Aprendendo com a Vida
20 Problemas e soluções, novidades para você querida!
Notas iniciais
Bem, postando antes da segunda. Eu meio que coloquei uma meta para mim, digitar os capítulos sempre e postar na segunda, então provavelmente eu siga essa sequencia.
O capítulo ficou bem emocionante, foi um dos que eu mais gostei de escrever.
Bem, espero que gostem, ah, tenho uma novidade pra vocês, então LEIAM AS NOTAS FINAIS!
- Iremos tirá-la do nosso caminho – respondeu Tayuya, sorrindo vitoriosa.
- Como assim? – perguntei perplexa, levantando de onde eu estava devido ao susto – vocês vão mata-la? – perguntei.
Tayuya e Karin riram, Samanta pareceu tão espantada quanto eu.
- Não, não vamos mata-la – disse Tayuya ainda rindo – vamos pregar um peça da qual ela nunca mais vai esquecer, e depois disso veremos se ela continuará no nosso caminho – disse ela. Seu sadismo era surpreendente, como alguém podia ser tão cruel?
- E essa reunião foi mais para nós decidirmos o que vamos fazer, aposto que você irá adorar nos ajudar no plano – disse Karin, me olhando.
- NÃO! – falei alto – nunca eu ajudaria vocês num plano maluco desses, principalmente contra uma amiga minha, jamais.
- Qual foi Ino, agora ela virou sua protegida é? – disse Tayuya ironicamente – deixa de ser burra, ela só quer te usar pra ganhar fama.
- Fama? Ela não é assim – disse – ela não é como vocês – disse em tom alto – ela não é como eu – sussurrei essa ultima parte para mim.
Peguei minha mochila que estava jogada no sofá.
- Eu realmente não preciso ficar aqui ouvindo a besteira de vocês – disse, e sai.
Eu ainda vestia a mesma roupa.
Desci as escadas do casarão onde Karin morava, abri a porta e sai.
Olhei no relógio, já eram quase duas da manhã.
Havia duas ligações de Gaara perdidas, mas as ignorei.
Aquele era um salto agulha, me refiro ao que eu usava neste exato momento, não era o apropriado para se ficar vagando na rua a essa altura da noite.
Eu vagava sem destino algum, ou melhor, para onde eu ia era rumo ao centro, minha cabeça estava a mil.
Começou a chover, mas não era uma chuva fraca, era uma chuva terrivelmente forte, porém se você achou que eu fosse me esconder dela, estava completamente enganado.
Tomei meu salto em mãos para não correr o risco de escorregar.
A bolsa que eu carregava nas costas tinha meu material, mas não me preocupei com o mesmo, antes de sair de casa eu sabia que iria chover, e para correr o risco coloquei-o dentro de uma sacola, e depois na bolsa, então não tinha como ele molhar, porém não diria o mesmo da minha outra roupa, que estava fora da sacola.
Coloquei meu celular junto ao material, molhando-o um pouco por causa da chuva, mas mesmo assim não correria o risco de estraga-lo.
Meu cabelo estava solto, e encharcado provavelmente agora.
Eu ignorava o fato de não haver ninguém na rua, isso não me perturbava.
Como eu pude ser tão tola a ponto de só namorar com o Kiba para que as pessoas me conhecessem? Como pude ser tão fútil quanto elas?
Eu não enxergava um palmo a minha frente se eu não quisesse, eu somente via o que eu queria.
Quantas pessoas eu magoei por causa dessa minha futilidade?
Eu não sabia o porquê de tantas perguntas em minha cabeça, mas somente apareceu, entende? Era como se a ficha tivesse caído.
Agora, talvez eu entendesse um pouco do que meu pai tentou me mostrar.
Caminhava a esmo, observando cada detalhe por onde eu passava.
Tókio era tão iluminada, era tão linda a essa hora da noite. Eu já havia andado pelo menos umas 12 quadras, no mínimo, pois já havia chego a uma das avenidas principais, aquela que mostram em cartões postais de noite, é, essa mesmo, eu estava a observando agora.
Caminhei mais um pouco e sentei no meio-fio.
Eu não sabia explicar tudo aquilo que eu estava sentindo.
Culpa? Talvez.
Então, sentei no meio-fio e avistei uma garrafa quebrada, ao meu lado.
Peguei um caco da mesma e o fitei.
