Aprendendo Com A Vida!

8 Capítulo 8 - Um Novo Dia.


Notas iniciais
Bom pessoal, capítulo 8 aí pra vocês... Como faz tempo que não posto, vamos a um resumo, caso vocês não queiram ler o capítulo 7 novamente.
Capítulo 7: É o dia do baile. Virgil não está nada animado com o esse acontecimento, então decide ir para o parque de Ballevue pra poder distrair-se um pouco. Ele e Buddy perdem a noção do tempo e esquecem que sua mãe, Christine, havia marcado um jantar com sua colega de trabalho Sarah Evans, que havia acabado de se mudar para o bairro. Virgil chega atrasado para o jantar. A amiga de sua mãe ja estava lá com seu filho Kyle e sua filha Emily. Virgil se interessa muito por Emily, e parece que o sentimento é reciproco. Após o jantar eles vão dar uma caminhada pelo bairro, para que a garota possa conhece-lo. Ao chegarem no coreto no final da rua, Emily fica chocada ao perceber que Virgil deixou de ir ao baile para poder ir ao jantar de sua mãe. Ela decide então dar-lhe uma dança, para que a data não passe em vão. No meio da dança surge um clima e eles quase se beijam, porém são interrompidos pela ligação de Christine para que Virgil a leve Emily pra casa. Já na porta a garota se despede com um beijo no rosto de Virgil, e afirma que adoraria ter ido ao baile com ele.
Bom pessoal esse é um resumo do último capítulo. Agora rumo ao capítulo 8 ;D

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E se eu disser que não sou como os outros?

E se eu disser que não sou apenas mais um de seus brinquedos?

Você é o dissimulado!

E se eu disser que nunca me renderei?"

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Quando chegou em casa, Christine ainda estava esperando Virgil acordada. Como prometido eles tiveram aquela conversa sobre responsabilidade e pontualidade. Foi uma das maiores broncas que ele havia recebido. Apesar de tudo isso, ele estava feliz. Ainda estava meio bobo com o que quase aconteceu. Ele não conseguia entender, em um momento ele estava no parque, se queixando por não ter ido ao baile, e por não ter nem se quer uma garota interessante que ele pudesse se interessar, e um pouco mais tarde, estava dançando com a garota mais incrível que já conhecera. Virgil tinha certeza que não conseguiria dormir de tanta felicidade. Após sua mãe ter terminado de lhe passar o sermão, o mandou pro quarto. Virgil dirigiu-se para seu quarto com Buddy ao seu lado, ele se trocou, colocando seu pijama e deitou em sua cama, mas ainda era inútil. Não conseguia esquecer aquele momento, o toque suave de suas mãos, sua voz meiga, seus olhos cintilantes, tudo era mais do que ele poderia ter sonhado. Envolto em seus pensamentos ele começou a se recostar no travesseiro, Buddy subiu na cama e deitou a seus pés, o que ajudou por conta do frio que fazia de madrugada. Devido a correria daquele dia ele foi se acalmando e começando a pegar no sono, quando estava quase dormindo escutou o barulho de SMS em seu celular. Ele se inclinou devagar e pegou o aparelho e leu a seguinte mensagem de Gus:

“ Eai cara, pô o baile foi muito show, você deveria ter ido, as músicas foram demais, eu e a Tieme nos divertimos muito, acho que até o Ralph se deu bem, kkkkk. O Jason aprontou uma também. Em fim amanha eu toco ai pra poder te contar tudo. Boa noite cara, a gente se fala. “


Virgil não pode deixar de rir após ter lido a mensagem, sua curiosidade se aguçou a respeito de Jason. — O que será que ele aprontou dessa vez? — Pensou ele. De qualquer forma ele só saberia pela manhã, então era preferível ele ir dormir logo, e foi o que ele fez. Ajeitou o celular na mesinha ao lado de sua cama, aconchegou-se em sua cama e adormeceu.

