Aprendendo a Seduzir

24 Interlúdio: Guia de Pistas


Notas iniciais
ISSO NÃO É UMA ATUALIZAÇÃO. Não é um ch novo da hitória, ok? É só uma diversãozinha extra para os interessados, maiores explicações abaixo ^^

Olá a todos, em primeiro lugar antes de começarmos, não, isso não é mais um capítulo da história infelizmente u.u.

Então que diabos é isso? Vocês devem estar se perguntando XD. Bem, vocês assistem aquele seriado do Sherlock Holmes que passa na BBC? Assistam. É ótimo! A primeira temporada acabou agora ^^. Mas, então, nesse seriado, enquanto o Sherlock explica toda a teoria que levaram a conclusão mirabolante dele no final, eles vão mostrando as cenas em que estavam cada pista que o Sherlock usou no raciocínio. E, gente, é tãaaao legal. Por que a gente fica: Meu Deus estava ali o tempo todo como eu não vi? Ou: Não acredito que ele foi reparar nisso, eu não ia ver isso nunca!

Certo, e o que isso tem a ver, não é? Bom, tem a ver que baseada nisso, eu construí uma espécie de roteiro de pistas da história pra vocês. Em outras palavras, eu fiz recortes da história reunido todos os fragmentos em que as pistas da trama revelada no último ch estavam escondidas. Eu recortei essas passagens, destaquei as pistas (como no seriado XD), e comentei sobre elas no final de cada uma. Apontando quais eram, falando sobre o que estava implícito ali, e a quais raciocínios se poderia chegar com isso. Enfim, eu estou fazendo o papel do Sherlock aqui o/... XD, já que não tem nenhum na fic u.u (Tá, tem os gêmeos, e o Shion, mas eles não teriam paciência pra isso XDD)

Então pra quem gostar desse tipo de coisa (eu adoro. Gosto de ler Agatha Christie, por exemplo, e sempre que o Poirot – só gosto do Poirot, não da Miss Maple, ela é muito issossa u.u — vai explicar suas deduções brilhantes no final, eu fico voltando as páginas atrás das pistas que perdi XD) e tiver curiosidade de saber onde estavam as pistas fica aqui uma divesãozinha extra pra vocês ^^. E, pra quem não curtir esse tipo de coisa, é só ignorar a postagem e esperar a próxima atualização ^^. Eu provavelmente vou apagar isso depois... ou não... o que acham?

Enfim, divirtam-se

Bjos

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Ch 04 Milo POV

"Então eu mal entrei na emergência o Deba já foi falando:

Parece que tinha outro cara seguindo o sujeito. Foi ele que atacou o espanhol.

O sujeito a quem ele se referia era um cara com quem, eles descobriram, o Dohko vinha se encontrando regularmente nos últimos tempos, e que a gente acreditava podia ter alguma relação com o contratante, se não fosse o próprio. Desde então eles meio que vinham tentando seguir a pista dele. Só que isso andava se revelando uma tarefa bem mais complicada do que a gente tinha pensado. Porque aparentemente era praticamente impossível apanhar o homem. Era quase como se ele se fundisse nas sombras. Meio como se ele se misturasse na multidão, ou sei lá. Quase como se fosse um de nós, sabe. Um ladrão, eu digo. Bom, ex ladrão, no nosso caso. Mas vocês entenderam.

E pelo que o Deba tinha acabado de dizer não era só a gente que estava atrás do cara. Então eu perguntei incrédulo:

Outro? – Porque parecia um tanto absurdo que o homem realmente pudesse ter duas pessoas seguindo ele.

Mas o Deba simplesmente confirmou com a cabeça, bastante convencido, enquanto eu me aproximava do lugar onde o médico dava alguns pontos na perna do Shura.

E mal o espanhol colocou os olhos em mim já foi despejando:

Ele perguntou quem havia me enviado. – ele disse. — Com quem eu estava. Eu disse que não era da conta dele, claro, e perguntei quem o mandara. Foi aí que ele se levantou e me atacou. Teria me matado se eu tivesse dado chance. Mas não dei. Corri. Provavelmente deixei um rastro de sangue por onde passei, mas corri o mais rápido que já corri na vida. E finalmente ele perdeu a minha pista. Não acho que conhecesse bem a área.

Não entendo. – eu disse balançando a cabeça. Porque eu não entendia mesmo. De onde diabos tinha saído aquele cara? E por que atacar o Shura assim, sem motivo? Aquela violência gratuita me assustava. De verdade. Então eu me lembrei de perguntar:

E esse cara, quem ele estava espionando? Ele estava seguindo o cúmplice, ou o próprio Dohko?

O cúmplice. Com certeza. – ele respondeu fazendo uma careta pro médico que passava alguma coisa com um algodão no corte na perna dele.- O desgraçado veio andando, sei lá de onde, juro. Esgueirou-se pela entrada dos fundos, por entre os latões de lixo, quase antes de eu ter notado que ele estava lá. O Dohko abriu a porta pra ele, vi seu rosto sob a luz que vinha de fora do barracão. Ele estava usando um maldito capuz, por isso só consegui ver seu nariz.

Claro. – eu disse, irônico. Porque, de verdade, o cara estava sempre se escondendo de alguma maneira. Era quase como se ele estivesse fugindo de alguma coisa, ou não quisesse ser reconhecido, não sei.

Claro.- ele concordou. — Um segundo ou dois depois,- continuou — o outro sujeito apareceu. O que me atacou. Arquejando, como se estivesse seguindo o primeiro cara. O cúmplice do Dohko. Mas se movia sem fazer nenhum ruído. Era um profissional, Milo. Estou certo disso.

E você tem certeza de que nunca tinha visto ele antes? – eu perguntei.

