Notas iniciais
Trégua? Trégua. Por enquanto lol

A cerimônia simples e “não-oficial” ocorreu algumas semanas depois e,a pesar de nada de extravagante, foi adorável.

Stan estava ansioso. Como se não soubesse nenhuma das respostas. Como se imaginasse que Fiddleford, mesmo depois de tudo, pudesse dizer “não”. Mas ele sabia qual seria a resposta, não tinha que se preocupar, não é? Respirou fundo mais algumas vezes, terminando o nó da gravata borboleta. Sorriu para o seu reflexo no espelho e arrumou o cabelo. O terno preto, simples, havia caído bem. Pousou as mãos na cintura. Ele podia dizer: Estava orgulhoso de si mesmo. E ansioso. Céus, como estava ansioso. No outro quarto Fiddleford também parecia bem mais desesperado do que era realmente necessário. O terno era branco e a camisa que vestia por baixo, rosa. Respirou fundo, arrumando os óculos. Certamente era um dia importante. Oh, de fato era. Mas estava feliz. Como estava feliz.

Quando Fiddleford finalmente saiu, no fundo da Cabana dos Mistérios, o noivo já estava o esperando. Ele, Tate e alguém que Stan arrumara para o”oficializar” tudo (e, isso vindo de Stan, certamente já sabemos o que esperar). E, a partir daí, as coisas ocorreram extremamente sentimentais. E o olhar de Stan se iluminou quando o viu, seu coração sendo subitamente aquecido por um calor que nada tinha a ver com o sol. E ele sorriu.

Fiddleford usava branco e estava lindo. Ele era lindo, céus. Stan se arrependeu de não tê-lo pedido em casamento mais cedo. Queria ter visto essa cena antes, queria ter guardado-a com carinha mais cedo. E, secretamente, desejou que pudesse tê-lo desde sempre. O dia estava ensolarado, mas o sorriso de Fidds era mais radiante que todo o sol e era o que iluminava todas as coisas. Ele estava tão feliz e, céus, Stan, com um terno um pouco mais sofisticado do que as roupas que costumava usar, também estava.

E, definitivamente, foi o homem mais feliz do mundo quando Fiddleford Hadron McGucket o aceitou como seu “legitimo” esposo. Ele quase, quase chorou, quando o outro disse “Sim”. Tate também parecia bem comovido. E Fidds não abandonou o sorriso largo por um segundo sequer, nem mesmo quando os olhos ficaram subitamente úmidos demais.

E então “Pode beijar o noivo” foi dito e Stan puxou-o pela cintura e colou seus lábios aos dele, algumas lágrimas realmente escorrendo pelo rosto do menor enquanto o beijo ganhava aquela paixão. E Tate jogou arroz e eles riram, o maior enchendo o rosto de Fidds de beijinhos ternos, até todas as lágrimas irem embora. E então dançaram eles e se divertiram e esperaram o tempo passar. E sorriram e riram até as coisas parecerem bem mais perfeitas que em um sonho.

E, por uma vez na vida inteira, o universo resolveu atender um pedido de Stanley Pines, mesmo que só por um tempo: Ele queria que aquele momento fosse eterno. E aquele dia foi o dia mais longo de que ele tinha lembranças, para sua plena e eterna gratidão.

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A primeira coisa que Fiddleford fez quando chegaram à praia onde passariam alguns dias em um curto período de “férias” que Stan surpreendentemente insistira em lhes dar, como uma forma de “lua de mel” não planejada, foi comprar duas daquelas camisas havaianas estampadas e coloridas, como aquela que Stan havia visto na casa do irmão tantos anos atrás. Uma para cada um. E Stan finalmente, depois de tantos anos, havia desvendado ao menos um dos mistérios sobre aquele lugar: Então havia sido pelo gosto extremamente questionável de Fidds que a peça havia ido parar lá. A única coisa que conseguiu fazer ao dar-se conta disso, ao invés de se deprimir com a lembrança, foi rir. E ele teve que usá-la. Não conseguiria dizer não ao marido, que a entregara para ele tão feliz e animado com aquele sorriso bobo, quase infantil. Como poderia negar isso? Bom, a única coisa que o restava era esperar que ele não encontrasse óculos como aqueles.

E ele encontrou.

— Oh, pare, Stan! Você está uma graça! – Fez uma reverencia, cheio de cores e estampas. O outro caiu na gargalhada.

Durante os passeios que fizeram descalços pela areia perto do mar, sem dar as mãos, mas muito próximos, Fidds usou um chapéu de palha realmente grande para proteger-se do sol, mesmo depois de passar uma quantidade razoável de protetor solar.Eles quase chegavam a transbordar mais que o mar, de felicidade.

E a areia ainda estava morna, no final da ultima noite de férias, embora o sol já tivesse ido embora há algum tempo. Havia sido um dia quente, apesar de tudo, e o barulho das ondas tranquilas agora era calmante. E a vista linda. Mas não mais que a que Fiddleford teve ao virar um pouco o rosto, deixando de fitar o mar para fitar o marido, com carinho. Ao invés de continuar apreciando o mar, o céu, a praia toda, que era iluminada apenas pelo luar, preferiu manter os olhos pousados em Stan, O homem que escolhera amar. Porque aquela era a única paisagem da qual precisaria o resto da sua vida. O outro, notando estar sendo observado, também voltou-se para Fidds e os olhares se cruzaram. Sorriu para ele.

Fiddleford sentia a areia nos pés, uma brisa suave, o cheiro do mar, sua mão sendo segurado com carinho e então, os lábios de Stan sobre os seus. Algumas coisas, definitivamente, podiam ser definidas como “felicidade”.

Notas finais
Nha, foi só pra descontrair mesmo. Sei que não é meu melhor capítulo, é que eu sempre tive um problema imenso com casamentos e na verdade eu o reescrevi umas boas 4 vezes, é que eu senti que não podia deixar esses momentos faltarem. Depois disso voltamos à nossa programação normal o> Obrigado por ter lido até aqui ♥