Aprendiz de Deidara
8 Missão parte III
Notas iniciais
"Eu realmente queria ajuda. Poder sair dali, me recuperar e matar esse filho da mãe...
Alguém por favor!... Sensei"...
O maldito me largou com força sobe a maca metálica, fez um selo e de repente meus pulsos foram novamente presos. Meu rosto ainda ardia, ainda sentia o gosto de sangue na minha boca, e tentava ao máximo me esquecer da sensação da língua quente e asquerosa do encapuzado. Ele continuava parado do meu lado. Como eu queria me levantar dali e socar esse maldito até descontar toda a raiva que eu sentia no momento. O mesmo olhou para cima, e para os lados estranhamente.
– Deidara está aqui também? – ele perguntou de repente. Arregalei os olhos assustada. Como assim ele conhece o Sensei?... Quem era esse encapuzado?!
– Q-quem é você? – não diminuir o tom de voz, poderia levar mil socos, mas se pudesse eu jamais me rebaixaria.
Ele hesitou em responder. Passou os dedos pelo meu braço, o que me fez sentir nojo novamente, seguindo do meu braço para o seu rosto, mais especificamente ao capuz preto.
Então ele o tirou...
Eu tinha acertado, o homem era ruivo, com olhos vermelhos, tinha feições jovens, muito jovens, embora sua voz fosse grossa demais para sua aparência. O mesmo parecia fraco, mas eu sabia muito bem... Isso ele não era.
– Meu nome é Sasori. – sua voz estava diferente, assustadoramente diferente. Estava um pouco fina e num tom chato, chato como a voz de Karin. Como isso aconteceu? Era só minha imaginação me fazendo ouvir coisa?... Talvez fosse o capuz e o local... Mas isso não importa, definitivamente eu irei mata-lo, pouco importa seu tom de voz.
– Como você conhece Deidara? – estava realmente confusa com isso. Tentei não transmitir meu amedrontamento. Eu sabia bem que o Sensei já fez muita coisa ruim, mas agora ele havia mudado...
O ruivo não respondeu, apenas olhou para o lado e voltou a se fixar em mim. Ele não me respondeu. Pensei em repetir, mas estava tão fraca que minha boca tremia quando eu tentava abri-la.
– Vai ser uma pena ter que te matar... – eu fiquei paralisada, tentei entender a situação... Ele ia me matar?
– O-oque? – eu não sabia o que dizer, minha voz tremia muito.
– Pensei que poderia me divertir com você. – ele se apoio na maca e pôs as mãos no meu rosto, uma em cada bochecha. – Mas infelizmente eu não posso. Se não com certeza vou me atrasar.
Eu sentia um misto de emoções, meu estômago se embrulhava com nojo desse homem, meu corpo tremia de medo, eu não queria morrer. Eu vi seu rosto se aproximar cada vez mais, o suficiente para eu sentir sua respiração. Tentei me remexer, queria sair correndo dali, meu nojo aumentava gradativamente.
– Ei ei. Fica parada! – ele cochichava no meu ouvido. Estava me sentindo suja por tê-lo tão próximo de mim, e por eu estar tão indefesa.
– N-não ouse... – mexi o rosto para impedir o que se aproximava.
O ruivo lambia o meu rosto, passou sua língua pelos meus lábios selados. Eu fechei os olhos, desejando que tudo aquilo fosse um pesadelo.
– Humm. Anda... Abre a boca vai! – eu queria morrer ali. A voz dele estava me deixando cada vez mais enojada. Mais alguns minutos e eu faria de tudo para vomitar em cima dele.
Continuei tentando escapar dos lábios do homem. Mas na minha situação estava extremamente difícil.
Ele colou sua boca na minha, segurou meu rosto com força, o mesmo tentava forçar sua língua para dentro... Meus lábios estavam serrados, lágrimas escorriam pela minha face. Nunca chorei tanto num só dia. De repente o ruivo parou.
– Sua inútil... – ele engrossou a voz, se afastou de mim.
Mais um estalo alto. Meu rosto vermelho e queimando. Mais um tapa.
Eu não tinha mais forças. O ruivo me fez sentar na maca agarrando meu pescoço. Ele tirou algo de dentro da enorme capa preta. Era muito afiado. Afastou a Kunai com o braço livre e apontou em direção ao meu peito. Não estava preparada morrer... Ainda não.
Fechei meus olhos com toda a força... 1..2...
E felizmente não senti nada afiado invadir meu peito.