Ele era tão transparente, tão fino, porém tão “cortante” , digamos assim.
Afundei-o em meu braço.
A dor era imensa, mas fazia com que meus pensamentos fossem embora, e toda aquela dor psicológica passasse.
Escrevi em meu braço “ Nobody is Perfect” , eu não sabia se aquilo real, mas pelo menos era o que eu achava.
Meu braço sangrava, mas eu não chorei, tampouco gritei, apenas aguentei aquela dor.
Fiquei ali sentada por mais ou menos uma meia hora.
Levantei e voltei a andar. Eu não iria voltar para casa, eu já havia tomado um ar, ficado mais calma.
Eu olhei em meu braço, ainda sangrava, e doía demais, ficara muito grande a frase, muito visível, até demais.
Comecei a caminhar novamente, ainda carregando o salto em minhas mãos.
Acho que uns quarenta minutos depois parei em frente a um prédio. Era baixo, havia seis andares, acho que é isso. Toquei o interfone do apartamento 6, e esperei atender.
- QUEM É? – gritou irritada a garota do outro lado da linha.
- Sakura, é a Ino, abre aqui – disse.
- Ta – disse ela.
Logo o portão destrancou, abri-o e tranquei novamente.
Subi de elevador até lá, era um apartamento por andar, era um prédio antigo, porém os apartamentos eram bem grandes.
Cheguei ao sexto andar e encontrei Sakura destrancando a porta, e abrindo-a. Ela estava de pijama, com uma cara de sono que assustava.
Ela se assustou quando me viu encharcada, descalça, e depois voltou seu olhar a meu braço, ele já havia parado de sangrar, mas o sangue o havia manchado, deixando-o completamente “contornado” de vermelho.
- Entra – disse ela, já não mais com aquela cara de sono.
Eu entrei, ela correu e pegou uma toalha para mim, com a qual eu me enrolei. Fiquei de pé, já dentro do apartamento dela, e ela havia trancado a porta.
- Sua mãe não tá em casa? – perguntei preocupada.
- Não, está na casa da minha vó, no interior, volta só daqui três dias – disse ela suspirando – o que aconteceu? Kami-sama, o que você fez? – disse ela preocupada, pegando meu braço e olhando a frase escrita com os cortes. Eles haviam ficado fundos demais, provavelmente deixariam marcas fundas por um longo tempo.
- História longa – disse.
- Faz o seguinte, entra no banho que eu vou preparar um chocolate quente pra você, vai pegar um resfriado horroroso se continuar com essa roupa encharcada.
Não a contrariei.
Tirei aquela roupa molhada e liguei o chuveiro, deixei aquela agua quente cair sobre o corpo, eu estava com muito frio devido à roupa extremamente molhada.
Como elas poderiam querer fazer mal a uma pessoa tão doce e incrível como a Sakura? Porque?
Será que eu já fui tão má quanto elas?
Certamente sim, e agora penso nas coisas horríveis e mas das quais eu fiz, e me arrependo, essas pessoas não mereciam.
Tomei meu banho e desliguei o chuveiro, Sakura havia deixado uma toalha e uma camiseta gigante junto a um micro shorts, porque a minha roupa na bolsa deveria estar completamente molhada.
Vesti-me, enrolei uma toalha em meu cabelo e sai do banheiro.
Sentei no sofá na sala, e ela me trouxe um chocolate quente, o bebi. Nossa, como ajudou.
- Está melhor? – perguntou ela me encarando.
Eu fitava a caneca de zebrinha em minhas mãos.
Deixei lágrimas caírem, até então eu não havia chorado.
Ela me abraçou, e disse que estava tudo bem.
Enxuguei minhas lágrimas e a encarei.
- Vai me contar o que aconteceu? – perguntou ela.
Suspirei e contei o que havia acontecido, desde com Kiba, com Gaara, na casa da Karin, as perguntas, o corte, e até eu chegar aqui, na casa dela.
Ela ouvia pacientemente, sem me interromper.
Quando finalizei, ela me olhou piedosamente.
- Ai, não fica assim – disse ela me abraçando de lado, porque senão iria virar tudo que tinha na caneca, depois ela me olhou – você é uma pessoa extremamente incrível, não deixem que você pense o contrário de si mesma. Você tem um potencial incrível, e em relação ao o que a Karin disse, não se preocupe, eu sei me cuidar, e eu não ligo para o que elas pensam de mim, isso não me afeta – disse ela sorrindo.
