Notas iniciais
Primeiro me desculpar pela demora estive num dos piores bloqueios mental dos ultimos tempos kkkkk e segundo quero agradecer a todos que comentam e ao Katsu por não me deixar desistir da fic e manter contato comigo essa capitulo é mais especial pra ti, pq vc tem me feito querer escrever mais e mais. O capitulo se passa duas semanas apos o capitulo 13 e apos uma carta que eles receberam de Marin para informa que ela declarava guerra contra o reino dos irmãos, Afrodite vai ter um papel importante na guerra por isso quis acrescentá-lo apenas agora. Espero que gostem, não é um cap grande é mais pra entrada de alguns personagens e esclarecimentos de algumas coisas que irão acontecer daui pra frente.

A tempestade que cai no reino parecia a pior já vista em anos, era notório a tensão no local todos os homens que ali se encontravam respiravam de forma barulhenta o coração parecia querer sair pela boca da maioria devido o nervosismo diante da proximidade da guerra eminente contra um inimigo quase desconhecido. Aiolia e Aiolos a muito se encontravam concentrados na tarefa de repassar aos pais de Mu tudo o que havia acontecido no reino deles desde o assassinato do pai dos garotos e como a ameaça tinha se tornado cada dia mais séria e intensa.

– Precisamos de detalhes para saber no que iremos nos meter. – O capitão da guarda do reino estava um tanto receoso em comprar uma batalha que não pertencia ao seu reino. – Desculpe, mas não quero ofender, mas com a pouca informação que temos não acho que seja certo irmos para esta guerra que nem nos pertence.

– Você está completamente errado Camus, a guerra já está a nossa porta e tomando proporções alarmantes. – Milo o companheiro de guerra do ruivo tomou a palavra.

– Do que você está falando, não recebemos uma ameaça. – O outro devolveu sem entender realmente do que o amigo estava falando.

– Ora Camus, até onde sabemos essa louca que está de algum jeito controlando o exercito inimigo está ameaçando a vida de Mu e caso você não lembre ele é nosso príncipe e temos como dever protegê-lo.

– Só mantê-lo aqui longe e estará seguro.

– Ele é meu esposo não deixarei longe de mim. – Aiolia tomou a palavra não gostando nem um pouco de onde a conversa estava indo.

– Até onde eu sei, alguns meses atrás você estava doido para mandá-lo de volta então agora iremos apenas fazer sua vontade. – O ruivo alfinetou o príncipe que o olhou cheio de raiva.

– Não interessa o que você pensa ou acha, não permitirei que Mu saia de perto de mim. – Aiolia ditou irredutível, fazendo alguns presentes o olharem de forma insatisfeita.

– Você estará colocando meu primo em perigo se levá-lo de volta. – Shura se pronunciou enfezado olhando para o castanho.

– Eles têm razão Olia você não pode levá-lo de volta, sabe que Marin vai fazer de tudo para lhe atingir e com certeza irá usar Mu pra isso, é melhor deixá-lo aqui onde estará protegido. – Aiolos interveio para que uma briga não acontecesse entre o irmão e o primo de Mu, pois ele tinha plena consciência que os dois não se suportavam.

– Eu discordo, não vou ficar bem vendo todos lutando e eu sendo protegido como se fosse uma dama. – Mu que até então tinha sido excluído da reunião particular adentrou o salão após ouvir o que todos esperavam que ele fizesse. – Eu sou o príncipe e futuro rei, tenho que lutar minhas próprias batalhas.

– Você não foi criado para isso Mu. – Shura se negou a aceitar a decisão do primo. – Você tem um marido para isso, ele ira comandar o reino ao seu lado e ele lutará as batalhas e você..

