Notas iniciais
Boa leitura.

asar?Nunca!

''Passamos a amar não quando encontramos a pessoa perfeita, mas quando aprendemos ver perfeitamente uma pessoa imperfeita.''

San Kenn

Capítulo 1

-O que?-Gritei exasperada batendo minhas mãos contra a mesa de madeira escura e levantando-me,com meu movimento brusco a cadeira caiu para trás causando um barulho enorme e quebrando o silêncio mórbido que havia se instalado na sala-Nunca.Não caso com um desconhecido nem amarrada.-Afirmei e virei-me para o homem que me dera a vida-O senhor está muito enganado se acha,que vou me casar com um velho tarado e caquético por causa dessa porcaria de junção de duas empresas estúpidas.Foda-se essa merda toda de empresa Haruno.

-Sakura!-Papai gritou levantando-se também e encarando-me furioso.-Você vai casar sim e ponto final.

-O senhor não manda em mim coisa nenhuma,Sr.Haruno.-Bufei fitando de forma desafiadora os olhos verdes,idênticos aos meus,não concordando com aquela ideia absurda e ultrapassada de casamento arranjado.-Papai estamos no século XXI e esse tipo de casamento não existe mais.-Tentei falar mais mansa e convence-lo a esquecer essa baboseira toda.

-Me respeite,Sakura.Sou seu pai,menina.-Brigou papai furioso apontando o dedo para mim.-E você vai casar sim.Se não for por bem será por mal.Mas,você casa.

-Não caso mesmo.O senhor não manda em mim.-Murmurei debochada.-O senhor está ficando velho e caduco.Isso deve ser falta de sexo,papai.

-Sakura.Tenha respeito com seu pai e comigo.-Mamãe mandou com o rosto vermelho.-E você vai adorar seu noivo.Ele é lindo,meu amor.

Fitei mamãe com o cenho franzido.

-Até a senhora concorda com essa ideia louca?-Indaguei incrédula cruzando meus braços.-Meu Deus vocês estão loucos.Só pode.

-Sakura.-Mamãe me repreendeu novamente.-Tenha mais respeito,garota.

-Respeito,mamãe?A senhora pede respeito quando estou sendo obrigada por meus próprios pais casar com um velho?-Ri sarcástica.-Faltei nessa aula de boas maneiras.

-Sakura,não estou te reconhecendo.-Dona Mebuki tentou amenizar o clima tenso na sala de jantar falando calmamente.-Filha,esse casamento é para o seu bem,meu amor.

-Ai Meus Deus.De fato,vocês estão ficando malucos.-Suspirei em desgosto.-Não caso.Nem com o Brad Pitty muito menos com um desconhecido.E fim de história.-Afirmei convicta da minha posição.

-Sakura,você vive debaixo do meu teto e vai fazer o que estou mandando.-Papai voltou a gritar socando a mesa.

Revirei meus olhos.

-O senhor é meu pai e não dona da minha vida.Já falei.Eu vou não casar porra nenhuma.

-Garota,você está pedindo por umas boas palmadas.-Papai rosnou com o rosto vermelho de raiva e com as mãos no próprio cinto,ameaçando tira-lo.

-Além de querer mandar na minha vida o senhor quer me bater também,papai?-Sussurrei com meus olhos levemente arregalados e por um misero momento tremi por dentro.

-Se acalme,Kizashi amor.-Mamãe pediu tocando o braço dele carinhosamente-Sakura,por favor,controle a língua.-Disse me olhando com os olhos sérios-Agora vamos nós sentarmos como uma família normal e vamos conversamos como pessoas civilizadas.

-Pessoas normais e civilizadas não obrigam a própria filha casar forçada.-Resmunguei para mim mesma ajeitando a cadeira e sentando-me novamente a contra gosto.

-Sakura.-Dona Mebuki suspirou meu nome em tom de repreensão.

Papai respirou fundo.

-Hoje à noite haverá um jantar para que você possa conhecer seu noivo e a família dele.-Papai voltou a falar mais calmo sentando-se novamente na cadeira.-Quero que você vista algo mais social,Sakura.

Estreitei meus olhos verdes em sua direção e o começo de um sorriso travesso ameaçava abrir nos meus lábios.

Algo social,é?Tsc interessante.Papai não perder por esperar nesse jantar.

