Aprendendo a Amar

4 Coração palpitante


Notas iniciais
Oi gente! Desculpas por não postar o capitulo logo, mas enfim estou aqui! Quero dedicar este capítulo a Leitora98 que favoritou a história, e também a logadra forever, Zoey Jackson e Juuh Lerman Daddario que estão acompanhando e por ultimo e não menos importante dedico esse capitulo a vocês que comentaram. Vocês fazem uma autora feliz! Um beijo e abraços Ruffles!

Dezembro, 1908, Salão de festas.

Percy e Annabeth mantinham-se afastados em duas extremidades opostas. Cada um depositando sua raiva naquela mulher que desfilava mostrando toda sua arrogância em meio aos convidados. No seu lado do salão, Percy, tentava controlar um grito de fúria que tentava escapar a todo custo da sua garganta, falando com Nico um amigo de longa data ele evitava pensar em como seria quando ficasse sozinho com Annabeth, seria problemático. Já Annabeth lutava com sua própria consciência que parecia culpá-la e evitava a raiva de Thalia sua melhor amiga e colega de trabalho.

—Querida Annabeth! Como a boa amiga que sou não posso, não quero e nem vou reprimir o ímpeto de exprimir minhas reais opiniões sobre esse casamento: Isso é uma grande porcaria! Aquela sua avó é uma vac... — disse numa mistura de revolta e sarcasmo.

Thalia teria continuado suas tagarelices, mas percebeu que a amiga não prestava atenção no que ela dizia, em qualquer outro momento ela teria se zangado, então percebeu o quão duro estava sendo isso para a amiga, Annabeth sempre foi independente e talvez no fundo ainda mais rebelde do que a própria Thalia.

— Hey! Tá tudo bem aí?- perguntou preocupada com o transe da amiga.

Balançou as mãos em frente ao rosto dela que enfim pareceu sair do torpor que suas preocupações lhe proporcionavam.

— Perdão, o que estava falando?- questionou desorientada.

Desde que saíra da igreja, tinha se livrado do pesado vestido de noiva e também do espartilho, vestia um vestido elegante, porém confortável e que combinava com aquela tarde ensolarada. Preocupava-se com o encontro que estava adiando desde que chegara a festa, não conseguia olhar para o marido... Para ela era tão estranho pensar nele dessa forma é quase como se falasse de outra pessoa e não o garoto com quem costumava aprontar travessuras.

— Eu estava falando o quanto acho esse casamento ridículo!- lembrou Thalia.

— Ah sim! Claro que sim, eu também não gostei muito da ideia, mas aqui estou eu como a nova Sra. Jackson. — murmurou cansada.

— E tudo isso é culpa daquela... Você não merece a avó que tem!- disse indignada. — Isso tudo é uma grande besteira!

— Mas, é minha culpa, inteiramente minha para ser sincera, minha avó não é confiável e eu sabia disso, mas mesmo assim confiei em suas palavras. -disse baixo. — E além do mais não foi de todo inútil, olhe como mamãe esta feliz.

As duas avistaram Atena e Sally sorrindo cúmplices como duas adolescentes, a situação era quase compreensível afinal elas haviam acabado de testemunhar a realização de um sonho.

— Sua mãe teria compreendido se você não casasse. — informou.

— Eu sei, é só que... — começou recebendo um olhar encorajador para que continuasse. — Eu não fiz só por minha mãe, eu também fiz pelo Percy em memória dos velhos tempos. Como você já sabe minha avó disse que ele estava apaixonado e a empregada afirmou, eu não sou egoísta o suficiente para machucá-lo.

— Você consegue ser boa até nisso, se importar com as outras pessoas não é ruim, mas às vezes você precisa ser um pouco egoísta se não as pessoas vão te usar como bem entenderem. — informou. — Você já devia saber disso professora.

—Sei em teoria, resolver na prática é bem mais complicado. — rebateu. — Na pratica você tem dois conselheiros que te propões às escolhas mais difíceis.

Completou a frase indicando a mente e o coração, Thalia somente suspirou vencida. Annabeth em algum momento se perguntou o que os convidados estavam achando da falta de interação entre os recém-casados, mas logo espantou esse pensamento incômodo, notando logo em seguida que mesmo se achassem algo, pela manhã já teriam esquecido. Viu nas faces rubras dos convidados a embriaguez do vinho, e concluiu que esse era o momento que a divisão de classes sociais se quebrava, não havia diferença e nenhuma sofisticação em seus gestos, até mesmo aquelas que se consideravam damas instruídas riam de coisas que mostravam repúdio enquanto sóbrias. E os senhores tão elegantes mantinham conversas vazias, longe daquela inteligência habitual que diziam ter. Annabeth suspirou resignada enquanto via o tempo passar cada vez mais rápido, Thalia parecia distraída com alguma coisa ou muito provavelmente com “alguém”.

Evitava olhar para Percy, mas assim que o fez viu o motivo da distração de sua amiga. Abriu um sorriso malicioso diante do olhar apaixonado da amiga.