Ele não era do Bronx. – ele garantiu. — Também não o reconheci do porto, nem de nenhuma das rodas que eu frequentei. E ele não falava como... bem, como qualquer pessoa do subúrbio. Se você quer saber, eu nem acho que ele seja americano. Mas ele era bom. Era danado de bom."

Pista:

1 - O Dohko astava agindo em cooperação com um cara misterioso que, por algum motivo, não queria ser identificado.

2 - O tal cara estava sendo seguido por um homem (estrangeiro provavelmente) violento, o que deixava implícito que provavelmente haveria mais de um 'bandido' nessa história, porque a polícia não seria violenta gratuitamente e um aliado do Dohko não precisaria seguir seu 'cumplice'.

Cha 05 Milo POV

"O de sempre, claro, era o tio dele. Porque o Mú era órfão desde pequeno, sabe. E vivia com um tio lá dele. Até aí tudo bem. O problema é que o cara tinha um trabalho super esquisito, que ninguém (pelo menos nenhum de nós) nunca entendeu muito bem do que se tratava, e vivia sendo transferido de país pra país".

Pista:

Aqui, na verdade, a pista era mais uma informação pra ser guardada e quem sabe usada posteriormente, quando o Shion aparecesse na históra. A informação, óbvio, era de que o Mú tinha um tio, que tinha um trabalho misterioso. Eu imaginei que vocês pensariam que poderia ser o Shion o tal tio, quando ele aparecesse, por causa da relação deles no universo original de Saint Seiya. XD

Ch 06 Camus POV

"– Lembrei! – Um dos gêmeos, o tal Kanon se eu não estava enganado, que vinha permanecendo em silencio até então, de repente exclamou alto, atraindo a atenção de todos na mesa.

Eu sabia que já tinha visto seu nome em algum lugar! – ele disse olhando entusiasticamente pra mim. Que apenas o encarei de volta assustado.

(...)

Camus Lefevre Chevalier, é claro. – ele continuou entusiasmado. – Tinha uma reportagem sobre você na revista Money o mês passado, não tinha?

É, de fato, tinha sim. Por causa de uns fundos quaisquer que eu andei aplicando lá na empresa, e, bom, pelo fato de eu ser vice-presidente aos 25 anos de idade, é claro. Mas isso, como vocês sabem, não era realmente grande coisa, considerando-se que o meu pai era um dos donos e tudo.

(...)

De qualquer forma, por que exatamente um cara que tem Milo Scorpion como irmão ficaria surpreso por alguém ter aparecido em uma reportagem? Sinceramente, não fazia muito sentido, fazia?"

Pista:

Outra pista meio improvável de ser pega, mas enfim, a pista era o raciocínio do Camus, de: Por que alguém que tem Milo Scorpion como irmão ficaria surpreso por alguém ter aparecido em uma reportagem?

Ch 09 Milo POV

"– E foi um único tiro ou atiraram várias vezes? – eu voltei no assunto, tentando me distrair daquele pensamento.

Apenas um – ele falou, acompanhando meu raciocínio — a bala entrou bem aqui – ele apontou para uma área logo abaixo do coração.

(...)

Segundo ele o garoto sobrevivera à custa da providência e graças à intervenção milagrosa de sua noiva, que, colega de faculdade do rapaz, passava pelo campus justamente no momento do acidente, chamando socorro e acionando prontamente as autoridades.

E conseguiram descobrir o motivo do ataque?– eu perguntei.

Ele balançou a cabeça.

A policia acredita em tentativa de latrocínio. De acordo com eles o ladrão teria se assustado com a chegada da Sa... digo, da minha noiva... e fugido sem terminar o ato.

Latrocínio? Aquilo me parecia um tanto estranho. Mesmo sendo um Chevalier, e estudante de Harvard e tudo, o que um aluno universitário poderia carregar de tão valioso que justificasse um latrocínio? Não, se o interesse do cara fosse dinheiro, um sequestro teria sido muito mais efetivo.

Eu convivera por tempo suficiente naquele meio, no entanto, pra saber que sequestradores raramente atiram naqueles que pretendem sequestrar. Assim como eu também sabia que ladrões comuns quase nunca têm acesso à boas armas.

Não, a pessoa que atirara no garoto definitivamente não era um sequestrador, tampouco um assaltante qualquer. E não apenas por ter atirado na vítima ou por ter pronto acesso a uma pistola com silenciador, mas porque ele tinha habilidade para lidar com ela. E, mais do que isso, ele respeitava a arma que tinha e a mantinha em bom estado. Caso contrário, aquele garoto não estaria vivo hoje pra contar a história. A ferrugem acumulada no interior da cano da arma teria dado cabo do rapaz com a mesma eficácia com que o tiro o faria. Sim, o atirador tinha prática, e não era pouca. O tiro parecia ter sido preciso, calculado e limpo. Um pouco baixo, talvez. Quase como se houvesse errado seu alvo de propósito. "

Pista:

1 – A chegada um tanto quanto providencial demais da Saori exatamente no momento que o Hyoga precisava ser socorrido.

2 – A pessoa que atacou Hyoga era alguém que manjava de armas, tinha muita habilidade e prática com elas, e sabia o que estava fazendo.

3 – O atirado talvez tivesse errado seu alvo de propósito. Então a intenção do atirador talvez não fosse realmente matar o Hyoga, mas apenas ferí-lo.

Ch 13 Hyoga POV

"Então, algo estranho aconteceu. Eu me lembrei do olhar daquele detetive quando eu lhe disse que fora o Seiya que me levara àquela boate onde nós conheceramos o Radamanthys. Não que fosse culpa dele. Ele não sabia. Nenhum de nós sabiamos. Quem iria imaginar que o homem era um bandido procurado e que tentaria me matar?