-Tudo bem,papai.-Concordei sem discutir e já pensando nas possibilidades de roupas no meu closet.

Ele me fitou com um olhar desconfiado.

Acredite,eu também estaria muito desconfiada com essa minha mudança de humor repentina.Sou muito cabeça dura e não aceito ser contrariada no que eu acredito,mesmo que eu quebre a cara com isso.Entretanto,são essas quedas que me fazem crescer e ter opinião própria.

Amo demais meus pais,mas casar eu não caso mesmo.Nem amarrada na frente do padre.

-Fácil assim?Sem discutir ou gritar?-Questionou bebericando seu café preto.

-Sim.-Murmurei passando geleia na torrada e dando em seguida uma mordida generosa.

Papai estreitou seus olhos verdes na minha direção e arqueou uma sobrancelha ruiva.

-O que você está pensando em aprontar,Sakura?-Ele deixou a xícara de lado e encarou-me sério.-Estou desconfiado com essa sua aceitação toda sobre o jantar,minha filha.

Ah papai se o senhor soubesse dos meus planos...Provavelmente me deserdaria sem pensar duas vezes e me internaria em um convento no fim do mundo,isso que meu subconsciente diz com fervor e minha língua coça para soltar,porém,melhor não provocar ainda mais a fera com vara curta.

-Papai,não estou aprontando nada.-Murmurei fazendo biquinho sabendo,que ele não iria resistir.

-Tudo bem,minha princesa.-Papai concordou com um aceno de cabeça.

-Tal pai,tal filhas.-Mamãe falou para si mesma com os olhos desfocados e bebendo seu suco de laranja.

-O que você quis dizer com isso,meu amor?-Papai olhou-a interrogativa.

-Você come na mão das suas filhas,Kizashi.-Ela disse-Basta Sakura ou Karin fazerem biquinho que você fica com cara de idiota,meu amor.-Completou soltando um risinho animado.

-Não é bem assim,querida.-Ele tentou se defender.

-Nem quero imaginar se fosse assim.-Debochou sendo carinhosa com ele.

-Estou surpresa,que a casa ainda esteja de pé.Esperava que metade dela estivesse destruída pelo furacão Sakura.-Uma voz animada veio da entrada da sala.-Bom dia,família.

-Karin.-Soltei um gritinho animado pulando da cadeira e indo abraçar minha irmã mais velha.-Fiquei com saudades,vadia.-Disse agarrando seu pescoço e beijando sua bochecha.

-Também fiquei com saudades,pirralha.-Beijou minha testa carinhosamente.-Saya vive perguntando de você,princesa.

-Cadê minha sobrinha preferida?-Perguntei dando pulinhos de alegria só com a ideia de vê-la,depois de tantos meses sem beijar aquelas bochechas rosadas.

-Está no carro com Mya.-Me respondeu abraçando nossos pais.-Saudades.

-Você está comendo direito,querida?-Mamãe perguntou apertando as bochechas da minha irmã e analisando sua corpo magro e alto-Parece está tão magra.

-Mamãe sempre fui magra.E estou comendo bem e nem se quisesse ficar sem comer eu conseguiria.Minha esposa parece um general no meu pé quando se trata da minha alimentação.-Karin explicou beijando a bochecha de ambos.

-Cadê minha nora e neta,filha?-Papai indagou carinhosamente passando a mão pelos cabelos vermelhos dela.

-Elas estão lá fora procurando a boneca de Saya no meio daquelas milhares de mala que Mya cismou de trazer.-Karin resmungou descontente.-Não sei pra que tanta malas.

-São coisas necessárias,Ka.-Defendi minha cunhada.

Ela me lançou um olhar sarcástico.

-São doze malas,Sah.

-Ok.Talvez Mya tenha exagerado.

-Tia Sah.-Um gritinho fino e infantil veio na minha direção correndo.-Colo.-Apenas deu tempo de abrir meus braços e sentir um corpinho pequeno colidir com o meu.-Tia.

-Oi,meu amor.-Sorri para linda menininha loira de olhos verdes nos meus braços.-Está linda,minha pequena.-Beijei sua bochecha rosada.

Saya soltou um risinho alegre e escondeu o rosto miúdo nos meus cabelos vermelhos.

