Notas iniciais
Eu AMO Drastória, aí eu tava em um daqueles momentos nada para fazer e comecei a idealizar a história, então eu pensei... por que não ??
E HOJE É MEU ANIVERSÁRIOO :D
E de presente eu quero reviews ou qualquer forma de expressão que me diga se vocês gostaram ou não Me façam Feliz ♥ Agora sem mais enrolação vamos a leitura.
Os meses antes, durante e depois da guerra foram uma merda. Um pouco antes da guerra o meu pai foi preso após ser pego tentando roubar a profecia, minha mãe e eu começamos a ser ameaçados e quando ameaçaram sequestrá-la eu não tive chances a não ser aceitar a missão proposta a mim e me tornar um comensal. Não me orgulho, mas não me arrependo. Meu pai é um imbecil mas ele me ensinou uma coisa que realmente importa. Nós somos Malfoy, protegemos um ao outro, jogamos do nosso lado e pela nossa sobrevivência, o único jeito de proteger a minha mãe era esse e eu o fiz já que o meu pai não tinha mais condições de fazer, para mim existe o meu lado da guerra, o dos que fazem de tudo para sobreviver e salvar os seus... Esse foi o preço que eu tive que pagar.
Durante a guerra a merda foi maior ainda. Perdi a conta de quantas pessoas eu matei e torturei para salvar a minha mãe e impedir que meu pai se encrencasse mais com o Mestre. Tinha pesadelos todos os dias com as coisas que via e ouvia e simplesmente tentava ignorar ao Maximo. E agora que a guerra acabou o meu pai foi condenado e ficará em Azkaban para o resto da vida, a minha mãe carrega tantos traumas que nem ela mesma pode contar e quanto a mim, depois de vasculharem a minha mente e me fazerem beber veritaserum descobriram os meus motivos e me condenaram a uma pena leve prestando serviços a comunidade bruxa e tendo a minha varinha vigiada pelos próximos dois anos, ou seja, tudo continua uma grande merda.
(...)
Me mandaram para Hogwarts como começo da minha pena, aquele castelo imundo agora era uma construção caindo aos pedaços que parecia não ter volta, mas é obvio que depois de vencerem Voldemort nada era impossível para a comunidade bruxa. Vi professores ao longe levitando pedregulhos e limpando a área de todos os entulhos que tinham no caminho, olhei para cima e vi alguns homens voando em vassouras reconstruindo uma das torres que já podiam ser sustentadas. Avancei alguns passos e vi alunos, que com certeza eram voluntários e haviam perdido os pais ou a casa, ajudando Hagrid a puxar uma espécie de trenó que continha cadeiras e mesas quebradas, ele gritava para fazerem força enquanto carregava um trenó duas vezes maior com o mesmo material. No meio da bagunça de pedregulhos, pó, alunos e professores vi Astória Greengrass executando com perfeição um feitiço que levantou sozinho quase toda uma parede. É sério que ela era uma voluntaria ?
- Sr. Malfoy – ouvi a voz de Minerva Mcgonagall se sobressaindo por todo aquele barulho – Foi uma ótima hora para ter chegado, temos muito o que fazer, leve a sua mala para o alojamento dois e volte aqui o mais rápido possível. A Srta.Greengrass irá acompanhá-lo e foi instruída a explicar as suas tarefas.
Astória me acompanhou até o alojamento, algumas das pessoas que trabalhavam com a reconstrução e adolescentes que não tinham mais família ou casa estavam ficando nos alojamentos durante esses tempos até que tudo se estabilizasse, eu não voltaria para casa como cumprimento da pena. Nem preciso dizer que para complicar mais a minha vida eu não poderia usar magia como os outros e faria o trabalho manualmente, em semanas de limpeza eu carreguei tantas pedras, entulhos e puxei trenós cheios de materiais danificados que pude jurar que ganhei músculos. A presença de Astória era a única coisa realmente constante que eu tive nesses últimos tempos, já havíamos nos falado algumas vezes mas só agora tínhamos realmente alguma chance de interação e eu não podia negar que de todos ali ela era a única que não me olhava como se eu fosse um monstro assassino que não é capaz de amar, o que era no mínimo intrigante já que eu era um monstro assassino que não é capaz de amar.
