Eu adorava toda aquela sensação que a maconha proporcionava em meu corpo, adorva tudo o que ela fazia, eu me despejava na tristeza ao pensar que a cada dia que passava a minha vida se tornava mais e mais medíocre, pensamentos que foram dominados por longas risadas logo depois. Pude sentir uma de minhas mãos parar, não conseguía movê-la de modo algum, eu não entendi o porquê de toda vez o meu sangue não circular em alguns locais de meu corpo, sabia que logo que o efeito saísse tudo ia voltar ao normal, a mesma merda, sem alucinações ou risadas sem motivo.

Despejei-me rolando pelo chão que encontrava-se completamente gelado, gemi baixo ao sentir a minha pele tocá-lo com rapidez, mas logo me acostumei com aquilo. O único poste de luz atngia os meus olhos que era bem próximo daquele pequeno morro que ficava um pouco distante do centro da cidade, aquela casa se era considerada como quase uma fazenda, só não era porque não possuíam animais, mas tinha cerca, uma extensa margem de capím e ficava defronte a uma montanha. Atrás daquela grande montanha é que se encontrava New Jersey.

Senti uma ardência adentrar em meus olhos, possuindo-os por completos e passei meus dedos freneticamente envolta do mesmo tentando mantê-los abertos, mas quando pude perceber meu corpo já estava jogado ao chão e eu havia apagado alí mesmo.

Fortes batidas na porta ecoaram no meu quarto, as mãos da minha mãe pressionava com intensa força aquela porta, na tentativa de abri-la.

Entreabri meus olhos dando de cara com um sol incrivelmente exposto contra os meus olhos, o que me fez fechá-los novamente... Meu corpo se encontrava suado, minha blusa estava toda molhada de suor, eu sentia um odor insuportável em mim, encaixei as minhas mãos com dificuldade ao chão e assim me coloquei de pé.

- Frank! Você vai se atrasar para à escola. Acorde, levante, ande logo! — Ela continuava a fazer um escândalo contra à porta.

- Já vai, já vai. — Com lendidão eu me dirigi a porta, com a cabeça ainda baixa e com inúmeras oheiras envolta de meus olhos, abri a porta e assim pude encontrar o seu rosto.

- Você vai se atrasar, menino. E eu também tenho trabalho! — Ela diminuiu o tom, acalmando-se.

- Só vou jogar uma água no corpo, dê-me 20 minutos.

- Tudo bem, apenas 20 e nada mais! — Ela disse descendo as escadas e indo até a sala.

Peguei a primeira toalha e roupa que encontrei pela frente. Retirei a roupa que eu continha e liguei o chuveiro esperando que a água esquentasse para que eu assim possa adentrar alí e iniciar o meu banho, passei a minha mão sobre as águas que caíam para que eu possa ter certeza se realmente a água se encontrava quente. Lancei-me contra o chuveiro com rapidez ao sentir toda aquela água quente jorrar sobre meus olhos, cabeça e barriga. O melhor banho é aquele que possuía a água mais quente, eu adorava sentir aquela água fervendo caindo em meus corpos, aquilo me acalmava e fazia-me pensar em coisas que em meu passado aconteceram.

Ensaboei-me o mais rápido possível, para que possa terminar aquele banho sem que tenha que levar um próximo esporro pelo incrível atraso. Desliguei o chuveiro, ao pegar a toalha e secar cada parte de meu corpo com lentidão, passei a mesma envolta dos fios de meus cabelos, onde senti respingar inúmeras gotinhas envolta do banheiro pelo meu ato. Vesti a roupa que havia pegado e assim saí do banheiro pegando minha mochila com pressa.

Encontrei-me com ela no carro, onde saímos em silêncio e assim permaneceu o caminho todo. Cheguei na escola no horário em que eles quase fecharam o portão, mas por sorte consegui entrar. Corri por todos aqueles corredores que possuíam na escola, subi todos os andares que deveria e enfim cheguei a minha sala; Eu estava completamente ofegante por toda aquela corrida.

- Com sua permissão? — Eu perguntei ao professor com receio.

- Entre, entre. — Ele disse movendo a sua cabeça para os lados. — Mas da próxima já sabe, Iero.