– Serei mantido como uma mulher dentro de um quarto e protegido por todos. – O garoto esbravejou irritado destilando sarcasmo e veneno. – Quem sabe quando os inimigos chegarem eu não serei mantido como um escravo sexual como todas as prisioneiras mulheres certo? – Bufou revoltado. – Vocês esquecem que não sou uma donzela ou uma princesa, eu casei com um homem por causa de um acordo de paz e isso não me torna menos homem que todos vocês e o fato de eu deixá-lo me penetrar não muda o que sou, continuo sendo homem e me recuso a me esconder enquanto uma batalha é travada, o que vocês esperam que eu fique agonizando esperando que todos retornem sãs e salvos. – Todos baixaram a cabeça diante as palavras do garoto nem mesmo o pai do menino teve coragem de lhe encarar, sabia que tinha tornado seu filho a mulher de outro por puro medo, mas ouvir aquilo sair de forma tão amarga da boca do mais novo foi como um soco em seu estômago nunca pensou de verdade em como ele se sentiria com isso ou como ele seria tratado ou em como as pessoas iriam enxergá-lo depois disso e vê que todos o viam como uma donzela doía tanto quanto as palavras amargas do filho.

Aiolia sentiu-se um fraco sabia que ele tinha sofrido com todo aquele acordo que ele ainda considerava idiota feito por seu pai que simplesmente o levou a casar com um homem, mas agora via o quanto foi insensível e egocêntrico, já que nunca pensou em como o outro estava só pensava no seu lado e nas coisas que lhe seriam tiradas, mas na verdade quem realmente perdeu foi Mu que agora era visto por todos como uma mulher, ele tinha perdido o respeito de homem que deveria ter, ele tinha se transformado em uma donzela que devia apenas satisfazer os caprichos do marido, deixando de lado seus desejos como homem, em todo o tempo juntos nunca tinha visto o garoto ao menos se tocar como um homem de verdade faria, tudo nele destilava leveza e graça que uma mulher de verdade possuía e agora percebia que Mu não somente tinha perdido a liberdade como sua personalidade adquirindo a uma que não lhe pertencia apenas para deixar que ele, Aiolia, fosse o macho, o homem, o dominador da relação, aquele que não perderia o respeito e que sempre seria visto como é um homem de verdade que comanda e domina, enquanto para Mu sobraria apenas os olhares de condolência e respeitos dedicados a uma dama de estirpe, pela primeira vez em anos Aiolia sentiu-se um fracassado.

– Aiolia apenas você pode proibi-lo de ir para esta guerra. – Shura chamou a atenção do castanho. – Você é o marido dele, ele lhe deve obediência, então, por favor, acabe com essa sandice proibindo de uma vez que ele vá para está guerra, ele não foi criado para isso.

Aiolia olhou de Shura para todos os presentes na sala que pareciam concordar com a opinião do moreno e então olhou finalmente para Mu e pode ver certa decepção nos olhos azuis do garoto que estava prestes a chorar prevendo que Aiolia com toda a certeza iria proibir-lhe de ir a guerra, mas além da decepção uma pontada de magoa, e um pedido mudo de socorro passavam também nos olhos do lilás, ele Aiolia sabia o que aquela magoa significava, e o pedido era uma forma de dizer que ele precisava recuperar sua identidade. O castanho soltou um assovio baixo e deu um sorriso terno ao lilás que sorriu de volta para o castanho com os olhos brilhando em agradecimento. Aiolia tornou-se sério novamente e encarou os presentes.

– Não irei proibi-lo de ir, Mu apesar de não ser um guerreiro e nem ter treinado para ser um é um homem e um príncipe e deve ser respeitado como tal, eu não posso tratá-lo como uma donzela e esconde-lo pois se perdermos a batalha os inimigos não serão piedosos e nem o tratarão de tal forma, por isso quero dizer a todos que ele irá cavalgar ao meu lado na batalha e terá voz de comando tanto quanto eu perante meus guerreiros, afinal somos companheiros acima de tudo e temos que dividir as coisas. – Mu sentia-se feliz com o discurso de Aiolia, parecia que finalmente as coisas estavam tomando o rumo certo entre eles e não deixaria que nada atrapalhasse isso, nem que pra isso tivesse que sujar suas mãos e manchá-las com sangue. – Shion garanto-lhe que não deixarei mal algum cair sobre seu filho que estarei lá para protegê-lo e ajudá-lo em todo o momento de batalha e que até o meu ultimo suspiro nada conseguirá tocá-lo e feri-lo e que ensinarei a ele tudo o que puder sobre a arte da guerra. – Aiolia findou seu discurso e recebeu um aceno positivo do pai do lilás, e um abraço de Mu que não se conteve e correu para os braços do castanho.

