Aprenda a dar valor
2 Do not overreact.
Notas iniciais
Enjoy ;*
Não faça escândalo — Do not overreact
Anteriormente em Aprenda a dar valor:
Apareci em um parque... Ninguém me via, apesar de estar com aparência de quando venho a terra, ainda estava em forma espiritual.
Hora de achar as garotas.
~~~~ P.O.V DO ANJO ~~~~~
Não seria difícil posso senti-las.
Apesar de não ser a primeira vez que venho a terra, senti um calafrio ao pisar naquele local.
Fechei minha mente para as lembranças que insistiam em entrar na minha cabeça.
Me concentrei nas meninas e fechei os olhos.
Mexi minhas pálpebras calmamente e estava em um hifol, para humanos uma espécie de local de estudos. Olhei para a esquerda e avistei uma morena com cabelos extremamente liso uma pequena franja e uma mecha rosa.
–Vem Lena, já vai começar a aula. Uma morena a puxou.
–Calma, Bonnie.
Ela me parece uma pessoa boa... Se bem que com tudo que já havia visto, não seria de me admirar se não fosse.
O melhor local para se ter acesso as coisas e seres celestiais, é um local tranquilo, com o som da agua, e a agua em si. É disso que precisava no momento.
Fechei minhas pálpebras e me concentrei no local, mais calmo que conheci nós tempos que... Bom, isso e passado.
Abri meus olhos e estava na cachoeira, nunca tinha ninguém no local por ser de difícil acesso, não no meu caso. No local se via muitas rochas e a natureza estava claramente presente, olhei para agua e passei a mão nela.
–Agua divina. Falei baixo. Uma luz começou a se formar. –Me mostre aquilo que desejo ver. Sussurrei.
As imagens começaram a se formar na água.
Pareciam se fundir como num quebra-cabeça.
–Você não vai Katherine! O pai da menina a segurou.
–Vou sim, qual é pai o que pode acontecer. Ela se soltou dele de forma rápida.
–Muita coisa pode acontecer, você não vai sair daqui Kath. Insistiu o homem.
–Eu te odeio. Gritou a morena.
–Vai me odiar, vai, mas em casa e na sua cama. Ele a olhou firmemente.
–Eu vou sim pra aquela festa e você não vai me impedir, vai te catar. Ela falou e saiu correndo pra fora da casa.
–Katherine Gilbert volta aqui. Ele gritou e foi atrás da menina.
–Me deixa em paz. Ela saiu e entrou em um carro que se encontrava em frente a casa.
A Katherine saiu deixando o pai impaciente.
A agua ficou transparente novamente, e logo voltou a se formar.
Um local cheio de pessoas e uma musica alta como chamam aqui... Festa, uma festa. Em um canto mais afastado se encontrava a Katherine com dois homens e uma mulher, todos eles estavam com coisas na boca, coisas que soltavam uma fumaça forte, menos Katherine ela os olhava.
–Vai Kath toma pega um pouco. Ofereceu um loiro.
–Não estou bem aqui, vou pegar uma bebida. Ela levantou e saiu dançando pelo local. Barulhos altos foram escutados e todos começaram a gritar e se abaixar.
–Tiroteio! Gritavam.
Katherine pegou um aparelho preto e colocou perto do ouvido.
–Pai, Pai, me ajuda... tem bandidos aqui, eles estão atirando. Ela falava nervosa.
–Estou indo, se proteja filha, estou indo. Ela tirou o aparelho do ouvido e se escondeu atrás de uma mesa.
Novamente a agua se deformou e se formou.
–Pai. A menina gritou ao ver o carro se aproximar. Ela saiu de detrás da mesa, tiros ainda eram escutador de forma bruta.
–Não Kath fica abaixada. O pai da garota gritou e saiu do carro.
–Pai. Kath gritou e se aproximou do carro o pai dela saiu, e a abraçou, abraçou mesmo sentindo um impacto e uma dor indescritivel, a abraçou protetoramente, na esperança de que pudesse proteger sua pequena rebelde, aquela que ele tanto amava, amava da mesma for que a sua irmã, ele a amava tanto que mesmo depois de sentir o impacto abraçou ainda mais forte sua pequena e correu para o carro, correu como se a vida da sua filha dependesse disso, e dependia. Ele sentiu outro impacto mais dessa vez ele se jogou no carro com sua filha, e não sentiu dor, olhou para sua pequena e ela chorava.
–Pai, você esta machucado. Ela chorava muito. –Não me deixa por favor. Os olhos do homem foram se fechando e o da garota também.
A imagem se desfez voltando aparência da água.
–Mas... Ele morreu? Sussurrei.
Antes de julgar quem teria que mudar, eu precisava saber mais da historia.
Fechei meus olhos. Lembranças de Katherine Gilbert. Mentalizei e tudo começou a se formar.
A garota ficou em coma pro três dias, havia sido baleada, após sobe que seu pai havia morrido, ela foi culpada pela irmã, irmã a qual sempre foi como Katherine julga a “Certinha” da família.
Katherine passou a usar drogas, após sua irmã entrou pra faculdade, a fazendo odiá-la por sempre fazer de tudo para ser melhor, Elena a culpa pela morte de seu pai e isso e o motivo dela odiar tanto Katherine.
Depois disso Katherine foi expulsa de casa após chegar bêbada e brigar com Elena de forma que a irmã foi parar no hospital por perda de sangue devido ao corte no pulso causado pela gêmea da mesma.
Abri meus olhos tentando me livrar dessas lembranças, minha decisão já estava feita, Katherine errou e meu trabalho será juntar essas duas fazendo ela se redimir e só assim elas poderão passar pelo problema que virá juntas.
(*)
Nesse momento eu olhava para Katherine, ela dormia profundamente.
Como me comunicar sem ela pensar que estou blefando... Há sim... Talvez sirva.
–Katherine.
Ela corria pela grama e parou sentindo a brisa contra seu corpo.
–Katherine. Falei e a morena se virou para me olhar.
–Quem e você? Ela perguntou.
–Sou um anjo. Sorri.
–Ok, já entendi estou sonhando. Ela falou e eu me aproximei.
–Está sim. Ela respirou fundo. –Preciso falar com você, e quero que acorde, mas prometa que não fara um escândalo.
–Sei. Ela começou a rir. –Esta me dizendo que quando eu acordar terei um anjo no meu quarto? Ela perguntou e eu assenti. –Claro, vampiros e lobisomens também.
–Eu estou falando serio. Minha afeição mudou.
–Sim está. Ela voltou a rir descaradamente.
–Pelo que percebi não dará para poupar seus gritos. Estalei meus dedos.
Sai da minha forma espiritual, para a “humana” e me sentei na cama vendo Katherine abrir os olhos calmamente.
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