Notas iniciais
Eu nunca consigo sumir por muito tempo, né? (Mentira, daqui a pouco eu morro e não tenho desculpa, porque eu sou assim, perdão lol) Primeiramente meus mais sinceros agradecimentos à minha irmã, Ella. A ideia da luva foi bem mais dela do que minha, porque, por mim, eu deixava o Stan se virar, ele consegue (Eu sou ruim, desculpa ;w;) e quando comecei a trabalhar com a luva eu não fazia nem ideia de como ela seria nem nada e minha irmã que é absolutamente mais inteligente me deu as dicas. Além do mais ela tem me aturado desde que eu comecei a escrever isso com a revisão e a leitura de cada capítulo e eu enchendo a paciencia dela com "E se..."s. Obrigado, criança, sem você as coisas não estariam acontecendo ♥ E por todos que ainda não desistiram da fic e desse idoso que vos escreve ♥ Bem, não tenho muito mais a declarar. Boa leitura~

— Eu não acredito que aquele panaca esteve aqui e mandou o convite pela droga do correio! – Stan reclamou, enfiando algumas coisas dentro da mala. Fidds sorriu atrás dele e negou com a cabeça. “Esse é o tipo de coisa que você faz pessoalmente, não é?” pensou sozinho, um pouco emburrado. O marido foi argumentar, mas foi interrompido antes mesmo de começar: — Não, Fidds, é claro que ele sabia! Você não planeja um casamento em, o que? 2 Meses! O panaca provavelmente veio aqui só pra isso, ficou uma semana e não disse nada. Se ele teve todo esse trabalho porque deixaria pra depois? – Suspirou e se alongou, estralando as costas e virou-se para Fidds, que colocou-se a sua frente, arrumando-lhe os cabelos com carinho.

— Acho que a visita o fez repensar o convite. – Selou aos lábios dele ternamente, o maior arqueando a sobrancelha. – Você notou, não notou, querido? – O menor alcançou o convite, que descansava ao lado da mala aberta, sobre a cama, entregando-o a ele. Stan releu e sorriu abobado. Ele certamente havia percebido, mas não assimilara nada.

— Stanford Pines e família. — Leu em voz alto, o sorriso ainda enfeitando-lhe o rosto, o peito aquecido. Fidds sorria também. Apesar do convite estar endereçado a Stanford Pines, ele estava feliz, porque completava com E Família. O marido havia o contado que haviam conversado e de quanto o irmão o considerava. E agora, Shermie tendo aceito Fiddleford e Tate, não teria como ter feito Stanley mais feliz, fosse de um jeito ou de outro.

Respirou fundo mais uma vez e olhou para o espelho. Estava nervoso, é claro que estava. Era a primeira ver que iria “voltar para casa” em anos. Rever Shermie, o que seria a parte menos complicada. Os antigos cenários. Os pais. Todos estariam presentes. Como lidaria com isso? E o motivo disso tudo, certamente: o sobrinho. Quando havia o visto pela ultima vez? Talvez tivesse o carregado no colo algumas vezes, pelo que podia lembrar, antes de ser colocado pra fora de casa. Ele ainda era pequeno, naquela época. Não lembrava de tê-lo visto depois disso. Mar Stanford certamente havia. Ele devia ter o visto crescer, até sair de casa, pelo menos. Depois de se isolar do mundo e esquecer-se da família completamente. E agora, para Stanley, que era como se estivesse o conhecendo pela primeira vez, teria que fingir que já o conhecia. Isso ia ser complicado. Ao menos com a parte da “enganação” já estava acostumado. Mas não tinha certeza se queria mesmo ir. Por um bom momento aquilo pareceu ser simplesmente demais para ele. Não sabia se estava pronto para revê-los. Todos. Enfrentar aquele velho passado. Talvez até pudesse tentar como Stanley, mas definitivamente não estava pronto passando-se por Stanford.

— Stan?