Houve um barulho enorme no quarto.
Um tipo de fumaça vermelha saía do enorme buraco feito na parede atrás do ruivo. O mesmo se afastou de mim e apontou a Kunai para pessoa que fez a abertura.
Estreitei os olhos para tentar ver quem estava ali. E percebi então.
Um conhecido e não mais tímido azulado.
Ele estava com a espada em punho. Apontou a mesma para o ruivo e disse:
– Quanto mais eu corto, mais confiante eu fico! – eu não entendi bem, mas acho que nunca fiquei tão feliz como agora. – Se afasta da Kurotsuchi Maldito!
O ruivo fez um movimento rápido, apontou a palma da mão em direção a Chojuro. De repente foram atiradas diversas agulhas molhadas na ponta, possivelmente veneno. Mas o espadachim foi mais rápido, conseguiu repelir todas. Ele era incrível, muito rapidamente o mesmo pulou em direção a Sasori, o encurralando no canto. Chojuro usou tanta força na espada que me bateu uma tristeza, eu que devia mata-lo. Foi muito rápido e inusitado, as paredes engoliram o ruivo. A espada se chocou fortemente com os músculos asquerosos, foi forte o suficiente para quebra-la, mas ele havia sumido. As paredes restantes deram um suspiro e “escorreram” para o local onde o ruivo desapareceu, foi horripilante, como se os músculos fosse um tipo de capa ou proteção, algo assim, o quarto ficou normal, com paredes de caverna normal. Os tentáculos que prendiam meus pulsos se quebraram.
O azulado correu em minha direção. Ficou parado por um instante, como se pedisse permissão para poder tocar em mim. Eu o olhei e com todas as minhas forças abri um sorriso mínimo.
– Obrigada! – quase sussurrei. Ele entendeu o recado. Aproximou-se de mim e me abraçou com todo o cuidado do mundo.
Senti-me segura finalmente. Foi um dos melhores abraços da minha vida.
Kurotsuchi POvs Off.
Deidara POvs On.
Corri pelo túnel onde Kurotsuchi havia seguido com Chojuro. Fui o mais rápido que pude, fiquei um bom tempo correndo, de repente ouvi um barulho mais a frente, meu coração começou a palpitar mais rápido talvez até mais rápido do que eu corria. Não me saia da cabeça que algo havia acontecido com ela.
Vi uma fumaça avermelhada saindo de uma entrada de um lado da parede. Entrei na sala e não pude, ou não queria acreditar no que eu via.
O garoto de cabelo azul estava abraçado à garota que eu amo, mais apropriadamente ele estava a amparando, protegendo-a. Como eu prometi que faria a ela.
Assim que perceberam a minha presença eles se separaram, Chojuro ficou ao lado dela, deixando a visão em direção a Kurotsuchi liberada.
Me partiu o coração vê-la daquele jeito. Seu rosto estava muito vermelho, pareciam sinais de tapas, sangue escorria da boca dela, seus olhos estavam inchados, com certeza ela havia chorado muito. Nunca imaginei vê-la nessa situação. Não queria acreditar nisso!
Eu não pude protegê-la...
Fui me aproximando devagar até ela. Ajoelhei-me e segurei suas mãos, meus olhos começavam a lacrimejar.
–V-você está bem? – minha voz saiu trêmula. Só depois percebi a pergunta idiota que fiz. Abaixei a cabeça. Então ouvi uma voz muito fraca.
– Não graças a você Sensei! – ela soltou minha mão e tentou se levantar.
Chojuro a ajudou. Eu não podia. Não conseguia. Fiquei ajoelhado olhando para o chão. Senti uma dor muito forte no peito. Algumas lágrimas caíram. Eu não sabia o que fazer. Então uma voz me alertou.
–Deidara, temos que sair daqui. Eles podem voltar. – Chojuro estava perto da abertura na parede. Kurotsuchi estava apoiada nele.
Meu coração estava doendo muito. Nunca havia sentindo essa dor. Queria poder abraça-la, beijá-la, protege-la diferentemente do que eu fiz agora.
Levantei-me lentamente e os segui. Ela nem sequer olhava para mim que estava mais atrás. Eu não a culpava...
Definitivamente eu iria matar quem fez isso com a minha única razão de viver.
Mas agora, a recuperação de Kurotsuchi era mais importante. Se eu pudesse daria minha força vital por completo para ela.
“Por favor, me perdoe”... Era a única frase sensata que se passava na minha cabeça.
Deidara POvs Off
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