– Isso é loucura, você está condenando-o. – Shura estava revoltado.

– Você podia me dar um voto de confiança também primo. – Mu pediu agora mais confiante.

– Sinto Mu, mas não posso aceitar assim que você vá encara a morte, você é apenas um garoto e nunca pegou em uma espada, você é...

– Eu sei o que pensa que eu sou Shura, você é inacreditável, pra você é mais aceitável eu levar um pau na bunda do que pegar numa espada. – Mu saiu do salão em passos rápidos. Todos ficaram mais uma vez boquiabertos com o palavreado usado pelo menor.

– Viu o que você fez. – Shura olhou irritado para Aiolia que elevou as sobrancelhas em duvida.

– Eu?

– É, fez eu parecer o errado em tudo, aposto que seu plano é nos afastar, me fazer parecer mal para que ele brigue comigo.

– Nem tudo gira a seu redor Shura e não estou tentando nada, apenas enxerguei algo que me negava.

– O que?

– Que eu amo Mu, e que ele perdeu sua identidade quando foi obrigado a se casar comigo, que se não fosse pelo acordo feito com meu pai ele certamente seria um príncipe mais másculo e ninguém duvidaria disso e ninguém iria tratá-lo como uma mulher, ele se tornou uma mulher pelo reino dele e agora que tem a oportunidade de agir como o homem que ele é, estão podando ele novamente para que continue sendo submisso, eu enxerguei isso e é bom você enxergar também porque se não você irá fazer seu primo se afastar. – Aiolia ditou firme e saiu enfezado do salão atrás do lilás.

– Ele tem razão Shura. – Aiolos se aproximou do amigo e depositou as mãos em seu ombro. O moreno baixou a cabeça ponderando as palavras, talvez Aiolia tivesse certo e ele devia engolir o orgulho e se desculpar com o primo.

888ooo8888

Mu saiu do salão e se dirigiu ao seu quarto antes que pudesse trancar a porta ela foi aberta por um Aiolia preocupado, o castanho se aproximou do lilás que parecia aborrecido e abraçou o menor dando um beijo suave em seus lábios.

– Tudo bem?

– Sim, eu só... – Mu não sabia o que dizer para o castanho, parecia que o mundo estava pesando em sua costa.

– Eu entendo e desculpe por ter demorado a perceber. – O castanho pediu baixinho sentindo-se um tanto idiota.

– Tudo bem, pelo menos você percebeu. – Sorriu o lilás roubando um beijo do castanho. – Shura é tão teimoso.

– Ele só está preocupado, ele tem medo que algo aconteça com você e ele não possa te defender, caso algo aconteça com você ele irá se sentir impotente e eu iria morrer se algo acontecesse. – Aiolia sussurrou com a testa colada na do menor.

– Mas não é justo, como você acha que eu me sentiria se algo acontecesse com vocês também, Aiolia eu só quero ajudar, eu preciso ajudar.

– E você vai. Eu sou seu marido e autorizei sua ida conosco para a batalha, claro que preferia que você ficasse aqui a salvo, mas não irei te sacrificar mais do que já tem feito. Ninguém irá contestar minha decisão e até seu pai concordou.

– Shura não.

– Shura só precisa de um tempo para aceitar tudo isso. – Aiolia acariciou as bochechas do menor que enrubesceu diante do gesto.

– Obrigado. – Sorriu capturando os lábios do mais velho em um beijo profundo e doce.

– Mas não será fácil pra você, terei que lhe ensinar tudo, desde a manejar uma espada a luta corpo a corpo e isso com toda a certeza vai machucar você.

Os dois deitaram na cama e permaneceram assim por um bom tempo, pensando em tudo o que estava por vir, as coisas realmente não podiam ficar pior, há dois dias eles tinham recebido a ameaça de guerra vinda de uma carta que Marin entregou e agora tinham pouco tempo para respirar o resto da paz que ainda existia, seriam dias tortuosos esses que se seguiriam, mas não queriam pensar neles agora apenas aproveitar a companhia um do outro. O medo assolava a todos no castelo, mas por hora os dois iriam deixar isso tudo de fora do quarto, fora da cama, pois enquanto estivessem juntos não tinham nada a temer.