Porque fora ele. Ele atirara em mim no campus da faculdade. Ele pensou que eu estava desacordado, mas não estava, ainda não. Eu podia estar bêbado, mas ainda a me lembrava dos olhos dourados examinando meu rosto enquanto eu estava caído. Ele checara meus sinais vitais e então, inexplicavelmente, partira. Ele poderia ter terminado o serviço se quisesse, mas simplesmente fora embora.

Eu omitira esse fato durante a investigação em Boston. Não que eu quisesse mentir pra polícia, não é isso, eu apenas não queria decepcionar meu irmão. Ele sempre fora o mais próximo que eu tivera de uma figura paterna, depois que a minha mãe fugiu, e nosso pai mergulhou no trabalho. Eu não queria que ele soubesse o quanto eu fora idiota. Que tolo irresponsável eu era, que frequentava boates duvidosas e se enbebedava com desconhecidos. E, claro, eu não queria comprometer o Seiya. Porque realmente não era culpa dele. Não mesmo.

Só que de algum modo, quando eu alcancei à rua em que meu futuro cunhado alugara um apartamento, em vez de apertar o interfone pra que o porteiro rabugento me deixasse entrar, eu me escondi numa ruela. Fiquei ali, em pé, ofegante, tentando recuperar o fôlego.

(...)

Por um momento eu quase saí da ruela úmida, e estive a ponto de acenar para o carro e me sentar ao lado do meu velho amigo. Porque aquilo não podia ser possível. Simplesmente não podia. Nós eramos amigos. Quase parentes. A irmã dele ia se casar com o meu irmão, pelo amor de Deus! Por que ele ia querer me matar? Ele estava lá, em Harvard, quando eu estava à beira da morte. A irmã dele me salvara. Era ridículo pensar que ele pudesse querer me ferir.

Mas, no último instante, eu mergulhei de volta na travessa escura. O táxi passou numa rapidez arriscada pela rua, que mesmo àquela hora ainda fervilhava de gente. Eu os deixei ir com o coração batendo forte nos ouvidos, como se me disesse: 'Idiota, idiota, idiota...'

Eu não sabia dizer o que havia por trás da expressão daquele detetive na manhã em que eu pronunciei o nome de Radamanthys, mas a lembrança parecia fazer com que um bloco de gelo se formasse no meu estômago.

O Shun decidira que se eu não queria contar a verdade ao meu irmão devia ao menos procurar a polícia. Quando eu mencionei o nome do meu agressor, contudo, nós fomos diretamente encaminhados pra divisão de investigação especial. 'Nós já estamos atrás dele há algum tempo.' Dissera um dos detetives. 'Não vai se fácil botar as mãos nele. Nós vamos precisar de uma boa armadilha.' O outro, que se parecia exatamente com o primeiro, completou, me entregando um cartão. 'Entre em contato se ele voltar a aparecer'.

Mas ele não estava na multidão naquela noite. Eu o teria reconhecido imediatamente. Não, não fora o Radamanthys que atirara em mim dessa vez. Mas provavelmente fora alguém que trabalhava pra ele. Eu tinha tanta certeza disso como tinha de não ter conseguido ouvir o latido do cachorro parado no outro lado da rua, com a boca abrindo e fechando sem parar, mas sem nenhum som, enquanto acuava um gato no telhado. Radamanthys mandara alguém pra me matar.

E o Seiya estava bem atrás de mim enquanto eu subia no táxi. Bem atrás...

Não. Era impossível. O Seiya não. Ele não tinha atirado em mim. Não podia ser.

Ou podia?"

Pistas:

1 – Fora Radamanthys quem atirara no Hyoga em Harvard. Hyoga não contara isso pra polícia durante seu depoimento em Boston, e provavelmente pra ninguém mais além do Shun.

2 – Fora Seiya quem 'apresentara' Hyoga ao Radamanthys.

3 – Radamanthys achara que Hyoga estava desacordado, portanto pensava não ter sido reconhecido.

4 – Hyoga procurara a polícia por influência do Shun ao voltar para NY e foi encaminhado até os gêmeos (no departamento de investigações especiais) quando mencionou o nome de Radamanthys.

5 – Os gêmeos disseram que já estavam atrás de Radamanthys há algum tempo.

6 – Tudo indicava que fora Seiya o responsável por esse segundo tiro disparado contra Hyoga.

7 – Hyoga estava certo de que quem disparara o tiro estava à mando de Radamanthys. Então, Seyia trabalharia pra Radamanthys?

8 – Seiya e Saori são irmãos.

Ch 14 Afrodite POV

"Além disso, eu achava que ela (Saori) também nem gostava dele (Camus) de verdade. Era mais uma questão de staus, sabe. Que mulher não ficaria deslumbrada pela possibilidade de ter um príncipe como marido? Bom, não um príncipe exatamente reconhecido, já que os franceses foram bem eficientes em eliminar a maior parte da sua aristocracia há mais de duzentos anos, mas mesmo assim.

É que no caso dele, especificamente, parece que um de seus antigos antepassados foi muito bem sucedido em escapar da 'Dona Guilhotina'. Trocando de nome, e fugindo as pressas pra Inglaterra. Parte da família conseguiu retornar a França anos depois, se reestabelecendo ali, e até recuperando (em troca de uma pequena fortuna) um dos muitos castelos que eram da família.

