Aprendendo com a Vida
18 O tão misterioso passado de Gaara.
Notas iniciais
Capítulo dedicado para a minha querida leitora julliy_julinha, porque a recomendação dela me inspirou.
Sem mais delongas, espero que gostem (:
Ah, mas uma coisa, queria dedicar também o capítulo para aa minha linda sister (de coração) Stée, que me ajudou muito, e que também tá aqui do meu lado falando \"anw que fofo\" Amo você linda *-*
Espero que gostem.
- Tudo bem, eu vou te contar – ele suspirou mais uma vez – tudo foi a muito tempo atrás ...
Gaara POV on.
— Flashback on.
Eu segurava a mão de minha mãe enquanto passeávamos num parque, todo florido. Temari e Kankuro também estavam lá. Eles sempre foram os mais velhos, coisa que meu deixava sempre irritado, porém eu tinha uma coisa da qual eles provinham muito pouco, toda a atenção da mamãe, por ser o caçula.
Meu pai nunca estava presente, ele sempre estava ocupado demais com a empresa, e quando estava em casa, se trancava em seu escritório, o qual éramos proibidos de entrar, em qualquer circunstância.
Mesmo com sete anos, eu sempre estava grudado em minha mãe, passávamos o maior tempo juntos, o que às vezes deixava Temari e Kankuro irritados, mas ela dizia não haver esta coisa de “filho preferido”, a atenção era igual para todos, coisa que eu discordava em pensamento com ela.
Continuávamos caminhando, quando vejo a cair, gritei, pegando a no colo, ajoelhado. Coloquei uma cabeça em meu colo, Temari e Kankuro vieram correndo, ele ligou para papai, e ficamos ali, com ela.
Parecia não passar ninguém ali naquele momento, talvez isso tenha sido o que me deixou mais irritado.
Algum tempo depois papai chegou, com alguns seguranças dele, pegou ela no colo, nos mandou entrar no carro e fomos para casa, lá o médico aguardava mamãe.
- Vocês esperem aqui na sala, quietos — disse meu pai olhando para nós três.
Ficamos ali, em silêncio, como ele havia pedido, esperando alguém aparecer.
Duas horas e nada, até que o médico passou por nós, nos cumprimentando com a cabeça, e seguindo reto.
Corri até o quarto dela, e a vi deitada, sentei ao seu lado e mexi no seu cabelo.
- Você tá bem mamãe? – perguntei a encarando, preocupado.
- Estou sim querido – disse ela, e beijou minha testa.
- Vocês três podem vir comigo um minuto? Precisamos conversar – disse meu pai nos olhando – eu volto daqui a pouco – ele fitou a mamãe.
Fomos até a sala com ele.
- Pai, o que a mãe tem? – perguntou Temari com os olhos cheios d’agua.
Ele respirou fundo, e a encarou.
- Ela está com câncer – disse ele.
Eu fiquei assustado, eu não entendia muito sobre isso, mas sabia que essa doença estava aparecendo em muita gente, e que até agora ninguém havia achado a cura para isso.
Os messes foram se passando, eu estava ficando mais velho a cada dia, e mais maduro também, passava a maior parte do tempo com a mamãe, o cabelo dela foi caindo aos poucos, mas ela continuava linda.
Era impossível ela não ficar linda com aquele sorriso que ela tinha, ela fazia tudo ficar bem.
Temari também ficava muito comigo e com a mamãe, papai se distanciou mais ainda, ele dormia às vezes na empresa, e por algum motivo que eu não sei, ele não levava a mamãe no hospital, ele trazia muitos médicos aqui em casa, ela ficava tomando soro por algum tempo, depois ela passava mal, e lá estávamos eu e Temari, para cuidar dela.
Oito, nove, dez, onze. Minha idade aumentava o que era normal, e eu ia crescendo, porém sempre estando lá, do lado de quem sempre esteve comigo.