Por volta das dez da manhã, após sentir a claridade já bastante forte em seu rosto, Virgil acordou. Demorou um pouco para levantar pois ainda estava meio sonolento. Percebeu que Buddy já não estava na cama e a porta do seu quarto estava aberta, deduziu logo onde ele estava. Levantou da cama, calçou os chinelos e foi até o banheiro, onde ele fez todo o ritual de todas as manhãs. Em seguida ele se dirigiu para a cozinha, e quando chegou lá Buddy estava sentado aos pés de Christine que fazia o delicioso café das manhãs de todos os domingos, panquecas, waffles, e ovos mexidos.


- Bom dia mãe.


- Bom dia! — Respondeu Christine, rápido demais e de uma maneira um tanto quanto ríspida.


- Dormiu bem? — Perguntou Virgil, tentando puxar assunto.


- Sim e quanto a você? — Ainda não havia mudança em sua voz.


- Qual é mãe! Ainda está brava pelo o que aconteceu ontem? Eu já me desculpei, e tudo acabou se ajeitando no final das contas.

- Não se trata de ter dado certo ou não, trata-se de princípios. — Virgil sabia que viria mais um sermão, mas a voz de sua mãe era em um tom mais tranqüilo. — Não importa que as coisas se ajeitaram, o que importa é que você se atrasou, não cumpriu com sua palavra. O mundo lá fora não permite erros meu filho, e se você tivesse se atrasado com algum compromisso de emprego? Seria demitido na hora. As pessoas buscam pontualidade e comprometimento. Você tem quase dezesseis Virgil, daqui a pouco vai ter idade pra dirigir. E se não consegue cumprir com um simples jantar, como vai se comprometer com a vida.


As palavras de Christine haviam pego ele de jeito dessa vez. Na noite passada ele havia ignorado a bronca pois estava pensando em Emily, mas agora que estava concentrado no que sua mãe estava dizendo conseguiu entender a mensagem. Ela só queria o bem dele, e que ele percebesse que o mundo lá fora é cheio de altos e baixos, e que se ele não ficasse atento a vida poderia lhe derrubar.


- Você tem razão mãe. Me desculpe, sei que eu errei, e assumo isso. Eu te prometo que daqui pra frente você poderá confiar 100% em mim, não irei te decepcionar.


- Eu te desculpo meu filho. Agora vamos, temos de comer tudo isso enquanto ainda está quente. — Disse Christine, levando as cosias do fogão para a mesa.


- Comer é comigo mesmo mãe. — Brincou Virgil.


Eles riram e sentaram-se a mesa. Buddy permaneceu do lado deles, sempre esperando alguma coisa cair pra ele poder se deliciar. Mãe e filho aproveitaram um belíssimo café da manhã. Conversaram sobre o jantar da noite passada e de como havia sido divertido conhecer os Evans. Quando Christine tocou no nome de Emily, Virgil não pode deixar de corar. Sua mãe sabia que ele havia se interessado pela garota, no fundo ela até gostava da idéia. Pelo o que Sarah havia dito, Emily era uma garota extremamente responsável e gentil, ela poderia muito bem colocar algum juízo a mais na cabeça de seu filho. Mas ela não iria pressionar, se Virgil quisesse falar realmente a respeito disso, ele falaria, fazia parte da relação de amizade que eles haviam estabelecido. Após o café Virgil se trocou e foi passear com Buddy mas antes passou na casa de Gus.


- Ei Gus, como está cara? — Cumprimentou Virgil, Buddy latiu e se sentou.


- Eae cara, tudo bem e com você? E oi pra você também Buddy. — Respondeu Gus, sorrindo.


- To numa boa. E então, vamos dar uma volta com o cachorro, assim você aproveita e me conta como foi ontem.


-Claro! Deixe só eu pegar uma coisa aqui. — Gus entrou em casa e começou a procurar alguma coisa, e quando voltou tinha uma bola de basquete nas mãos. — Vamos então?!


- De onde veio isso? — Perguntou Virgil.

- Presente de natal adiantando do meu pai, quem diria não é!

- Ele fez uma pausa e virou-se pra trancar a casa. — Mãe to indo dar um volta com o Virgil, até depois! — Gritou ele e em seguida fechou a porta. — Agora podemos ir.


