Aprendizes de Assassinos-Creepypasta Interativa
1 Prólogo, explicações and FICHAS!
Notas iniciais
Prólogo
Às vezes eu penso que as coisas não deveriam ser do jeito que são. Sabe; desse jeito difícil, do jeito que te faz acreditar que tudo está certo e então faz com que seu mundo inteiro se desabe. Acho injusto.
– Lawlliet, por favor! Escute-me cara! – O ruivo me chamou em meio à noite. Tentei ignorar das melhores maneiras que consegui, bloqueando suas palavras e de minha mente.
“Por favor, se vá!” Eu gritava internamente enquanto prensava a cabeça entre as mãos, fechando os olhos com força, pois acreditava que talvez deste modo eu pudesse me controlar.
– Olha, somos amigos desde pequenos! Por favor, por favor, Lawlliet! Escuta-me por um segundo! – Estava praticamente implorando com uma voz transbordando tristeza.
Continuei caminhando, quase correndo em meio à chuva e ao breu. Queria fugir dali o mais rápido possível, porém aquele maldito ruivo continuava a me seguir.
– Sai de perto de mim Tatsuya ! – Gritei, sem ao menos olhar para trás, continuando a prensar mais e mais minha cabeça na esperança de que ela explodisse – Sou um monstro! Não quero te machucar!
– Não precisa disso, Law! Venha aqui, vamos trocar uma ideia, sei lá!
Virei-me finalmente para encarar seus olhos azuis claros, mas que agora se encontravam acinzentados. Não sei bem o que me aconteceu. Acho que perdi o controle de sempre. Berrei:
– EU DISSE PRA FICAR LONGE DE MIM CARALHO! – Eu estava... Chorando? – Eu... Eu sou uma aberração. Não quero ver seu sangue em minhas mãos Tatsuya. Não quero. Nunca... – Fui diminuindo cada vez mais o tom a medida que minha garganta começara a doer e as palavras já não queriam mais sair. Apenas deixei as lágrimas mornas aquecerem meu rosto pálido e gélido.
– Você não é um monstro, Lawlliet. É e sempre será meu amigo! – Continuava a insistir.
– SE EU NÃO SOU A PORRA DE UM MONSTRO ME EXPLICA AQUELA MERDA QUE EU FIZ! – Mostrei minhas mãos ensanguentadas para ele. A esquerda segurava uma faca prateada que brilhou com uma fraca luz do poste acima de nós. O sangue vermelho o fez arregalar os olhos mais uma vez, como se não bastasse à hora em que ele o vira pela primeira oportunidade – Tatsuya , eu não posso mais ficar aqui – Tentei explicar – Vou acabar fazendo coisas piores. Bem piores. E eu não quero perder um amigo como você. Então, por favor, me deixe sozinho. De preferência, para sempre.
Meu desespero foi-se indo aos poucos como se o que eu acabara de dizer tivesse me aliviado uma ferida aberta por um longo tempo.
– Certo. Você tem os seus motivos – Ele falou, secando inutilmente suas lágrimas – Mas... Eu lhe imploro que volte. Se não por você, faça-o por mim.
Suspirei, e balancei a cabeça em desgosto a mim mesmo. Não pude conter em abraça-lo. Tatsuya retribuiu, apertando com uma força tamanha que cheguei a pensar que se ele me soltasse, eu acabaria caindo para a morte certa.
– Tentarei voltar só porque você pede. Pois se eu fosse você, iria preferir se manter longe de mim.
– Promete?
– Prometo. Você foi o melhor amigo que eu pude ter na vida.
– Você é o melhor amigo que tenho há minha vida toda.
Resolvi não enrolar na despedida, pois dizem que quanto mais longa ela for, pior irá ser na hora de ir embora. Soltei-o e lancei lhe um sorriso tristonho, porém que ainda pôde reconfortar um pouco nossos corações repartidos.
Depois disso, corri em frente, adentrando uma floresta. Não queria olhar para trás, não queria mais chorar. Mas como isso era possível? Abandonei tudo que eu tinha. Amigos, família, casa. Perdi tudo por culpa de... Mim.
Esse pensamento me distraiu, todavia minhas pernas continuavam a correr. Essa combinação resultou em que acabei me esbarrando em algo ou em alguém. Caí no chão, deixando um grito de dor escapar. Só então ergui os olhos para a criatura, parada a minha frente.
Parecia-me humana, mas o rosto... O rosto era desfigurado, ensanguentado. Um sorriso podre era desenhado em dois profundos cortes nas laterais da boca. Pareciam ter sido reabertos várias e várias vezes. Tinha o moletom branco encharcado assim como o meu preto graças à chuva. Calças pretas e o capuz tampando lhe os olhos junto com o comprido cabelo negro. Ele estava com ambas às mãos nos bolsos e me encarava, imóvel.
Um silêncio predominou, e ficamos ali parados, encarando um ao outro sem ao menos saber o que cada um pensava. Senti seus olhos descerem até minhas mangas e mãos manchadas de sangue. A faca havia parado a alguns centímetros distantes de mim. Congelei, e fui obrigado a apenas observar, incapaz de fazer absolutamente nada.
A coisa se agachou perto de mim e por instinto fechei os olhos, com medo. Medo daquilo. Ou não.
Eu não tinha medo. Eu não sentia isso. Acho que era o desamparo, a vontade de me segurar na primeira pessoa que eu visse. E essa pessoa era aquela, bem a minha frente. Quando me dei por mim, estava agarrando lhe pelo moletom, pedindo desesperadamente:
– Me ajuda! Me ajuda, pelo amor de Deus!
Ele parou um pouco, acho que não entendeu muito bem o que tinha acontecido. Então, finalmente me respondeu:
– Deus não existe – A voz rouca e assustadora pronunciou cada palavra com absoluta certeza.
O cara se levantou, me deixando ainda no chão. Olhou para os lados e apanhou minha faca, analisando-a. Alguns segundos depois voltou novamente para mim, jogando a cabeça para o lado como se fosse para analisar de outro ângulo.
– Voc... – Comecei, mas ele me interrompeu, levando um dedo indicador em seus lábios.
– Shhhh... Minha criança – Engoli em seco com a respiração entrecortada – Irei te ajudar.
(Então né ? O resto sumiu O.O Advertências...)
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