Aprendiz de Deidara
10 Curada!
Notas iniciais
“E a ruiva reclamava sobre escudos idiotas de água em que não se pode respirar”...
Chojuro POvs Off.
Kurotsuchi POvs On.
Estávamos apenas eu e Deidara, ambos encostados na parede da caverna, havíamos achado uma sala vazia com algumas tochas acesas e decidimos ficar e esperar por Karin e Suigetsu, o azulado foi às pressas atrás deles, todos estavam preocupados. Infelizmente a causa dessa tamanha preocupação era eu.
– Eu não preciso de ajuda! Muito menos de ajuda da Karin. – consegui falar quase cuspindo as palavras. Não queria de forma alguma depender de alguém. Muito menos da irritante.
O loiro ao meu lado mantinha a cabeça abaixada, ele sequer me respondeu, não olhava no meu rosto.
Comecei a ficar triste, Sensei é sempre tão entusiasmado... Talvez, eu tenha falado algo que o machucou. Mas... Não conseguia lembrar. Minha cabeça estava uma droga, do nada tudo ficava girando, ao menos estava sentada se não já teria tombado no chão.
Fechei os olhos e tentei lembrar. O que o fez ficar tão triste?
“– V-você está bem? ...
– Não graças a você Sensei!”.
Senti uma pontada no coração quando lembrei o que eu tinha dito. Eu sou burra, muito burra... Não acredito que disse isso. Não posso acreditar...
Meus olhos rapidamente se encheram de água... Tentei pronunciar seu nome, mas estava realmente fraca.
Mais uma vez.
–S-Sense... – três apressados me interromperam.
Chojuro, Suigetsu e Karin entraram correndo na sala.
– Chegamos! – disse o azulado se aproximando de mim.
– Ótimo... – Deidara levantou e se aproximou da ruiva, segurou o rosto da mesma e disse. – Por favor, Karin, salve-a.
Senti minha mão sendo segurada pelo garoto sentado ao meu lado. O branquelo acompanhava a situação com uma cara tensa, ele estava com o pergaminho em mãos...
A garota de óculos assentiu com a cabeça ao loiro a sua frente, e foi se aproximando de mim.
Nunca me senti tão inútil como agora. Tentei me levantar, mas os braços do azulado me impediram.
– E-eu não preciso da sua a-ajud.... – não consegui terminar, minha vista estava ficando escura. Senti meu tronco sendo apoiado nas pernas da ruiva.
– Ei, para com isso sua idiota. Isso é sério. – ela puxou a manga da sua blusa e pôs seu pulso próximo a minha boca. – Vai, morde. Você vai se curar.
Virei o rosto de lado, não queria isso... Mas o pior é que eu realmente precisava.
– Deixa de ser cabeça-dura! De jeito nenhum que você pode morrer. – a ruiva mordeu o próprio pulso e o colou junto a minha boca.
Senti o líquido penetrando na minha garganta, e magicamente uma sensação de cura. Segurei o pulso fortemente e suguei o chakra de Karin.
Minha visão melhorava gradativamente. Pude ver o loiro afastado, de costas olhando para o chão com os punhos fechados com força.
...
Finalmente eu consegui me recuperar, devo admitir que a ruiva é bem conveniente quando se precisa.
Ela olhou para mim com um olhar estranhamente amigável e um sorriso mínimo.
– Pensei que ia sugar todo meu chakra, já estava preocupada! – uma gota surgiu no meu rosto. Como ela pode falar isso.
– Nem pense que vou agradecer sua chata! – tentei esconder o sorriso de agradecimento no meu rosto, mas acho que ela percebeu. Fiquei sentada novamente e a vi repondo a manga da camisa e cruzando os braços. Ela também ria.
Chojuro estava com uma expressão aliviada. Todos estavam exceto Deidara.
– Pegamos o pergaminho! – o branquelo se pronunciou ao loiro.
– Ótimo. – sua voz estava estranha. Mais forte e expressava raiva.
– Temos que voltar c-certo? – o azulado falou mais atrás. – Akatsuchi deve está preocupado.
Rapidamente pensei no meu gordinho, certeza que ele estaria bem, e bastante entediado.
– Vocês voltem para entrada. E saíam da caverna com Akatsuchi! – ele se dirigia a porta. – Tenho coisas para resolver. – suas mãos já mastigavam a argila.
Eu sabia o que ele iria fazer, e de jeito nenhum ele iria sozinho, além do mais, eu prometi matar aquele ruivo filho da mãe.
Deidara sumiu rapidamente túnel adentro. O resto de nós se dirigia a saída.
– Acho bom irmos rápido. Sensei vai explodir tudo isso, eu sinto o chakra das bombas dele em todo lugar. – a ruiva falava e ao mesmo tempo ia alimentando a velocidade dos passos.
Eu tinha que ir atrás do loiro. Saber de onde ele conhece o maldito que quase me matou.
Fui diminuindo aos poucos, os três iam rápido, acabei ficando para trás. Ia dando meia volta quando um mão prendeu meu pulso.
– Ele disse para sairmos daqui! – Chojuro parecia muito preocupado.
– Eu vou atrás dele, e, por favor, não me impeça! – minha voz saiu chorosa, acho que isso o fez entender.
Ele apenas assentiu com a cabeça e saiu rumo ao branquelo e a ruiva. E eu segui no caminho contrário. Tinha que ser rápida para encontra-lo...
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