- Desculpe o atraso. — Proferi ao adentrar na sala e ir ao encontro de Bert nas últimas cadeiras da sala.

Joguei minha mochila sobre a cadeira e sentei-me rapidamente, virando o meu rosto ao fixá-los em Bert.

- Atrasou por quê? — Ele perguntou curioso.

- Maconha. — Eu disse rindo. — Apaguei essa noite, faz tempo que não sentia o quão bom é conseguir dormir durante à noite.

- Você está se acabando ao trocar a noite pelo dia. — Alertou-me.

- E eu jurava que você ia falar que eu estava me acabando ao usar muita maconha... — Comentei.

- Nada a ver. Eu sou mais maconheiro que você, Frank. — Ele riu. — Mas enfim, vai ficar em quantas matérias?

- Todas, como sempre, pff. — Balecei a minha cabeça por me irritar só de pensar que teria que estudar por metade de minhas férias para provas inúteis que teria. — E você?

- Nenhuma. — Ele mostrou um sorriso no lábio. — Paguei para fazerem minhas provas e bom, quase dez em todas as matérias. Sou foda demais, meu.

- Foda? Você? Você é convencido, isso sim. — Virei a cara, fechando-a por completo ao forçar uma falsa irritação.

- Iero e McCracken, vocês não querem fazer uma visitinha a diretora hoje, ou querem? — Comentou o professou que parecia ter ficado irritado, pelo seu tom de voz.

- Não. Obrigado. — Falei a seco e calei-me assim até o término daquela aula medíocre de física.

Mais alguns minutos se passaram e a aula finalmente acabou, pude enfim retirar a minha dúvida com Bert...

- Quando vamos para New York? E já viu a casa que ficaremos? — Perguntei-o.

- Estaremos de férias daqui a duas semanas, provavelmente iremos daqui a duas segundas-feiras. E a casa já está fechada para nós...

Os dias correram-se como ventos. Aquelas semanas tinham sido completamente tediantes. Eu fumei pelo menos dois cigarros de maconha por cada dia que se passava e no terceiro dia eu não estava somente na maconha, eu havia passado para a cocaína também, eu estava cheirando-a pelo menos quatro vezes por semana. Eu não me sentia tão culpado usando quatro vezes na semana, porque é muito melhor do que usar os sete dias, não? Eu estava me tornando um completo drogado, um completo perdido e fodido no mundo. Mas não havia nada que eu poderia fazer porque eu já estava viciado e tudo aquilo que tanto a maconha, quando a cocaína me proporcionavam era bom, todas aquelas sensações e algumas terríveis alucinações.

Nessa última sexta-feira eu avistei um cara coberto de capa branca em meu quarto, ele se dirigia a palavra para mim. Ele dizia para que eu não ouvisse as vozes que me trariam a vida, ele me dizia para confiar nele e se eu não o fizesse, algo de muito ruim me aconteceria. Mas eu não acredito e muito menos acreditei nessa alucinação, eu estava sobre efeito de drogas o que tornaria aquilo tudo ainda mais fantasioso.

O dia já se iniciava, o relógio marcava 06h e 30 de segunda-feira. Foi quando me joguei contra a cama, podendo enfim descansar sem problemas, sem medos e sem alucinações, mesmo sem o efeito das drogas.

Eu estava dormindo tão bem, a cama estava tão macia e os lençóis que cobriam o meu corpo estavam tão aconchegantes que eu jamais queria sair dalí. Mas foi aí que pude ouvir o meu despertador soar sobre meu quarto, ecoando assim em um volúme consequentemente alto. Em um salto pulei de minha cama, lembrando-me que era hoje que eu e Bert passaríamos as férias em New York para fazermos algumas compras e conhecermos algumas novas pessoas. Eu estava com um humor tão bom, eu sentia que aquela viagem me faria muito bem, eu me encontrava realmente muitíssimo animado com isso.

Minhas mala se encontrava pronta a dias e estava sobre o sofá da sala, escovei meus dentes, lavei meu rosto e... Uma buzina alta poderia ser ouvida, um carro preto se encontrava em frente de minha casa. E então, peguei minhas malas e desci correndo, abrindo a porta e adentrando-me no carro.

- Conseguiu o carro com sua mãe? — Eu perguntei quase que sem acreditar.

