Aprendendo a Vivera Vida é assim
23 Capítulo 21 Presos
Notas iniciais
Capitulo 21: Presos
POV Charlie.
Já fazia algumas semanas desde que Bella estava em Roma e para mim isso não era nada bom. Motivo? Simples. Fillipe Swan. Esse era o principal motivo de eu ter me irritado tanto quando soube que ela estava lá.
Ele é filho de Renee ela ficou grávida de um cara no colégio e então me ofereci para cuidar de seu filho já que o covarde não teve a mesma coragem que teve quando o fez. Casamos-nos e eu assumi o filho dela. Nosso filho, bem assim eu pensava. Algum tempo depois minha princesa nasceu e meu mundo caiu Renee se foi.
Os anos se passaram e um dia no natal vieram todos para Forks o único natal realmente em família. Fillipe agora tinha 16 anos tinha um jeito meio rebelde, mas nada fora da idade e Bella com 11. A noite que parecia ser de paz e união ruiu quando começamos a falar de Bella e Fillipe. Minha garotinha estava lá atenta a tudo e ai veio a bomba.
— Pai por que o Fillipe não se parece comigo?
— Er... Minha querida ele se parece mais com sua mãe. — Humm.
Naquela noite depois que Bella dormiu e Fillipe havia ido para uma festa em Portland os pais de Renee me indagaram.
— Quando é que vai contar a ele?
— Quando vai contar que ele não é seu filho?
— Ele não precisa saber, ela nunca fez questão disso.
Ouvi então palmas vindas da porta e então ao me virar vi Fillipe parado lá nos observando, provavelmente ouviu tudo.
— Que lindo eu sou o filhinho bastardo da mãe que morreu
parindo a irmãzinha bastarda.
— Fillipe, você não sabe o que esta dizendo.
— Ah, por favor, pa... OPA... Charlie.
— Filho, por favor...
— Não sou seu filho.
— Não diga isso.
— Dizer o que droga, o papaizinho querido obrigada por me amar e cuidar de mim a vida toda. GRANDE MERDA.
— VOCÊ ACHA QUE ISSO É UMA GRANDE MERDA ENTAO NÃO VALEU NADA A EDUCAÇAO QUE EU E RENEE LHE DEMOS.
— NÃO DIGA O NOME DELA, ELA É MINHA MAE. MINHA.
— PAREM VOCÊS. Vão acordar a Bella. — Marie tentou
amenizar as coisas.
— Bella... Ela não merece nada do que é de vocês, filha bastardinha.
— Fillipe...
— Sabe eu aposto que meu verdadeiro pai era rico... e não da policia.- ele disse gargalhando.
— Era um covarde também. — disse com fúria.
Ele se calou e subiu as escadas apressado. Logo ele apareceu com uma mala em mãos.
— Vejo vocês em Paris.
Disse e saiu.
De manha minha linda acordou já com as malas prontas para ir.
— Tchau querida.
Ela acenou.
***
O tempo passou e agora nem mesmo minha filha vinha aqui ate que vieram as férias de verão e seus 12 anos. Essa foi à época mais triste a mote de seus avos e do primo, o irmão foi o que mais a magoou.
O tempo passou e com ela veio tempos difíceis espero que ela não tenha notado o quão distante eu fiquei dela. Ela pensa que eu não vi a carta que ele a mandou. Eu não acredito que ele possa ter feito isso, ele... Não é mais meu filho.
Hoje fazia exatamente cinco anos desde a morte dos avos dela. Bella logo completaria 18 anos e então o testamento de seus avos poderia ser revelado. Ninguém sabia dele apenas eu e o advogado. Sentei no sofá para assistir ao jogo quando batidas na porta me sobressaltaram.
— Ola Henrry o que tem pra mim. — sim o carteiro.
— Tenho uma encomenda para o senhor chefe Swan.
— Encomenda?
— Sim. — ele me entregou e saiu.