Ela ficava mais fraca a cada dia que passava, era triste vê-la assim.
Víamos nos noticiários que vários médicos, cientistas estavam procurando uma cura pra o Câncer, mas nada havia sido encontrado ainda.
Havia alguns meios de reter por algum tempo, dar alguma qualidade melhor para ela, mas eu não entendia, ela não ia aos hospitais, não ia à centros de pesquisa, nada.
Meu pai tentava de todo modo esconder da imprensa que minha mãe estava com câncer, segundo ele isso poderia gerar uma publicidade negativa para a empresa dele, a qual sempre fora muito famosa.
A situação foi ficando pior.
Era Novembro, o tempo estava nublado, o vento soprava forte, fazendo com que parecesse que um temporal estava chegando.
Eu olhava pela janela, estava ficando alto, isso fazia com que eu me lembrasse de quando éramos mais novos, nós estávamos correndo debaixo daquela arvore, minha mãe vinha atrás de nós, gritando para entrarmos em casa. Um lado dela tentava parecer brava, mas ela não conseguia, ela ria e corria atrás de nós, que nos divertíamos a beça, e agora, tudo o que fazíamos era ficar naquele quarto com ela, vendo-a dormir muitas vezes, ou lembrando-a de tomar os remédios.
Dirigi-me até o quarto onde ela se encontrava.
Sentei ao seu lado, afagando seus cabelos. Ela estava diferente hoje, não sei como, simplesmente diferente.
- Meu amor – disse ela, e olhou pra mim.
Eu a encarei.
- Eu te amo muito, mas muito mesmo, você sempre foi esse menino doce, gentil, lindo, e nunca me decepcionou – disse ela, parou para respirar um momento – Você sempre foi paciente, e esteve comigo quando eu mais precisei.
- Mãe, o que a senhora quer dizer com tudo isso? – perguntei, eu estava confuso, ela parecia estar se despedindo, DESPEDINDO, não, ela não podia fazer isso.
Senti meus olhos enxerem d’agua.
- Somente ouça – disse ela, com sua voz suave, fraca – meu filho, independente do que acontecer, eu sempre estarei contigo, mesmo que não seja em carne e osso, eu nunca vou te esquecer – ela passou a mão em meu rosto – você sempre será comigo, e nunca se esqueça do quanto eu te amo.
Ela parou de falar e encarou o teto.
Eu nunca fui de chorar, na verdade não me lembro de ter chorado uma vez se quer na frente de alguém e nem escondido também.
Ela começou a tossir, estendi-a um copo d’agua, mas ela o empurrou recusando.
Fiquei preocupado.
Ela parou de tossir, me encarou e sorriu, segurei sua mão e fiquei a encarando, até que ela parou de respirar, começou a ficar gelada.
- NÃO! – gritei o mais alto que pude, e me debrucei, ainda sentado, sobre ela.
Aquilo não podia estar acontecendo, não era justo.
“O que ela havia feito de mal para alguém para receber um castigo destes?”
Temari entrou no quatro bruscamente, eu ignorei-a, ela também chorou ao meu lado, igualmente às outras pessoas que ali adentraram pouco tempo depois.
_ _ _X_
Tinha comigo uma flor rosa em mãos. Caminhava lentamente, o peso sobre minha cabeça, a dor, era tudo o que eu sentia naquele momento.
Saber que eu nunca mais a veria, nunca.
Era meu aniversário de quinze anos, o qual eu ignorei completamente. Vim até o cemitério e depositei onde ela estava uma flor, eu não sei o nome daquela, e pouco me interessa saber, mas eu deixei-a ali.
Já faziam três anos sem ela, eu ainda lembrava perfeitamente de sua mão acariciando o meu rosto, dizendo para eu nunca esquecê-la, coisa que jamais faria.
Fiquei algum tempo ali, e depois voltei para a casa.
Eu era muito pequeno naquela época, não entendia muito bem o que havia acontecido, mas agora tudo estava tão claro.