Um lindo Château no Vale do Loire (que custa mais de cem mil euros ao ano de imposto ao governo francês), a cerca de 6 horas de carro de Paris, com um vinhedo próprio, que infelizmente não é muito produtivo. E que, claro, ele irá herdar, junto com vários outros objetos de valor inestimável que um dia pertenceram à coroa francesa. Sabe aquela tiara que ele ofereceu a Saori como presente de noivado? Adornou a fronte de Diana de Poitiers e Catarina de Médice. Passada, depois, de geração à geração. Peça de museu. Totalmente de incrível!(1)"

Pistas:

1 – Camus é um Príncipe (descende da família real francesa)

2 – A tiara é uma jóia da coroa francesa que pertencera a rainha Catarina de Médice. Logo, fica ímplicito o alto valor histórico da peça.

3 - A jóia é artigo de museu.

Ch 18 Milo POV

"Assim foi somente pra concluir as coisas que eu encontrei a porta aberta quando cheguei ao meu apartamento, e o local todo revirado.

'Dohko', eu mal tive tempo de pensar antes de entrever o sutil movimento às minhas costas. Então senti a fria lâmina de aço contra a garganta.

Onde ela está? – perguntou a voz atrás de mim, segurando a lâmina. Não era a voz do Dohko. Quem quer que fosse parecia ser mais jovem do que ele e tinha um sotaque que eu conhecia muito bem. Era grego, das ilhas. Alguma coisa ali na costa da Turquia, talvez Rhodes ou Chipre.

Eu fiquei imóvel.

Onde está a tiara? – o homem perguntou outra vez, aumentando a pressão da lâmina contra o meu pescoço.

Então o Dohko mandara alguém em seu lugar dessa vez? Eu pensei. Isso era estranho, não parecia do seu feitio perder a chance de me aporrinhar pessoalmente.

Não está comigo. – Eu disse.

O silêncio que se seguiu a essa afirmação foi tão denso que eu quase poderia tocá-lo.

Simplemente isso. – eu repeti — Não está comigo.

A pressão contra a minha garganta aumentou mais um pouco. Eu permaneci parado. A lâmina já havia me cortado, e eu podia sentir o sangue escorrendo pelo pescoço.

Você está mal informado, cara. – eu falei outra vez — Eu já disse pro Dohko que estou fora. Eu não peguei aquela maldita tiara, nem pretendo.

O som de um telefone seguido pela porta da frente sendo aberta no apartamento ao lado, fez com que ele me soltasse, empurrando-me de bruços contra uma das poltronas tombadas.

Com algum esforço eu consegui me voltar para olhá-lo, mas ele usava uma máscara de esqui de forma que tudo o que eu pude ver foram seus olhos. Eles eram verdes e gelados.

Obrigado pela informação, Scorpion. – ele disse sarcástico– Melhor cuidar desse corte. – ele fixou o olhar no meu pescoço, de onde ainda saía sangue — Não vai querer cair de cama com uma febre, não é?

Então, com agilidade impressionante, se esgueirou pela saída dos fundos e simplesmente desaparareceu da mesma forma como havia chegado, ao mesmo tempo em que eu ouvia os passos apressados do meu novo vizinho, o Shiryu, ecoarem no corredor social, em direção às escadas."

Pistas:

1 – O partamento do Milo é invadido por um estrangeiro jovem, de olhos verdes, segundo Milo provavelmente proveniente de Rhodes, Turquia ou Chipre.

2 – O homem quer saber onde está a tiara (Atente ao fato de que Milo havia acabado de informar Dohko que desistira do roubo).

3 – Milo presume que o cara está ali por ordem de Dohko, mas, mesmo ele, estranha o fato do Dohko ter mandado alguém no seu lugar dessa vez, pois diz que isso não é comum dele.

4 – Milo informa ao estranho não está com a tiara, que destira de roubá-la e o estranho agradece a informação.

5 – Passos apressados do Shiryu são ouvidos no corredor logo após a saída do estranho. (Estaria o Shiryu perseguindo o cara?)

Hyoga POV

"– Está falando do Seiya, não está? – eu perguntei. – Não, não balance a cabeça. Eu sei que foi ele. Soube no momento em que a arma detonou perto do meu ouvido. Ele tentou me matar – Por incrível que pudesse parecer, minha voz não tremeu nem um pouco dessa vez ao dizer isso. Talvez eu já estivesse me acostumando.

Ele balançou os ombros de leve como resposta.

Não. – eu falei – Não precisa me tratar como criança. Fui um idiota. Vejo isso agora. Ele se sentiu mal na primeira vez, quando Radamanthys atirou em mim em Harvard. Porque de certa forma foi culpa dele, por ter me levado àquele lugar. Ele sabia o que eles estavam planejando. Sabia muito bem. E então se culpava.

Acho que sim – foi tudo o que ele disse, e de modo suave.

Eu o ignorei.

Mas então ficou claro que pra eles eu significava um risco, não é? Por causa do que eu sabia. Eu fui estúpido de ter comentado com o Seiya no jantar de Ação de Graças que estava consciente naquela hora. Que reconhecera Radamanthys. Eles perceberam que eu poderia falar. Não apenas sobre o envolvimento do Seya, mas sobre como Radamanthys tentara me matar. Então, resolveram se livrar de mim.

Se isso lhe servir de conforto – Saga falou, dando uma mordida no sanduíche em seu prato antes de beber um gole do chá -, não tenho a impressão de que seu amigo tenha gostado da incumbência. Quero dizer, matar você. Acredito que ele estava fazendo aquilo porque os próprios interesses, quem sabe a própria vida, estava em risco.

(...)

E então parou de falar quando seu telefone começou a tocar.

Oi, Kan. – eu o ouvi atender.

O que quer que o Kanon tivesse falado ele não pareceu gostar a considerar a súbita mudança de expressão em seu rosto.