- Não, peguei com o Obama. — Ele me olhou sério. — É óbvio que eu peguei com a minha mãe, com quem mais seria?

- Ah... — Tentei unir algumas palavras, mas todas eram em vão, nada vinha em minha cabeça. — Sei lá, você poderia ter... Alugado?

- E agora eu cago dinheiro também, oh. — Novamente sério, eu sabia que a única coisa que ele queria fazer era me irritar com todo aquele sarcasmo.

- Bert! — Eu o olhei com ódio. E ele apenas riu, sabia que o que ele queria tinha se concretizado: Me irritar. — Não gostei, uh.

- Calma, Frank. Só estou te irritando, credo. — Ele disse em um tom de voz que parecia realmente estar falando sério.

- Eu sei, mas... Você continua me irritando. — Virei a cara, observando a viagem pelo vidro.

- Você sabe que era exatamene essa a minha intenção, para que ficar assim, emburrado? — Ele se concentrou no caminho, preocupando-se ainda com meu estado.

- Você me irrita de brincadeira ou não, falou? — E após esta minha fala, um silêncio meio que constrangedor começou a tomar conta daquele carro.

A viagem toda não trocamos uma sequer palavra, depois daquele quase \"Eu te amo, mas às vezes te odeio.\", acho que eu realmente havia machucado teus sentimentos, aquilo era só uma brincadeira e eu tinha levado aquilo para uma coisa mais séria, mas isso já é típico, ele sabe que eu não gosto muito de quando ele fica de sarcasmo para o meu lado e ele ousava fazer isso sempre. Quando chegarmos na casa, eu vou realmente pedir desculpas a ele, não gosto nem de pensar de passar as nossas duas semansas brigados, quanto mais sendo ele o meu melhor amigo e só tendo ele naquela casa e que eu conheça em New York.

Senti o carro começar a parar em frente a uma bela casa, possuía cores em tons de branco à um verde claro.

- Chegamos. — Ele comentou seco, se levantando do carro e saindo do mesmo ao abrir a porta para que possamos colocar os nossos perteces por lá.

Eu peguei a minha mala, adentrei no primeiro quarto que vi e joguei as minha malas por lá, onde pude observar Bert fazer o mesmo com as suas malas. O vi trancando as portas e foi quando segui até ele, parando em sua frente.

- Me desculpe. — Eu falei olhando para o chão. — Eu sou um idiota e fico chateado por besteiras, era só uma brincadeira.

- Não, a culpa é minha, eu é que não deveria ter feito essa brincadeira, sabendo que você não gosta dela. — Ele levantou meu rosto, olhando-me fixadamente.

- Não, tudo bem. — Eu encaixei meus braços sobre a cintura dele, o que senti ele fazer o mesmo. Pressionei meu corpo nos dele para que dessa forma o abraço se torne mais intenso. Ficamos alí, abraçados em silêncio por longos minutos, até que comecei a me afastar com calma.

- Temos que fazer compras, não temos nada para comer aqui. Ou você prefere comer todos os dias fora? Se bem que... Se comermos fora não terá louça. — Ele comentou.

- Comer fora, sempre. — Eu sorri. — Estou com fome, está escurecendo, vamos tomar banho e comer?

- Fechou. Tem dois banheiros na casa, um entre os nossos quartos e outro no fim da sala. Eu tomo naquele alí. — Ele disse apontando para o da sala.

Saí para o quarto pegando uma blusa vermelha que possuía três pequenas palavras \"Homofobia is gay\", uma calça jeans apertada, uma boxer e um tênis qualquer. Adentrei-me ao banheiro com a toalha e a assim pude tomar o meu banho, dentre 15 à 20 minutos a água apenas jorrava em meu rosto, enquanto eu pensava em coisas a vulsas, como dois drogados sozinhos em uma casa não poderia dar muito certo, eu ri com meus pensamentos e então saí do banheiro, vestindo-me rapidamente, ao logo após passar um pente sobre os fios de meus cabelos, alinhando-os.

Estávamos prontos, Bert pegou a chave do carro, abriu a porta e saímos assim...

Fim do capítulo 2.
Notas finais
Pff, esse capítulo está terrível, but... Juro que isso melhora. ):