Aprendendo a Amar

9 Eu quero aprender


Notas iniciais
Oi gente! Mas um capitulo saindo do forno, eu gostaria de dedicar esse capitulo as pessoas que estão acompanhando e favoritando a fic, a galerinha dos comentários, quero dedicar esse capitulo a você que lê caladinho. Em geral quero agradecer a todos vocês que me dão forças pra continuar a escrever. um beijo, um brigadeiro!

Quando eles se afastaram, Annabeth sentiu as pernas bambearem, como se ela tivesse se esquecido de como se fica em pé. O que foi isso se perguntava mentalmente? Não conseguiu encarar Percy, era tão constrangedor, e o pior de tudo é que ela havia gostado, havia se sentido especial, um tipo diferente de amor: aquele que aquece, que se ajuda que tem forças para sobreviver.

—Nos, nos... Devíamos esquecer que isso aconteceu? — sugeriu meio trêmula e confusa.

Sentiu os olhos de Percy a encararem, e seu coração se incendiou, olhou para as mãos e procurou se distrair brincando com sua aliança, se olhasse para Percy não conseguiria mais falar.

—Só tem um problema, sabidinha. — rebateu calmo, tocou o queixo da mulher e fez com ela delicadamente o encarasse.

—Qual?

—Eu não conseguiria esquecer. — afirmou. — Não posso me esquecer, por que agora toda vez que eu a olhar vou sentir vontade de fazer a mesma coisa de segundos atrás.

Ela sentiu as bochechas queimarem, tímida buscou enxergar a verdade nos olhos do homem, o seu coração parecia ter participado de uma corrida, pois batia de forma tão acelerada que ela achou que a qualquer momento ele fosse explodir!

—Eu também não conseguiria. — confessou. — Mas eu tenho... Eu não sei explicar, eu não sei mais o que eu sinto por você.

—Nós já somos casados, é normal que casais... Bem que eles se apaixonem. — falou sem graça. — Eu adoraria me apaixonar por você... Eu gosto de ser seu marido e...

Percy sentiu o impacto do corpo feminino contra o seu, prendeu os pequenos ombros em um abraço, sentiu o perfume cítrico de seus cabelos, brincava com os fios dourados que enchiam suas mãos. Sentiu vibrações quando ela sussurrou:

—Eu aprendi a amar ser sua esposa! Aprendi a gostar da sua presença, eu quero aprender a amar você!

—Você é uma baixinha bem especial sabia?- comentou.

—Sabia que você não é tão lerdo como eu pensei Cabeça de alga?

—Será que você não consegue responder uma pergunta sem fazer outra no lugar?- perguntou brincalhão.

—Eu sou estranha esqueceu?- respondeu sorrindo.

— Então somos o casal mais estranho da cidade?

—Só da cidade?

—Do mundo! Mas olha a mulher maravilhosa com quem me casei, nunca vi alguém como você!

— Eu nunca achei uma pessoa como você também!

***

Katie sentiu seu corpo congelar ao abrir a porta para aquela mulher, depois de tantas historias que ouvira sobre ela, vê-la ali fazia com que suas entranhas se contorcessem.

—Não vai deixar que eu passe, menininha?-perguntou Hera ácida, ela parecia sibilar cada palavra.

—Perdão senhora!- se desculpou prontamente. — Entre, a senhora deseja alguma coisa para beber?

—Não, quero falar com minha neta.

—A senhora Annabeth não está.

—Onde aquela pirralha se meteu?!- perguntou em um tom baixo, mas para si mesma do que para Katie.

—Ela foi à biblioteca, senhora.

—E o marido dela sabe disso?- questionou irritada. — Pirralha inconsequente, você esta ajudando minha neta nas artimanhas dela?

—Não... Não senhora! O senhor Jackson, ele...

—Apoia incondicionalmente a esposa em todos os seus sonhos. -Percy completou pegando as duas de surpresa, e logo atrás uma Annabeth de cara fechada.

