Aprendendo a ser pai
1 POV Camus
Notas iniciais
Então... Non sei se isso é uma volta definitiva XD!! Estou escrevendo essa fic de presente pra nossa querida Sarinha Myuki XD!!
Ela me pediu uma Spankfic de Saint Seiya, enton tá aí XD!!
Mas non sei se ficou mto bom, pq eu realmente tenho bloqueios com o Hyoga... huahauahahauahauahaua XD!!
E, felizmente ou infelizmente, eu acabo escrevendo só com ele... huahauahauahauahaua XD!!
Anyway, vcs me dirão se ficou bom ou non XD!!
Espero q a Sarinha goste e todos vcs tbm *-*!!
=**
Boa leitura
Ouvi batidas na porta. Suspirei. Estava lotado de serviço, detestava ter que parar. E o mais engraçado é que todos sabem o quanto detesto ser interrompido, mas parece que fazem questão de ignorar. Levantei da minha cadeira e fui abrir a porta. Surpreendi-me com a presença daquela pessoa.
- Shaka? – perguntei em tom surpreso.
- Sinto interromper seu trabalho, Camus. Sei que detesta isso, mas o que tenho para falar é importante. – ele disse sério.
- Bom, vindo de você, sei que não viria se não fosse realmente urgente. Por favor, entre. – abri espaço para que ele pudesse passar.
- Obrigado.
Ele entrou e eu fechei a porta. Fiquei me perguntando que tipo de notícia ele me daria para que o fizesse interromper meu trabalho. Aquilo me deixou preocupado. Shaka sempre fora o tipo que não suportava inconveniência. Para ele se dar o trabalho de o ser, com certeza era algo sério. Dirigi-me até minha mesa e me sentei. Apoiei meus cotovelos sobre a mesa e meu queixo sobre as mãos cruzadas.
- E então, meu amigo? A que deve a sua visita? – perguntei erguendo uma sobrancelha.
- Hyoga. – ele falou e eu franzi o cenho.
- O que tem ele?
- Camus, há alguns dias atrás eu ensinei ao Hyoga como meditar, porém isso se tornou um grande problema. – ele falava calmamente e eu fiquei confuso. Como ensinar alguém a meditar podia ser um problema?
- Não estou entendendo, Shaka. Poderia ser mais específico? – estava estranhando o fato de ele estar sendo tão subjetivo. Justo ele que detestava rodeios.
- Camus, você precisa conversar com Hyoga. Acredito que a situação chegou a um nível que só você pode ajudar. Eu tentei ajudá-lo, por isso ensinei-o como meditar. Mas, agora que ele aprendeu, parece estar descontrolado.
- Shaka, ainda não entendo. Como alguém meditando pode causar problemas?
- Talvez se você conferir com seus próprios olhos, você vai entender melhor. – ele se levantou. Fiquei olhando para ele, confuso. – Por favor, venha comigo.
- Shaka, sabe que não posso. Estou muito ocupado. Você poderia ser mais objetivo e me explicar o motivo disso tudo? — eu realmente estava estranhando o comportamento dele.
- Camus, por favor. Sabe que eu não lhe pediria algo tão inconveniente se eu não considerasse sério.
Ainda fiquei olhando para ele durante um tempo e depois suspirei. Eu estava cansado e ainda tinha muito trabalho a fazer. Parar daquele jeito era muito pior para mim. E dependendo o tempo que aquilo demorasse, eu ia acabar saindo mais tarde do serviço e Milo ia encher meus ouvidos. Mas Shaka parecia estar mais sério que o normal. Levantei.
- Peço que seja rápido, Shaka.
- Não se preocupe. Vendo, nem precisarei lhe explicar muita coisa.