-Oi,Sah-Mya apareceu logo em seguida da filha ajeitando os cabelos loiros em um rabo de cavalo.-Tudo bem?-Beijou minha bochecha.

-Sim.-Respondi sorrindo.-Como você está?

-Viva,depois que sua irmã me abandonou lá na garagem com nossa filha.

-Hey.-Karin falou comendo uvas.-Te falei para não trazer tanta bagagem.Duas malas estavam de bom tamanho,amor.

-Seis malas são suas,Ka.-Mya murmurou abraçando mamãe e depois papai.

-Querida sente-se,por favor.-Mamãe pediu educadamente.

-Sah,já conheceu seu noivo?-Karin murmurou distraidamente passando manteiga no pão.

No mesmo instante estreitei meus olhos na direção dela e sentindo minha orelhas quentes de raiva,naquele momento meu sangue ameaçava a voltar a borbulhar nas minhas veias como lava de um vulcão.

-Então,você sabia e não me disse nada,Karin?

-Hmmm...Sim.-Sorriu constrangida.-Desculpe.

Respirei fundo e engoli minha irritação descente.

-Preciso ir para faculdade,família.-Comuniquei entregando minha sobrinha para uma das mães dela.

-Já vai,tia?-Saya perguntou com olhinhos verdes brilhando se ajeitando no colo de Mya.

-Vou sim,princesa.Titia vai estudar e depois volta para brincarmos de bonecas.-Prometi bagunçando seus fios amarelos.

Parei na soleira da porta olhando para trás brevemente e sorri guardando em minha memória a imagem da minha família excêntrica e ''diferente'',para as pessoas de mente pequena,na sala de jantar tomando café da manhã.

Karin havia saído de casa quando completou 18 anos e se aventurou no mundo da moda como fotografa.Conheceu Mya e logo depois anunciou seu namoro com a loira.Se casaram depois de dois anos de namoro e a seis anos tiveram Saya por meio de inseminação.

A pequena,Saya,é a criança mais linda e endiabrada que existe na face da terra.Mamãe costuma dizer que Saya a lembra muito quando eu era criança.Falante e elétrica.

Mamãe,médica pediátrica e neurótica por limpeza.É a base da família Haruno.Havia engravidado de Karin com apenas quinze anos e foi expulsa de casa pelos próprios pais.Casou com papai ainda grávida e ele na época tinha acabado de completar seus 18 anos e entrado para faculdade de direito.

E por fim.Meu herói vestido de vilão naquele momento.

Papai,mesmo com essa ideia absurda e ultrapassada de casamento arranjado,é meu herói.Amo demais meu coroa.Venceu na vida e hoje é meu exemplo de vida.

Minha família pode não ser ‘’normal’’ aos olhos dessa sociedade que possui essa falsa moral de julgamento do que é certo ou errado,mas é a minha família e eu não poderia querer outra.

Karin olhou-me uma última vez e sorriu reconfortante antes de voltar à sua atenção para algo que Saya dizia alegre e gesticulava com os bracinhos curtos no colo da sua esposa.

Fechei a porta da frente sentindo meu peito cheio de amor por eles.

[...]

Entrei no estacionamento da Universidade em alta velocidade e parei minha moto Kawasaki preta poucos centímetros do meu melhor amigo loiro.Ri abafada do desespero dele para se levantar.Sai de cima da minha moto,tirando meu capacete e balançando meus longos e cacheados cabelos vermelhos.

-Caralho,eu ainda vou virar lésbica por sua causa Sakura.-Murmurou minha melhor amiga loira me abraçando e rindo.-Ver você descendo da moto e tirando o capacete é sexy pra caralho.-Riu me soltando e indo abraçar o namorado.

-Devo ter ciúmes?-Gaara,namorado dela,perguntou abraçando a cintura fina de Ino.

-No.-Ri.

-Buongi...alguma coisa.-Naruto se enrolou um pouco na pronuncia de bom dia em italiano.-Desisto de falar essa merda.-Resmungou bufando e ganhando um selinho da namorada.

-Uma hora você acerta,amor.-Hinata sussurrou carinhosa para o meu melhor amigo.

Naruto sorriu amoroso para antes de virar na minha direção franzindo as sobrancelhas loiras.

-Você quase me atropelou,italiana.-O loiro falou arregalando os olhos azuis teatralmente e colocando a mãos sobre o peito.-O que seria de Hinata sem a o namorado gostoso e sexy dela?

