Aprendiz de Deidara
4 Madrugada agitada parte II
Notas iniciais
“Mas era importante. Nossa primeira missão depois de semanas de treinamento. Seja lá qual for eu vou mostrar o quanto eu sou competente”.
Terminei de me vestir o mais rápido possível, assim que voltei encontrei Sensei bem impaciente parado na batente da porta.
– Anda Kurotsuchi! Hmm.- ele estava com os braços cruzados e transparecia impaciência.
Aproximei-me dele, o mesmo já havia saído de casa, e me esperava na rua. Fechei a porta e o segui o mais rápido que pude.
Deidara estava apressado, quase não o acompanhava pulando pelos prédios em direção ao campo de treinamento. Eu fiquei bastante curiosa, pensei que iriamos ao escritório do velho. Finalmente o acompanhei, tentava me manter ao seu lado.
– Ann, Sensei! Não devíamos ir ao escritório do Tsuchikage? – não pude esconder minha confusão.
– Já fomos! – ele disse calmamente sem tirar os olhos dos prédios à frente.
– Hã? – ok, eu não estava entendendo nada. – Como assim?
Eles já foram? Espera... Então eu fui a ultima a ser chamada?
– Olha. – ele apontou para o campo, praticamente já havíamos chegado.
E lá estava uma ruiva sentada em cima de um dos três troncos no meio do campo, e Akatsuchi encostado no outro a esquerda de Karin. Eles pareciam chateados.
Fitavam o céu estrelado, olhavam para os lados, e finalmente se focaram em mim e Deidara. Meu gorducho “nada chamativo” levantou-se e apontou o dedo na nossa direção. Ele disse algo, mas não pude ouvir.
Então o loiro ao meu lado se pronunciou.
– Antes de eu ir te chamar, já havíamos ido ao escritório do Tsuchikage, e já havia chamado os dois, mandei que viessem para cá e nos esperassem. – sua voz estava mais calma, assim como a nossa velocidade. – Só faltava você.
Eu fiquei analisando a resposta. Tenho certeza que Akatsuchi adoraria me acordar, ele faz muito isso, mas, por que justamente Deidara Sensei foi me chamar?... Bom, talvez seja meramente uma coincidência. Se bem que, foi até divertido ele mesmo ir me acordar.
(Ótimo agora estou feliz por isso... Ook eu to ficando louca).
Chegamos aos dois. Karin deu um salto do tronco e correu até nós, ficou de frente para o loiro ao meu lado. A ruiva mantinha os braços para trás e um riso gigante estampado no rosto.
–Hmm! – Deidara riu e pôs a mão na cabeça do ser a sua frente, ela ficou extremamente corada com isso. – Que bom que já estão aqui!
Akatsuchi me cumprimentou rapidamente e ficou do meu lado, Karin nem sequer me deu um ‘Oi’... Sem bem que eu nem queria mesmo. Estava mais curiosa sobre essa tal “missão urgente”.
– Ahhh, explica logo qual é a missão Sensei! – minha voz saiu abafada e cansada, apoiei meu cotovelo no ombro do garoto fofinho do meu lado.
Então Deidara parou de encarar o enorme e bobo sorriso da ruiva, e se afastou um pouco para ficar de frente a todos nós. Ele pôs as mãos na cintura e começou a explicar.
– Ok! Hmm. – ele balançou a cabeça e cruzou os braços. – Temos que nos juntar a um grupo de shinobis da Vila Oculta da Névoa para resgatar um pergaminho repleto de informações cruciais sobre nossa vila e a deles. Nosso ponto de encontro é em uma casa de chá a 1 dia de viagem daqui. Soubemos que um grupo de Nukenins da Aldeia da Areia roubou o pergaminho e o mantém em posse num laboratório próximo a fronteira do País do Fogo.
Ficamos atentos até que ele terminou. Eu fiquei mais que curiosa para saber quem seriam esses shinobis que nos ajudariam na missão.
Quase não percebia que Karin estava tendo uns tics bem engraçados, o olho esquerdo não parava de piscar, os ombros balançavam, o rosto dela estava estranho e começava a ser assustador. Eu me virei para ela e comecei a rir.
– Hahaha! O que foi? Enlouqueceu de vez? – recebi um tapa nas costas de Akatsuchi depois disso. – Aiii, doeu!
Todos ficaram curiosos, então ela começou a falar.
– Q-qu-quem... – ela gaguejava muito engraçado, eu tentei não rir. – Q-quem são esses shi-shinobis que vão pa-participar da missão? – ela olhava para baixo, e tinha os punhos cerrados.
– Oh, é mesmo, quase esqueci. – Deidara pôs a mão no pescoço e ria disfarçadamente. – São dois shinobis da Nova Geração de Espadachins Da Név...
Karin não deixou o loiro terminar, ela pôs as mãos na cabeça e ficou rodando feito louca e sussurrando coisas estranhas.
– Nã-n-não, ele nãããoo!!! – ela olhava para o céu com as mãos na cabeça, parecia desesperada. – Eleeeee nããããoooooo....
– Ahhhh, para de ser louca e deixa o Sensei terminar... – tentei não rir quando disse isso.
Akatsuchi tentava controlar Karin segurando nos braços dela e fazendo a mesma parar de girar.
O loiro não se importou muito, acho que ele já sabia de algo, um pequeno riso surgiu nos lábios dele ao ver toda essa situação.
– Chōjūrō e Suigetsu vão nos ajudar...
– Nãããããooooooooooo... – o grito da ruiva ecoou pelo espaço até um tempo silencioso.
Não pude conter... Comecei a gargalhar vendo a doida girando com as mãos na cabeça.
Todos rimos até que Sensei se pronunciou de novo.
– Ok, chega de graça! Hmm. – ele saltou para cima do tronco no meio. E apontou para floresta, que parecia escura da minha posição, mesmo com a luz da lua, ela estava mal iluminada. – Vamos logo! Temos que chegar ao nosso ponto de encontro o mais rápido possível.
– Hnnn, Ok. – dei uma espreguiçada e saltei para o tronco ao lado.
Akatsuchi e Karin continuavam no chão, a ruiva estava com uma cara emburrada que dava raiva só de olhar. E meu Gorduchinho parecia cansado, ele coçava os olhos, acho que estava com sono...
Pelo visto essa missão vai ser bem agitada.
– Vamos lá! – o loiro saltou rapidamente para floresta.
Então nós três o seguimos... E seguimos e seguimos...
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