—Vovó o que a senhora faz aqui?- perguntou indignada. — E falando assim com a Katie.

—Eu vim aqui pra saber como as coisas estavam!- respondeu na mesma medida.- E quem é Katie? Katie é uma serviçal a sua empregada.

—Escuta bem isso dona Hera, a senhora não pode vir a minha casa e tratar os outros como bem entende!- praticamente gritou, segurou pó braço de uma Katie cabisbaixa. — O nome dela é Katie Gardner e ela é uma das minhas melhores amigas, agradeço se a senhora entender isso compreende?

—Como pode apoiar esse tipo de coisa?- perguntou a Percy. — Eu me cansei de dizer a Atena pra não criar a menina desse jeito, mas ela não me escuta.

—Eu a apoio por que compreendo e aceito suas opiniões. Quanto a Katie, ela é praticamente da nossa família, agradeceria se a tratasse com mais respeito.

Hera riu, de forma venenosa, recolocou seu chapéu e puxou Annabeth para um abraço forçado, e sussurrou maldosamente.

—O seu marido te apoia tanto nesses seus sonhos, mas por que será que ele esconde os dele. Tente perguntar sobre Londres, você vai achar as informações tão divertidas. — comentou amarga. — Tchau, quando você tiver mais tempo a vovó marca um novo encontro!

Ela saiu pela porta ainda abeta como se a discussão nunca tivesse acontecido, Annabeth se sentiu meio zonza e sem ar, e sentia que nada tinha haver com o espartilho que lhe esmagava as costelas. O que ela quis dizer com divertidas?

***

—Por que você nunca fala de Londres?- comentou após alguns dias desde a visita de sua conflituosa avó. Ficar com aquela ideia na cabeça, era impossível, lutara tempo suficiente contra á duvida, mas do que o esperado para alguém como ela.

—É so que não tenho nada de interessante para contar. -fugiu do assunto, e Annabeth percebeu.

—Me conte sobre qualquer coisa!- insistiu agora ainda mais desconfiada.

— Eu passei o tempo inteiro estudando, não tive muito tempo para passear, nem conhecer grandes monumentos.

—Você já comentou comigo sobre trabalho. Ofereceram-te um emprego?

—Sim. Já me fizeram varias propostas, mas eu nunca pude aceitar por causa do...

—Casamento. -completou. -Então você gostaria de voltar para lá? Você não fala sobre o seu tempo lá por que sente muita falta...

—Você diz a passeio?-perguntou confuso com o rumo da conversa. -Seria incrível, acho que você iria gostar.

—Eu digo para morar? Você gostaria de voltar a morar lá?

—Annabeth... Agora as coisas estão bem diferentes. — rebateu- Eu tenho você agora.

—Você gostaria?- pressionou mais um pouco.

—Eu... Annabeth, eu desejo voltar para lá, sinto falta de como as coisas eram, mas estou com você agora.

Annabeth deu um estalado beijo em sua bochecha direita.

—E se eu quiser morar lá com você?- sugeriu.

— Eu não quero que você se sinta obrigada a fazer isso só por que sinto falta de uma coisa.

—Você ainda não entendeu? Quando eu disse que quero amar você significa que eu vou apoiar todos os seus sonhos assim como você apoia os meus. Meu coração so vai se alegrar se o seu também bater contente!

—Você tem certeza de que largaria tudo pra ir pra outro país?

—Você é meu marido meu cúmplice, meu amigo, minha casa é onde você está. — revelou constrangida por se abrir dessa forma pra ele.

—Eu gosto de você!

—Eu também gosto de você Percy. Você aceita?

—Você vai ser feliz com isso?

—Vou. Têm muitas escolas em Londres e o mais importante você também vai ser feliz, vai ser como um novo começo.

—Eu aceito!

Notas finais
Bom foi isso até a próxima, comentem o que acharam! Desculpem pelos erros de português, geralmente não tenho mas tido tempo pra ficar revisando. Mas não consigo esperar para postar. Um beijo!