De um jeito ou de outro a nossa convivência era inevitável, a ultima coisa que eu queria eram pessoas ao meu redor falando comigo, mas ela falava como se nada daquilo tivesse acontecido, conversar com ela era irritante mas por incrível que pareça com o tempo acabou melhorando, no começo eu podia ver que ela era um pouco receosa de ficar perto mesmo que não tivesse falado nada, mas agora ela estava lá o tempo todo falando comigo e as vezes me distraindo, ela sorria com alguns comentários irônicos que eu fazia, ela me repreendia quando o meu comentário era insensível mas eu era assim, eu fiquei assim no decorrer do tempo. Astória não era assim, ela era sensível e delicada, era forte mas ao mesmo tempo frágil, ela trabalhava e ao fim do dia de trabalho ela estava com o rosto sujo de pó e os cabelos presos em um coque frouxo mas continuava bonita e com o seu toque de delicadeza, ela sorria para as pessoas que ofereciam ajuda e sorria para mim algumas vezes, o sorriso dela era bonito.
- Você não é assim, você viu e fez coisas mas não é isso que faz de você uma pessoa ruim, você tem uma alma boa, não adianta negar, se não tivesse não teria feito tudo isso para salvar a sua mãe – ela falou enquanto erguia uma parede que seria a de uma sala de aula e eu montava as prateleiras que comportariam materiais escolares.
- Isso não importa, não faz de mim mais inocente – disse secamente – agora fique quieta antes que erre o feitiço e derrube a parede em cima de nós dois – após terminar de falar vi o olhar dela se apagar um pouco, eu me sentia desconfortável em fazê-la se sentir assim mas tentar me convencer do contrario sobre o assunto anterior era perda de tempo.
(...)
Eu podia ouvir a voz dele resmungando enquanto dormia, Draco havia ganhado uma cabana só para ele depois que algumas das outras pessoas não quiseram ficar no mesmo lugar que o ex-comensal. Eu não entendia como as pessoas podiam pensar que ele mataria todos durante o sono, confesso que no começo eu fiquei receosa de ter ele por perto, mas eu me lembrava de Draco quando ele era mais novo e mesmo sendo arrogante e metido ele não fazia mal para as pessoas ao ponto de ser desumano, quando eu olho em seus olhos eu posso ver que a guerra o assombra e a prova disso é que nesse momento os resmungos durante o sono começaram a se tornar mais altos e percebi que ele estava se contorcendo.
Entrei na cabana dele e me aproximei, ele se contorcia e estava suando, logo os barulhos passariam a gritos. Antes que acontecesse eu comecei a sacudir o seu corpo, o que foi uma má ideia já que ele acordou ainda mais assustado me agarrando e girando fazendo com que eu ficasse por baixo e uma sua mão em meu pescoço.
- Me desculpe – ele disse com os olhos completamente assustados, era nesses momentos que ela percebia que ele não era quem todos achavam, mesmo que estivéssemos em uma situação inusitada – Eu... Me desculpe... Eu não queria – ele soltou as mãos do meu corpo e se sentou passando as mãos pelos cabelos.
- Eu sei que não queria, eu deveria ter te acordado de uma forma mais sutil.
- O que você está fazendo aqui ? Você não dorme nos alojamentos, volta para casa ao fim do dia, o que faz aqui a essa hora ?
- O meu colar... eu entreguei para você guardar enquanto trabalhávamos e não peguei de volta, quando cheguei em casa me lembrei e voltei para cá.
- Não faça mais isso – ele disse seco – sabia que eu poderia acabar te matando.
- Você não iria fazer, Draco – eu estiquei a mão e toquei o seu braço, senti o seu corpo ficar rígido e depois ele estremeceu ao toque – você é bom, só está com muita coisa na cabeça, viu coisas que nunca vai esquecer e essas coisas te mudaram. Você não é um monstro, e mesmo seja em alguns instantes, nem todos os monstros fazem monstruosidades – fui subindo mão de seu braço para o seu ombro, avancei em sua direção e depositei um leve beijo em sua bochecha e pude vê-lo fechando os olhos.
- O colar – ele colocou a mão por dentro da camiseta e puxou o colar logo tirando e colocando em mim lentamente – por que confia em mim ?
- Eu não sei, a única coisa que eu tenho certeza é que você não pode ser só mais um ex-comensal que tem orgulho do que fazia, nos últimos dias e semanas você mostrou em pequenos atos que não era aquilo, mesmo do seu jeito ranzinza e respondão. Eu percebi Você olhando em todos os momentos que eu realizava um feitiço de risco, quando eu cortei a mão e acabei gritando eu nunca te vi tão alarmado e preocupado mesmo que tentando não demonstrar, fez absolutamente tudo o que eu disse para fazer se isso fosse me ajudar. Você é atencioso e se preocupa com as pessoas que estão arrumando os lugares de risco mas você não percebe. E enquanto não souber que é assim, que o seu coração não é ruim e que pode fazer isso e apostar em si mesmo, eu aposto todas as minhas fichas em você.