Saímos da minha sala e segui Shaka. Eu estava intrigado. O que Hyoga podia ter feito de tão sério assim para que Shaka tivesse o trabalho de vir me avisar? Hyoga nunca me deu muito problema. Antes de todas as batalhas ele já era um garoto muito tranquilo. Aprontou uma vez ou outra, mas nada que umas palmadas ou um castigo não resolvessem. Agora, em tempo de paz e com ele já adolescente, que tipo de problemas ele poderia me dar? Ele me conhecia muito bem. Sabia que eu não admitia mau comportamento ou coisas fora das regras do Santuário e, acima de tudo, das minhas regras. Então, o que poderia ser? Ainda mais que Shaka disse que, por ter lhe ensinado a meditar, Hyoga estava descontrolado. Como assim alguém meditando pode se descontrolar? Era tão contraditório que eu não conseguia sequer imaginar alguma situação.
Segui Shaka pela passagem que havia entre o grande Templo e a primeira casa. Era um atalho conhecido apenas por nós cavaleiros. Pelo rumo que estávamos tomando, logo chegaríamos à arena de treinamento. Deixamos a passagem e nos dirigimos para onde eu tinha imaginado. Mas quanto mais nos aproximávamos, mais forte eu sentia o cosmo de Hyoga. Achei estranho. Por que ele estava elevando o cosmos aquele nível? O que ele estava fazendo? O que pretendia fazer? Quando chegamos ao local, não pude evitar deixar que meu queixo caísse. A arena estava completamente congelada e ao seu redor criou-se um clima de nevasca. No centro da arena, Hyoga estava sentado em posição de meditação. E o ar frio parecia ainda mais intenso ao seu redor.
- Como pode ver, Camus, Hyoga está descontrolado. Já tentamos tirá-lo do transe, mas não conseguimos nos aproximar. Mesmo elevando nossos cosmos, o ar ao redor dele é frio demais para qualquer um aqui.
- Até que enfim alguém vai ajudar. Já estamos aguardando há um bom tempo! – disse Máscara da Morte se aproximando. – Seu pupilo está fora de controle, Camus!
Pude ver que vários aspirantes a cavaleiro estavam aguardando até que a situação fosse resolvida. Além de Máscara, outros cavaleiros de ouro e bronze também estavam ali. Realmente, Hyoga estava causando um grande transtorno. Tudo bem que eles poderiam treinar em outro lugar, mas aquela era a arena de treinamento. Eles tinham o direito de treinar ali.
- Eu já vou resolver o problema, mas o máximo que posso fazer é tirá-lo do transe. Alguém terá que derreter todo esse gelo depois. – afirmei dobrando as mangas de minha camisa social.
- Deixa isso comigo. – respondeu Fênix.
Sem mais demora, comecei a andar em direção ao centro da arena, onde Hyoga estava. Realmente, quanto mais eu me aproximava, mais frio e intenso o ar ficava. O cosmo de Hyoga estava descontrolado. Mas por quê? Onde raios aquela mente estava divagando para que ele perdesse o controle do cosmos daquela maneira? Era estranho. Tudo estava muito estranho! Fui me aproximando mais e mais e elevei meu cosmo ao máximo, pois, uma bobeada, eu estaria congelado. Continuei seguindo e cheguei ao lado de meu pupilo. Ele estava com o semblante sereno, não parecia estar acontecendo nada demais. Mas eu podia sentir algo em seu cosmos. Era um sentimento intenso. Acredito, eu, que já tinha sentido aquela sensação antes, mas agora parecia estar mais forte. Toquei em seu ombro e o sacudi. Ele continuou estático. Saco! Eu não tinha tempo nem paciência pra isso.
- Hyoga! – falei o sacudindo ainda mais forte. Nada. Abaixei-me ficando de frente para ele, na mesma altura. Coloquei minha outra mão em seu outro ombro e o sacudi ainda mais forte. – Hyoga, acorde agora!
Ele abriu os olhos rapidamente e instantaneamente vi uma lágrima solitária descer por seu rosto. Seu cosmos cessou na mesma hora e ouvi uma comemoração ao redor da arena. Hyoga me olhava confuso, como se não soubesse o que estava acontecendo. Ele olhou ao redor e viu o que tinha feito. Ele voltou o olhar para mim, agora um pouco rubro de vergonha.