— Eu não sei se quero ir, Fiddleford... – Ele murmurou, percebendo o que havia dito só depois das palavras terem deslizado para fora. Tentou se justificar, prontamente: — Sabe, não assim. Como... o Ford. Eu tenho enganado esses trouxas esses anos todos, porque eles são turistas. Eles não me conhecem ou o Ford. Mas é minha família. Se eles acabarem percebendo... – O menor assentiu e moldou-lhe o rosto com ambas as mãos com carinho, o olhar preocupado. Stan retribuiu.

— Conversamos sobre isso. Você tem que ir, Stan, querido. Sherman acha que você se afastou por medo da rejeição, por ser gay. Agora, se você não aparecer, mesmo depois dele ter te aceitado, vai ser bem mais suspeito. – Olhou fundo nos seus olhos e o olhar de Stan estava como em todas aquelas vezes que ele pensava que não conseguiriam trazer o irmão de volta: Assustado com possibilidades. Muitas coisas podiam acontecer, de fato, e muitas coisas ruins poderiam acontecer. Mas não aparecer seria pior do que elas, não é? O maior negou com a cabeça.

— E se eu aparecer não vai ser pior? – Ele levantou uma das mãos, aberta, movendo um dedo de cada vez, em uma contagem. Fidds deu um sorriso maroto, Stan ficando sem entender, mas achando aquilo extremamente sexy. – O-que-foi-isso?

— Foi a primeira coisa que eu pensei depois da coisa toda. – Mentira, Fiddleford pensou sozinho. A primeira coisa havia sido Stanford, e, então a ideia veio depois disso. Mas ele simplesmente manteve aquele sorriso, piscando para o marido. Deu-lhe as costas e aproximou-se da cômoda, curvando-se para abrir a ultima gaveta. Stan obviamente não perdeu a oportunidade e aproximou-se dele, passando as mãos pela sua cintura, logo puxando-o um pouco, colando um pouco os corpos, pressionando o baixo ventre contra a região. Fidds, levemente surpreso, não teve uma reação imediata, além de gemer baixo devido a investida. – Ohh, Stan... – Levantou a coluna, endireitando a postura, mas Stan não se afastou um milímetro que fosse, o corpo colado ao dele, a respiração quente agora na sua nuca. O menor sentiu os lábios úmidos e quentes do marido no seu pescoço, beijando a região sugestivamente.

— Só um pouco, Fidds... – Pressionou-se novamente contra ele.

— Hmm... – Fiddleford distanciou-se minimamente, apenas o suficiente para poder virar-se de frente para Stan, deixando-se envolver, os corpos colados, sendo logo tomado por um beijo quente e intenso, correspondendo com tudo que podia enquanto as mãos habilidosas do marido deslizavam pela sua costa, rumo ao sul, apertando a região ao alcança-la, o menor gemendo baixo. – Stan...

E então foram interrompidos por batidas na porta e, sem esperar o consentimento de qualquer um deles, Tate a abriu. Deparando-se com a cena, negou com a cabeça e cruzou os braços, sorrindo, encostando-se no batente da porta.

— Eu tinha certeza que não íamos pegar a estrada hoje se eu não viesse verificar o andamento das malas. Não é? – Fiddleford sorriu constrangido, totalmente corado, e afastou-se de Stan, voltando a procurar seja lá o que fosse na gaveta, agora de joelhos. Stan deu de ombros, fazendo uma careta e foi para perto do rapaz, dando-lhe um peteleco no boné.

— Eu te avisei que te chamaríamos quando estivéssemos prontos, não é? – O rapaz devolveu-lhe um sorriso divertido, enquanto o outro também cruzava os braços, encostando-se ao seu lado.

— Eu sei. Mas também sei o quanto alguém acha meu pai irresistível com certas roupas que deixam certas coisas em evidencia, não é, Senhor Mistério? – Stan até teria corado se não tivesse achado aquilo extremamente divertido. Arrumou-lhe o boné na cabeça. – Obrigado, pai. – Fiddleford deixou o que havia pego na gaveta sobre a cama e se aproximou dos dois, tirando o boné da cabeça do filho.

— É um casamento, Tate. Não vou ter que confiscar isso, não é? – O rapaz fez uma careta, mas acabou sorrindo e murmurando que seria só durante a viajem. Fidds sorriu e devolveu-lhe o boné.

