Notas iniciais
Espero que gostem desse capitulo.. Muito obrigado a todos que leem e acompanham minha história, são vocês que me fazem querer continuá-la....

As carruagens chegavam ao monte ao castelo, parecia que a nobreza toda tinha ido presenciar o casamento dos principes, Aiolos recebia os convidados no portão, estava muito bem arrumado, mas não sorria tão verdadeiramente diante das pessoas como era de costume, na verdade até carregava um semblante pesado.

- Desse jeito vai transparecer que sabe de alguma coisa. — Shura estava tão elegantemente vestido quanto Aiolos.

- É difícil sorrir quando eu sei que alguém planeja estragar este dia que deveria ser perfeito. — Voltou-se para o moreno que estava sério também.

- Não se preocupe tanto, os guardas estão avisados que devem agir naturalmente, mas estão de olhos atentos em tudo e todos.

- Todos estavam atentos no dia em que meu pai foi assassinado e mesmo assim isso não impediu o ato de acontecer. — Aiolos suspirou olhando para o longo corredor que dava para a escada que levava aos quartos do castelo. — Eu morreria se algo acontecesse a Mu e a Aiolia, os amo. — Shura pôs a mão no ombro do rei que parecia realmente aflito.

- Nada vai acontecer, vamos finalmente pegar esse desgraçado que está ameaçando seu reino, as trocas do nosso reino estão aqui para dar cobertura, avisei ao tio Shion sobre tudo. — Shura se encaminhou para o jardim onde seria realizada a cerimônia, mas antes de sair completamente ainda sorriu para Aiolos. — Agora mude essa cara.

Aiolos não pode deixar de sorrir com a ordem, Shura lembrava um pouco Aiolia, no fato de os dois serem grandes metidos a sabe-tudo e muito mandões, mas o que mais o lembrava Aiolia era o fato de querer estar sempre por cima e o gênio forte e indomável, tinha pena de Mu que teria que domar aquele leão selvagem, se Aiolia fosse um gatinho com toda a certeza já teria se rendido aos encantos de Mu, mas um leão não caia tão fácil.

Todos os presentes encontravam-se sentados no jardim que estava todo decorado para a cerimônia, Aiolos se colocou de frente para todos os presentes como um verdadeiro rei em cima do altar onde seria realizado o casamento e anunciou e deu inicio ao evento.

Aiolia entrou desacompanhado, já que seu irmão como rei iria realizar seu casamento, o castanho estava lindo em seus trajes de gala, andou de forma lenta e altiva até o altar, como um verdadeiro rei sorriu Aiolos ao notar, Aiolia não pode deixar de sorrir ao ver o irmão feliz, apesar de não gostar de se casar forçado tinha que aceitar que pelo menos o noivo era de bom gosto, mas isso nunca iria falar em voz alta.

Assim que se posicionou no altar, olhou para a entrada do jardim onde Mu estava posicionado, ele estava perfeito usando a túnica branca, os cabelos trançados de forma despojada para a lateral e um arranjo simples de flores envolvendo a cabeça onde deveria estar a coroa, um colar com o carneiro que representava seu reino pendendo no pescoço.

O lilas caminhou a passos ritmados até o altar tendo toda a tenção em si, Aiolia sorriu sem perceber ao ver o mais novo tão bonito e tão irresistível como estava, teve apenas uma certeza, estava fazendo a coisa certa disso sabia. Mu acabou sorrindo corado ao ver os olhos do castanho brilharem tanto e mostrarem uma pequena ponta de felicidade.

Assim que Mu se posicionou ao lado de Aiolia no altar, Aiolos deu seguimento a cerimônia, Mu estava um tanto nervoso quando Aiolos perguntou a Aiolia se aceitava Mu como esposo e jurava ama-lo e respeitá-lo e acima de tudo cuidar dele e protegê-lo de todos os perigos. O lilas não notou mais prendeu a respiração quando o castanho ficou em silêncio por um longo tempo, fazendo com que as pessoas ao redor sussurrassem duvidas ao respeito da resposta do outro.

Apesar disso o castanho por fim disse que aceitava e Mu teve a mesma perguntada voltada para si e diferente do outro balançou a cabeça enquanto dizia que aceitava sem demoras, não queria dar motivos para novas fofocas surgirem, e com isso Aiolos permitiu que o irmão beijasse o menor que corado aceitou o beijo casto que o castanho lhe deu, um beijo que para muitos ali significava uma troca de carinho, mas que para o lilas foi sem amor, sem vontade, significava que o castanho estava apenas cumprindo a promessa que fizera ao pai.