- Acho que eu empolguei. – ele sorriu timidamente.
- Você acha? – eu sorri de volta.
Eu me levantei e ele também o fez. Os cavaleiros foram se aproximando e alguns escorregaram no gelo, afinal a arena estava completamente congelada. Vi Shaka se aproximando.
- Hyoga, acho que você entendeu o conceito de meditar muito ao pé da letra. – ele falou sorrindo.
- Sinto muito causar todo esse problema, Shaka. Acho que preciso encontrar outro lugar para meditar.
- Não é bem essa a questão, Hyoga. Você precisa aprender a se controlar. Você não pode deixar sua mente livre e perder o controle do seu cosmos. Ainda mais um cavaleiro como você.
- Afinal, o que aconteceu aqui? – perguntei erguendo minha sobrancelha.
- Nada demais, mestre. Não precisa se preocupar. Sinto muito que o senhor tenha saído de seu serviço só por conta disso. – Hyoga sorriu para mim, tranquilizando-me.
Ele saiu andando e eu apenas fiquei observando. Ele parecia bem, então não ia me preocupar. Até porque tinha muitas outras coisas com as quais me preocupar, como terminar o meu serviço. Eu já estava atrasado e eu detestava quando isso acontecia. Desdobrei minhas mangas e percebi que minha roupa estava molhada. Droga! Teria que trocar. Mais uma coisa para me atrasar. Comecei a seguir meu caminho também, mas Shaka segurou meu braço.
- Camus, eu espero que você tenha entendido a gravidade da situação. – ele abriu seus olhos e eu vi que ele estava mais sério do que eu imaginava.
- A situação já foi resolvida, Shaka. Existe algo mais que eu tenha que fazer? – perguntei erguendo a sobrancelha.
- Seu pupilo precisa de ajuda, Camus. Sei que você também sentiu isso no cosmos dele. Só você pode ajudá-lo.
- Shaka, não entendo o que quer dizer. Está acontecendo algo que eu deveria saber?
Shaka suspirou. Ele estava tentando me dizer alguma coisa, mas por que não estava sendo objetivo como sempre?
- Camus, infelizmente não posso dizer mais que isso. Hyoga é sua responsabilidade. Eu não gosto de interferir naquilo que não é da minha conta. Eu apenas estou te alertando para que não se arrependa depois. Mas não serei impertinente ao ponto de lhe dizer o que tem de errado e o que você tem que fazer.
Finalmente entendi o porquê de tamanha subjetividade. Realmente, Shaka não seria arrogante o suficiente para querer me ensinar como cuidar do meu pupilo. Mas eu ainda não conseguia ver toda aquela gravidade que havia nos olhos de Shaka. Arrepender-me? Do que ele estava falando? O que raios Hyoga havia aprontado de tão grave? Ele parecia muito bem. Sim, senti algo mais intenso em seu cosmos, mas ele sempre tivera aquilo. Não é? Será? O que eu estava deixando passar? Será que eu tinha deixado de perceber algo importante? Aquilo estava me deixando intrigado.
- Tudo bem, Shaka. Ficarei de olho.
- Peço perdão por ter interrompido seu trabalho assim, Camus. Agora que já dei o recado, não voltará a acontecer. Agradeço por ter confiado em mim.
- Não tem que me agradecer, Shaka. Como você disse, Hyoga é minha responsabilidade.
