Notas iniciais
Oi gente! Demorei mais cheguei, e que chegada. Quase infarto com a recomendação da linda Cherry! Estou com as pernas doloridas de tanto pular, queria muito agradecer pelo carinho, por isso dedico esse capítulo a você. E também a todos vocês que visualizam, comentam, acompanham e favoritam, vocês são minha motivação para continuar a escrever. Um beijo, um brigadeiro!

Annabeth estava confusa, Percy parecia mais pálido do que jamais estivera em toda sua existência. A mulher de lábios avermelhados e cabelos ruivos ainda sorria.

—Não vai me receber com um abraço?- questionou sarcástica. — Eu estava com tanta saudade de você meu advogado. Dos nossos passeios, você também sente?

Ela entrou mesmo sem ser convidada, analisou a sala de forma minuciosa, quase como se conseguisse ver através das paredes que levavam a outros cômodos da casa.

—Quem é você?- questionou Annabeth, aquela mulher parecia querer testar os limites da sua paciência. Seria desastroso se a ruiva descobrisse que ela não tinha muita.

—Ele nunca falou de mim?-perguntou com um biquinho magoado. — Mas, tudo bem, eu posso me apresentar agora, Rachel E. Dare.

—O que você esta fazendo aqui?- perguntou Percy finalmente despertando de seu torpor.

—Você nunca me tratou assim, tudo isso é por causa dela?- perguntou sem expressão.

—Vai embora da minha casa. — ordenou Percy.

—E que casa hein! Essa decoração esta incrível, você que decorou fofa?-indagou ignorando a ordem do primeiro.

Annabeth que até então se mantivera calma, não se conteve, as luzes do entendimento clarearam sua mente como um raio em noites tempestivas.

—O que você veio fazer aqui?- sondou irritada. — O que isso significa Percy? O que ela faz na minha casa.

—Annabeth...

—Responde!- tentou manter o tom de voz.

—...

—Você sabe o que eu vou pensar se não responder!

—Responde Percyto! Diz para ela que era comigo que você ficava em Londres, conta o quanto você odiava a ideia do casamento com uma garotinha fresca e mimada. Conte quantas desculpas você arranjou nas férias para não vir vê-la e isso tudo para que? Para ficar comigo, só comig...

—Para agora! Eu não quero ouvir mais nada de você! Percy, diz que não é verdade, por favor, diz que não é...

—Annabeth eu, eu... Eu sinto muito.

O tapa ecoou de forma quase estrondosa no ambiente, era um tapa recheado de uma magoa recém-adquirida e alimentada com porções cheias pelo ciúme e pelo medo. Principalmente pelo medo.

— Não venha atrás de mim. — avisou, subindo correndo a escada sem olhar nenhuma única vez para trás.

Percy permaneceu estático, a ardência em seu rosto era como um alarme incessante do quão idiota ele fora, do quão patético.

—O que foi amorzinho?- perguntou à ruiva, esgueirando suas mãos pelos ombros do homem. — Ela te magoou?

—Me larga Rachel. — explodiu, arrancando as mãos da mulher de seus ombros, segurou firme nos ombros de uma moça risonha. -O que veio fazer aqui? Quem te mandou?

—Não acredita na saudade que sinto de você Percyto?- inquiriu com uma voz irritantemente aguda e infantil. -Você já foi tão mais cavalheiro comigo.

—Vai embora da minha casa. -ordenou mais uma vez. — Vai agora.

—Eu fico tão magoada com essas suas atitudes. — balançou a cabeça negativamente. — Eu vou indo, vi que não sou bem recebida aqui, mas vamos ter oportunidades excelentes para conversar.

Do decote extremamente exagerado, por entre o vale dos seios ela retirou um pequeno papel e colocou dentro do bolso do paletó do homem.

-É meu novo endereço caso você queira repetir os velhos tempos. — informou, seus olhos de lâmina haviam cortado um casamento em duas metades, que talvez jamais se juntassem novamente.

Assim que a porta se fechou o punho cerrado de Percy acertou uma das paredes, que adquiriu algumas rachaduras devido à forca aplicada. Ele logo subiu as escadas parando somente quando chegou defronte à porta do quarto onde ela devia estar. As batidas soaram rápidas e desesperadas.