Entrei na mansão, subi até o terceiro andar e me dirigi até o escritório de meu pai.
Ele escrevia em alguns papéis, até que notou minha presença, e não tinha como não notar, eu abri a porta bruscamente, fazendo muito barulho.
- ELA MORREU POR CULPA SUA! – gritei o encarando com ódio.
- Eu não estou entendendo o que você está dizendo – disse ele, se fingindo de coitado.
- Você sabe muito bem – disse com desdém – pela sua ignorância, pela sua arrogância, e principalmente pelo egoísmo. Ela poderia muito bem ter vivido mais, vivido melhor, mas não, você sempre a trancando aqui em casa, sempre escondendo ela como se ela fosse um monstro – gritei.
- Olha a insolência moleque! – disse ele gritando também, e vindo até mim.
- Você não merece respeito algum! O que você fez foi imperdoável – disse, cuspindo as palavras de minha boca, de tanta raiva que havia em mim.
- Foi ela quem quis que fosse assim! – disse ele, suspirando.
- NÃO MINTA! – gritei – Eu sei muito bem de toda a verdade, você estava mais preocupado com o que os outros achariam de você por ter uma mulher com uma doença sem cura, você a escondeu aqui, não deixou-a sair, manteve-a aqui como se fosse um bicho que estimação seu – continuei gritando.
Ele me deu um tapa, mas um tapa com muita força no rosto. Me encarou depois.
Eu coloquei a mão no rosto e o encarei.
- Eu a amava, mesmo que você não acredite – disse ele, agora olhando para o chão.
Ele me fitou, eu estava com muita raiva dele, meu sangue fervia, e isso me deixou praticamente descontrolado.
- EU ODEIO VOCÊ, ERA VOCÊ QUE DEVERIA TER MORRIDO NÃO ELA! – gritei, e sai dali.
Temari estava na porta, ouvindo tudo aquilo. Ela estava mal, eu não deveria ter a deixado assim.
Fui até meu quarto e me tranquei lá.
Eu não me arrependeria de nada do que havia dito, nunca, pois aquilo não passava da verdade, a verdade cruel.
— Flashback off.
Ino POV ON.
Os olhos dele demostravam tristeza, eu afagava seu cabelo, e olhava atentamente, prestando atenção.
- Eu sinto muito – disse o olhando.
- tudo bem – ele abaixou a cabeça.
Puxei-o e beijei-o calmamente, eu precisava dele ao meu lado naquele momento, e ele precisava de mim.
Separamo-nos depois e ficamos conversando.
Adormeci um tempo depois, eu estava muito cansada, isso me faria bem.
Acordei no outro dia cedo, Gaara dormia numa cadeira mais baixa com a maca/cama, debruçado sobre esta.
Ele ouvia musica enquanto dormia. Nem sei se aquele barulho que ele ouvia era música, estava tão alto que até eu conseguia ouvir o que tocava. A única coisa que percebi, ou distingui, foi o som da guitarra pesada, provavelmente era heavy metal.
Fiquei fitando-o, como ele podia ser tão lindo? Acho que ninguém tem noção de como é este anjo dormindo, haha.
Alguns minutos depois o médico chegou, o que fez Gaara acordar tomando um susto, tadinho.
- Dormiu bem? – perguntou ele na porta.
- Sim, doutor, eu vou receber alta hoje? – disse eu falando bem rápido, o que o fez rir.
- Mal acorda e já quer saber da alta, isso que é disposição – disse ele rindo.
Sorri.
Ele veio até mim, checou algumas coisas e me encarou.
- Está sentindo alguma dor? – perguntou.
- Não, to ótima! – respondi.
- Então, como prometido, você pode ir embora, pelo visto já está bem melhor, mas somente com uma condição – disse ele sério.
- Comer direito – disse eu, revirando os olhos.
