ele se feriu mas logo se recuperou, Willow havia conseguido abrir a porta e eu a empurrei para dentro enquanto lidava com mais uma cobra malvada.
Consegui o impedir de continuar sua destruição momentaneamente, e desci as escadas junto com Willow, lá embaixo estavam todos os meus amigos e os avós de Willow, a sala era escura, a única iluminação provinha dos prisioneiros, que levitavam sob uma luz pálida formando um circulo.
Quando fui tentar pega-los Willow puxou meu braço, e disse para eu fazer silencio logo vi a razão, a sua avó-falsa estava lá sibilando pare os seus convidados.
-Eu tenho que ir logo, ou ela vai mata-los e seu avô-falso-cobra está ali em cima e logo acorda.
-Não, você não...- eu a puxei pelo braço e apareci finalmente, a avó-falsa-cobra de Willow nos atacou com facilidade, jogando seu corpo escuro de cobra sobre o de Willow, eu acertei-a com minha koshep divividindo-a em dois, mas a segunda parte dela se transformou em outra cobra antes de nossa comemoração.
-O que?- Willow gritou.
Se eu fosse a Emma talvez eu conseguisse impedir isso por usar seu conhecimento sobre mitologia e sua nerdisse[AAAAAAAAAAI! Isso doeu, pare de me bater]. É claro, tentei vasculhar meu cérebro quando Emma me contava história sobre os monstros, aquilo era uma Cobra-Hidra, um monstro greco-egípcio que podia se regenerar, mais ou menos como uma lava, para mata-las você tinha que acertar no coração.
-Willow você já usou um arco e flecha antes?
-Só uma vez e eu não sou boa nisso, você é?
-Melhor do que com uma koshep, pode distrair aquele cara com a koshep? e tentar acertar seu coração, só o coração, não corte mais nada.
-Pode deixar- ela se virou ao ver seu avô-falso-cobra chegar.
Então comecei a lutar com aquela cobra, era estranho ver uma mulher idosa se mexer tão rápido, joguei várias flechas, era mais fácil acertar alvos mesmo... Só havia mais uma e meu braço estava machucado... Por sorte a acertei, me virei, Willow tinha conseguido matar o outro, para minha felicidade Julie, Emma e Lewis estavam vivos e já tinham saído daquele transe como os avós de Willow.
Depois de abraçar os avós Willow se aproximou de mim e me deu um beijo.
-Então você vai ficar aqui em Londres meu herói?
-Não, eu tenho uma missão para terminar coisa de herói sabe.
-Espero que volte- ela me deu um beijo na bochecha dessa vez.
-Talvez podemos ajudar na sua missão, sabemos como derrotar as cobras- disse o verdadeiro avô de Willow.
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