- Obrigada, obrigada por ser tão boa comigo, e minha amiga também – disse e sorri fracamente, a encarando.
- Agora chega de choro – disse ela rindo – você tá com fome? Não pode ficar muito tempo sem comer, lembra? – disse ela.
- Acho que a ultima vez que comi foi na hora do almoço, não estou com fome – disse.
- Que isso garota, tá maluca? Tem que comer pelo menos de três em três horas, sabia? – perguntou ela, me encarando – vem, vamos preparar um lanche – disse ela levantando, e me puxando.
Fomos até a cozinha e começamos a preparar uns sanduíches com milk-shake, Ovomaltine, mas precisamente.
Rimos um monte, porém fizemos pouca bagunça na cozinha, o que nos poupou de limpa-la depois.
Olhei no relógio ali, já era quase seis e vinte da manhã, eu havia virado a noite sem dormir um minuto se quer, eu não fazia isso frequentemente, sempre quando eu chegava em casa esse horário dormia o dia inteiro depois, mas o que não foi o caso.
Comemos tudo, ela correu para se arrumar para ir para o colégio, enquanto eu lavava a louça para ela, mesmo ela dizendo que não precisava.
Eu não poderia ir assim para o colégio assim, de micro shorts com uma blusa que o cobria, Gaara me mataria, haha.
Sakura me emprestou um vestido seu, muito lindo por sinal. Ela colocou algo bem básico, mas que ficou perfeito nela.
Acho que minha aluna de moda está aprendendo, haha.
As marcas em meu braço estavam completamente visíveis assim, na verdade elas gritavam “me olhem, me olhem, eu estou aqui”.
Também emprestei uma bolsa básica sua, coloquei meu material ali e peguei meu celular. Eu havia esquecido completamente dele, haha.
Havia mais duas ligações de Gaara, e uma de Sasuke. Eu não iria retornar nenhuma delas, não agora.
Saímos do apartamento, fomos de ônibus pra escola.
Sem comentário ALGUM sobre o ônibus, a classificação da história não permite que eu lhes conte meus pensamentos, haha.
Chegamos em cima da hora, o sinal já havia tocado fazia um minuto, corremos até a sala, vimos quando passamos pelo corredor o professor vindo pelo outro, porém ainda bem que ele não nos viu.
A sala já estava meio cheia, Gaara e Sasuke estavam sentados no fundo com mais um monte de garotos do time, somente Naruto do grupo se encontrava do outro lado da sala, “secando” literalmente a Samanta, o que me fez rir.
Sentamos ao lado junto a ele, Sakura na carteira da frente e eu na de trás. Olhei para ele, que parecia hipnotizado por ela, o que me fez rir muito.
Balancei a mão na frente do seu rosto, o que fez sair do transe.
- Se você continuar a olhar ela desse jeito ela vai perceber! – disse rindo, e o vi corar.
- Eu não estava olhando ninguém – disse ele me encarando todo corado.
- Estava sim, haha – disse.
Ele suspirou.
- Está tão obvio assim? – perguntou ele.
- Sim – eu ri.
Olhei a sala, estavam todos falando alto e fazendo bagunça, literalmente. No canto direito da sala estava Gaara com os outros garotos. Um pouco mais para lado, do fundo para o meio na parte do centro se encontravam algumas garotas com quem discuti noite passada. Karin e Tayuya estavam ali, rindo, e olhando de relance para Sakura, o que me fez pensar que elas estavam falando da mesma. O resto da sala era ocupado por alunos normais, com os quais quase nunca falo, a maioria nerd, não sei. E do lado esquerdo estávamos nós, eu conversando com Naruto e Sakura revisando algo num livro que ela lia, acho que era o de História, o de a aula de agora.
O professor chegou, depois de uns dez minutos pedindo silêncio, o resto da sala se calou, e assim ele começou sua aula.
Eu parecia viajar, não entendia muita coisa do que ele falava, tampouco tinha interesse.
Fitava meu braço, escondido por meu fichário que se encontrava na frente. Ele estava igual à noite anterior, se é que posso dizer assim porque eu não havia dormido. Ele continuava contornado por vermelho sangue, e as letras estavam em relevo, o que fazia quando se passava a mão, sentir a parte da frase um pouco mais alta.