Fechei a porta e me sentei novamente no sofá e então abri a encomenda. Meus olhos saltaram com o conteúdo. Eram fotos de Bella em... Roma? Havia também um bilhete.
— Estou mais perto dela do que pensa... Papai.
— NÃO.
Peguei meu celular e liguei para Bella. Um toque... Dois... Três... Quatro... Merda caixa de mensagens. Deus pro favor não permita que a machuque. Não dormi aquela noite.
De manha procurei o telefone dos Cullen e achei o de Edward. Disquei e esperei. Novamente... Um toque... Dois... Três... Já estava perdendo a paciência quando...
— Alo?
— Edward?
— Charlie?
— Sim, garoto me diga que a Bella esta com você e que ela esta bem.
— Sim ela esta, bom na verdade ela saiu agora pouco disse que ia ate o Colliseu.
— Mais alguém foi com ela?
— Não ela foi sozinha.
Droga.
— Garoto faça-me um favor.
— Diga.
— Não a deixe sozinha. É serio.
— Charlie você esta me assustando me diga o que esta acontecendo.
— E-eu não posso.
— Não vou pressioná-lo.
— Isso.
— Farei o que mandou.
— Ótimo.
— Senhor Swan?
— Não há tempo... — desliguei.
POV Edward:
Desligou. Não entendi muito bem o que ele queria, mas algo me dizia para ir ate Bella. Peguei um casaco e desci as escadas.
— Hey Ed onde este indo?- Jazz me parou.
— Procurar a Bella.
— Como assim?- disse preocupado.
— Charlie me ligou.
— O que ele disse.
— Algo sobre não deixar a Bella sozinha.
— Eu vou com você.
— Vão aonde?- Alice lógica.
— Sair um pouco. — Jazz tentou afastá-la.
— Amorzinho não me venha com desculpinhas. — amorzinho?
— Estamos indo procurar a Bella, Charlie ligou e ele esta preocupado. – a vi abrindo a boca. — E não, você não vai junto, fica aqui caso ela volte ou aconteça outra coisa precisa ter alguém aqui.
— Vocês acham que...
— Sim. — eu e Jazz dissemos juntos. Ela abaixou a cabeça.
— O que estão esperando. Vão logo.
E assim fomos.
POV Bella:
Estava virando rotina me encontrar com Alec eu ia toda manhã e ficava ate à tarde com ele perto do Colliseu, ele me deixava tão feliz e eu mesma era tão bom.
— Sabe Bella eu estou gostando de me reaproximar de você.
— Eu também Alec, esta me fazendo bem.
Ele me sorriu e então eu vi algo do outro lado da rua, não
era um desconhecido, mas sim... Ele. Fillipe... NÃO.
— Alec vamos sair daqui eu me cansei de ficar aqui.
— Claro.
Fomos caminhando e então pelo vidro de uma loja eu pude ver que ele nos seguia. MERDA.
— Que tal se nos fossemos ate a sorveteria?- ele tagarelava comigo sem saber do perigo.
— É pode ser uma boa.
— Então vamos.
Entramos e eu vi minha salvação. Um telefone.
— Alec eu vou ali, eu preciso ligar para uma pessoa.
— Ta bem.
Peguei o telefone e disquei o numero que tanto conhecia e que tantas vezes já havia me salvado. Edward.
Chamou duas vezes e ele atendeu.
— Alo?
— Edward!
— Bella meu Deus onde você ta?
— Numa sorveteria perto do Colliseu.
— Eu to indo ai agora.
— Como sabe que eu ia te pedir isso.
— Depois eu explico.
— Ta vem logo.
— Ok.
Desligou.
Olhei para fora e o vi lá parado me olhando. Ele sorria isso não era bom.
— Bella eu já pedi nossos sorvetes... Você ta bem?
— Claro, se importa se meus primos vierem pra cá?
— Não claro que não.
— Ótimo.
Os minutos se passavam e eles não chegavam. Ate que... — Bella!- ouvi a voz do meu anjo.
— Edward!- sem pensar me atirei nos braços dele.
— Eu o vi lá do lado de fora.