Comecei a andar para longe de Shaka. Aquele acontecimento realmente me chamou a atenção. Realmente não era muito normal ver Hyoga perdendo o controle daquela maneira. Apesar de ser sentimental como só ele sabia ser, Hyoga sempre fora muito controlado. Às vezes agia impulsivamente, igual Milo. Não pude deixar de sorrir ao pensar isso. Volta e meia me pegava pensando que tinha uma família. Hyoga era como um filho para mim, isso era lógico. Mas me impressionava como ele parecia com Milo em algumas situações. E isso fazia parecer que ele era nosso filho. Muitas vezes, pela manhã, sentávamos à mesa para tomar café juntos. Era um clima extremamente agradável, totalmente familiar. Isso enchia meu coração de paz. Eu ficava muito contente por Hyoga ter aceitado meu relacionamento com Milo tão bem. E não tinha como ser o contrário, afinal, Hyoga gostava muito de Milo. Desde a batalha das doze casas, Milo me contou que tomou uma afeição enorme por Hyoga e vice-versa. Eu até pensava que essa afeição, algumas vezes, era até demais. Milo sempre foi um desmiolado incontestável. Confesso que tinha medo do que ele poderia ensinar para Hyoga, afinal quando ele era adolescente causava incontáveis problemas. Mas Hyoga me surpreendia. Eu ficava um tanto quanto chocado ao ver como ele era maduro. Tanto que já me peguei pensando várias vezes que talvez ele não precisasse mais de mim. Sentia meu coração se apertar com tal constatação. E sempre que me sentia muito incomodado com isso, logo vinha Hyoga me abraçar, levando para longe qualquer possibilidade de não o ter mais por perto.
Já estava entrando na passagem, indo em direção à décima primeira casa, quando Hyoga se aproximou de mim.
- Está voltando para o trabalho? – ele me perguntou.
- Estou, mas antes vou passar em casa para trocar de roupa.
- Sinto muito ter lhe causado esse problema, mestre. De verdade. – ele falava com os olhos um tanto quanto chateados.
- Não se preocupe com isso, Hyoga. Só certifique-se de que não acontecerá de novo. – falei bagunçando seus cabelos. – Mudando um pouco de assunto, onde está Milo? Ele não havia dito que ia treinar com você hoje?
- Ele ficou em casa dormindo. Tentei acordá-lo várias vezes, mas ele dormia feito uma pedra. – Hyoga falou rindo.
- Eu falei para ele não ficar assistindo TV até tarde. – falei balançando a cabeça em negativa, fazendo Hyoga rir ainda mais.
Fiquei observando aquele sorriso. Será que tinha mesmo algo de grave acontecendo com ele? Ele parecia agir normalmente. Será que Shaka não estava exagerando um pouco? Fico me perguntando se ele conhecia Hyoga o suficiente para achar que alguma coisa estava errada. Hyoga sempre foi recluso e nunca foi de se misturar muito. Quem não o conhecesse podia achar que era um garoto depressivo. Será que era por esse motivo que ele demonstrava preocupar-se? Não acreditava que Shaka se deixaria enganar apenas por aparência. Ele era muito sábio para isso. Então o que? O que estava acontecendo?
Fiquei pensativo e provavelmente muito sério, já que Hyoga chamou-me a atenção.
- Alguma coisa errada, mestre? — ele me perguntou em tom preocupado.
- Acho que essa é uma pergunta que eu deveria fazer para você, não acha?
- Mestre, de verdade, eu estou bem. O que aconteceu hoje foi um descuido meu. Foi a primeira vez que tentei meditar sozinho e não estou acostumado com isso.
- Shaka parece estar preocupado com você. – respondi e Hyoga arregalou os olhos para mim.
- Ele te disse alguma coisa? – ele me perguntou como se estivesse com medo de alguma coisa.
- Ele não me disse nada. Mas eu espero que não esteja escondendo nada de mim, rapazinho. – falei um pouco mais sério.
Ele suspirou e foi então que eu percebi que realmente havia alguma coisa errada. Hyoga nunca suspirava daquele jeito sem ter algo errado. E aquilo me preocupou. Eu estava trabalhando muito e quase não via mais Hyoga. Milo tem reclamado muito disso e agora eu percebo que ele tem razão. Quando foi que Hyoga começara a esconder coisas de mim? Ele sempre foi tão aberto comigo. Não conseguia entender o que estava acontecendo. Ah! Mas ele ia falar!
- Hyoga, você vai me contar tudo que está acontecendo! – falei bem sério.
- Mestre, não vou negar que estou com alguns problemas. Mas não é algo que você precise se preocupar. Eu estou tentando resolver. Até pedi para o Shaka me ensinar a meditar. Não é algo que mereça sua atenção.
