Aprendendo

18 Bebê milagroso parte II


Notas iniciais
https://youtu.be/CsxqVKsDasQ-Davina andando pela primeira vez.

P.O.V. Vincent.

Depois do experimento, eu nunca me imaginei sendo pai. Tendo uma vida.

Mas, agora depois que encontrei a Catherine, depois de todos os problemas que enfrentamos e do milagre que recebemos tudo parece se encaixar. Tenho a sensação de que tudo aquilo aconteceu por uma razão, por um propósito maior.

E com as minhas duas lindas garotas eu finalmente encontrei meu propósito maior.

A Davina é tão especial, ela não fala com palavras. Ela se comunica telepaticamente. Ela se mostra mais e mais poderosa com o passar de cada dia.

Estando com elas, todo dia é uma aventura diferente. Uma descoberta.

Como eu meio que estou morto eu fico em casa com a Davina e a Catherine trabalha.

—Gente cheguei!

—Mamãe temos uma surpresa!

—Ai Meu Deus! Ela está andando. Quando foi que ela começou a andar? Eu perdi. Eu perdi tudo.

Ela pegou Davina no colo.

—Eu tenho gravado.

—Eu quero ver, mas não é a mesma coisa.

Ele colocou o DVD pra passar e eu pude vê-la dando seus primeiros passinhos.

—Eu odeio ser Agente do FBI.

—Você ama ser Agente do FBI.

—Nesse momento eu odeio.

—Você está coberta de sangue Catherine o que aconteceu?

—Tiroteio. Eu não fui atingida, mas tive que ajudar uma moça que foi.

—Tudo bem, mas esse ferimento na cabeça ta feio.

—Eu to bem Vincent. Passei no hospital antes de voltar pra casa. Por isso eu tenho vinte pontos na testa. Mas, eu peguei o cara.

Eu ia dar um beijo em Catherine quando Davina se enfiou no meio. Ouvi ela falando na minha cabeça.

—Então a mamãe é sua e só sua?

Ela assentiu com a cabeça.

Cat pegou a Davina no colo.

—Eu não posso nem dar um beijinho no papai?

—Não.

Nós rimos ela deitou a cabecinha no ombro de Catherine.

—Eu fiz sopa.

As duas torceram o nariz. Igualzinho, determinados gestos, expressões fazem Davina se parecer ainda mais com Catherine e se parecer comigo também.

—Adorei. Ficaram iguaizinhas.

—Tal mãe tal filha né amor?

Davina fez cara de levada.

—Temos que apresentar a Davina ao JT.

—É nós temos.

Foi só fechar a boca o JT passou pela porta.

—Oi gente pra quando é... já nasceu?! Olha o tamanho da criança! É um bebê mutante!

—Sim ela é mutante. Uma mutante classe cinco. Nível Ômega. Mas, ela já está com quase um ano.

—Um ano?!

—Você não sai do esconderijo pra nada JT e eu não poderia arriscar levar a Davina pra lá.

—Ela adora mexer em coisas que não deve?

—Ama. Os seus equipamentos seriam um prato cheio pra ela.

—Davina ein?

—Sim. Vem significa divina.

—Vem a Cat está trocando a fralda dela.

—Não estou mais.

—Essa é ela?

—É. Ela não fala com palavras ainda, mas se comunica telepaticamente.

O bebê acenou pra mim.

—Oi. Eu sou amigo do seu pai. Conheço ele desde que tinha a sua idade.

Ela colocou a mão na boca.

—Ela não ta entendendo nada né?

—Ela entende sim. Só esta meio cansadinha.

Ela continuava mordendo a mão.