Ao termino da cerimônia todos se dirigiram para o interior do castelo, ou melhor para o grande salão onde a mesa estava repleta de comidas, doces, bebidas e tudo o que uma festa digna de reis merecia, Mu e Aiolia chegaram juntos a festa sendo recepcionados pelos convidados que parabenizavam sua união, Aiolia sorria de forma forçada agradecendo apenas com um gesto de cabeça, enquanto Mu sorria a todos, mas por dentro sentia-se infeliz.

Quando se viram longe da multidão e do olhar de todos, Aiolia soltou os braços de Mu e fechou a cara como se tivesse possesso ou irritado com alguma coisa.

- Poderia pelo menos disfarçar sua irritação. — Mu não conseguia entender em um momento quando entrou no jardim para o casamento pode vislumbrar um pouco de felicidade e alegria no olhos do castanho e agora a unica coisa que via era raiva.

Aiolia saiu deixando o lilas sozinho sem dizer nada, voltou para a festa, iria se embebedar, não conseguia acreditar que por um momento estivera feliz em dizer sim, chegara até a pensar em beijar Mu de verdade, mas ao olhar Marin que se encontrava sentada entre os presentes para cerimônia, percebeu que nunca mais teria aquela mulher ao seu lado e raiva voltou novamente.

- Não parece feliz com o casamento. — Por pensar nela a ruiva se encontrava atras do castanho e passava as mãos em sua costa.

- Você sabe que só fiz isso por meu pai. — Respondeu irritado.

- Não pareceu isso, quando olhei pra você no altar ao ver o pequeno entrando. — Sorriu cínica. — Pareceu-me que estava até feliz.

- Pois enganou-se. — Aiolia não conseguia crer que ela tinha reparado, foi tão rápido que nem ele mesmo notou direito. — Você sabe que é a unica que amo e desejo.

- Ainda posso ser sua Aiolia, basta você me fazer sua segunda esposa, aquela que vai carregar no ventre seu herdeiro, Aiolos não iria proibir isso ao irmão.

- Está muito cedo para pensar nisso acabei de me casar.

- Ah! Certo, deve querer aproveitar um pouco antes de trocá-lo. — Insinuou de forma maldosa a ruiva.

- Não é nada disso. — Bufou o castanho. — Estou apenas tentando manter as aparências, se disser já que pretendo tomar-lhe como minha esposa, os pais de Mu poderão não me dar o trono e passá-lo ao idiota do primo dele.

- Ah sim o grande Shura. — Marin sorriu olhando para onde o moreno estava, sorriu mais ainda ao perceber que ele estava com o lilas. — Pelo visto Mu adora a companhia do primo, pois não desgruda dele. — Aiolia olhou para onde a ruiva olhava e percebeu que Shura estava passando bolo no rosto de Mu que sorria da brincadeira e passava um pouco de bolo nos braços do primo, todos no salão olhava aquilo e Aiolia não pode deixar de pensar que parecia que os dois eram os recém-casados. Irritado andou e passos firmes até o marido e o primo do mesmo, chamando a atenção de todos para si, Marin ria da cena atras.

- Preciso que me acompanhe Mu. — Aiolia ditou firme, o que fez o lilas baixar a cabeça e sair do recinto junto com o marido, Shura olhou para todos e notou que Marin sorria ao levantar uma taça de vinho nas mãos como cumprimentando o moreno, ele irritou-se e andou até a ruiva.

- Tenha cuidado está brincando com fogo garota. — Disse irritado.

- Bem eu sei me cuidar. — Virou as costas e já estava de saida, mas teve seu braço preso pelas mãos firmes e irritadas do moreno que a levou para fora do salão.

- Não se faça de sonsa garota, ou você acha que Aiolos será compreensivo com você quando descobri quem está por trás da morte do pai dele e do possível ataque ao castelo hoje.

- Duvido que ele acredite, e se acreditasse Aiolia me protegeria, tenho ele em minhas mãos. — Sorriu prepotente.

- Tem mesmo? — Ironizou o moreno agora rindo da cara irritada da ruiva. — Você só pode ser cega, além de burra.

- O que quer dizer? — Perguntou brava.