Certo... Eu entedi, Kan, você sabe o que fazer... — Ele relanceou rapidamente o olhar na minha direção, e o inglês imediatamente deu lugar ao grego em que eles sempre falavam quando não queriam que eu entendesse.

Meu cérebro só conseguiu distinguir as palavras 'Milo', e 'proteção', antes de se perder outra vez nos prórios dilemas."

Pistas:

1 – Foi realmente Seiya quem atirou no Hyoga no Natal.

2 – Seiya estava mesmo 'trabalhando' pra Radamanthys.

3 – Seiya atirou em Hyoga por que este lhe contara na noite de Ação de Graças que reconhecera que havia sido Radamanthys quem atirara nele em Boston. Ou seja, Radamanthys nem Seiya sabiam disso até tal data.

4 – Saga diz acreditar que Seiya fizera isso porque seus interesses ou sua vida estavam em risco. Ou seja, Seiya estaria sendo chantageado por Radamanthys por algum motivo.

5 – Hyoga escuta Saga ao telefone com Kanon, falando alguma coisa sobre 'Milo' e 'Proteção". Então Saga e Kanon já estavam sabendo das encrencas do Milo? Afinal, por que outro motivo eles estariam preocupados e falando sobre proteger ou dar proteção ao Milo?

Milo POV

"Ele (Kanon) deu de ombros, retribuindo o sorriso. Então pareceu se lembrar de algo.

Ah é, eu já ia me esquecendo. – ele disse — A criada encontrou isso caído debaixo do sofá no seu quarto. Nós presumimos que fosse seu.

Ele tirou um grande envelope pardo de dentro do casaco e o estendeu pra mim.

Eu o reconheci imediatamente. Tratava-se do envelope com o tal convite de casamento da Srta. Kido que o Dohko me entregara, naquela manhã de Natal.

Eu engoli em seco e o encarei de maxilares cerrados, para não ficar de boca aberta. Então forcei um sorriso.

Obrigado – disse apanhando o envelope.

Ele sorriu também, piscando enigmático pra mim, e então partiu. Eu fiquei me perguntando se ele sabia de alguma coisa, mas o envelope ainda estava lacrado como quando eu o recebera."

Pistas:

Mais uma vez o objetivo era levantar a questão do quanto extamente Saga e Kanon sabiam daquela embronhada toda, e quem sabe cogitar uma relação com o Dohko. Afinal, por que Kanon dera aquela piscadinha enigmática? Então ele sabia o que estava no envelope que o Dohko entregara ao Milo, mesmo sem tê-lo aberto? Como?

Ch 19 Seiya POV

"– Por que eles a querem, afinal? – Eu perguntei depois de um tempo.

'Quem' quer o 'que', Seiya? – Ela perguntou enfastiada, sem desviar os olhos da própria imagem refletida.

Pandora. A tiara. – eu respondi impaciente.

Sei lá, — ele deu de ombros — o que isso importa?

Não sei, Sao, é estranho. E essa carta de doação ao museu que eles te fizeram escrever?

O que foi, querido? – ela olhou pra mim através do espelho — Deu a grandes pensamentos, agora? Você nunca foi disso.

Eu só acho estranho, só isso. – eu falei - E você não vai ter que devolver o dinheiro do seguro quando a jóia estiver no museu?

(...)

Não se preocupe – ela falou outra vez. – Sao-chan tem tudo sob controle. Você vai agir conforme o combinado, eu vou me casar com meu rico príncipe, a tiara desaparecerá misteriosamente, nós nos livramos de Pandora e da máfia. Saldamos as dívidas da família, colocamos as mãos no dinheiro do seguro, e, de quebra, ainda salvamos a Fundação. Então eu me divorcio, saio do casamento como uma mulher rica outra vez, nós nos casamos em segredo em Toscana e tudo sairá como planejamos.

(...)

Eu apenas balancei a cabeça. Como iria lhe contar? Como dizer que não podíamos continuar com aquilo? Que havíamos sido descobertos? Como fazer isso sem assustá-la, ou sem que ela me achasse um fraco, um perdedor? Sem que ela deixasse de me amar? Eu não queria perder o seu amor. Eu a amara desde o primeiro momento em que pusera olhos nela, quando tínhamos dez anos e o Senhor Kido me tirara daquela instituição pra onde me levaram, depois que meus verdadeiros pais me abandonaram, me dera seu sobrenome e me levara pra uma casa. Quando ela me sorrira pela primeira vez e eu pensara que jamais havia visto nada tão lindo. Eu a amava.

Então o que mais poderia fazer quando voltara ao Japão há dois anos e descobrira a empresa e a fundação afundada em dívidas, todos os patrimonios da família comprometidos após a morte dos nossos pais? A Saori não sabia viver sem dinheiro. Nunca soubera. Nós teríamos que deixar a faculdade, não havia mais como nos manter em Boston, os cobradores não paravam de bater às nossas portas, e o nosso avô não tinha mais condições mentais de dirigir os negócios. Alzheimer, fora o que o médico diagnosticara.

Mas o pior fora descobrir que no desespero nosso falecido pai havia se envolvido com negócios ilícitos atrás de empréstimos arriscados: a fundação estava agora nas mãos da máfia. E a máfia japonesa costuma ter um jeito muito peculiar de cobrar suas dívidas. Nossa própria segurança estava ameaçada.

Então aquele homem apareceu: Wyvern era como o chamavam, 'o juíz'. Ele tinha contatos dentro da máfia, e de alguma forma parecia saber tudo sobre nós. Sabia onde morávamos, os lugares que frequentávamos, onde estudávamos, com quem saíamos e com quem tínhamos conhecimento na universidade. Com a autoconfiança de um homem de vinte anos, eu me metera nisso sem querer, atraído inocentemente, como um cordeiro indo pro abate. Bem, talvez não de modo tão inocente assim. Cordeiros, obviamente não se envolviam com organizações criminosas.

