Aprisionada.
1 Capítulo Único.
Notas iniciais
-Eu preciso de opiniões, por favor! X3
A mulher de curvas sinuosas, olhos bicolores — um sendo cinza e outro verde-, trajando um vestido bege caminhava imponente em direção a uma cela especifica. Seu sorriso na beira do insano e divertimento, fitou a porta divertida, enfim havia se livrado de algo que a atrapalha, estava no controle de tudo.
Abriu a porta e pode vê-la sentada e acorrentada, seu corpo infantil presa por tantas correntes que imaginava se um dia ela morreria ali, mas para seu desgosto sabia que isso nunca aconteceria. Os cabelos da criança-demônio escondiam seu rosto e seus olhos negros como à noite. Deu passos pesados para dentro da cela, e os olhos negros a fitaram, curiosa. -Parece que conseguiu sobreviver, Lívia. –A voz infantil ainda era risonha, mesmo naquelas condições. -E você está no lugar que nunca deveria ter saído. –Falou sorrindo friamente. –Mundus te libertou, mas eu voltei a prendê-la. -Seus objetivos não têm mais tanto significado, continua obedecendo alguém, ele que deveria lhe servir, não é? –Perguntou sem tanto interesse, o rosto imponente lhe irritava e muito. -O deixe acreditar que está no poder, não me importo. Por enquanto tudo está indo conforme eu desejo. –Falou se aproximando da imagem infantil e fraca, derrotada. –Ele a prendeu aqui, isso já é o suficiente para mim! -Você é o demônio mais ambicioso que conheço, não há limites para sua ambição. –A criança-demônio a fitou, com um sorriso contornando os lábios. –Não me importo de estar presa, eu estou bem aqui, é silencioso e calmo. -Você é apenas uma criação e mesmo assim impossível de ser morta, por quê? –Lívia a observava com ódio nos olhos, mesmo que não demonstrasse em sua voz. -Não fui criada por Mundus, outra criatura me criou e é por isso que apenas um demônio é insuficiente para me matar! –Deu de ombros. –Não entendo por que deseja destruir tudo o que desconhece. -Desejo destruir tudo que possa atrapalhar meus planos! –Falou calma e fria, e a criança-demônio apenas observou-a por um longo tempo. A única coisa que consegui ver no rosto da mulher era ódio e desejo de ver tudo destruído e poder. Estar sobre controle de tudo e de todos. -Então não entendo por que está aqui, não sou mais uma ameaça para os seus planos, Lívia. –Falou calma, ainda que começasse a temer a mulher-demônio. -Presa você realmente não é uma ameaça, é uma criatura inútil. Seria bem mais agradável lhe matar, mas isso é algo que está fora de minhas mãos. –Sorriu sarcasticamente, ficando em frente à criança-demônio, que a fitava sem tanto interesse, mas Lívia podia ver o medo em suas orbes fúnebres. -E você deve estar entediada e veio aqui se divertir me torturando? –Perguntou, se levantando debilitada. -Pode ser isso! –Sorriu sádica. –Mas sei que você não sente dor, e mesmo que te torture, você continuaria com esse olhar fúnebre. -Lívia, você não faz nada sem pensar, se veio aqui, não foi apenas para me ver derrotada e fraca. –Suspirou, sorrindo fracamente. –O que deseja de mim, minha senhora? -Você é a única que consegue ver o futuro, bem até agora. –Falou sorrindo vitoriosa ao ver a criança-demônio se curvar sobre ela. –Uma humana tem esse mesmo dom, não me interessa o motivo. Apenas a mate-a e volte para cá! -Sim, eu farei isso! –A criança-demônio disse a contragosto, ainda que tivesse o sorriso no rosto. –Irei voltar, quando a matá-la! Lívia virou-se de costas para a criança-demônio, rumando para fora da cela. Sabia que não poderia confiar nela, mas naquele momento a criança-demônio estava em desvantagem e não faria nenhuma idiotice, naquele momento ela poderia controlar a criança, o quanto quisesse.Anne sentiu as correntes lhe libertarem, e a porta de sua nova moradia ser aberta aos poucos. Suspirou inquieta, caminhando para fora daquele lugar maldito. Mesmo liberta das correntes, se sentia ainda mais presa naquele lugar, presa a ela. Caminhou para fora da prisão e apenas observou ao longe onde havia morada ao lado de Mundus. Fechou os olhos e procurou no futuro onde a humana poderia estar e principalmente quem ela era. Outro rosto em suas visões lhe chamou atenção, a mestiça que havia arruinado parte da sua vida, agora era um anjo completo. -Charlotte! –Murmurou irritada, ainda que mantivesse os olhos fechados, via rostos conhecidos e finalmente conseguiu identificar a humana. Suspirou, seu primeiro plano iria falhar por um descuido, mas não se importava com isso, suas visões lhe mostraram o mestiço e alguns rostos novos. Anne completaria sua missão, se ela tivesse que obedecer alguém, que fosse Lívia. A imponente e poderosa Lívia, pensou, sorrindo divertida.
Notas finais
-Curto por ser apenas um teste! 8D
-Eu PRECISO de review, mas do que nunca. X3
-Eu PRECISO de review, mas do que nunca. X3
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!
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