— Sim, eu to com medo.
— Eu não vou o deixa fazer nada com você.
— Cadê o Jazz?
— Ta no táxi lá fora.
— Vamos.
Ops já ia me esquecendo do Alec.
— Ate Alec.
— Ate.
Saímos da sorveteria e Ed me levou meio escondida ate o táxi.
— Jazz!
— Bella que bom que esta bem.
— Vamos. — Edward disse.
— Onde esta o motorista?- perguntei ao ver o assento vazio.
— Ele foi ver algo no porta-malas.
— Ok.
Vimos-nos que ele já estava voltando e então relaxamos um pouco. O que veio depois foi o terror. Ele se virou para traz e nos vimos quem estava na direção.
— Ora de dar uma voltinha. — disse num tom ameaçador.
— Não faz isso Fillipe, por favor.
— Cala a merda da boca.
— Mas...
— Cala. — me calei e ele, pois o carro em movimento. Já estávamos fora da cidade quando ele parou em meio a uma casinha meio acabada no meio do nada.
— Onde nos estamos?- perguntei baixo ao Edward.
— Não sei.
Ele deu a volta e abriu a nossa porta.
— Anda saiam e não tentem fazer gracinhas ok. – ele disse
e mostrou a arma na cintura.
Andamos em silencio ate o casebre. Ele abriu a porta e nos empurrou para dentro. E agora ele ia nos matar? Meu Deus, por favor, ajuda. Vi Edward atrás de mim e quando Fillipe se virou de costas senti minha calça ser puxada e algo escorregar pela minha bunda dentro da minha calcinha. Que porra é essa agora? Fetiche?
— É meu celular eu puis ele no silencioso ele não vai olha ai. Eu espero. — ele sussurrou quase sem voz para mim. O clima estava tenso ele nos olhava com fúria sem nada dizer ou fazer.
— Você é que quiseram entrar na brincadeira, agora não tem como sair, eu só queria a minha irmãzinha seria fácil e rápido, mas parece que os priminhos resolveram brincar.
— Fillipe, por favor, para com isso.
— CALA A MERDA DA BOCA ISABELLA.
— NÃO GRITA COM ELA DESGRAÇADO. — Jazz gritou com ele.
— TA QUERENDO O QUE HEIN CULLENZINHO DE MERDA.
— PODE PARA NÃO VEM FALA DO NOSSO SOBRENOME NÃO CARA A HISTORIA AQUI É OUTRA.
— CALA A BOCA TAMBEM IDIOTA, VOCE ACHA QUE PODE SAIR POR AI COMENDO A IRMA DOS OUTRO E FICAR POR ISSO MESMO, TU É CULPADO TAMBEM DESGRAÇADO.
Não sei em que parte disso tudo eu comecei a chorar, eu andava tão sensível ultimamente que não podia ficar tendo esse tipo de emoção. QUE GRANDE MERDA.
— Por favor, parem com isso. — supliquei.
— Já disse pra calar a merda da boca irmãzinha.
Meu sangue ferveu quem ele era pra exigir algo de mim.
— Seu cretino, vagabundo VOCE NÃO TEM O DIREITO DE ME EXIGIR NADA, VOCE NÃO TEM DIREITO NEM MESMO DE VIVER.
— QUEM AQUI NÃO TEM O DIREITO DE VIVER É VOCE. VOCE ME TIROU O QUE EU MAIS AMAVA.
— O QUE EU TE FIZ?
— MATOU A MINHA MAE.
O choque passou por mim, ele me culpava por isso.
— Ela também era minha mãe, como você acha que eu me sinto.
— Você ainda tinha o SEU pai.
— Se você o quisesse podia ter sido seu também, mas tinha que ser
egoísta e dramático não é?
— CALA A MERDA DA BOCA VOCE NÃO SABE O QUE É VIVER SOZINHO.
Depois desse surto senti sua mão em meu rosto me dando uma forte tapa me fazendo cair no chão batendo a cabeça... Depois veio a escuridão.
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