Mas a proposta de Wyvern havia sido irresistível. Eles só queriam a tiara, ele havia dito, e todas as nossas dívidas seriam perdoadas. Era um plano simples. Nós não fizemos perguntas. Você não faz perguntas à um homem como Wyvern.

E por algum tempo, não havia sido um mau arranjo. Nós também saíriamos com um bom dinheiro no final de tudo. O suficiente pra viver bem pelo resto da vida.

Eu não gostava muito da idéia de ter que dividir a Saori com outro homem, é claro, mas a verdade é que eu já havia me acostumado a isso. Em um relacionameto tão pouco convencional quanto o nosso eu não podia cobrar fidelidade dela. Bastava-me que o seu coração fosse exclusivamente meu, e ele o era.

Mas o futuro seria diferente. E finalmente eu via um futuro pra nós. Nós nos casaríamos em algum país distante e poderíamo ser enfim como qualquer casal normal. Pandora teria a tiara, nós teríamos nossa liberdade, e todos viveriam felizes para sempre. Bom, talvez não todos. O Hyoga teria que se machucar um pouco no processo, e o irmão dele talvez pudesse sair magoado, mas não se pode ter tudo, não é?.

E estava correndo tudo melhor do que eu esperava, a Saori conquistara o francês, e conseguira a tiara, eu soubera nas docas do velho chinês que diziam ter trabalhado com o Ladrão Fantasma — eu me lembrava do caso do Ladrão Fantasma dos jornais. Ele era tudo o que nós precisávamos, pra conseguir o dinheiro do seguro e afastar qualquer suspeita. -, até a noite em que me mandaram eliminar o Hyoga.

Ele reconhecera o juiz, e era uma ameaça aos planos agora. Eu provavelmente não deveria ter comentado sobre o que ele me contara na Ação de Graças, mas tive medo. Medo do que ele poderia fazer, do que poderia dizer... e a quem. Mesmo assim, eu não queria fazer aquilo, nunca quis atirar nele. Eu fizera muitas coisas ruins, é verdade, mas matar uma pessoa? Meu Deus, eu nem gostava de armas! Mas ninguém em sã consciência questiona uma ordem de Pandora.

Pistas:

1 – Seiya e Saori são irmão adotivos e amantes.

2 – A Corporação Kido estava afundada em dívidas e nas mão da Máfia.

3 – Radamanthys, també conhecido como 'o juiz', procura Seiya através de da máfia.

4 – Radamanthys parece saber tudo sobre Seiya e Saori, incluindo onde estudam e com quem mantém contato na faculdade. Fica ímplicito então que Radamanthys sabia também da amizade de Seiya com Hyoga.

5 – Radamanthys faz uma proposta a Seiya de que ele lhe conseguisse a tiara (que pertence ao irmão de Hyoga) em troca do perdão das suas dívidas com a máfia.

6 – É Seiya quem contrata Dohko pra que o Ladrão Fantasma supostamente roubasse a tiara.

7 – Seiya dá a entender que a Saori conquistar o Camus era parte do plano pra conseguir a tiara.

8 – Seiya confessa que foi realmente ele quem atirou em Hyoga, por ele ter reconhecido Radamanthys e à mando de Pandora. Também diz, na conversa com Saori, que quem quer a tiara é Pandora. Então quem é Pandora? Radamanthys trabalha pra Pandora?

9 – Seya ainda diz que 'eles' teriam feito a Saori escrever uma carta de doação ao museu. E depois fala sobre quando a jóia estivesse no museu. Então Saori doaria a tiara à algum museu? Por que? E quem são 'eles'?

PS: Pra que não fiquem dúvidas, o 'eles' aqui óbviamente se refere a Pandora, é a dica de que talvez Pandora não seja uma pessoa.

Ch 20 Kanon POV

"– Mesmo quando eu estou certo? – eu sorri.

– Pricipalmente nesses casos. – ele foi atá a cafeteira sobre a bancada – Estamos lidando com um grupo que não sabe o que é consciência, tem acesso a muitos recursos, habilidades técnicas fabulosas e um gostinho especial por penetrar em sistemas aparentemente seguros. – ao depositar as canecas na escrivaninha, tornou a sorrir – Isso tudo me faz lembrar alguém.

(...)

Preciso de nomes, Kan. Nomes e dados. Dados dos membros conhecidos: Radamanthys, Zelos, Iwan, Flégias. Dos suspeitos, Valentine, Minos, Lune, Niobe... enfim, de todos. Todos os envolvidos nos atentados vivos ou mortos.

O FBI talvez tenha alguma coisa. Os arquivos devem estar lacrados, mas nada que não possamos dar um jeito. – eu sorri divertido com a óbvia relutância no rosto dele – Isso vai levar algum tempo.

– Estamos com uma leve pressão em termos de tempo. – ele disse, então suspirou – Certo. Comece logo.

Eu assenti e me pus a trabalhar nos códigos, equanto Saga revisava mais uma vez tudo o que já havíamos descoberto sobre Pandora e os atentados.

(...)

Pandora Unlimited, Hipnos eletrônicos, Cronos Ltda., Grupo Meikai, — eu suspirei, me recostando na cadeira — nosso cara realmente gosta de simbolismos.

E não pára por aí. – meu irmão levantou o rosto dos papéis, os óculos de leitura ainda sobre o nariz. — Wyvern, Basilisco, Harpia, Grifo, Minotauro...

Todas criaturas mitológicas. – eu completei.