Ainda doía um pouco.
Virei para ver como a sala estava, todo mundo entediado, menos a Sakura e uns três alunos, que perguntavam algumas coisas, e davam a impressão de estarem entendendo tudo.
Gaara não parava de olhar para cá um minuto se quer, e nem ligava se eu percebia ou não.
Seu olhar era misterioso, o que me deixava completamente encabulada.
Olhei no meu celular, faltavam menos de um minuto para acabar a aula, o professor ainda falava, e ninguém havia percebido as horas.
Fechei meu fichário, e guardei as minhas coisas. Assim que o sinal tocou, levantei-me bruscamente, e sai apressada dali. Não esperei Sakura nem Naruto, só sai dali antes de todos.
Caminhei pelo corredor apressadamente, eu não queria ser seguida, mas o problema era que a aula decorrente dessa seria educação física, a qual não era separada dos garotos.
Dirigi-me ao vestiário e coloquei meu uniforme. Era o de líder de torcida, só quem não era do time usava outro uniforme, ele era o mesmo para a educação física, mesmo nós não treinando agora.
Sakura estava se agarrando com Sasuke num canto do colégio, provavelmente estava tentando fugir da aula de educação física.
Eu ia deixa-la ali, em paz, quando eu vi que vinha um inspetor no fim do corredor em direção a nós.
- Sakura, sai dai rápido – gritei.
De onde o inspetor estava não podia ouvir.
Ela parou de beijar ele e ficou me encarando, não entendendo.
Fiz sinal com a cabeça de que alguém estava vindo.
Pelo menos, que eu saiba, é proibido ficar se agarrando nos corredores do colégio, dá suspensão, e minha amiga já tem uma.
Ela saiu dali, e Sasuke dobrou o outro corredor, do outro lado.
Assim que ela veio até mim o inspetor passou por nós, ficou nos encarando como se estivéssemos fazendo algo suspeito.
- Vai pro vestiário, te encontro lá na quadra daqui a pouco – disse, ela assentiu com a cabeça e foi para lá.
Dei sorte que meu uniforme era diferenciado das outras líderes, ele era de manga comprida, o que não deixava aparecer a frase.
Juntei-me aos outros da quadra, geralmente as aulas do Gai são malucas. Não sabia o que ele havia planejado para nós hoje.
Assim que ele chegou, disse-nos que poderíamos escolher o que quiséssemos jogar.
Fui até a quadra de areia, queria jogar vôlei.
Eu, Samanta, Sakura e Naruto contra Kiba, Lee, Gaara e Sasuke. O que me surpreendeu, porque geralmente eles jogam basquete.
Naruto começou sacando, eles contra-atacaram, marcando pontos.
Assim foi, eles sempre um pouco na nossa frente.
Havíamos vencido um set, e eles um, estávamos jogando o terceiro.
Eu jogava com a maior raiva possível de Gaara. Aquele grosso, Argh. Como pode ter dito tamanha besteira ontem?
Eu joguei a bola com a maior força possível, ele mandou de volta. A bola estava rápida demais, e forte também.
Seria bem difícil eu conseguir.
Joguei-me na areia com tudo tentando salvar a bola.
Consegui pegá-la, mas não consegui evitar que a mesma saísse.
Dor, era o que eu estava sentindo. Estava esticada de barriga para baixo, eu havia me esfolado inteirinha na areia.
Sakura e Naruto vieram me ajudar a levantar.
- Amor, seu joelho e o braço estão sangrando muito, quer parar de jogar? – perguntou Sakura me olhando.
- Não – falei com raiva – só foram alguns cortes.
Gaara me olhava apreensivo. Ele não podia ouvir o que falávamos, somente nos via.
Olhei para meus joelhos, eles estavam sangrando bastante, e havia um corte na parte do braço, onde a frase estava escrita, que estava sangrando muito. Ignorei-os.
Continuei a jogar, só que a dor era bem forte. Não é como uma garota pequena que se cai e se machuca, era bem intenso, principalmente no braço, quando você já havia tido um corte bem pior antes.
Eles ganharam mais um set, fazendo ficar dois sets a um, jogaríamos o terceiro.
O jogo foi bem intenso, às vezes eu tomava um ar, ignorando tudo aquilo que sentia no momento.