- Isso mesmo – ele sorriu – mas é isto, pode ir, assine aqui – disse ele me entregando um papel, o qual eu assinei – agora por ir, a enfermeira já tirou o soro, é só se vestir – disse ele – Ah, e quer que liguemos para o seu pai, para ele vir te buscar? – ele perguntou.
- Não, não precisa, eu vou para casa, ele já sabe – menti.
- Tudo bem então, se cuida! – disse ele, e saiu.
Levantei daquela meia cama meio maca – o que em minha opinião é um ser indeciso, porque ainda não se decidiu, avah! – e fui até o banheiro e me vesti.
Escovei meus dentes, porque eu sempre tinha escova na minha bolsa, e voltei para o quarto.
Eu estava com o meu uniforme de líder de torcida, mas chegando em casa eu tomaria um banho e o tiraria.
- Vamos? – perguntou Gaara, me puxando pela mão.
- Aham – disse eu.
Fomos de taxi pra casa, eu ainda estava meio fraca por não ter comido nada no hospital, somente ter tomado o soro.
- Ino – disse Temari, e me abraçou – você está bem? – perguntou ele me encarando.
- Aham – respondi fraco.
- Nunca mais fique sem comer, ouviu! – disse ela brava.
Sorri, não estava muito afim daquela conversa. Fui até o banheiro e tomei um banho relaxante.
Coloquei uma camiseta gigante com uma leg bem justa, roupa simples, pra ficar em casa.
Gaara estava no quarto dele, deitado vendo Tv.
Fui até lá e deitei ao seu lado, ficamos vendo Tv até tarde, e comendo muito chocolate, ele me fez comer, haha.
Acabei adormecendo ali mesmo.
Acordei com o despertador dele tocando, ele também acordou. Ele praticamente moeu o Iphone dele com um soco, que fez o despertador desligar, jeito carinhoso de desligar em (Y).
Fiz minha higiene matinal, tomei um banho e me vesti(look da direita, o de bolinha). Hoje provavelmente eu teria minha prova, a qual eu deveria ter feito ontem, eu havia estudado, mas ainda estava meio insegura.
Uma das únicas vezes na vida – incluindo hoje – eu tomei café da manhã, nada muito reforçado, mas pra falar pro Gaara que eu não fiquei sem comer.
Cheguei na sala, todo mundo me encarou – NOVIDADE -.-“ – ignorei isso e fui sentar ao lado de Sakura.
- Tá melhor? – perguntou ela me encarando.
- Aham – respondi.
Sasuke não estava ali, depois Sakura me disse que ele havia tido que viajar de ultima hora, mas que voltava logo.
Na ultima aula antes do almoço fui até a sala do professor de Química — vulgo pessoa do mal – que estava em horário vago. Minha prova havia sido reagendada para hoje.
Sentei e encarei a prova, eu sabia algumas questões, ou pelo menos eu achava que sabia.
Demorei praticamente uma hora para fazê-la, uma aula e mais dez minutos do meu horário de almoço.
Entreguei ao professor, e ele me disse que corrigiria agora, mas que eu não podia ficar ali, que eu deveria ir ao refeitório comer.
Cheguei lá e encontrei Gaara e Sakura sentados almoçando.
- E aí, como foi? – ela perguntou animada, me olhando.
- Não faço a mínima ideia – disse.
Almocei basicamente – na verdade nem tudo, porque não me deixaram – de salada. Eu já mencionei o quanto sou viciada nestas, não é?
Fui até a quadra, hoje seria um treino bem mais light.
No meio deste, a treinadora chegou com uma pasta em sua mão, cheinha de papéis.
Fomos até um canto onde não havia ninguém.
- Ino, eu estou com sua prova aqui – disse ela me encarando.
- E como foi? Me diz! – disse eu, eufórica, a olhando, nervosa.
Ela me entregou a prova.
- OMG! – disse bem alto, a encarando.
Notas finais
Espero que tenham gostado.
Deeixem recomendações fofas e reviews também *-*
Beijos.
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