A propria refência à Pandora. – ele continuou, levantando-se e se pondo a andar pela sala — A caixa de Pandora é muitas vezes vista como um elemento de destruição. Destruição e reconstrução. De modo que o simbolismo fica bem evidente. 'Os arautos de um novo mundo', 'Os senhores do caos'. Poder e destruição, é claro, mas também um distânciamento entre eles e os mortais. A crença, a arrogância de que eles, ou quem quer que os lidere, têm o conhecimento superior e a habilidade de governar a nós, pobres mortais. Talvez até se importem conosco, à maneira implacável e fria típica dos deuses. Poderão nos usar, como vêem fazendo com o garoto, Seiya, e a irmã dele, sempre que tivermos o potencial de sermos úteis aos seus propósitos. E depois de acabarmos nossa tarefa seremos recompensados ou punidos, conforme acharem mais adequado."

Pistas:

1 – Pandora é uma organização, com acesso a muito recursos e habilidades técnicas fabulosas.

2 – Pandora está envolvida com alguns atentados.

3 – Esses atentados são importantes o bastante pra que justifique o FBI reter informações sobre eles em seus arquivos.

4 – Pandora também está de alguma forma associada à destruição e ao caos.

5 – Pandora vem usando Seiya e Saori, e também podem usar outras pessoas de acordo com seus propósitos.

6 – Pandora aprecia simbolismos.

Saga POV

"– Radamanthys Wyvern, ou Radamanthys J. Hughes, como foi batizado, — ela começou -nasceu na Ilha Fellows na Inglaterra, no dia 30 de Outubro de 1975.

A imagem de um rosto bonito, másculo, boca bem feita e olhos da cor de wisky foi exibida em uma foto na tela.

Eles raramente parecem loucos – eu murmurei.

'O Juiz', como é conhecido, — June continuou — veio de uma família solidamente estabelecida no Sul da Inglaterra. Mudou-se com os pais para os Estados Unidos em 1979, e foi naturalizado americano em 3 de fevereiro de 1982. Boas escolas preparatórias, Princeton, administrador na área de ciências. Provavelmente foi praparado pra seguir carreira política. Cumpriu serviço militar na Força Tática Especial em 1993 e trabalhou durante dois anos como atirador de elite para CIA. Não tem irmãos e seus pais já estão mortos.

(...)

"– Você está me dizendo que o FBI fez a casa dele (Radamanthys) ir pelos ares a fim de liquidá-lo e acabou matando sua esposa e sua filha? – eu perguntei incrédulo.

A esposa, a filha, dois de seus amigos mais próximos e mais três pessoas ainda não identificadas. – a June respondeu.

Mas por quê? — eu estranhei.

Olhe só os arquivos, Sa. O FBI estava de olho nele. Ele estava sendo caçado desde que assumiu seu envolvimento com um grupo rebelde dissidente do exército.O governo acreditava que eles tinham ligações com facções terroristas da Espanha, França, Colômbia e Oriente Médio, e que usavam de sua posição pra facilitar a entrada de refugiados políticos no país.

E eles tinham? – eu quis saber

Nada ficou provado. – o Kanon falou.

Pelo que consta no meu relatório ele havia se escondido, – ela disse — vivia mudando de um lugar para outro. Usava nomes e documentos falsos quando necessário.

Com a esposa e a filha? – Eu perguntei outra vez.

De acordo com esses arquivos, — foi a vez do Kanon — ele as mantinha sempre em sua companhia. Até que o FBI o localizou, cercou sua casa, entrou e fez o trabalho. Queriam eliminá-lo e desarticular o grupo. Foi o que tentaram fazer.

Mas não precisava ser feito desse jeito. – June lamentou.

Não. – o Kanon disse – Mas em uma guerra, é muito raro que qualquer dos dois lados pense nos inocentes.

Parece que ele tem motivo pra se revoltar contra o governo, afinal. – eu falei.

Com certeza – meu irmão concordou.

Mas o que mais nos chamou atenção — a June continuou — foram os nomes que aparecem ligados ao suposto grupo rebelde de Radamanthys. Nomes como Zelos, Valentine, Minos, entre outros.

Nós nos entreolhamos.

E tem mais. – ela prosseguiu — De acordo com os meus dados eles eram liderados por uma pessoa. Embora seu nome não seja mencionado, tudo indica tratar-se de um figurão militar. Aguém de alta patente dentro do exército e da CIA, a quem todos os textos referem apenas por Hades.

Nossos olhos se cruzaram outra vez.

Hades, o senhor implacável e invencível da morte. Que sujestivo! Seria ele puxando as cordas por trás de Pandora também? Provavelmente. E se fosse, o que ele queria? O que desejava aquele deus autoproclamado? O que todos os deuses queriam? Adulação, medo, poder e glória."

Pistas:

1 – Radamanthys foi atirador de elite da CIA. Confirmando aqui a teoria de Milo de que a pessoa que atirara em Hyoga em Harvard, sabia perfeitamente o que fazia e 'errara' seu alvo, apenas ferindo o loirinho, de propópsito.

2 – Radamanthys estivera envolvido com um grupo rebelde que o FBI suspeitava ter ligações com facções terroristas da França, Espanha, Colômbia e Oriente Médio.

3 – Kanon diz que em uma guerra é muito raro que qualquer dos dois lados pense nos inocentes. Tá, eu sei que essa pista era meio impossivel, mas a 'guerra' a que Kanon estava se referindo era a dita guerra ao terror.

Ch 21 Kanon POV

Aqui a pista não estava no texto em si, mas no acontecimento narrado.

A pista era óbvia: Pandora gosta de explodir as coisas.

Ch 22 Saga POV

"– Os secretários de segurança dos países aliados se reuniram ontem em Paris – o Shion disse — e estiveram conosco na sede em Lyon, nós estamos com prioridade absoluta nesse caso. A mídia está caindo em cima, mas nossa ordem é pra manter o código 5, o que significa...