888ooo888

– Agüenta já estamos chegando não desiste agora. – Um homem corria a cavalo carregando o corpo desmaiado de um rapaz de cabelos azuis e feições finas e suaves. Ele ouviu o garoto gemer algo inaudível e logo em seguida o garoto cuspiu uma pequena quantidade de sangue.

“Droga preciso chegar logo, ele não sobreviver assim” Carlo estava apavorado, tinha ido até uma cidade vizinha para conseguir mantimentos para a guerra quando viu o garoto correndo desesperado de alguma coisa que o perseguia em uma velocidade quase sobre-humana, puxou a rédea do cavalo fazendo o mesmo parar e desceu indo de encontro ao garoto que tinha o olhar desesperado, ele havia pedido ajuda e batia nas portas das casas que pareciam não se importar com o desespero do jovem e ele como um bom guerreiro correu para tentar ajudar a salvar o garoto, mas não percebeu que o que perseguia o menino se aproximava e qual foi sua surpresa ao ouvir o grito de dor do garoto minutos depois, ele conseguiu correr e golpear o que quer que fosse que tivesse atingido o garoto e pegou no colo já o levando para cima de seu cavalo, então saiu de lá com ele as pressas.

Carlo avistou o castelo onde todos estavam hospedados esperando o dia da batalha e entrou com todo pelos portões de mármore chamando a devida atenção para sua pessoa.

– O que esta havendo? – Shion foi o primeiro a chegar perto do barulho e se assustou quando viu o garoto no colo de um dos guerreiros de Aiolia e Aiolos. – Traga-o para o quarto. – O homem seguiu na frente indicando o caminho e gritando para alguém chamar seu curandeiro que não tardou a aparecer.

Carlo depositou o garoto em uma das camas e o curandeiro pôs-se a analisar a ferida que estava aberta no abdômen do garoto. Parecia que algo tinha forçado a pele e um pequeno buraco tinha sido feito, mas o que mais impressionava eram as marcas em volta do pescoço braço e peito do jovem, era como se tivessem açoitado o pobre rapaz ou tivessem tentado escrever algo em sua pele, isso arrepiou até o guerreiro que era conhecido como Mascara da Morte.

– Onde você o encontrou? – Shion questionou o homem que ainda mantinha-se parado no quarto. – Na cidade vizinha fui ver alguns mantimentos e o vi correndo precisando de ajuda.

– E o que fez isso nele? Você viu algo? – O curandeiro perguntou fazendo alguns curativos e passando algumas poções sobre as feridas, enrolando o corpo magro em uma faixa.

– Não, mas tenho certeza que não era humano, a forma como aquilo corria, não sei como ele conseguiu fugir. – O homem ditava ainda impressionado. – Ele vai ficar bem? – Perguntou preocupado enquanto via o curandeiro terminar o serviço levar um liquido verde a boca do garoto fazendo-o beber tudo.

– Vamos espera até amanhã.

– E o que faremos, porque se aquilo vier atrás dele..

– Deixe para amanhã.

– Mas..

– Até que ele mesmo possa nos contar o que houve não poderemos fazer muita coisa, estamos de mãos atadas, e não quero perturbar Aiolos por hora ele precisa descansar muita coisa acontecendo e Aiolia precisa dessa noite enquanto Mu ainda está em seu perfeito estado, pois assim que começarem os treinos os dois não terão tempo juntos. – O rei finalizou e saiu do recinto junto com o curandeiro. – Pode ficar e cuidar dele se quiser. – Sorriu o homem de forma bondosa e Carlo ficou ressabiado, não queria demonstrar que estava preocupado, mas algo na feição suave daquele garoto lhe chamava a atenção e passava-lhe uma vontade de cuidar e zelar pelo menor. E foi isso que fez dormindo ao lado do mesmo na cama.

Notas finais
Espero comentários..
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.