Ele sorriu... Ele sorriu... Pela primeira vez ele sorriu, era bonito vê-lo sorrindo, parecia leve e o sorriso era semelhante ao de um garotinho. Por um instante toda aquela tensão e o olhar perdido que ele tinha sumiram. Ele era lindo, era impossível não sorrir para ele. Peguei a sua mão e acariciei com o polegar, ele ficou tenso e suspirou, eu queria beijá-lo e quando percebi ele estava avançando na minha direção, um pouco rápido.
- Com calma – eu disse colocando a mão em seu ombro e ele me olhou confuso – algumas garotas não gostam de ser beijadas com esse desespero em momentos assim.
- Está querendo me ensinar ? – ele perguntou e havia divertimento em sua voz, ele estava sorrindo de novo, dois sorrisos em um dia.
- Coloque as mãos na minha cintura – ele me obedeceu – avance com calma, eu não sou uma das garotas com quem você ficava, eu sou diferente – ele dirigiu o olhar a minha boca e depois aos meus olhos e avançou vagarosamente colando os nossos lábios.
Pediu passagem com a língua de forma calma e tomou os meus lábios com delicadeza, quando ele foi me beijar alguns segundos atrás com toda aquela rapidez eu não acreditava que ele podia ser assim. Coloquei as minhas mãos em volta do seu pescoço enquanto ele me trazia para mais perto.
- Até que deu pro gasto – eu disse sorrindo quando nos separamos.
- Eu acho melhor...
- Não – eu o cortei – se for dizer que eu não deveria ficar perto e começar com toda aquela coisa de que você matou pessoas nem precisa começar, eu sei o que você fez e não quero pensar em você desse jeito.
- Mas essa é a verdade.
- Eu sei a verdade e estou aqui.
- Eu não sei fazer isso, ter carinho e cuidar das pessoas...
- Eu te ensino – eu sorri e os olhos dele brilharam enquanto ele apertava mais a minha cintura – gostar das pessoas é complicado mas é tão bom quanto parece...
(... Algum Tempo Depois ...)
Eu estava no hospital St.Mungus ao fim de mais um turno e por ironia do destino eu estava frente a frente com Harry Potter. A filha mais nova dos Potter havia nascido a algumas horas, o parto fora complicado e eu havia acabado de examina-la. Gina Potter estava sentada em uma cadeira de rodas e Harry estava ao seu lado, Hermione Weasley estava em pé ao lado do Potter, ela estava grávida de nove meses e eu nem mesmo sabia como ela aguentava ficar em pé. Eu respondia uma serie de perguntas feitas por eles lhes assegurando de que estava tudo bem com o bebê. Mesmo que depois da guerra tenhamos “nos resolvido” o clima ainda era estranho quando estávamos juntos considerando tudo o que eu fiz e tudo o que aconteceu.
- Papai – o meu raciocínio e possivelmente o de todos foi interrompido com a vozinha fina de criança – Papai chegamos – aquela voz era inconfundível, olhei para o corredor e vi o garotinho loiro de olhos cinzas correndo em minha direção, logo atrás dele eu pude ver Astória sorrindo ao ver Scorpius vindo em minha direção. O sorriso dela... ela só sorria daquele jeito para o nosso filho e para mim, aquele era o meu sorriso.
O garotinho de dois anos e meio de idade corria tão rápido quanto as suas pernas podiam ir, ele sorria, Astória sorria, era impossível não sorrir para eles. Scorpius finalmente me alcançou se atirando no meu colo e gargalhando enquanto eu o tirava do chão e beijava a sua testa.
- Desculpe atrapalhar – a minha mulher disse e lhe dei um beijo leve nos lábios antes dela continuar – achei que o seu plantão acabava mais cedo hoje.
- E acaba, mas precisei atender os Potter de ultima hora – eu disse e só agora me lembrei que eles estavam nos observando, a ruiva, Hermione e o Potter sorriam. Astória os cumprimentou educadamente e eles a olhavam de um jeito diferente mas disfarçavam o sorriso quando eu olhava para ela e para o meu filho.
- Scorpius, cumprimente o senhor e a senhora Potter e a senhora Weasley – eu disse acenando as pessoas com a cabeça e ele passou os olhinhos atentos por eles.
- Olá – ele disse sorridente e acenou com a mão, todos sorriram para ele, fala sério... o meu filho era a cara do pai, lindo – papai, por que a barriga dela ta enorme e parece que vai fazer puff ? – ele perguntou.
- Scorpius – Astória repreendeu tentando segurar o riso e precisei me concentrar ainda mais quando ele lançou um olhar triste e fez um biquinho digno de uma criança.
