Aprendendo a Viver

5 Capítulo Quatro - Tempo


Notas iniciais
Oi, sei que sumi por um bom tempo, mas tomei vergonha na cara para finalizar as fics que estavam paralizadas. Sei que as coisas na fic estão ocorrendo rápido demais, mas entendam que esse é o real tempo da fic. Me socializei com o tema, cujo ela tem pouco tempo para amar um cavaleiro.
Peço desculpas e espero que gostem.
Boa leitura!

Capítulo Quatro: Tempo

Com os pés descalços sentiam a areia entrando nos vãos dos dedos. Estava gelada por causa da leve friagem que a noite trazia aos poucos. O céu estrelado e uma lua páldia os iluminava. Máscara da Morte não sabia desde quando havia se apaixonado por Samirah. Poderia ser desde aquela época quando ela era apenas uma criança, seis anos atrás. Estava entregue a ela e não estava arrependido.

Observou Samirah largar as sandálias na areia com um gesto despreocupado e tomar o caminho até o mar. O vestido molhado grudava-se ao corpo feminino, mostrando a ele as curvas perfeitas. Nunca imaginou que fosse tão desenvolvida assim, surpreendeu-se.

Ela já estava com a água batendo à sua cintura quando virou-se para chamá-lo. Um sorriso melancólico fazia par com os olhos marejados.

Máscara caminhou na direção dela, adentrando a água que imediatamente fazia suas roupas colarem a seu corpo. Pousou as mãos gentilmente na fina cintura e a trouxe para perto. Aquela expressão triste mostrava que aquele era o último dia juntos e isso lhe causou profundo desespero.

— Foi tão rápido... — Samirah começou, esboçando um sorriso. — Como tudo aconteceu. — acrescentou, notando que ele não havia entendido o sentido.

— Foi mesmo. — pensou em acrescentar "e eu já estou apaixonado", mas preferiu manter-se calado.

Samirah envolveu a cintura dele com os braços e apoiou a cabeça no peito dele. Uma fina lágrima escapou sem querer.

— Por que está chorando? — ele perguntou, afastando-a de si tomando o rosto dela entre as mãos. Seu olhar estava doce e suave.

— Por nada. — sorriu. — Diga-me, você duvida de alguma coisa que eu disse?

O moreno arqueou uma sobrancelha, confuso. Está certo que fora um choque saber que tinha um acordo por trás, mas nunca julgou como mentira.

— Não. Só o que quero é que pare de se preocupar.

— Eu sempre tentei e nunca consegui... Mas, posso tentar mais uma vez. — sorriu, fixando os olhos no dele podendo ver que faiscaram diferente de antes. — Seus olhos...

— O que vê neles? — curvou os lábios num sorriso. Percebeu que ela corou diante da resposta. — Amor? Paixão? Desejo?

— ... — Samirah não tinha nada a argumentar, mas decidiu contar-lhe a verdade. — Minha vida será tomada quando Zeus achar que o tempo fora suficiente... Em troca das suas eu ofereci a minha.

Máscara ficou estático. Imaginou outros acordos, mas nunca um como esse.

— Sua... Vida em... Troca? — balbuciou sentindo que a qualquer momento seu corpo desabaria.

— Isso, mas só quando eu amar um cavaleiro. E escolhi você. — sorriu.

— Mas, isso é...! — ela o calou pressionando o dedo indicador nos lábios dele.

— Justo. Eu te amo e mesmo quando me for, isso não mudará. — apoiou as mãos no ombro dele e inclinou-se, colando seus lábios aos dele.

Máscara da Morte a segurou pela cintura, dando apoio a ela e correspondeu aprofundando o beijo. Tomou-a nos braços e saiu da água, voltando para a areia. Ajoelhou-se e gentilmente depositou-a, ficando por cima dela. Tinha consciência de seu peso, por isso segurou um pouco, não queria de forma alguma machucá-la.

O beijou foi diminuindo o ritmo com selinhos rápidos. Sua respiração alterada balançava alguns fios de cabelo da jovem. Subiu a mão pela cintura e não se intimidou a tocar-lhe os seios. Ouviu um gemido abafado sair dos lábios daquela que queria possuir. Não era nada româncito nestes momentos, mas Samirah merecia.

— Amo-te. — ele disse, e em seguida beijou-a novamente.

Samirah enroscou o pescoço dele e afundou os dedos nos cabelos azuis, iniciando um carinho excitante.

O moreno estava tomando raiva daquele vestido e o tirou, deixando-a só com as peças íntimas. Era um corpo bonito de contemplar, afastou-se um pouco para decorar, mas ela o puxou novamente.

— Não se afaste. — seu tom de voz era implorante.

— Não vou. — assegurou, sentindo as mãos dela passearem por suas costas e um arrepio dominou-lhe o corpo. — Tem certeza que me quer? — sua voz saiu baixa, quase num sussurro.

— Absoluta. — informou e levou a mão até o final da blusa dele e a puxou, por cima da cabeça.

Máscara não fez o menor esforço para impedí-la, pelo contrário, a ajudou. Podia sentir o corpo dela queimando de desejo e o seu não deixava a desejar. Logo sua calça estava jogada na areia junto com a cueca.

O sutiã azul-claro foi retirado, deixando os seios não muito fartos a mostra. Deixou-o em algum canto e voltou a atenção a ela. Pousou a boca em um dos seios e começou a acariciá-lo com a língua. Samirah arqueou o corpo, incentivando-o a aprofundar a carícia.

Brincava com o mamilo que já correspondia ao seu toque, e em instantes, estava chupando-o com voracidade. Escutou Samirah gemer um pouco mais alto e entre os espaços de descanço, ouviu-a chamá-lo.

Fez a carícia no outro seio e sentiu um forte puxão em seu cabelo, mas não se importou. Puxou a calcinha da jovem de uma vez. Com os dedos, acariciou-lhe a parte mais sensível, sabendo como agradá-la. O seu prazer dependia do dela, por isso, não sentia tanta necessidade em ser tocado.

Afastou as pernas de Samirah com os joelhos e posicionou-se entre elas. Achou facilmente a entrada da jovem e devagar começou a penetrá-la. As pernas dela enlaçaram sua cintura, forçando a pressão dos quadris. Máscara da Morte estava por completo dentro dela, então começou os movimentos.

O prazer aumentava dentro de cada um e Máscara intensificou os movimentos. Seus lábios foram pegos em meio a gemidos e correspondeu com paixão, diminuindo um pouco o que fazia, mas logo retornou, desta vez mais rápidos.

As respirações descompassadas e os batimentos acelerados se misturaram quando o clímax os atingiram. Máscara, cansado, deixou seu corpo cair sobre o dela não ligando muito para seu peso. Rolou para a areia e deitou-se, acomodando Samirah em seus braços. Estava satisfeito e a queria para sempre, mas sabia que não seria possível.

Sentiu o calor de uma lágrima fazer o contorno de seu rosto e puxou-a para mais perto. No fundo de sua alma desejou que o tempo congelasse.

Continua...

Notas finais
Obrigada por ler! Então, o que achou?
Beeeijos