- Tem certeza, Hyoga?
- Tenho sim, mestre.
Olhei dentro daqueles olhos azuis como nascentes. Eles estavam determinados. Suspirei, quando ele estava assim nem adiantava insistir. Garoto teimoso! Mas tudo bem. Se ele me garantia que eu não precisava me preocupar, então eu confiaria nele. Confesso que me senti enciumado por ele ter pedido ajuda a Shaka e não a mim, mas era normal. Afinal, eu estava muito ocupado nos últimos dias. Hyoga sempre respeitara meu espaço. Mesmo que ele estivesse com algum problema, ele esperava até que eu me desocupasse. E como eu sempre estava ocupado nos últimos dias, provavelmente Hyoga não quis me incomodar. Tenho que admitir que às vezes eu gostaria que Hyoga se comportasse como um adolescente normal. Daqueles que não dá a mínima pro que o pai está fazendo, que apenas quer fazer o que quer, na hora que quer. Talvez assim eu me sentisse mais útil na vida dele. Mas ele estava sempre querendo resolver seus problemas, sozinho. Milo era mais atrevido que eu. Se ele visse algo de errado, não queria nem saber de desculpas. Já ordenava que contasse o que estava acontecendo e não aceitava “não” como resposta. Muitas vezes ele e Hyoga discutiram por conta disso, já que Hyoga é muito introspectivo. Eu também não concordava muito com a atitude de Milo. Assim como Hyoga respeitava meu espaço, eu também respeitava o dele.
Subimos pela passagem conversando trivialidades. Perguntei como ele estava indo na escola e ele foi me contando as coisas que tinham acontecido nos últimos dias. Hyoga não me dava trabalho nenhum com relação aos estudos. Desde pequeno ele era concentrado no que se tratava de aprender coisas novas. Para minha sorte, ele gostava de estudar. Por outro lado, sua socialização era péssima. Por ser muito introspectivo, não se enturmava muito com os outros garotos. Tenho que assumir parcela de culpa nisso, afinal eu não sou o que pode se chamar de exemplo de socialização. Mas no meu caso é um pouco diferente, já que passei minha adolescência treinando para ser cavaleiro. Não tive a oportunidade que Hyoga está tendo. Talvez Milo pudesse ajudar mais que eu nessa área. Isso era algo que me preocupava. Não queria que Hyoga ficasse sozinho pelos cantos. Nesses tempos de paz, para alguém introspectivo como ele, isso era uma janela aberta à depressão. E se eu bem conhecia Hyoga, era bem provável que ele sucumbiria.
Chegamos em casa e eu logo dei entender que subiria para meu quarto.
- Eu vou fazer alguma coisa para o Milo comer. Se você conseguir acordá-lo, peça para que desça. – Hyoga disse.
- Agora sei porque o Milo anda tão mimado ultimamente. É você o culpado, não é? – perguntei com humor.
- Eu? Apenas faço uns agrados de vez em quando. Nada demais.
- Agrados do tipo levar o café da manhã na cama? – falei erguendo uma sobrancelha.
- Como sabe?
- Porque Milo vem me cobrando esses mimos quando estou em casa. – falei um tanto revoltado e Hyoga começou a rir – Não é pra rir. Você fica mimando ele desse jeito e depois sobra pra mim.
- Desculpa, mestre. Não se preocupe. Vou deixar bem claro pro Milo que mimos são uma especialidade minha.
Hyoga deu meia volta e entrou na cozinha rindo. Sorri também. Estava trabalhando tanto que havia me esquecido de como era bom passar o tempo com meu filho. Filho. Eu amava dizer isso para mim mesmo. Só para mim mesmo. Sabia que Hyoga me considerava um pai, mas nenhum de nós exteriorizou esse sentimento. Coisa nossa. E já que ele não via necessidade em dizer, também não achava importante. Nós nos entendíamos.
Saí de meus devaneios e subi as escadas. Estava na hora de acordar aquele grego folgado.
Continua...
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