— E logo vai ser o seu, não é, garoto? – Stan provocou, rindo. O filho inflou a bochechas, corando de leve, mas acabou dando de ombros.

— Só se o senhor for o padrinho. – O outro sorriu orgulhoso.

— Esse garoto saiu melhor que a encomenda, Fidds! Bom trabalho! – Deu-lhe um tapa nas costas, fazendo o menor pender para a frente.

— Vou deixar os dois terminarem de se arrumar. – Declarou Tate antes de sair. – Com a porta aberta! – Acrescentou o aviso já de longe. Stan gargalhou e Fidds suspirou, negando com a cabeça ainda um pouco corado.

– Você dizia, Fidds? – Voltou-se para Fidds!

— Ah! – Ele pegou na cama a caixa. – Depois da visita do Shermie... Pensei na possibilidade de você acabar tendo que ir para algum natal em família ou alguma coisa da espécie... – Virou a caixa para o marido e a abriu, um par de luvas descansando no seu interior aveludado. – Eu fiz isso. Não é nenhum robô nem nada! Nem vai ser usado pra destruição dessa vez... – Pigarreou. – Talvez possa ajudar, sabe? Parcialmente... — Stan pegou uma das luvas em mãos e confirmou o que havia imaginado: Seis dedos. Cinco deles com o encaixe perfeito para os seus, como uma luva comum. O outro revestido, de alguma forma. Vestiu-a, mexendo os dedos com curiosidade. – Tem um dispositivo, — Explicou Fiddleford. – Você ativa com o mindinho, com o movimento, — Mostrou o ultimo dedo de Stan, penúltimo da luva, a sua ponta também revestida, dando a impressão de ser mais longo, o dispositivo provavelmente instalado na ponta. – E o dedo fantasma o acompanha. Não é nada sofisticado, e ainda pode dar errado, é mais um protótipo em que eu estava trabalhando, não achei que fosse ser necessário tão já. Então...

— Mesmo assim, você se empenhou nisso. – Concluiu, avaliando a luva, ainda impressionado. Fosse o trabalho de Fiddleford ou sua preocupação com os detalhes. Em como se importava. – Eu nem sei o que...

— Não foi nada demais, querido. – Tirou a luva da mão do marido com cuidado e devolveu à caixa, acomodando-a na mala. Em seguida voltou para perto de Stan, descansando a cabeça no seu peito, esperando ser envolvido. Ele atendeu seu pedido sem demora. – Fique tranquilo, uh? Aconteça o que acontecer, eu vou estar com você. Sempre. – O maior sorriu, assentindo.

— Obrigado, Fidds. De verdade, eu não fazia ideia de como ia encarar isso. Não que eu faça agora, pelo menos uma coisa a menos.

— A mais. – Acrescentou ele, rindo. Stan sorriu, negando com a cabeça.

— Sempre gostei das mãos do Ford.

— São especiais. – Concordou, beijando-lhe a testa. “Lindas”, Stan completou sozinho, sem se dar conta. – Agora por que não terminamos de arrumar tudo, querido? A viajem é longa e...

— Antes que o Tate venha dar outra bronca. –Deu de ombros e eles riram. Então abraçou o marido mais carinhosamente, em silencio por alguns segundos. – Fiddleford. – “Uh?” o outro questionou baixo, dando-lhe um selinho. – Obrigado. – A resposta de Fidds veio na forma de um sorriso doce.

Notas finais
Eeeentão, crianças, eu posso ou não fazer a cena do casamento. Eu estou deixando essa decisão completamente nas mãos de vocês porque, francamente, por mim, eu não sei o que fazer. Eu quero e também não quero, então, pra onde pender a balança, eu me atiro lol Se vocês quiserem eu posso trabalhar no casamento com carinho, estou cheio de ideias ♥ E se acharem que tudo bem pular ela, tudo bem também, tenho minhas inseguranças, vocês decidem ♥ E teve Tate e vai ter Tate porque eu adoro essa criatura~ Obrigado por terem lido até aqui, tio Adrew ama vocês~