Sigilo absoluto. – a June copletou — Nada entra e nada sai dessa sala.

Ele assentiu.

O governo francês está pressionando, querem um relatório sobre a Operação Caterine de Médice e querem colocar gente deles no caso.

Eu notei o momento em que os olhos do Kanon se acenderam para logo em seguida se estreitarem, e admirei o controle que ele demonstrou. Aparentemente o comandante também notou, porque logo em seguida disse:

Vocês não gostam muito disso, não rapazes? – ele respirou fundo — Eu posso entender.

Não sei se você pode, — meu irmão replicou. Ainda havia raiva nos olhos dele. — Afinal você tirou seu homem de campo quando a coisa esquentou, mas nosso irmão continua na berlinda, não é? – ele usou um tom enfático e malicioso pra dizer 'seu homem'.

Eu só tirei 'meu homem' de campo – Shion respondeu usando a mesma ênfase de Kanon — pq não havia mais nenhuma utilidade pra missão em mantê-lo onde estava. Pandora ter sido capaz de chegar até seu irmão é uma mostra de que a posição do nosso agente estava comprometida.

Pandora nunca devia ter chegado até o Milo. – eu disse desanimado.

Não, não devia, — o comandante concordou — eu sinto muito por isso.

Ele baixou os olhos e suspirou. Nós suspiramos também. Sentir muito não era o suficiente.

Mas agora nós temos o Shiryu pessoalmente encarregado da proteção dele, — contiuou, olhando pra frente, pra nós, outra vez — e destacamos quase uma equipe inteira pra ficar de olho no rapaz e no tal ruivo. Não se preocupem, Pandora não vai conseguir chegar a menos de dez metros dele outra vez."

Pistas:

1 – A menção de Shion à reunião de países aliados pra discutir o caso Pandora, e à existência de uma sede em Lyon, eram as pistas que remetiam diretamente a Interpol, e indiretamente a relevância internacional do caso Pandora.

2 – Shion diz que o governo francês está pressionando em relação à uma chamada 'Operação Catarina de Médice'. O que é essa tal operação? Catarina de Médice não era aquela rainha francesa a quem o Dite falou que pertencera a tiara do Camus? Será que Operão Catariana de Médice tinha alguma coisa a ver com a tiara, então? Isso significava que Shion, Saga e Kanon, saberiam da relação entre Pandora e a tiara? E por quê o governo francês, entre tantos, era quem estava pressionando Shion? O governo francês teria um interesse maior nesse caso do que o de outros países? E, se sim, por que? (essas eram as questões as quais a pista levantava)

3 – Kanon diz que Shion tirara o 'homem dele' de campo, enquanto seu irmão (Milo, por óbvio) continuava na berlinda. Então eles sabiam dos rolos de Milo. E quem seria esse homem de Shion? Dohko?

4 – Shion diz que tirou seu homem de campo porque não havia mais utilidade pra missão em mantê-lo ali, e que o fato de Pandora ter chegado até Milo era uma prova de que a posição de seu agente estava comprometida. Então Pandora chegara até Milo? Quando? E o tal homem de Shion estava em uma missão e era um agente? Então se esse homem fosse mesmo Dohko, isso queria dizer que ele era um agente infiltrado?

5 – Shiryu, o tal novo vizinho de Milo, é da polícia e estava encarregado de proteger o grego. Bem, então era bem provável que naquela hora ele estivesse mesmo perseguindo o tal sujeito que invadira o apartamento de Milo.

6 - Camus também vem sendo protegido.

Camus POV

"Eu congelei.

Vous savez? (1)

Sim. – Ele deu um arremedo de sorriso com os lábios repuchados. – Eles queriam garantir que eu soubesse que isso era uma mensagem para o seu grego."

Pista:

O ataque ao Afrodite foi mesmo um aviso, uma mensagem para o Milo. Mas então por que atacaram Afrodite pra isso, e ñao o prório Camus? Porque Camus vinha sendo protegido?

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Então, é isso aí pessoal, espero que tenham gostado de saber onde estava as ditas pistas (viu? eu disse que elas estavam todas aí ;D... ou quase XD) e até ch que vem ^^

Kisses again.

PS1: Estou indo viajar amanhã, e só volto depois da semana da pátria, então estarei respondendo os reviews do ch 23 aos poucos depois que eu chegar. Ok? Mas estou amando cada um deles ^^

PS2: Gente, um aviso: eu não tenho pretensão de acabar com os atentados terroristas no mundo, tá? Por isso mesmo não criem expectatias de que tudo se resolva de forma perfeita. O final dessa fic no tocante a organização Pandora será ao estilo 'Arquivo X'. Para os que já viram os filmes, ou algum episódio da Série (outra que eu amo de paixão XD) sabem do que eu estou falando: no final, as provas sempre somem misteriosamente, os envolvidos desaparecem, nada pode ser provado... esse tipo de coisa.

O que eu posso dizer é que o lance da tiara será resolvido, isso sim, e que Camus e Milo ficarão juntos felizes e seguros. Então sim, vamos ter um final feliz. Mas eu não quero acabar com o terrorismo do mundo nessa história XD. Nem quero que a minha teoria da conspiração deixe de ser uma teoria da conspiração. Nunca foi esse meu propósito. Como sempre acontece em Arquivo X, vai ser aquela coisa de: tudo aponta pra aquilo, mas nada pode ser provado e apenas quem participou da história saberá da provável verdade por trás da teoria. Uma coisa mais ou menos assim XD.

Enfim, só achei que era meu dever avisar pra ng ficar achando coisas, ou criando expectativa XDD.