Eles acabaram vencendo por 25 a 23, o que me deu mais raiva ainda.
A aula de educação física já estava no meio da primeira, teríamos duas seguidas.
Assim que o jogo acabou, sentei na arquibancada, fitando o machucado.
Gaara sentou a meu lado, não me encarando nos olhos, mas também parecendo ignorar a briga da noite passada.
- Vai ter que colocar alguma coisa nesse joelho, ou senão vai infectar – disse ele.
- Não preciso da sua opinião, eu sei me cuidar sozinha – disse brava.
Ele olhou em meus olhos.
- Pra que tudo isso? A gente estava não bem, porque essa ignorância toda agora? – perguntou ele, sem parar de olhar fixamente para meus olhos.
Eu não respondi, na verdade eu não sabia o que dizer. Nós só deixávamos o destino nos guiar, deixávamos nossos atos falarem por si, e quando nos pegávamos percebendo isso, já não sabíamos o que fazer, é, acho que é mais ou menos isso.
Sei que não existe nenhum conto de fadas, e nós brigávamos, é claro, mas nós brigávamos até demais, toda a semana tinha algum problema que nos atrapalhava, e isso me deixou mal, quando eu percebi.
Nossos rostos foram se colando, e quando vi já o beijava ferozmente, eu havia esquecido toda aquela raiva que sentira dele noite passada, aquilo, como o próprio nome diz, era passado.
Quando fui passar meu braço em sua nuca, senti uma dor muito forte no braço, como se estivesse arrancando a pele.
Isso me fez separar, não segurei um gritinho de dor, a manga, do lado onde eu havia cortado, estava cheia de sangue.
- Vem! – disse ele me segurando pela cintura.
Segurava um braço enquanto ele andava comigo assim.
Ignoramos o professor gritar perguntando o porquê de estarmos saindo da aula dele.
Caminhamos meio rápidos pelo corredor, ele abriu a porta de uma sala para mim e entramos.
Ali era a enfermaria.
A senhora que cuidava dali encarava uns papeis em cima de sua mesa, quando percebeu nossa presença.
Veio até mim e olhou meu braço.
- Garoto, sente ali e espere um pouco, vou ver o que aconteceu – disse ela.
Gaara se sentou em uma das cadeiras ao lado da mesa dela e ficou nos olhando.
- Minha querida, sente aqui na maca para mim – disse ela.
A maca era um pouco mais afastada da mesa e das cadeiras, ficava ao lado de alguns armários cinza.
- Tire a blusa que eu quero ver o que aconteceu com esse braço, já que essa blusa é muito justa para subir a manga – disse ela, e virou-se para pegar alguns esparadrapos.
Tirei minha blusa, ficando só com meu sutiã vermelho.
Eu havia esquecido que Gaara estava ali, e somente quando percebi que ele estava ali corei. Acho que a senhora nem se tocou disso.
Ela veio e olhou meu braço, onde estava a letra “N” sangrava demais, parecia estar meio aberto.
Ela pegou uma agulha e uma linha. NÃAO, tudo menos costurar meu braço comigo vendo.
Gaara pareceu se assustar quando viu aqueles cortes no meu braço.
- Você vai ter que dar uns dois pontinhos nesse corte aqui – disse ela.
Ainda bem que ela não passou nenhum sermão, senão estava ferrada.
Já mencionei o medo que tenho de fazer isso? Se não, agora sabem.
Fechei os olhos e virei de lado. Não gostaria nada de ver aquilo.
Senti uma mão segurar a minha, e lá estava ele, do meu lado.
Ela começou a costurar, senti uma dor horrível, mas foi rápido, acho que durou uns cinco minutos. Ela fez um curativo.
Passou um spray em meu joelho.
- Pronto – disse ela de forma doce – espero que não tenha doído muito – ela me encarou – agora evite bater nesse curativo, porque senão o ponto pode sair. Refaça os curativos todos os dias e volte aqui daqui uma semana para eu poder tirar os pontos, ok? – disse ela.
- Tudo bem – respondi fracamente.
Bem, eu poderia ter ido pro hospital fazer dois pontos no braço, mas pra que quando se tem uma enfermeira no colégio?
Minha blusa estava bem manchada de sangue, iria sujar o curativo.
Fiquei a encarando, sem saber o que fazer.