Eles caminharam pelos arredores do bairro, Gus contava as coisas maravilhosas que haviam acontecido no baile. A dança com Tieme, o riso, as pessoas, o jeito como Ralph parecia incrivelmente feliz ao lado de Beatrice, e finalmente contou sobre o pedido.


-Então, quer dizer que você finalmente a pediu em namoro? — Disse Virgil surpreso.


-Pois é, achei que depois de tudo que já havíamos passado valia a pena tentar. Quer um momento mais romântico do que um baile de final de ano, eu com um belo smoking, ela com um lindo vestido, musica lenta. Eu sou um gênio. — Explicou Gus, rindo de sua própria genialidade.


-Desculpe-me garoto gênio. E afinal o que ela disse?


- Ta brincando! É claro que ela aceitou, não tinha como ela não aceitar.


- É faz certo sentido. — Riu Virgil. — Fico feliz por você cara. Ela é uma garota ótima, tenho certeza que serão muito felizes.


-Obrigado Virgil, significa muito vindo de você. — Disse Gus por fim dando uns tapinhas nas costas de seu amigo.


- Falando no baile, o que foi que o Jason aprontou de tão terrível dessa vez?


-Ah claro! Ainda bem que você me lembrou. Ele chegou lá com uma daquelas líderes de torcida chatinhas. Com o passar da noite ele começou a dar uns “amassos” em uma outra garota, sem que a acompanhante dele percebesse. No final, escolheram ele como rei do baile, como não podia deixar de ser. Porém é aí que vem a parte interessante. Não escolheram a garota que ele chegou desde o inicio como rainha, e sim a que ele ficou durante a festa. Além de terem escolhido uma garota diferente, todos começaram a dizer que eles formavam um belo casal, e que Jason tinha escolhido bem em ter vindo com ela ao baile. A primeira garota bufou de raiva e partiu pra cima da outra, e elas começaram a se bater. Todos ficaram pasmos com aquela situação, até mesmo os professores tiveram de apartar a briga. E apesar de tudo isso sabe o que foi o pior?


- E tem como piorar? — Perguntou Virgil.


- O pior é que quando estava indo embora, Jason conseguiu fazer as duas garotas pararem de brigar, e no final ele foi para sua limusine alugada com uma garota em cada braço.


Virgil ficou chocado com o que tinha acabado de ouvir. Mais uma vez Jason estava conseguindo fazer o impossível. — Como é que ele consegue fazer esse tipo de coisa?- quis saber.


-Não faço idéia cara. Jason tem o dom de fazer coisas impossíveis.


Continuaram conversando sobre como havia sido o baile, as músicas, as pessoas, e todo o resto, até que chegaram a pequena quadra no quarteirão vizinho. Não era grande coisa, era toda cimentada e em cada lado havia uma sexta de basquete sem rede. Um pouco de sujeira aqui e ali, galhos quebrados e folhas esparramadas completavam aquela paisagem.


-Venha,vamos dar um arremessos ou jogar um mano a mano, o que me diz? — Chamou Gus.


-Não sei não cara, faz muito tempo que eu não jogo basquete, devo estar muito enferrujado, e além do mais estou com o Buddy e ele não va...- Ele foi interrompido.


- Não me venha com desculpas Virgil, você sabe muito bem q se mandar o Buddy sentar e ficar quieto ele o fará, vocês adestraram ele. Qual é, somos só nós dois, não tem com o que se envergonhar. A não ser que esteja com tanto medo que não consiga nem tentar — Provocou Gus.


Virgil deu um sorriso irônico. Assim como Gus havia dito ele mandou Buddy sentar e esperar, e assim ele o fez. — Muito bem, você conseguiu o que queria. — Disse por fim, tirando seu casaco e o pendurando em um murinho próximo.

Gus estava batendo a bola e se preparando para começar o jogo. Virgil começou a preparar a defesa, arregaçou as mangas da camiseta, abaixou-se levemente e abriu os braços para impedir a passagem de seu amigo, e então eles começaram. Gus gingou com a bola para esquerda e Virgil o acompanhou, gingou para a direita e o mesmo aconteceu. Foi então que Gus deu um sorriso malicioso e piscou, em seguida começou a passar a bola por entre as pernas, gingou para ambos os lados novamente até que deu uma arrancada pelo lado direito e conseguiu quebrar a defesa de Virgil. Gus correu em direção a sexta e marcou os dois pontos.


