Aprendendo a Amar
7 Capitulo 7
Notas iniciais
-Tenho mais coisas do que imagine!
Falo ao entrar no carro do Marcelo pela ultima vez, havíamos feito diversas viagem para levarmos todos os meus pertences a minha nova casa.
-Essas foram as ultimas caixas?
-Sim, já não aguentava mais.
-Mas suponho que agora venha o pior... – fala dando partida no carro.
-Nem me fale, ainda bem que a sam ficou com a Char no apê desempacotando as coisas, nunca pensei que uma mudança daria tanto trabalho...
-Mas pensa positivo, em breve tudo vai se solucionar.
-Vai?
-Sim, achamos uma possível pista sobre uma tia distante da sua irmã por parte de mãe...
-Isso é bom..., vai ter outra mudança então para voltar a minha vida antiga...
O restante do caminho é silencioso, não sabia como reagir a essa noticia, saber que logo deixaria de lado esse papel de irmã mais velha que estava fazendo, de certo modo estava gostando da rotina que havia criado junto com a Char.
-Você está bem? – diz quando estaciona o carro e começa a tirar o cinto.
-Ótima – falo descendo do carro e começo a descarregar as caixas, levando ao apartamento em que encontro a charlote vendo TV.
-Onde está sua tia?
-Na cozinha fazendo um lanchinho para mim.
-Okay, pode continuar vendo seu desenho.
-Ouvi meu nome? – fala Sam aparecendo na sala com uma bandeja de pequenos sanduiches – aqui princesa – deixa a bandeja no sofá ao lado da pequena.
-Bigada titi.
-Não foi bem seu nome..., não acha que é demais pra ela? – falo olhando para os sanduiches que a menor já havia começado a comer, parecia exagerado demais pra alguém tão nova.
-Relaxa são os preferidos da filha da minha irmã, então deve ser para crianças.
-Está bem.
-É uma pena, mas tenho que ir embora, me ligaram do escritório – Diz Marcelo após ter entrado e deixando as caixas restante em um canto.
-Mas já? Quer dizer entendo..., e te agradeço por ter ajudado hoje..., eu te acompanho.
-Não precisa agradecer, não se preocupe com isso você tem muito o que fazer por aqui... até logo.
-Tchau.
Vou até a porta e fecho a mesma após a saída, deixando nos três da sala.
-Então... agora vamos deixar esse apê com a nossa cara char?
-Melhor não, gosto da mina cala laqui! – fala colocando a mão no rosto, eu e sam caímos na risada.
-É o modo de falar, ninguem vai tirar cara de ninguem para colocar na parede! – explica sam.
-É mana, apenas vamos arrumar tudo aqui de um jeito que nos representa, nos faz sentir bem...
-E eu como uma ótima pessoa vou ajudar!
-Tabem quelo!
***
—Devíamos ter feito isso antes, seria mais facil – falo passando a mão na minha testa e acabo me sujando com tinta rosa, eu e Sam estávamos pintando o quarto da minha irmã, era lilás, mas agora ela queria rosa e no final acabamos que seria pintar a casa inteira, mas os outros cômodos seriam brancos, antes cada um tinha uma cor e acabaríamos dando vida com ornamentos e quadros.
—Você decidiu isso a duas horas atrás, tive que comprar a tinta e traze no taxi, enquanto você ficava aqui vendo TV, se alguém tem que reclamar aqui sou eu! – fala Sam passando a tinta com certa agressão na parede.
—A parede não tem culpa de nada e lembra que é pela char.
—Então por que ela não está ajudando?
—Falo nada – reviro os olhos.
E foi assim o restante do dia, ambas reclamando e de certo modo brincando, no final estávamos todas “pintadas” de branco e rosa, até mesmo a Char que não tinha ajudado e ficou assistindo, mas pintamos todos os cômodos, o ar da casa parecia diferente, renovada. Só faltava a decoração.
—Estou exausta – diz minha irmã se jogando no sofá e olho para Sam, ambas caímos na risada.
—Vai manchar o sofá – me jogo também com um suspiro ao falar.
—Foi um dia longo..., melhor voltar pro hotel...
—Fica vai tia Sam.
—Fica Sam, está cansada e pode dormir na minha cama comigo, como nos tempos em que começamos e tínhamos que dividir a cama no hotel, lembra?
—E como..., eu fico!
—Também quelo dormi com locês!
—Mas antes um banho! – me levanto e a pego no colo.
—Pode tomar banho no banheiro do meu quarto Sam e pegar alguma roupa minha.
—Também quelo uma ropa sua tia for.
—Não queria, a mocinha aqui tem que usar as suas roupas que por sinal são lindas.
—Verdade se fosse do meu tamanho eu usava são muito lindas – fala sam me ajudando e passando por mim para ir ao meu quarto.
Levo minha irmã para o quarto dela e digo para ela ir ao banheiro enquanto eu escolho a roupa, a mesma obedece e escolho um pijama de flores, vou para o banheiro e ajudo ela com o banho, quando está termina já vestido e com cabelo penteado é minha vez a deixo sobre os cuidados da nova tia.
—Que tal pedirmos pizza? — falo quando chego na sala e flago as duas vendo desenho animado.
—Animo, preciso sair da deita um pouco!
—Quelo- bate palminhas animada.
Após o consenso ligo para a pizzaria e peço uma tamanho família meia calabresa e meia de frango e uma menor de chocolate.
—Noite das meninas! – me jogo no sofá ao lado delas.
—Xi tia for, quelo ver o filme.
Levanto minhas mãos em rendição e fico quieta durante o filme, mas prestando atenção na menor que estava ao meu lado e por um momento me sinto feliz e penso que queria mais dias assim com minha irmã e minha melhor amiga. Sinto meu celular vibrar e o pego no meu bolso, me trazendo de volta para a realidade, uma mensagem do Marcelo, era uma foto dele fazendo cara de entediado e logo em seguida chega outra mensagem “ Que tal comemorarmos sua mudança com um jantar?”
—Quem é Flora? – pergunta Sam me olhando, sussurrando.
—Ninguém importante – respondo no mesmo tom e em seguida escrevo a mensagem “ Hoje não vai dar”, vejo que ele me manda uma resposta, mas desligo meu celular e não vejo, por fim começo a prestar atenção no filme que era bem legal, quando estava suas cenas finais o interfone toca avisando da pizza e peço pata o motoboy subir enquanto vou até a minha bolsa pegar o dinheiro, ao voltar para a sala vejo as duas no mesmo lugar, nem se quer se mexeram, Sammantha estava tão concentrada quanto minha irmã, reviro os olhos com a cena. A campanhia toca e vou atender, dou o dinheiro ao entregar e ele me dá a pizza e o refrigerante.
—Se foram comer vai ser na mesa – digo a caminho da sala de santar, coloco em cima da mesa e pego três copos já servindo o refri e me sento, não demora para que elas apareçam e comecem a comer – Char o que acha de amanhã irmos no mercado fazer compras? – Ela apenas confirma com a cabeça concentrada demais na pizza, não era uma sugestão, tínhamos mesmo que ir, já que não havia quase nada de comida na dispensa e uma criança tinha que ter uma refeição adequada, não a que estava tendo, pelo menos foi o que li em um blog de mãe.
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