Ri da cara de pau dele.

-Io non sei,mas Kiba poderia consolar ela.-Provoquei-o sabendo que ele não vai com a cara do moreno metido,que insiste em dar em cima de Hinata na cara dura.

Meu melhor amigo fechou a cara e abraçou a namorada possessivo.Ri da expressão de desgosto dele,mas não tirando a sua razão.Kiba realmente chega a ser desagradável em ficar dando em cima de Hinata,mesmo ela dizendo com todas as letras que não o quer e já tem namorado.

Meu riso morreu,quando,senti mãos quentes e infelizmente conhecidas segurarem minha cintura com força.

-Oi,princesa.-Uma voz rouca e baixa murmurou próximo a minha orelha,causando um arrepio na minha pele que logo tratei de ignorar.-Está linda como sempre.

Afastei com brusquidão daquelas mãos perigosas e encarei aquele ser abusado que ousou a me segurar sem minha permissão.Arquei minha sobrancelha bem feita enquanto cruzava meus braços e fitava os olhos negros,que me deixam de pernas bambas,mas que jamais,nem mesmo sob qualquer tipo de tortura eu confessaria tal coisa.

-Buongiorno Uchiha stupido.-Murmurei sarcástica.

-Bom dia,italiana deliciosa.-Desejou passando a língua nos lábios e me comendo com os olhos descaradamente.

Senti minhas bochechas pegarem fogo.Me movi descortável diante dos olhos gulosos do Uchiha stupido.

Por um segundo,me pus avaliar ele.Não podia negar o quanto o Uchiha é lindo e quente.Alto e imponente com 1,80 de altura me faz sentir uma anã perto do abusado.Cabelos e olhos negros fazem um contraste lindamente com sua pele pálida.

-Gosta do que vê,princesa?-Indagou safado e sorrindo de lado,me pegando no flagra.

Maldito britânico charmoso.

-Io non sei do que você está falando,Uchiha stupido.-Desconversei olhando para qualquer lugar que não seja ele e seu peito forte.

Arfei surpresa ao sentir suas mãos grandes na minha cintura novamente e lábios quentes contra os meus em um selinho.

Quando,sua boca afastou-se da minha por miséros segundos,fitei-o antes de puxa-lo pelos cabelos sedosos e beijar sua boca pecaminosa.Suas mãos passeavam por minhas costas e eu enrosquei meus dedos nos cabelos da nuca dele.Sua língua duelava com a minha em uma dança sexual.Ficamos nos beijando por vários segundos,antes de quebrar o beijo em busca de ar.

-Você ainda vai ser minha,italiana deliciosa.-Sasuke murmurou convencido olhando nos meus olhos.

-Nem em seus melhores sonhos,stupido.-Desdenhei sorrindo cínica para ele.

-Quem muito desdenha quer comprar,Sakura.

-Io non,Sasuke -Sussurrei sedutora no pé do ouvido dele e tive o prazer de ver os pelos dele arrepiarem.

-O que tem de gostosa tem de arisca.-Riu abafado mordendo o lobulo da minha orelha e apertando minha bunda.

Arregalei meus olhos e me afastei dele.

-Abusato.Stupido.Ti odio,Uchiha.-Xinguei-o em italiano.

-Estou louco para te ouvir gemendo em italiano,meu amor.-O abusado disse baixinho para que apenas nós ouvíssemos.

Arfei horrorizada com o tamanho do abuso dele.Vi na mão de Gaara um copo e sem pensar muito,peguei-o do ruivo.

-Abusado.-Exclamei jogando no rosto dele o conteúdo do suco.-Maldito britânico stupido.

Lhe dei as costas saindo do estacionamento andando apressada sobre meus saltos de 15 cm me permitia.

Não pude conter o sorriso que formou-se nos meus lábios.

O Uchiha pode ser uma stupido abusado.Mas,é um stupido abusado delicioso.

Maldito britânico!

''Os ventos que às vezes tiram algo que amamos, são os mesmos que trazem algo que aprendemos a amar...
Por isso não devemos chorar pelo que nos foi tirado e sim, aprender a amar o que nos foi dado.
Pois tudo aquilo que é realmente nosso, nunca se vai para sempre...''

Notas finais
Bjus.