- Dois a zero grandão. — Debochou Gus jogando a bola para Virgil.


- O jogo apenas começou tampinha. — Riu Virgil segurando a bola e se preparando para atacar. Ele começou a da mesma forma que Gus, gingou para um lado e para o outro e avançou. Apesar da diferença de tamanhos, Gus não teve dificuldade de tirar a bola de Virgil, e marcar no mesmo momento. Eles ainda continuaram jogando por cerca de uma hora. Por fim o placar estava nove a zero a favor de Gus.


-Mais um ponto e eu ganho grandão.


-Apenas se concentre-se no jogo. — Respondeu Virgil. Ele já estava arfando por conta do cansaço e do frio. Ele se preparou e partiu para o ataque, tentou driblar Gus mas o resultado foi o mesmo. Gus tomou a bola e virou-se para arremessar, porém quando o fez, Virgil o surpreendeu pulando e conseguindo interceptar o lançamento. Ele pegou a bola e partiu para a sexta. Virgil pulou e Gus fez o mesmo para poder pará-lo. O mais impressionante foi que Virgil continuou subindo até que seu amigo não podia mais alcançá-lo. Ele fez o que nenhum dos dois pensava que fosse fazer, enterrou a bola na sexta, derrubando Gus por conta do jogo de corpo, que caiu sentado no chão pasmo.- Isso foi... Incrível cara. Como foi que fez isso? — Perguntou Gus ainda sentado no chão.


-Na verdade, eu não sei. Eu só focalizei a sexta e pensei que eu queria muito acertá-la, e derrepente BOOM! Eu acertei. — Explicou Virgil indo em direção a Gus para ajudá-lo.


- Um tanto simplista essa sua explicação não acha?


- Talvez. — Virgil deu de ombros.


-Cara eu acho que você deveria investir no basquete. Você é um cara alto, grandalhão e se você começar a aprimorar essa enterrada tenho certeza de que ninguém conseguirá te parar. Eu posso te ajudar a treinas nessas férias se você quiser.


-Obrigado pela sugestão, mas acho melhor terminarmos primeiro este jogo, depois pensamos em coisas futuras. — Respondeu Virgil, jogando a bola para Gus.


-Tudo bem. — Gus deu um passo para trás e arremessou a bola na sexta. — Pronto jogo terminado.


- Há Há! Muito engraçado.- Neste instante o celular de Virgil.


- Alô?


-”Filho a onde você está? Você está bem?”


- Na quadrinha do outro bairro mãe. Fica tranqüila que eu estou bem sim, é que eu e o Gus acabamos jogando uma partidinha de basquete.


- “E desde quando você joga basquete?”


- Mãe pra que a senhora ligou?


- “A sim, quando você estiver voltando pra casa, pode passar nos Evans e trazer umas compras que a Sarah trouxe pra mim?”


O coração de Virgil encheu-se de alegria. — Claro mãe, será um prazer.


-”Ótimo, então por favor não demore ok? Beijos até mais tarde.”


- Até mãe. — Disse Virgil por fim. Ele arrumou sua blusa em seu ombro e pegou a coleira de Buddy. — Era minha mãe, pediu pra passarmos na casa da Emily.


- Quem é Emily? — Perguntou Gus.


-É uma longa história, eu te conto no caminho. É hora de você saber o que eu fiz na noite do baile. Vamos Buddy. — Disse Virgil, e os três foram em direção a casa dos Evans.

Notas finais
Bom pessoal, queria pedir desculpar por fazer mais de 5 meses que não posto um capítulo da história. Eu decidi dividi-la em três partes, cada uma representando um ano do ensino médio. A primeira parte deverá ser encerrada no capítulo 10, então entrarei em um novo hiato para poder elaborar os capítulos da segunda parte. Mais uma vez me desculpem, e espero que gostem. Mandem Reviews e mensagens... Abraços a todos os leitores