Aprendendo Amar ...

17 As loucuras de nosso amor


Armando chegou cedo à empresa, ninguém ainda tinha chegado, ele aproveitou para ficar sozinho em sua sala avaliando os planos que Betty e ele tinham feito no dia anterior, com sorte eles conseguiriam quitar as dívidas antes da sua menina nascer. Quando Betty chegou se assustou de vê-lo ali sentado já em pleno trabalho.

- Bom dia meu amor – Armando se levantou e a beijou sem se preocupar se poderiam ser flagrados ou não – Como dormiu? –

- Muito bem e você? – Ela respondeu com um sorriso verdadeiro.

- Não tão bem quanto na noite anterior –

Por sorte eles já estavam afastados quando a porta abriu e Mário entrou, Mário não pode deixar de se espantar ao ver Betty, ela ainda tinha as mesmas roupas, porém o cabelo já não era mais tão confuso, o aparelho não estava mais lá e os óculos agora eram pequenos e modernos, ela não estava maquiada, mas ainda assim se via agradável, não parecia mais um monstrinho completamente, tirando óbvio aquela roupa e, foi então, que pela primeira vez na vida ele se pôs a imaginar Betty sem roupa.

- Bom, com licença – Betty se retirou e foi até sua sala.

- Meu amigo, não é que a monstrinho ai tem lá sua graça – Mário disse e Armando o encarou atônito.

- Posso saber o que você quer dizer com isso? – Armando perguntou sem paciência.

- Mas já olhou para ela? Tirou o aparelho, mudou o óculos, o cabelo, não vou dizer que está bonita porque seria demais, porém está engraçadinha, eu diria que uma bebida apenas e eu pegava ela fácil – Armando sentiu seu sangue subir e Mario notou que o rosto dele estava vermelho – Ei o que foi? Vai dizer que estou mentindo? –

- Mário, me escute bem que eu vou falar apenas uma vez, ok ? – Armando estava irritado e cada vez mais se aproximava de Mário, que cada vez mais ia andando para trás, foi quando a porta abriu que Mário respirou aliviado e tomou o tempo para fugir enquanto Marcela entrava, Armando não podia acreditar que Mário tinha saído covardemente e menos ainda que Marcela estava ali agora, ele afrouxou a gravata que estava o sufocando.

- Armando eu posso saber aonde você passou a noite? – Marcela gritou autoritária e Armando teve vontade de tira-la de lá e coloca-la de volta em um avião para Miami – Eu fiquei a noite toda no seu apartamento e você não apareceu lá, me diz Armando, com quem estava? Eu sou sua noiva, fiquei mais de uma semana fora e você não tem a decência de me procurar quando chego, nem na empresa veio ontem. Me diga, com que vagabunda passou a noite? – Marcela gritava, Betty não pode deixar de ouvi-la e se inteirar da conversa, sentiu seu estômago revirar quando ouviu Marcela dizer que ele não tinha passado a noite em seu apartamento, na certa ele tinha passado a noite na farra e terminado em um Motel com alguma modelo. Ela sentiu uma lágrima descer pelo seu rosto e se condenou por ser tão burra e ter acreditado no amor de Armando. Foi então que ela ouviu a voz dele.

- Mas por Deus Marcela, você já chega gritando e cobrando, não pergunta com educação já acusa, é por isso que nossa relação não da certo, você não me dá espaço nem para falar. –

- E você precisa de muito espaço né? Para sair por ai com essas modelos, me diga Armando Mendonza, me diga com que vagabunda você passou a noite – Armando já estava muito irritado para medir as palavras e por isso simplesmente gritou sem pensar.

- Deve ter sido com a vagabunda da minha mãe, porque eu passei a noite na casa dos meus pais, satisfeita Marcela? – Ela parou imóvel, jamais imaginaria que ele tivesse passado a noite na casa dos pais e menos ainda que usasse tais palavras a se referir a sua mãe, ela entendeu que tinha ido longe demais dessa vez – Mas espere, você nunca está satisfeita né – Ela tentou se desculpar, mas ele não deixou, Armando foi até seu telefone e ligou para a casa dos seus pais, deixou no modo viva voz, quando a empregada atendeu ele pediu que ela chamasse sua mãe e assim ela fez.

- Meu filho, aconteceu alguma coisa? – Dona Terezinha perguntou preocupada.

- Não mamãe, eu sei que pode ser meio idiota, mas pode por favor dizer aonde eu dormir essa noite? – A voz dele estava irritada demais.

- Mas meu filho, o por que disso? É claro que você dormiu aqui – A mãe dele estava preocupada.

- Eu sei mamãe, mas é que Marcela queria saber, enfim estou esperando você e papai aqui para a reunião, até mais tarde mamãe – Armando desligou o telefone e olhou para Marcela que estava nitidamente arrependida – Viu? – Betty riu feliz, se condenou por ter duvidado dele, não poderia agir como Marcela, não poderia duvidar dele e o condenar sem antes saber a história, aquilo tinha servido de lição para ela.

- Meu amor, me desculpe eu pensei ... – Marcela tentou se defender, porém Armando a cortou.

- Não Marcela, eu estou farto, não sei como quer casar comigo se sempre pensa o pior de mim –

- Eu vou me retirar, você está nervoso Armando, depois conversamos – Marcela o deixou sozinho, ela sabia que ele iria mais uma vez falar em tempo ou em termino e como sempre, fugiu antes que ele tocasse no assunto.

Armando se atirou no sofá de sua sala, tirou totalmente a gravata e abriu os botões da manga e do pescoço da camisa, Betty entrou na presidência e trancou a porta, Armando entendeu o gesto dela e assim que ela se aproximou dele, ele a puxou e a sentou em seu colo.

- Você está bem? – Ela perguntou e ele sorriu para ela.

- Com você ao meu lado eu sempre estou bem – Ela o beijou de forma carinhosa.

- Eu preciso te pedir desculpas, quando dona Marcela falou que você não dormiu em casa – Ela desviou seu olhar do dele e encarou a parede – Eu pensei que você tinha dormido com alguma mulher, eu desconfiei de você – Armando mantinha seu sorriso, eram esses gestos que faziam ele amar mais ela, ela poderia não ter confessado isso, porém não, ela estava lá dizendo algo que se ela não falasse ele nunca iria suspeitar.

- Meu amor – Betty sentiu a mão dele embaixo de seu queixo, movendo seu rosto de forma que ela o olhasse, em seus olhos ela pensou que veria raiva ou até mesmo tristeza, mas foi ao contrário, ela viu amor e não entendeu – Eu amo você. Você sabe disso? – Ele perguntou e ela ficou muda por quase um minuto.

- Sim, eu sei disso – Ele sorriu e a beijou, com toque de maestria ele a deitou no sofá e se inclinou sobre ela, o beijo que começou tímido e apaixonado se tornou intenso, ele quando parou de beija-la vagou com sua boca pelo pescoço dela, as mãos dele já corriam por toda a lateral do corpo dela, ela estava a ponto de se deixar levar quando se deu conta de onde estavam e o empurrou – Espere, não podemos – Ele a olhou como se ela tivesse falado em outra língua – Armando, por Deus, não podemos – Ela insistiu quando ele votou a beija-la.

- Nos podemos tudo – Ele disse a olhando nos olhos, aquele tinha sido o gesto mais afrodisíaco para Betty que acabou se deixando levar e se entregou para ele ali mesmo, no sofá da presidência.