- Não adianta fazer esse bico para mim, você herdou ele de mim, a sua mãe não resiste a mim e principalmente a você com essa carinha. Mas não funciona comigo – ele sorriu sapeca – e você tem que caprichar mais no olhar se quiser ser irresistível – eu completei mas ele continuava a olhar para a barriga de Hermione e ela percebeu.
- Querido, eu estou grávida, aqui dentro tem um bebezinho – ela disse acariciando a barriga.
- Vai fazer puff ?
- Uma coisa parecida, mas vai ser sem puff – ele acenou como se tivesse entendido.
Astória engatou uma conversa com Harry e Gina enquanto Scorpius prendeu a sua atenção em uma pequena garotinha de cabelos ruivos que deveria ter a idade dele, ela estava em pé no colo de Ronald Weasley, provavelmente era a filha mais velha deles, Rose. Ela gargalhava e o garotinho loiro sorriu ainda encarando.
- Parece que tirou a sorte grande – ouviu a voz de Hermione interrompendo as suas observações – tem uma família linda.
- Obrigado, você também tem uma linda família, até que para uma filha do cabeça de cenoura ela é linda – eu disse e a castanha riu.
- O garoto teve sorte de não ficar com essa sua testa e o nariz estranho, tem sorte de ter uma mãe linda – ela retrucou e eu ri olhando para o meu filho e para a mulher, Scorpius realmente teve sorte.
- Eu vejo o jeito que olha para eles. Tem um brilho diferente, nunca imaginei ver o Malfoy com uma família, mas fez isso muito bem, eles te amam – olhei para Scorpius que já estava no colo de Astória.
- Tem razão, eu tirei a sorte grande a pesar de tudo – Hermione sorriu para mim e logo depois o Weasley veio carregando Rose no colo e a criança sorriu ao ver Scorpius e ele sorriu de volta.
(... Algumas Horas Depois ...)
Estávamos deitados na cama, cobertos apenas por um fino lençol, a minha cabeça repousava sobre a barriga de Astória que mexia em meus cabelos, estávamos ofegantes, não importa quanto tempo estivéssemos casados eu nunca me cansaria dela e de seu corpo, de seu toque, da forma como era cuidadosa e sempre teve paciência com o meu jeito de ser.
- Não consigo respirar direito – ela disse e eu ri me levantando e me deitando ao lado dela, ela se virou e virei o meu corpo para ficarmos de frente um para o outro – bem melhor, gosto de ver os seus olhos.
- Eu sei que são bonitos, mas depois de tantos anos ainda acha que são atraentes ?
- Eu não olho porque são atraentes, eu olho porque consigo enxergar uma parte sua que na época em que a guerra acabou era inacessível.
- Eu amo você – eu disse encarando os olhos dela e puxando-a mais para perto, ela tinha uma expressão completamente surpresa – eu sei que não digo com muita frequência, na verdade eu sou relapso quanto a isso, mas você nunca deixou de dizer que me ama pelo menos uma vez por dia, eu nunca agradeci você por toda a paciência que teve comigo, nos meus momentos mais frios e insensíveis, nos piores momentos em que eu tive pesadelos com a guerra – eu a abracei, do jeito que ela me ensinou a fazer, antes dela eu não sabia como abraçar as pessoas do jeito certo – você me ensinou a beijar você, a abraçar você e as outras pessoas, me livrou dos pesadelos, me ensinou a amar e principalmente a amar você, me aceitou mesmo depois da guerra e sabendo de tudo o que eu fiz.
- Draco... – ela soltou o meu nome em um sussurro.
- Me deixa terminar, Tori – dessa vez o sussurro foi meu – sabe que é complicado expressar os meus sentimentos – ela assentiu e me deu um beijo casto antes que eu pudesse continuar — Você foi a única, você é única, se não fosse por você eu ainda seria o garoto assustado da guerra, eu provavelmente seria um imbecil e viveria uma vida dispensável, mas você estava lá sempre dizendo que eu não era aquilo, no começo eu queria te atirar da torre de astronomia, mas ainda não tinha sido reconstruída então eu tive que te aturar. Obrigado por estar lá, por me salvar, me ensinar a amar e por me dar Scorpius. E mesmo não dizendo eu te amo todos os dias eu quero que saiba que não vai haver um dia em que eu vou deixar de te amar.
Tudo bem, talvez os meses depois da guerra não foram realmente uma merda, sem esses meses eu não teria trabalhado com Astória e nem teria me apaixonado por ela, não teríamos ficado juntos, Scorpius não existiria e provavelmente eu seria a copia do meu pai hoje em dia. Eu amo Astória e amo Scorpius, e se eu sou capaz de ama-los hoje é por causa dela. Ela me ensinou a amar.
Notas finais
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FELIZZ ANIVERSÁRIO PRA MIIM ♥
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