Gaara tirou sua camisa e me deu pra vestir.
- Até você chegar no vestiário usa ela, não quero ninguém te vendo assim – disse ele rindo.
Até nisso ele faz piada, e no fundo morre de ciúmes, haha.
Vesti-a.
Juro, mas juro por tudo que é mais sagrado que ouvi a senhora suspirar quando ele tirou a camisa.
Gente, não é pra menos né? Ele tem um tanquinho, Kami-sama fecha a minha boca, haha.
Peguei minha blusa e saímos de lá.
Quando estávamos indo para o vestiário de mãos dadas, encontramos Karin no caminho.
- Gai me mandou procurar vocês, o que vocês estavam fazendo? Oh não – disse ela dando um passo para trás, com certeza pensou besteira porque viu ele sem camisa e eu com ela.
- Ino se machucou e rasgou a camiseta dela, eu a trouxa para a enfermaria pra limpar o machucado – disse ele sorrindo de forma fofa, provavelmente percebendo o que ela pensou.
Eu levantei o braço para mostrar o curativo, já que a blusa dele era manga curta. Ali estava um curativo bem grande branco.
Ela riu.
Víbora, como poderia parecer tão inocente assim?
Vi que ela não tirava os olhos dele.
Fui para o vestiário trocar de roupa, tive de colocar o meu vestido de antes, porque o meu outro uniforme de líder de torcida eu havia deixado em casa, ou melhor, na casa de meu pai.
Assim que acabei de me vestir, sai do vestiário, e encontrei os dois conversando animadamente.
Argh, quase pulei no pescoço daquela ruiva idiota e totalmente venenosa.
Mas Ino Yamanaka não faz isso, Ino Yamanaka não desce do salto, haha.
Interrompi a conversa deles com um beijo caloroso no meu ruivinho.
- Voltei – disse me separando dele, e sorrindo para ela.
Perfeita vingança, haha.
- Bem, eu vou voltar para quadra antes que achem que eu também sumi – disse ela, e saiu.
Ele me puxou para encará-lo e sorriu.
- Você provoca em – disse ele, me dando um selinho.
- Tenho que marcar o meu território – disse rindo.
Voltamos para a quadra e explicamos o que aconteceu para Gai, que ficou todo mal por achar que tínhamos fugido da aula dele – o que não seria má coisa – e me dispensou da aula dele.
Enquanto Gaara jogava – já com sua blusa, pois eu havia a devolvido, não deixaria as meninas verem-no assim – enquanto eu esperava na arquibancada.
Assim as aulas passaram, uma chatice após a outra, mas fazer o que :/
Sasuke e Sakura não se desgrudavam. Era fofo vê-los juntinhos.
Almoçamos e Sakura correu para a aula dela de xadrez, deixando Gaara e Sasuke confusos, mas eu expliquei depois que ela tinha competição hoje, e não deixei de frisar que aquilo era muito chato.
Dirigi-me para a quadra, onde haveria treino hoje, só que como a enfermeira disse, era para eu evitar ficar mexendo demais aquela parte do braço, e no treino eu sempre me machucava.
Sentamos na arquibancada esperando a treinadora Anko.
Ela chegou com uma prancheta em mãos.
- Garotas, como vocês já sabem, o campeonato acontecerá daqui quinze dias, e nós temos treinado todos os dias, porém, com a saída de Hikari, ficamos em desvantagem, então, como antes nunca aconteceu, agora é a hora – ela pausou e respirou – teremos audições daqui dois dias para uma nova líder de torcida, para entrar no lugar de Hikari. Esta será escolhida por mim e pela Ino, já que ela é a capitã – disse a treinadora.
Senti o olhar de muitas garotas sobre eu pesarem, provavelmente elas queriam estar no meu lugar. Escolher quem faria parte do time não era uma escolha fácil.
Todas as garotas do ensino médio queriam, desde o primeiro ao terceiro ano. E nós éramos do terceiro ano, a maioria de nós, porém isso não queria dizer que a próxima integrante fosse.
As garotas começaram a treinar, eu havia ficado na arquibancada resolvendo alguns assuntos com a treinadora, já que não iria pegar no pesado hoje.