- É notório a quilômentros que Aiolia está apaixonado pelo meu primo, ele só não quer aceitar, e você fazendo ele ter essas crises de ciumes só faz com que ele se aproxime mais ainda dele. — Riu o moreno. — Você não sabe jogar.

- Cala a boca.

- Cuidado ruiva, pois eu sei sobre você. — Marin saiu do salão e não percebeu quando Aiolos se aproximava do moreno.

- Ela soltou algo?- Perguntou nervoso, temia pelo possível ataque ser feito na madrugada quando todos já estivessem dormindo.

- Não, mas é bom que você continue como se não soubesse quem ela é de verdade, finja apenas que lhe alertei sobre ataque, mas que não falei nada, uma hora ela vai se entregar, só temos que esperar.

- Certo, mas por via das duvidas, vou deixar o castelo bem protegido a noite.

- Não acho que seja quem for ainda vá atacar hoje, ela deve tê-los alertado que estamos ciente disso. — Concluiu o moreno.

- Mas é melhor está preparado em todo caso. — Aiolos voltou ao salão sendo seguido por Shura, que estava preocupado com o primo, que ainda não tinha voltado com Aiolia.

No quarto o castanho andava de um lado para outro irritado, não sabia por onde começar a brigar com o lilas. — Pare de andar assim, estou ficando tonto. — Mu jogou-se na cama cansado, já tinha trinta minutos em que estava ali vendo o castanho numa briga interna.

- Não seja cínico, você deveria me respeitar, sou seu marido. — O castanho falou pela primeira vez e estava alterado pela fúria.

- Do que está falando? — O lilas não entendia o motivo de todo aquele ataque do outro.

- De você e do seu primo.

- Não seja ridículo Aiolia, eu e Shura estávamos apenas brincando, agora você e aquela mulher, eu sei da história de amor de vocês. — O lilas irritou-se.

- Não me responda e não se faça de vitima.

- Não estou fazendo nada, apenas vejo o que todos vêem, que você está infeliz por ter se casado comigo e olha que não estamos casados nem há um dia e que possivelmente já esteja planejando casar de novo com aquela ruiva.

- Não venha com essa para cima de mim. — Bradou o castanho puxando o lilas pelo braço.

- Você está me machucando.

- Você me pertence não ouse flertar com ninguém.

- Não estava flertando, apenas conversávamos.

- Não quero você conversando com ele novamente.

- Não pode me proibir.

- Sou seu marido e como tal...

- VOCÊ NÃO AGE COMO MEU MARIDO. — Gritou o lilas soltando-se o castanho. — Você nunca agiu como meu noivo, então não venha colocar imposições em cima de mim, você não tem esse direito e Shura é meu primo, falo com ele quando eu bem entender. — Mu estava saindo do quarto quando foi seguro pelo castanho e atirado na cama.

- Quer que eu aja como seu marido, como seu noivo, pois bem vou agir. — Aiolia subiu em cima do lilas e começou a beijá-lo de forma forçada, bruta Mu tentava resistir mais era fraco demais para parar o maior que o dominava fácil.

Aiolia beijou os lábios do lilas com força e pediu passagem com a língua de forma bruta, mas teve a passagem concedida, sentiu os lábios doce do lilas e percebeu que há tempos tinha vontade de beijá-lo de novo, notando isso, passou a beijá-lo com mais calma e mais paixão, sentindo a entrega do lilas com a mudança de atitude.

Aiolia retirou sua roupa de forma rápida e junto tirou a de Mu que não fez nada para impedia-lo pois assim como o castanho estava entregue ao desejo que sentia por ele, logo os dois encontravam-se nus, e sem delongas Aiolia penetrou Mu fundo, fazendo o menor soltar um longo suspiro e arquear a costa coma dor que sentiu.

Aiolia iniciou um vai e vem intenso dentro do menor que logo gemia de prazer junto com o maior, os dois deliravam de desejo e devido ao desejo ser tão grande entre eles os dois chegaram ao ápice juntos e rápido.

Mesmo tendo gozado nenhum dos dois estava realmente satisfeito, afinal aquele ato tinha sido tão rápido e tão sem proveitos que parecia que nem tinha acontecido, sendo assim logo Aiolia estava duro novamente.

- Dessa vez vamos fazer direito. — Aiolia sussurrou no ouvido do castanho o beijando em seguida de forma lenta e sensual.

Notas finais
Gente vou deixar vocês curiosos parando aqui, não se preocupem que no outro capitulo terá a continuação do ato e uma surpresa....