—Annabeth?- arriscou. Mas, não houve resposta do outro lado, mesmo que Percy tivesse certeza de que ela estava lá. — Por favor, me responde! Eu posso explicar tudo isso, eu, eu... Eu so preciso falar isso olhando para você.

—Então fale. — Annabeth abriu a porta deixando o seu rosto vermelho e seus olhos chorosos a mostra. Deixando que ele visse suas feridas abertas que agora sangravam. — Me conte tudo sobre Londres.

***

Thalia acariciava sua barriga rechonchuda, já estava com quatro meses recém-completados, descobriu a gravidez logo no inicio. Um atraso normal no seu ciclo menstrual não a preocupou logo de inicio, mas depois de duas semanas completas, imaginou que aquilo não poderia ser normal. Lembrou de que demorou algum tempo ate procurar um médico, em outra situação teria pedido ajuda para sua cúmplice de todas as horas. Tinha certeza do apoio de Annabeth, mas se estivesse realmente grávida seria a mesma coisa que colocá-la em um palco cheio de chamas ardentes. E amava demais a amiga para fazer com que ela se submetesse a esse novo circo que faria parte da sua vida.

—Você está distraída. — afirmou Nico ao entrar no quarto e notar a mulher pensativa.

—Eu só estou pensando em Annabeth. — esclareceu, observando o homem jogar a gravata em algum lugar do quarto.

—Ela ainda não respondeu a carta?-perguntou confuso.- Pelo que eu me lembre já vai fazer quase dois meses que você a enviou.

—Não, ela respondeu, já faz algum tempo. Eu só estava pensando no que aconteceria se ela estivesse aqui. — respondeu calma. — Tenho certeza de que ela me esganaria por não ter contado antes.

—Acho que ela é gentil demais para fazer isso. Nunca conversei com ela, mas já ouvi comentários sobre ela no jornal. — rebateu.

Thalia riu, era uma opinião que muitos tinham sobre Annabeth Chase, muitos há viam como uma moça gentil e recatada de uma família abastada, mas so quem a conhecia de perto poderia saber o quão erradas essas opiniões estavam.

—Você não conhece Annabeth como eu. — afirmou nostálgica. — Por isso não vi necessidades de colocar muitas informações na carta que enviei, eu sabia que ela compreenderia totalmente. Ela provavelmente com certeza me esganaria, ela odeia ser a ultima, a saber. Ela realmente odeia.

—Então acho que ela arrumou a amiga certa. — disse risonho.

Thalia formou um bico envergonhado e ao mesmo tempo feliz.

—Você devia ter me falado do casamento antes. — reclamou fingindo irritação.- Eu quase tive um susto ao entrar na igreja, não entendi por que sua mãe me enfiara naquele vestido, so entendi que estava me casando quando me perguntaram se eu realmente aceitava ser sua esposa pelo resto da vida.

—E você aceitou?-perguntou brincando com os fios negros de cabelo da mulher.

—Eu jamais poderia negar. — afirmou sorridente entrando na brincadeira do marido.

—Você não consegue viver sem mim. — disse exibido.

—Isso não é verdade. — negou dando um leve beliscão no braço do homem. — Eu só não queria ver você desmaiar na frente dos convidados.

—Tem certeza? Minha mãe ia fazer aquela torta que você ama? Mas já que é assim pedirei para que ela não faça mais nada. Você não me ama não é docinho?-questionou desafiador.

—Eu tenho certeza que te amo benzinho, agora vá ver se a torta esta pronta. — disse forçando um sorriso exagerado para garantir um grande pedaço da torta.

—Você é uma fingida sabia?- perguntou fingindo estar magoado.

—E você um chantagista. — respondeu no mesmo tom.

Notas finais
Gente foi isso, espero que tenham gostado do capítulo. Agora desatolei um pouco do trabalho e espero ter mais tempo para postar. Me perdoem pelos eventuais erros de português, eu revisei mas alguns passam despercebidos. Até a próxima!