Eu vestia a jaqueta(pra combinar com o vestido do começo) de Gaara, porque não queria que todos vissem aqueles cortes no meu braço. Eu e ele havíamos conversado na gora do almoço, ele havia perguntado o porquê daqueles cortes. Eu havia explicado que estava com alguns problemas, e também que estava nervosa por causa da briga, e de tudo que havia acontecido, mas não contei sobre Kiba.
Ele me abraçou e me disse que não era para eu ficar mal.
Assim que acabou o treino fui ao encontro de Gaara e Sasuke, que me esperavam na porta da quadra.
Beijei meu ruivo deixando Sasuke de vela, haha.
Fomos até a sala onde Sakura estava, ela ainda estava jogando. Sentamos numa das cadeiras que davam de frente para os jogadores.
Eu nunca entendi como joga, acho que isso é demais para a minha pouca inteligência, haha.
Encostei minha cabeça no ombro de Gaara e fiquei observando. Sasuke e ele pareciam entender o jogo, enquanto eu boiava ali, literalmente.
Ficamos ali, observando ela jogar mais uns quinze minutos, até que ela falou alguma coisa do tipo “Mate Xeque” ou “Xeque Mate”, algo assim, e ela venceu. Fiquei feliz por ela, mesmo não entendendo nada.
Mais algum tempo e fomos embora, o tempo estava voltando a fechar, iria chover, provavelmente.
Marcamos de sair os quatro juntos às sete e meia, nos encontraríamos no centro, naquela mesma rua de ontem.
Voltei de ônibus /somebodyhelp , com o Gaara.
Ficamos nos beijando o tempo todo, era tão bom estar com ele, era como se o “ontem”, quando falava mal ele, dizendo não prestar, não existisse.
Chegamos em casa e ficamos abraçados lá na sala, vendo um filme com pipoca. O nome do filme era “Lagrimas do sol”, chorei muito no final.
Abracei meus joelhos e chorei demais, de soluçar. É, podem achar que é besteira, mas quem já assistiu ao filme sabe que é lindo, sem contar que eu tinha coisa demais que deveria colocar para fora.
Gaara me abraçou.
- Não precisa ficar mal por causa do filme – disse ele me abraçando.
Afundei a cabeça em seu peitoral, acho que molhei a blusa dele.
Ficamos juntos um bom tempo.
- Vou lá me arrumar pra gente sair – disse, me soltando do abraço.
Ele me abraçou de volta.
- Fica aqui, tá tão bom – disse ele me dando um selinho.
- Está ótimo, mas se a gente quer sair depois eu preciso me arrumar, não é? – disse.
Levantei-me e segui em direção ao quarto.
Demorei bastante no banho, e depois tive de refazer o curativo.
Coloquei um macacão preto super decotado, ele cobria metade do curativo, mas não me preocupei com isso. (macacão – n/a: ela é mais alta que a Lea, então o macacão ficou mais curto pra ela, e ela é bem mais magra também. E é loira, então só tomem o macacão por exemplo, e não a modelo)
Fiz uma maquiagem meio pesada nos olhos.
Encontrei Gaara na sala, encostado no sofá com as mãos no bolso, me esperando.
Ele estava completamente M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O , e não é porque sou suspeita para a falar, é verdade mesmo.
- Está linda demais – disse ele, beijando meu pescoço.
- Digo o mesmo de você – disse, e o beijei.
Assim que nos separamos, descemos e fomos pegar o taxi que nos aguardava lá embaixo.
Era tão bom não estar brigada com ele.
Assim que chegamos encontramos Sakura junto a Sasuke, minha amiga estava linda, e confesso que Sasuke também estava, porque ele é bonito de natureza, haha.
Passeamos um monte em um shopping, depois fomos para um barzinho, fora dele.
Enquanto os meninos aguardavam na mesa, roubei Sakura até o toalete, precisava falar com ela um negócio.
- Testuda, tenho uma novidade – disse toda animada.
- Conta então ué – disse ela retocando o rímel, me olhando pelo espelho.
- Eu te inscrevi para a seleção de líderes de torcida! – disse eu sorrindo.
- OQUE? – ela perguntou alto, me encarando.
Notas finais
Aguardem os próximos caps
Gente, estou pensando fazer uma fic paralela com a versão do Gaara, tipo "Aprendendo com a vida (Gaara version)" , o que acham? Só irei fazer se prometerem que irão ler!
Deixem reviews e recomendações, beeijos :*
Ah, eu os amo dms *-*
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