— Ora, ora, ora parece que o jornalista não era só uma aventura. — Thalia quase pulou de susto ao ouvir a voz da amiga.

— Sua, sua, sua sabichona insuportável!- disse com raiva.

— Quem diria que o coração rebelde de Thalia Grace seria fisgado. — continuou a provocar vendo o rosto da mulher enrubescer.- E logo por quem, Nico d...

— Você quer calar a boca!- repreendeu constrangida. — Se o papai te ouvir estou morta, ele ainda está furioso por eu ter cortado os cabelos.

Falou mexendo nos cabelos que estavam na altura dos ombros, como sempre Thalia era impulsiva.

—Tudo bem, não disse nada. — garantiu divertida, quase esquecendo seus próprios problemas... Quase.

Thalia pareceu notar mudança de humor repentina, pois logo desviou sua atenção somente para a amiga.

—Você está mais pensativa que o normal. — afirmou. — O que te preocupa além de encontrar o Percy?

— Só estou pensando no que vai acontecer agora, sabe nada vai ser como antes. — disse confusa. — Tenho medo de mudar, de virar uma pessoa diferente, não vou ser forte o suficiente.

— Você só pode estar de brincadeira! Você só colocou a porcaria de um sobrenome novo, isso não vai mudar a pessoa incrível que você é. Não vai mudar o seu jeito de sabichona, entenda que a mulher que lutou contra um pai chato e uma avó ultrapassada para estudar, nunca vai morrer. Essa chama que você guarda no coração não vai apagar, e se você não for forte o bastante eu vou estar lá para te levantar e vamos ser fortes juntas.

Annabeth olhou para a amiga emocionada, sentia os olhos arderem quando a abraçou.

— Obrigada! Alguém já te falou que você é a melhor amiga de todas?- perguntou.

—Não, mas eu posso me acostumar com isso. — respondeu.

As duas riram e o sol já estava se pondo quando Annabeth se deu conta que era hora de partir. Separaram-se do abraço e Thalia garantiu que tudo ficaria bem, ela apenas sorriu se afastando junto com o novo marido para onde seria sua casa.

Vendo a amiga se afastar, ela suspirou.

— Boa sorte, Annie, seja feliz. — desejou de coração

Conseguiu notar de relance, quando uma mão forte segurou seu braço, se virou para notar um Nico sorridente que lhe puxou para se esconder em uma das enormes cortinas.

— Você demorou. — constatou ela.

Ele roubou-lhe um beijo.

—Mas estou aqui, não é?- questionou divertido.

— Que bom que está!- confirmou

E permaneceram abraçados atrás das cortinas, ambos sabendo que aquilo que acontecia entre os dois já estava longe de ser uma aventura qualquer. Mas nesse momento eles não pensaram nisso, escondidos do mundo só conseguiam pensar que a presença um do outro tornava os dias mais bonitos.

Dezembro, 1908, Residência Jackson & Chase.

Depois de se livrarem dos olhos curiosos, eles se mantinham novamente afastados, parados na sala se encaravam constrangidos demais para falar.

—Você está diferente. — Percy quebrou a tensão.

— Você também!- respondeu, para logo em seguida o silencio se instalar.

— Err, acho que minhas malas estão no quarto, onde fica?- perguntou.

— Onde fica o quê?- perguntou notando que a vergonha nublava seus sentidos.

— O quarto, o nosso quarto?- voltou a perguntar, apontou para os dois como que para auxiliar o que falara há pouco.

— Subindo as escadas na primeira porta a direita. — informou nervosa.

— Você vem?- perguntou incerto.

— Eu vou ficar aqui. — disse constrangida.

Viu-o subir as escadas e seguir suas instruções, permaneceu parada por algum tempo, sua mente vagava tão confusa que não soube se tinham se passado minutos ou horas.

Quando entrou no quarto ele estava vazio, colocou a camisola separada para noite de núpcias, ainda receosa mordia os lábios que já começavam a ficar inchados. Ouviu batidas na porta, e respirou assumindo controle sobre suas próprias ações, ele estava parado e apresentava o mesmo constrangimento que ela.

— Eu acho melhor dormir no quarto de hóspedes, deve estar cansada do casamento. — falou enquanto viu-a acenar confirmando. — Boa noite então.

— Boa noite. — desejou.

E ambos se despediram, para logo após fecharem as portas, colocando um muro separando os dois. Ambos não sabiam o motivo do coração bater tão rápido, como se fosse começar a saltitar dentro do peito. Deitados demoraram a cair no sono pensando em como seria o dia de amanhã, com certeza não sabiam por que o coraça estava tão agitado que começava a doer.

Notas finais
Então o que acharam? Desculpa mesmo por demorar sei como é difícil ficar esperando por um capítulo. Não sei se vocês notaram, mas a historia é levemente inspirada no casal Laura e Edgar da novela Lado a Lado que passou na globo! comentem o que acharam e até a próxima!